Tatiana Cavalcanti
do Agora
Financiar uma geladeira, uma televisão ou um computador é mais vantajoso nos bancos do que nas lojas, especialmente após a redução de juros anunciada pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.
O Agora comparou as condições oferecidas pelos dois bancos com uma rede de lojas que parcela os produtos em até 24 vezes com juros.No caso do parcelamento usando o empréstimo consignado para o trabalhador comprar uma televisão LED 3D, que custa R$ 3.299, o valor da parcela fica em R$ 168,23 na Caixa e R$ 179,20 no Banco do Brasil.Já na loja, a parcela vai ficar em R$ 261,61.
A diferença do valor que será gasto com todo o financiamento é de R$ 2.241,12 --dá até para comprar uma geladeira.
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sexta-feira, 13 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Novo cartão promete até 200 prestações; analistas sugerem cuidado
Aiana Freitas
Do UOL, em São Paulo

Segundo o vice-presidente da Shopcards, Marcello Gimenez, assim como já acontece com os cartões tradicionais, em alguns casos os consumidores poderão parcelar as compras sem pagar juros.
Quando os parcelamentos forem mais longos, ainda assim as taxas serão inferiores àquelas encontradas em outras modalidades de crédito de longo prazo, segundo a empresa. “Ficarão entre 2,5% e 3%”, estima Gimenez.Atualmente, a taxa média cobrada pelos bancos nas linhas de empréstimo pessoal, por exemplo, é de 3,81% ao mês, ou 56,63% ao ano, segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
Taxa do rotativo será mais baixa que a média, diz empresa
De acordo com Gimenez, quem não conseguir pagar integralmente no prazo e tiver de entrar no crédito rotativo também pagará taxas inferiores às cobradas atualmente. Em fevereiro, a taxa média do rotativo estava em 10,69% ao mês, ou 238,3% ao ano, segundo a Anefac.Caberá ao lojista decidir a quantidade de parcelas que será oferecida ao consumidor, assim como os juros cobrados. A promessa da Shopcards, porém, é que as taxas serão sempre menores que as médias encontradas hoje no mercado.Tanto os juros mais baixos como o parcelamento de longo prazo serão condições impostas em contrato aos lojistas, segundo a empresa. Mas ela não revelou quais os juros mínimos e qual o prazo mínimo que as lojas terão de oferecer por contrato.Os consumidores também não precisarão pagar anuidade. Para os lojistas, uma das vantagens será que eles não vão precisar pagar pelo aluguel da maquininha em que passam os cartões na hora da compra.Gimenez afirma que o objetivo da Shopcards é popularizar o consumo. "O consumidor deixa de comprar mais por causa do seu limite de crédito", afirma. Especialistas, porém, recomendam cautela aos consumidores no uso do parcelamento de longo prazo.
Cartão será oferecido em shopping de decoração
Uma das primeiras parcerias firmadas pela Shopcards foi com o Shopping D&D, em São Paulo, especializado em decoração. Uma incorporadora de imóveis também está entre as parcerias já feitas pela empresa.Gimenez acredita que o parcelamento de longo prazo poderá ser interessante, entre outras situações, para a compra de viagens, móveis e artigos de decoração.Ele cita o exemplo de quem compra um imóvel na planta e, com as chaves nas mãos, ainda precisa arrumar dinheiro para móveis, eletrodomésticos e objetos de decoração.
"Com o cartão será possível, na hora da compra do imóvel, já fechar também a compra da decoração em 200 vezes, por exemplo", diz.
Do UOL, em São Paulo
É natural que o consumidor que tem dívidas no cartão de crédito queira, o quanto antes, se livrar do problema. Mas de nada adianta negociar a dívida e acabar assumindo prestações que não cabem no bolso.Uma nova empresa de cartão de crédito chega ao mercado nos próximos dias prometendo parcelamentos em até 200 vezes, ou mais de 16 anos. A expectativa da Shopcards é conquistar 2 milhões de clientes em um ano.Mas não há garantia de que essas prestações realmente chegarão a 200. Quem vai definir isso serão os lojistas. Ainda não há nenhuma empresa operando efetivamente com o cartão.Além do parcelamento de longo prazo, a empresa diz que vai oferecer condições diferenciadas tanto para os consumidores como para os lojistas.A ideia é substituir os tradicionais carnês das lojas de móveis e eletrodomésticos e oferecer o cartão nos locais em que essa modalidade de pagamento geralmente não está disponível, como consultórios médicos.
Segundo o vice-presidente da Shopcards, Marcello Gimenez, assim como já acontece com os cartões tradicionais, em alguns casos os consumidores poderão parcelar as compras sem pagar juros.
Quando os parcelamentos forem mais longos, ainda assim as taxas serão inferiores àquelas encontradas em outras modalidades de crédito de longo prazo, segundo a empresa. “Ficarão entre 2,5% e 3%”, estima Gimenez.Atualmente, a taxa média cobrada pelos bancos nas linhas de empréstimo pessoal, por exemplo, é de 3,81% ao mês, ou 56,63% ao ano, segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
Taxa do rotativo será mais baixa que a média, diz empresa
De acordo com Gimenez, quem não conseguir pagar integralmente no prazo e tiver de entrar no crédito rotativo também pagará taxas inferiores às cobradas atualmente. Em fevereiro, a taxa média do rotativo estava em 10,69% ao mês, ou 238,3% ao ano, segundo a Anefac.Caberá ao lojista decidir a quantidade de parcelas que será oferecida ao consumidor, assim como os juros cobrados. A promessa da Shopcards, porém, é que as taxas serão sempre menores que as médias encontradas hoje no mercado.Tanto os juros mais baixos como o parcelamento de longo prazo serão condições impostas em contrato aos lojistas, segundo a empresa. Mas ela não revelou quais os juros mínimos e qual o prazo mínimo que as lojas terão de oferecer por contrato.Os consumidores também não precisarão pagar anuidade. Para os lojistas, uma das vantagens será que eles não vão precisar pagar pelo aluguel da maquininha em que passam os cartões na hora da compra.Gimenez afirma que o objetivo da Shopcards é popularizar o consumo. "O consumidor deixa de comprar mais por causa do seu limite de crédito", afirma. Especialistas, porém, recomendam cautela aos consumidores no uso do parcelamento de longo prazo.
Cartão será oferecido em shopping de decoração
Uma das primeiras parcerias firmadas pela Shopcards foi com o Shopping D&D, em São Paulo, especializado em decoração. Uma incorporadora de imóveis também está entre as parcerias já feitas pela empresa.Gimenez acredita que o parcelamento de longo prazo poderá ser interessante, entre outras situações, para a compra de viagens, móveis e artigos de decoração.Ele cita o exemplo de quem compra um imóvel na planta e, com as chaves nas mãos, ainda precisa arrumar dinheiro para móveis, eletrodomésticos e objetos de decoração.
"Com o cartão será possível, na hora da compra do imóvel, já fechar também a compra da decoração em 200 vezes, por exemplo", diz.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Caixa terá juro de 1,35% no cheque especial
MAELI PRADO
DE BRASÍLIA
TONI SCIARRETTA
FABIO MAZZITELLI
DE SÃO PAULO
Após o Banco do Brasil provocar a concorrência com juros baixos, chegou a vez de a Caixa Econômica Federal surpreender com uma abordagem ainda mais agressiva.
O banco reabre na segunda oferecendo pacotes inéditos para clientes vindos de outros bancos e taxas de cheque especial que começam em 1,35% ao mês --há duas semanas, a média era 8,01%.A Caixa distribuirá aos correntistas de outros bancos formulários para "migração" da conta-salário e oferecerá linha de financiamento chamada "Crédito Azul", pela qual o cliente poderá quitar a "dívida cara" na concorrência e se refinanciar com juros menores no banco estatal.Apesar de o BB ser o maior banco brasileiro, a Caixa tem mais capacidade de abordar clientes de outras instituições. Além de ter 80% do crédito imobiliário no país, ela recebe clientes de outros bancos porque é a gestora do FGTS e implementa serviços sociais do governo, como pagamento de seguro-desemprego, PIS, Bolsa Família e o Fies (crédito estudantil). Juntando todos, o banco tem 56,8 milhões de clientes -- quase 30% da população do país.Bancada pela presidente Dilma Rousseff, a iniciativa dos bancos públicos visa estimular a economia por meio do consumo e forçar Itaú, Bradesco e Santander a reduzirem suas taxas sob o risco de perderem mercado, como ocorreu na crise de 2009.Se o BB informou que cobrará 3% ao mês no chamado rotativo do cartão de crédito (quando o cliente não paga a fatura integral) só no caso de clientes de outros bancos que aderirem ao banco, a Caixa atacará com um piso de 3,97% ao mês para todos nessa modalidade.No caso do crédito com desconto em folha de pagamento (consignado), o piso será de 0,84% ao mês, praticamente a mesma taxa de 0,85% que será cobrada pelo BB para aposentados do INSS, linha conhecida pelo baixo risco de calote.Para crédito pessoal, em um financiamento de R$ 15 mil em 36 meses, as taxas irão variar entre 2,33% ao mês a 2,53%.
A Caixa também anuncia na segunda uma linha de crédito de R$ 8 bilhões para capital de giro direcionado a micro e pequenas empresas.Para divulgar a redução nos juros, a Caixa fez um anúncio de 30 segundos na TV, estrelado pela atriz Camila Pitanga, batizado de "Caixa Melhor Crédito".
gerentes treinados.Em São Paulo, os gerentes da Caixa receberam ontem um folheto com o material de divulgação do corte nos juros, intitulado "Corte Histórico de Juros na Caixa", com a atriz Camila Pitanga como garota-propaganda ""ela já havia sido a estrela do comercial que mostrou os resultados de 2011 do banco.
Editoria de Arte/Folhapress
NOVOS CLIENTES
A ideia da ofensiva da Caixa, segundo comentou um gerente, é captar aqueles que ainda não são clientes, oferecendo algumas vantagens para que estabeleçam um vínculo sólido com a instituição financeira.A Caixa promete anunciar um novo sistema para estimular a portabilidade, mecanismo em que o cliente transfere pagamentos e dívidas de um banco para outro.A "portabilidade de dívidas" está disponível desde 2007, mas ainda não decolou. Isso porque, quando um cliente deseja migrar o empréstimo de um carro, por exemplo, tem de arcar com todos os custos burocráticos e cartoriais, o que anula ganhos com redução de juros.Procurados, Itaú e Bradesco disseram que estudam medidas semelhantes. O Santander afirmou que já tem reduzido as taxas para manter sua competitividade.
com Claudia Rolli e Marianna Aragão, de São Paulo
DE BRASÍLIA
TONI SCIARRETTA
FABIO MAZZITELLI
DE SÃO PAULO
Após o Banco do Brasil provocar a concorrência com juros baixos, chegou a vez de a Caixa Econômica Federal surpreender com uma abordagem ainda mais agressiva.
O banco reabre na segunda oferecendo pacotes inéditos para clientes vindos de outros bancos e taxas de cheque especial que começam em 1,35% ao mês --há duas semanas, a média era 8,01%.A Caixa distribuirá aos correntistas de outros bancos formulários para "migração" da conta-salário e oferecerá linha de financiamento chamada "Crédito Azul", pela qual o cliente poderá quitar a "dívida cara" na concorrência e se refinanciar com juros menores no banco estatal.Apesar de o BB ser o maior banco brasileiro, a Caixa tem mais capacidade de abordar clientes de outras instituições. Além de ter 80% do crédito imobiliário no país, ela recebe clientes de outros bancos porque é a gestora do FGTS e implementa serviços sociais do governo, como pagamento de seguro-desemprego, PIS, Bolsa Família e o Fies (crédito estudantil). Juntando todos, o banco tem 56,8 milhões de clientes -- quase 30% da população do país.Bancada pela presidente Dilma Rousseff, a iniciativa dos bancos públicos visa estimular a economia por meio do consumo e forçar Itaú, Bradesco e Santander a reduzirem suas taxas sob o risco de perderem mercado, como ocorreu na crise de 2009.Se o BB informou que cobrará 3% ao mês no chamado rotativo do cartão de crédito (quando o cliente não paga a fatura integral) só no caso de clientes de outros bancos que aderirem ao banco, a Caixa atacará com um piso de 3,97% ao mês para todos nessa modalidade.No caso do crédito com desconto em folha de pagamento (consignado), o piso será de 0,84% ao mês, praticamente a mesma taxa de 0,85% que será cobrada pelo BB para aposentados do INSS, linha conhecida pelo baixo risco de calote.Para crédito pessoal, em um financiamento de R$ 15 mil em 36 meses, as taxas irão variar entre 2,33% ao mês a 2,53%.
A Caixa também anuncia na segunda uma linha de crédito de R$ 8 bilhões para capital de giro direcionado a micro e pequenas empresas.Para divulgar a redução nos juros, a Caixa fez um anúncio de 30 segundos na TV, estrelado pela atriz Camila Pitanga, batizado de "Caixa Melhor Crédito".
gerentes treinados.Em São Paulo, os gerentes da Caixa receberam ontem um folheto com o material de divulgação do corte nos juros, intitulado "Corte Histórico de Juros na Caixa", com a atriz Camila Pitanga como garota-propaganda ""ela já havia sido a estrela do comercial que mostrou os resultados de 2011 do banco.
Editoria de Arte/Folhapress
NOVOS CLIENTES
A ideia da ofensiva da Caixa, segundo comentou um gerente, é captar aqueles que ainda não são clientes, oferecendo algumas vantagens para que estabeleçam um vínculo sólido com a instituição financeira.A Caixa promete anunciar um novo sistema para estimular a portabilidade, mecanismo em que o cliente transfere pagamentos e dívidas de um banco para outro.A "portabilidade de dívidas" está disponível desde 2007, mas ainda não decolou. Isso porque, quando um cliente deseja migrar o empréstimo de um carro, por exemplo, tem de arcar com todos os custos burocráticos e cartoriais, o que anula ganhos com redução de juros.Procurados, Itaú e Bradesco disseram que estudam medidas semelhantes. O Santander afirmou que já tem reduzido as taxas para manter sua competitividade.
com Claudia Rolli e Marianna Aragão, de São Paulo
sexta-feira, 23 de março de 2012
Governo vai prorrogar IPI menor para linha branca
MARIANA SALLOWICZ
DE SÃO PAULO
LORENNA RODRIGUES
NATUZA NERY
DE BRASÍLIA
O governo Dilma vai prorrogar a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos produtos de linha branca, como fogão, lavadora e geladeira.
Anunciado em dezembro de 2011, o benefício acabaria no dia 31. A redução deverá valer por mais três meses e tem como objetivo estimular o consumo e a indústria.O setor varejista, no entanto, quer que o governo estenda a medida por mais tempo --6 a 9 meses-- e reivindica a inclusão de móveis e material de construção no pacote.Segundo Fernando de Castro, presidente do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), o pedido de prorrogação foi enviado ao Ministério da Fazenda há dois meses e, sem uma resposta, renovado há dois dias."Queremos marcar uma reunião para discutir o assunto com o [Guido] Mantega [ministro da Fazenda] na próxima semana. Estamos nos mobilizando para isso", diz o presidente da instituição, que reúne 35 grandes varejistas do país, como Magazine Luiza e Grupo Pão de Açúcar.Segundo ele, com o IPI menor mantido, haverá mensalmente um efeito positivo de três pontos percentuais nas vendas do varejo.
BALANÇO
Sob o efeito da redução, as vendas de eletrodomésticos da linha branca tiveram aumento de 22,63%, na média, entre dezembro e fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano anterior.Os dados se referem só aos produtos que ficaram com imposto menor (geladeira, fogão, lavadora, tanquinho). A estimativa foi feita pelo IDV."É fundamental manter a desoneração. Estamos prevendo uma desaceleração do varejo nos próximos meses. O governo deve tomar medidas adequadas para permitir a retomada da economia", afirma Fernando de Castro.Segundo o levantamento, o benefício fiscal puxou as vendas desses produtos em 15 a 20 pontos percentuais."O IPI menor já surtiu efeito, mas o prazo do benefício [de quatro meses] foi muito curto. A decisão de compra de um eletrodoméstico não é imediata. É preciso mais tempo", diz Castro.Para fogões, a alíquota, que era de 4%, foi zerada. Para as geladeiras, o percentual foi reduzido de 15% para 5% e, para as máquinas de lavar, de 20% para 10%. A alíquota sobre tanquinhos também foi zerada (era de 10%).
A desoneração da linha branca já havia sido feita em abril de 2009. Na época, a medida também foi prorrogada.
DE SÃO PAULO
LORENNA RODRIGUES
NATUZA NERY
DE BRASÍLIA
O governo Dilma vai prorrogar a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos produtos de linha branca, como fogão, lavadora e geladeira.
Anunciado em dezembro de 2011, o benefício acabaria no dia 31. A redução deverá valer por mais três meses e tem como objetivo estimular o consumo e a indústria.O setor varejista, no entanto, quer que o governo estenda a medida por mais tempo --6 a 9 meses-- e reivindica a inclusão de móveis e material de construção no pacote.Segundo Fernando de Castro, presidente do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), o pedido de prorrogação foi enviado ao Ministério da Fazenda há dois meses e, sem uma resposta, renovado há dois dias."Queremos marcar uma reunião para discutir o assunto com o [Guido] Mantega [ministro da Fazenda] na próxima semana. Estamos nos mobilizando para isso", diz o presidente da instituição, que reúne 35 grandes varejistas do país, como Magazine Luiza e Grupo Pão de Açúcar.Segundo ele, com o IPI menor mantido, haverá mensalmente um efeito positivo de três pontos percentuais nas vendas do varejo.
BALANÇO
Sob o efeito da redução, as vendas de eletrodomésticos da linha branca tiveram aumento de 22,63%, na média, entre dezembro e fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano anterior.Os dados se referem só aos produtos que ficaram com imposto menor (geladeira, fogão, lavadora, tanquinho). A estimativa foi feita pelo IDV."É fundamental manter a desoneração. Estamos prevendo uma desaceleração do varejo nos próximos meses. O governo deve tomar medidas adequadas para permitir a retomada da economia", afirma Fernando de Castro.Segundo o levantamento, o benefício fiscal puxou as vendas desses produtos em 15 a 20 pontos percentuais."O IPI menor já surtiu efeito, mas o prazo do benefício [de quatro meses] foi muito curto. A decisão de compra de um eletrodoméstico não é imediata. É preciso mais tempo", diz Castro.Para fogões, a alíquota, que era de 4%, foi zerada. Para as geladeiras, o percentual foi reduzido de 15% para 5% e, para as máquinas de lavar, de 20% para 10%. A alíquota sobre tanquinhos também foi zerada (era de 10%).
A desoneração da linha branca já havia sido feita em abril de 2009. Na época, a medida também foi prorrogada.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Demanda do consumidor por crédito recua pelo 2º mês seguido
A demanda do consumidor por crédito recuou 8,7% em fevereiro em relação ao mês anterior, registrando a segunda queda mensal consecutiva, de acordo com o indicador da Serasa Experian divulgado nesta segunda-feira. Em janeiro, a redução havia sido de 8,2%.
Já na comparação com o mesmo mês em 2011, a procura caiu 13,3%, acumulando retração de 9,7% no primeiro bimestre ante igual intervalo do ano passado.
Segundo os economistas da Serasa, o crescimento da inadimplência no ano passado está levando os consumidores a priorizarem a quitação de suas dívidas em atraso em vez de assumirem novos financiamentos, apesar das sucessivas quedas na taxa básica de juros, a Selic.
A demanda de consumidores com rendimento mensal abaixo de R$ 500 apresentou queda de 8,8% em fevereiro ante janeiro. Para os que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000, a redução foi de 8,9%.
Os consumidores de rendas mais elevadas tiveram uma retração um pouco menor, com queda de 8,1% para quem recebe entre R$ 5.000 e R$ 10.000 por mês e de 7,6% para quem possui renda mensal superior a R$ 10.000.
Já na comparação com o mesmo mês em 2011, a procura caiu 13,3%, acumulando retração de 9,7% no primeiro bimestre ante igual intervalo do ano passado.
Segundo os economistas da Serasa, o crescimento da inadimplência no ano passado está levando os consumidores a priorizarem a quitação de suas dívidas em atraso em vez de assumirem novos financiamentos, apesar das sucessivas quedas na taxa básica de juros, a Selic.
A demanda de consumidores com rendimento mensal abaixo de R$ 500 apresentou queda de 8,8% em fevereiro ante janeiro. Para os que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000, a redução foi de 8,9%.
Os consumidores de rendas mais elevadas tiveram uma retração um pouco menor, com queda de 8,1% para quem recebe entre R$ 5.000 e R$ 10.000 por mês e de 7,6% para quem possui renda mensal superior a R$ 10.000.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Kodak pede concordata nos EUA
(Reuters) - A Eastman Kodak, que inventou as câmeras de mão e ajudou o mundo a registrar as primeiras imagens da Lua, entrou com pedido de proteção contra falência nos Estados Unidos, após um prolongado declínio de uma das companhias mais conhecidas do país.A companhia de 130 anos e pioneira do filme fotográfico informou que obteve uma linha de crédito de 950 milhões de dólares do Citigroup para continuar operando. O vencimento é de 18 meses.
O empréstimo e a proteção contra credores podem dar à Kodak o tempo necessário para encontrar compradores para algumas de suas 1.100 patentes de tecnologias digitais, o conjunto de ativos mais importante da empresa, e se reestruturar enquanto continua a pagar os 17 mil empregados.
"O conselho de diretores e toda a alta direção acreditam de forma unânime que isso é um passo necessário e a coisa certa a fazer para o futuro da Kodak", declarou o presidente de conselho e presidente-executivo, Antonio Perez, em comunicado."Agora teremos que concluir a transformação, reestruturando ainda mais nossos custos e efetivamente nos capitalizando sobre os ativos de propriedade intelectual não essenciais. Queremos trabalhar com nossos acionistas para fazer surgir uma companhia de primeira linha em imagem digital e material científico", acrescentou.
A Kodak informou que a empresa e suas subsidiárias nos EUA recorreram à concordata para reorganização do negócio no tribunal de falências do distrito sul de Nova York. As companhias que não são subsidiárias norte-americanas não fazem parte do processo de recuperação e continuarão a honrar as obrigações com os clientes, afirmou a fabricante.A Kodak já dominou sua indústria e seu filme fotográfico foi incorporado em uma popular música de Paul Simon, mas a empresa não conseguiu se adaptar a tecnologias mais modernas rápido o suficiente, como a câmera digital, produto inventado pela própria companhia.
O valor de mercado da companhia afundou para 150 milhões de dólares ante 31 bilhões de dólares 15 anos atrás.Nos últimos anos, o presidente-executivo moveu as atenções da Kodak mais para a área de impressoras de consumo e comerciais. Mas a estratégia fracassou na tentativa de restaurar o lucro da companhia, algo que a Kodak não registra desde 2007, e em estancar a perda de recursos que tornou mais difícil para empresa cumprir com obrigações junto a fundo de pensão e outros benefícios de funcionários e aposentados.
(Por Nick Brown)
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Selic deve cair ao menor nível desde junho de 2010, apontam analistas
Copom decide nova taxa nesta quarta, mercado prevê corte de 0,5 ponto.
Após abater inflação, taxa deve ser de 4,9% ao ano, ainda recorde mundial.
Alexandro Martello Do G1, em Brasília
A Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, atualmente em 11% ao ano, deve ser reduzida para 10,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que realiza seu segundo dia de reuniões nesta quarta-feira (18), de acordo com a estimativa dos economistas das instituições financeiras.
Caso a previsão do mercado se confirme, será o menor patamar desde junho de 2010 (10,25% ao ano). O anúncio sobre a taxa de juros acontecerá após as 18h desta quarta, em comunicado do Banco Central. Mesmo a taxa atingindo o menor valor em pouco mais de um ano e meio, em termos reais, ou seja, após o abatimento da inflação prevista para os próximos doze meses, os juros brasileiros ainda permanecerão no maior patamar do mundo.
Levantamento do economista Jason Vieira, da corretora Cruzeiro do Sul, em parceria com Thiago Davino, analista de mercado da Weisul Agrícola, mostra que os juros reais brasileiros atingirão 4,9% ao ano com o corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica da economia brasileira, para 10,5% ao ano, previstos pelos economistas dos bancos brasileiros. Deste modo, ainda permanecerão bem acima do segundo colocado (Hungria, com 2,8% ao ano) e do terceiro (China, com 2,4% ao ano). A taxa média de juros de 40 países pesquisados está negativa em 0,9% ao ano.
Porque os juros são altos no Brasil?
Segundo o professor Samuel Pessoa, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Consultoria Tendências, os juros são altos no Brasil, em comparação com outros países, por conta do baixo nível da poupança brasileira, atualmente em cerca de 17% do Produto Interno Bruto (PIB).
"Os juros altos são consequência do excesso de demanda sobre a oferta. Tem de olhar porque existe a tendência de os investimentos serem mais altos do que a poupança no Brasil. Isso gera excesso de demanda no mercado de bens e serviços. O que explica o juro alto no Brasil é a baixa poupança. O Brasil poupa muito pouco. Se o pessoal poupasse mais, e gastasse menos, os juros seriam menores", explicou ele.
Caso a economia feita pelo governo para pagar juros da dívida pública (o chamado "superávit primário") continue em cerca de 3% do PIB nos próximos anos, Pessoa diz que será possível continuar baixando os juros natualmente nos próximos anos."Em um horizonte de cinco a seis anos, os juros brasileiros devem estar mais próximos do resto do mundo. Mesmo porque tem o compromisso da presidente [Dilma Rousseff] em reduzir os juros. Ela quer fazer isso. É uma das marcas que ela quer imprimir ao seu governo e está fazendo todo esforço possível para criar espaço no orçamento para que a poupança pública se eleve", declarou.
Sistema de metas de inflação e previsões
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para 2012 e 2013, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
Para este ano e para 2013, a estimativa do mercado financeiro, colhida pelo Banco Central, para o IPCA é de 5,3% e de 5%, ou seja, ainda acima da meta central de inflação. O próprio BC ainda prevê inflação acima da meta central em 2012 e 2013. Em dezembro, no último relatório de inflação, a autoridade monetária estimou um IPCA de 4,7% para este ano e para o próximo no "cenário de referência" (juros e câmbio estáveis). Com cenário de queda dos juros esperado pelo mecado financeiro, a previsão ficou em 4,7% para este ano em em 5,2% para 2013.
Comportamento previsto para os juros no futuro
A previsão do mercado financeiro é que a taxa de juros, fixada pelo Banco Central, continue recuando nos próximos meses. A estimativa é de que os juros básicos caiam para 10% ao ano em março e para 9,5% ao ano em abril deste ano - patamar no qual, ainda segundo previsão dos economistas dos bancos, fechariam o ano de 2012. Entretanto, a previsão dos analistas do mercado financeiro é de novos aumentos de juros a partir do começo de 2013 - finalizando o próximo ano em 10,25% ao ano.
Taxa é usada pelo governo como forma de controlar a inflação.
Porque os juros são altos no Brasil?
Segundo o professor Samuel Pessoa, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Consultoria Tendências, os juros são altos no Brasil, em comparação com outros países, por conta do baixo nível da poupança brasileira, atualmente em cerca de 17% do Produto Interno Bruto (PIB).
"Os juros altos são consequência do excesso de demanda sobre a oferta. Tem de olhar porque existe a tendência de os investimentos serem mais altos do que a poupança no Brasil. Isso gera excesso de demanda no mercado de bens e serviços. O que explica o juro alto no Brasil é a baixa poupança. O Brasil poupa muito pouco. Se o pessoal poupasse mais, e gastasse menos, os juros seriam menores", explicou ele.
Caso a economia feita pelo governo para pagar juros da dívida pública (o chamado "superávit primário") continue em cerca de 3% do PIB nos próximos anos, Pessoa diz que será possível continuar baixando os juros natualmente nos próximos anos."Em um horizonte de cinco a seis anos, os juros brasileiros devem estar mais próximos do resto do mundo. Mesmo porque tem o compromisso da presidente [Dilma Rousseff] em reduzir os juros. Ela quer fazer isso. É uma das marcas que ela quer imprimir ao seu governo e está fazendo todo esforço possível para criar espaço no orçamento para que a poupança pública se eleve", declarou.
Sistema de metas de inflação e previsões
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para 2012 e 2013, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
Para este ano e para 2013, a estimativa do mercado financeiro, colhida pelo Banco Central, para o IPCA é de 5,3% e de 5%, ou seja, ainda acima da meta central de inflação. O próprio BC ainda prevê inflação acima da meta central em 2012 e 2013. Em dezembro, no último relatório de inflação, a autoridade monetária estimou um IPCA de 4,7% para este ano e para o próximo no "cenário de referência" (juros e câmbio estáveis). Com cenário de queda dos juros esperado pelo mecado financeiro, a previsão ficou em 4,7% para este ano em em 5,2% para 2013.
Comportamento previsto para os juros no futuro
A previsão do mercado financeiro é que a taxa de juros, fixada pelo Banco Central, continue recuando nos próximos meses. A estimativa é de que os juros básicos caiam para 10% ao ano em março e para 9,5% ao ano em abril deste ano - patamar no qual, ainda segundo previsão dos economistas dos bancos, fechariam o ano de 2012. Entretanto, a previsão dos analistas do mercado financeiro é de novos aumentos de juros a partir do começo de 2013 - finalizando o próximo ano em 10,25% ao ano.
Entenda como a taxa Selic afeta a vida do consumidor
Taxa é usada pelo governo como forma de controlar a inflação.
Selic dá a medida das outras taxas de juros, como cheque especial.
Do G1, em São Paulo
| O que é a Selic? A taxa Selic é a média de juros que o governo brasileiro paga por empréstimos tomados dos bancos. Quando a Selic aumenta, os bancos preferem emprestar ao governo, porque paga bem. Já quando a Selic cai, os bancos são "empurrados" para emprestar dinheiro ao consumidor e conseguir um lucro maior. Assim, quanto maior a Selic, mais "caro" fica o crédito que os bancos oferecem aos consumidores, já que há menos dinheiro disponível. | |
| Por que a Selic é importante para a política econômica? O governo usa essa taxa como instrumento para controlar a inflação. Se a Selic é alta, há menos dinheiro circulando e menos procura por produtos e serviços à venda. Se a demanda é menor, os preços caem.A Selic também ajuda a controlar a entrada de investimentos estrangeiros. Quem investe em títulos brasileiros ganha com os juros altos, o que faz entrar mais dinheiro no país. Quanto mais dólares entram no país, menor a cotação dessa moeda por aqui. | |
| Por que tanta gente reclama dos juros altos? Os juros altos diminuem o consumo, o que prejudica as vendas e as empresas. Se as empresas não crescem, há mais desemprego, e a economia encolhe. Além disso, o investimento estrangeiro que entra no país por causa dos juros altos é especulativo. Esse dinheiro pode sair daqui a qualquer momento; é diferente do capital que entra para construir uma fábrica ou melhorar uma empresa. | |
| E para o consumidor, que diferença isso faz? É a Selic que dá a medida das outras taxas de juros usadas no país: do cheque especial, do crediário, dos cartões de crédito, da poupança. É a partir dela que os bancos calculam quanto cobrarão de juros para conceder um empréstimo. Quanto menor a Selic, mais "barato" fica para o consumidor fazer um empréstimo ou comprar a prazo.Mas essa relação não é direta. Quando o Banco Central reduz a Selic, essa queda demora a chegar ao consumidor. Isso acontece porque os bancos também cobram, em forma de juros, impostos (IOF), inadimplência, seus custos e seu lucro. Essa diferença entre o que o banco paga ao tomar um empréstimo e o que ele cobra ao conceder um empréstimo é o chamado "spread bancário". | |
| Também dá para ganhar com a Selic alta? Como a Selic também influencia os juros que os bancos pagam quando emprestam dinheiro de alguém, o consumidor também pode ganhar com isso. Em geral, quanto maior a Selic, maior o rendimento das aplicações de renda fixa, como poupança e CDBs. |
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Inadimplência sobe pelo 10º mês seguido ante 2010, dizem lojistas
A inadimplência caiu 12,11% em novembro na comparação com outubro, segundo divulgou nesta sexta-feira a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Os lojistas atribuem a queda à grande quantidade de compras realizadas em outubro por ocasião do Dia das Crianças. Já em relação a novembro do ano passado, a inadimplência dos consumidores registrou a décima alta seguida, com crescimento de 9,46%. No mês passado, o varejo registrou queda de 5,24% nas vendas em relação a outubro. Na comparação com novembro de 2010, o indicador teve a oitava alta seguida nesta base de comparação, atingindo crescimento de 4,32%. Para a CNDL, isso acontece porque houve um número maior de vendas em outubro, por conta do Dia das Crianças. Os lojistas também atribuem a queda à piora da crise financeira internacional, "fato que leva muitos consumidores a poupar mais para garantir o consumo no Natal". Em novembro, a quantidade de consumidores que pagaram suas dívidas com o varejo aumentou 11,55% em comparação com outubro. Em relação a novembro de 2010, também houve alta, de 6,51%. Para o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Júnior, a maior preocupação em relação à inadimplência é a exclusão dos devedores do mercado de crédito. "O que preocupa na inadimplência não é o possível aumento, não gera bolha devido ao modelo de concessão de crédito no Brasil. Esse pessoal está saindo do mercado consumidor de crédito a prazo. Uma vez registrado no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) ele fica bloqueado para contrair novas dívidas. Essa saída de gente do mercado consumidor é o que preocupa em 2012", disse o presidente.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Juros sobem em novembro, aponta Anefac; veja taxas
As taxas de juros das operações de crédito subiram em novembro, refletindo o cenário econômico internacional, de acordo com a pesquisa da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) divulgada nesta quinta-feira.
Das seis linhas de crédito pesquisadas para consumidores, uma se manteve estável (cartão de crédito rotativo) e as demais foram elevadas. No cheque especial, a taxa foi de 8,21% para 8,41% ao mês, a maior desde fevereiro de 2005 (8,43%). Na média geral, passou de 6,60% ao mês, em outubro, para 6,67%. Para empresas, as três linhas tiveram aumento. Na média, subiu de 3,89% para 3,98%.
A entidade ressalta que o levantamento não captou a última redução da taxa básica de juros, a Selic, que deverá se refletir na próxima pesquisa.
Taxa de juros em novembro, ao mês
Comércio - 5,46%
Cartão de crédito - 10,69%
Cheque especial - 8,41%
CDC (bancos) - 2,20%
Empréstimo pessoal (bancos) - 4,39%
Empréstimo pessoal (financeiras) - 8,88%
Capital de giro - 2,67%
Desconto de duplicatas - 3,14%
Conta garantida - 6,17%
Das seis linhas de crédito pesquisadas para consumidores, uma se manteve estável (cartão de crédito rotativo) e as demais foram elevadas. No cheque especial, a taxa foi de 8,21% para 8,41% ao mês, a maior desde fevereiro de 2005 (8,43%). Na média geral, passou de 6,60% ao mês, em outubro, para 6,67%. Para empresas, as três linhas tiveram aumento. Na média, subiu de 3,89% para 3,98%.
A entidade ressalta que o levantamento não captou a última redução da taxa básica de juros, a Selic, que deverá se refletir na próxima pesquisa.
Taxa de juros em novembro, ao mês
Comércio - 5,46%
Cartão de crédito - 10,69%
Cheque especial - 8,41%
CDC (bancos) - 2,20%
Empréstimo pessoal (bancos) - 4,39%
Empréstimo pessoal (financeiras) - 8,88%
Capital de giro - 2,67%
Desconto de duplicatas - 3,14%
Conta garantida - 6,17%
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Governo anuncia novas medidas para estimular o consumo no país
Do UOL Economia, em São Paulo
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quinta-feira (1º) novas medidas para estimular o consumo no país. A redução de impostos para a compra de eletrodomésticos e aplicações financeiras (como empréstimos e investimentos na Bolsa de Valores) estão entre as principais medidas anunciadas.
O estímulo ao consumo tem como principal objetivo combater a queda das vendas no setor do varejo. O consumo continua sendo a principal aposta do governo para acelerar a economia do país e superar os efeitos da crise global.
"Vivemos numa situação complicada. Várias economias estão patinando com quedas no crescimento. Não deixaremos que essa crise contamine a economia brasileira", declarou o ministro.
As medidas passam a valer a partir de hoje, com a publicação de uma edição extraordinária do "Diário Oficial".
Já a alíquota de PIS/Cofins sobre trigo, a farinha de trigo e pão francês, continua reduzida de 9,25% para 0% até o fim de 2012. Antes, a redução estava prevista para acabar este ano.
O PIS/Cofins cobrado sobre as massas (macarrão, por exemplo) passou de 9,25% para 0%. A medida vale até junho de 2012. Essa medida irá gerar desoneração de R$ 284 milhões.
Foi ainda ampliada a faixa da habitação de interesse social de R$ 75 mil para R$ 85 mil. Ou seja, para as casas que custam até R$ 85 mil, a alíquota do RET passa a ser de 1%.
O movimento é liderado pelo BC dos Estados Unidos, que cortou a taxa que cobra dos outros bancos centrais para compra do dólar.
(Com informações da Reuters e Valor)
O estímulo ao consumo tem como principal objetivo combater a queda das vendas no setor do varejo. O consumo continua sendo a principal aposta do governo para acelerar a economia do país e superar os efeitos da crise global.
VEJA AS PRINCIPAIS MEDIDAS
| - Isenção de IPI para fogões e tanquinhos |
| - Corte do IPI de máquinas de lavar de 20% para 10% |
| - Redução do IPI de geladeiras de 15% para 5% |
| - PIS/Cofins de trigo, farinha de trigo e pão francês continua zerado até o fim de 2012 (estava previsto voltar a 9,25% em janeiro) |
| - Isenção de PIS/Cofins de massas, como macarrão. O imposto atual é de 9,25% |
| - Corte do IOF sobre crédito ao consumidor (como cheque especial e financiamentos), de 3% para 2,5% |
| - fim do IOF de 2% em aplicações de estrangeiros na Bolsa |
| - Redução de tributos do Minha Casa, Minha Vida, de 6% para 1% em imóveis de até R$ 85 mil |
As medidas passam a valer a partir de hoje, com a publicação de uma edição extraordinária do "Diário Oficial".
Eletrodomésticos e pão francês
Entre os produtos da chamada linha branca, as principais reduções do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) são de fogões (de 4% para zero), da geladeira (de 15% para 5%), máquinas de lavar (de 20% para 10%) e tanquinhos (de 10% para zero). As medidas valem também para os estoques que já estão nas lojas e vão vigorar até 31 de março de 2012.Já a alíquota de PIS/Cofins sobre trigo, a farinha de trigo e pão francês, continua reduzida de 9,25% para 0% até o fim de 2012. Antes, a redução estava prevista para acabar este ano.
Consumidor brasileiro não sabe negociar durante as compras, afirma consultor
Empréstimos e Bolsa de Valores
O governo anunciou também a redução do IOF sobre crédito ao consumidor (como cheque especial e financiamentos), de 3% para 2,5%, além da eliminação do IOF de 2% que incide sobre a aplicação de investidores estrangeiros em ações na Bovespa.Construção civil
No setor da construção civil, foi anunciada a redução de tributos para projetos do Programa Minha Casa, Minha Vida. Houve queda da alíquota de 6% do Regime Especial de Tributação da Construção Civil (RET) para 1%. As empresas pagam o RET sobre o faturamento como um tributo único que substitui o PIS, a Cofins, o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).Foi ainda ampliada a faixa da habitação de interesse social de R$ 75 mil para R$ 85 mil. Ou seja, para as casas que custam até R$ 85 mil, a alíquota do RET passa a ser de 1%.
Governo já dava sinais que medidas seriam anunciadas
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, tinha adiantado ontem que o governo anunciaria medidas para estimular o consumo no país, incluindo a flexibilização das restrições ao crédito anunciadas neste ano, aumento no prazo de pagamentos e eliminação da entrada em financiamentos.Nas últimas semanas, a presidente Dilma Rousseff tem repetidamente pedido aos brasileiros que continuem consumindo e que as empresas mantenham sua produção.Selic
Ontem (30), o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu cortar a taxa básica de juros (a Selic) em 0,5 ponto percentual, indo de 11,5% para 11% ao ano. É a menor taxa do governo Dilma.A Selic é usada pelo BC para tentar controlar o consumo e a inflação ou estimular a economia. Quando a taxa cai, estimula o consumo.Países ricos vão atuar em conjunto
Ontem (30), os bancos centrais das seis principais economias desenvolvidas informaram que tomarão medidas coordenadas para impedir a falta de dinheiro no sistema financeiro global.O movimento é liderado pelo BC dos Estados Unidos, que cortou a taxa que cobra dos outros bancos centrais para compra do dólar.
(Com informações da Reuters e Valor)
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Empresas devem pagar parte do 13º salário até quarta; calcule valor
FOLHA DE SÃO PAULO
No caso do trabalhador que foi contratado após essa data, o benefício será proporcional, sendo 1/12 do salário para cada mês trabalhado --lembrando que o período de 15 ou mais dias, pela legislação brasileira, é considerado mês integral. Para saber o valor correto, basta dividir o salário por 12 e multiplicar pelo número de meses trabalhados no ano. Assim, se um trabalhador foi contratado no dia 10 de maio, ele terá direito a 8/12 do salário como 13º.
PARCELAS
A primeira parcela corresponde à metade do 13º e não tem descontos. Esse pagamento deve ser feito, todos os anos, até o dia 30 de novembro.
Na segunda parcela, que deve ser paga até o dia 20 de dezembro, incidem os descontos previdenciário e de Imposto de Renda, se houver. Haverá isenção de IR se o valor integral do 13º salário for igual ou menor que R$ 1.566,61.
foto-jangadeiroonline
O 13º salário do trabalhador equivale a um mês de salário para aqueles que foram registrados na empresa até o dia 16 de janeiro. No caso do trabalhador que foi contratado após essa data, o benefício será proporcional, sendo 1/12 do salário para cada mês trabalhado --lembrando que o período de 15 ou mais dias, pela legislação brasileira, é considerado mês integral. Para saber o valor correto, basta dividir o salário por 12 e multiplicar pelo número de meses trabalhados no ano. Assim, se um trabalhador foi contratado no dia 10 de maio, ele terá direito a 8/12 do salário como 13º.
PARCELAS
A primeira parcela corresponde à metade do 13º e não tem descontos. Esse pagamento deve ser feito, todos os anos, até o dia 30 de novembro.
Na segunda parcela, que deve ser paga até o dia 20 de dezembro, incidem os descontos previdenciário e de Imposto de Renda, se houver. Haverá isenção de IR se o valor integral do 13º salário for igual ou menor que R$ 1.566,61.
Veja dicas para comprar pela internet de forma segura no final de ano
Saiba como evitar golpes virtuais e problemas com lojas na rede.
Promoções falsas são um risco comum nessa época do ano.
Altieres Rohr Especial para o G1*
1. Compre com antecedência
Até mesmo lojas grandes podem ter problema para entregar os produtos dentro do prazo prometido – por problemas relacionados ao estoque da loja, ao fornecedor ou a imprevistos na hora da entrega, como um produto trocado. A dica, portanto, é comprar com antecedência. Se você deixar para a última hora, esperando que o produto chegue dentro de poucos dias, as chances de algo dar errado são bem grandes.
Isso vale ainda mais para compras coletivas, que têm prazo específico para serem atendidas e podem acabar surpreendendo o fornecedor pela quantidade vendida.
2. Duvide de ofertas muito boas
A internet facilita muito a pesquisa. E mais: algumas lojas oferecem preços menores para links feitos a partir de sites que comparam preços. Ou seja, vale muito a pena olhar outros sites e sites comparativos –mesmo se for só para comprar o mesmo produto, na mesma loja por um preço menor.
Pesquisar também ajuda a descobrir se alguma oferta está muito abaixo do preço de mercado. Se estiver, pode ser um erro da loja ou um golpe. Tente buscar um meio de contato com a loja e se informe muito bem antes de comprar o produto. Se a loja for nova, é bom desconfiar.Não siga links de ofertas por e-mail. Entre manualmente no site da loja e procure a oferta.
3. Procure depoimentos de clientes
digitar seus dados, mas ele não garante a idoneidade da loja virtual (Foto: Reprodução)
4. Consulte o Registro.br e a Receita Federal
Se a loja tem um endereço terminado em “.br”, é possível ir ao site do Registro.br e colocar o endereço da loja lá. O Registro.br informará o Cadastrado Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) com o qual o endereço do site foi registrado. Essa informação pode ser usada no site da Receita Federal para verificar a inscrição da empresa, obtendo informações como data de registro, situação cadastral e endereço.
5. Na primeira compra, pague um valor baixo por boleto
Quando comprar em uma loja com a qual nunca fez negócio, vale a pena realizar uma compra de baixo valor e pagar por boleto bancário. Compras subsequentes podem ser feitas com cartão de crédito. Se houver algum problema, elas poderão ser contestadas, em um processo conhecido como "chargeback".
Algumas lojas oferecem a opção de sedex a cobrar, que só é pago no recebimento –uma escolha interessante, mas que pode aumentar o preço do produto. Evite comprar em alguma loja com a qual nunca fez negócio nessa época do ano –a chance de problemas é maior.
6. Mantenha seu computador livre de vírus
PC livre de vírus é importante para comprar com
tranquilidade (Foto: Divulgação)
7. Compartilhe experiências
Suas compras foram boas? Ou o produto foi entregue fora do prazo? Procure algum local na internet para escrever sobre sua experiência de compra. Você estará ajudando outros internautas a saberem se uma loja é confiável ou não.
8. Não informe seus dados em “promoções”
Existem “promoções” na internet que pedem dados, como seu CPF, seu número de cartão de crédito ou seu número de celular. Fique atento: essas promoções são falsas e vão cobrar algo em seu cartão de crédito ou adicionar um serviço de SMS em seu celular.
*Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança digital”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários. Acompanhe também o Twitter da coluna, na página http://twitter.com/g1seguranca.
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domingo, 27 de novembro de 2011
Sites têm TVs 3D a partir de R$ 1.699 para este Natal
Juliano Moreira
do Agora
O preço da TV 3D no país caiu 38% entre janeiro e agosto deste ano e, assim, aproximou mais a tecnologia tridimensional dos clientes. do Agora
Segundo a consultoria GFK, o valor médio do produto passou de R$ 5.791 para R$ 3.585.
Mas pesquisa feita pela reportagem em lojas on-line de três redes varejistas encontrou preços a partir de R$ 1.699, como é o caso da TV de 32 polegadas no site Americanas.com. No Submarino, a TV de 43 polegadas sai por R$ 1.999. No Extra.com, o preço da TV 32 polegadas é R$ 2.299.
Consumidor vai pagar mais caro nesta ceia de Natal
Símbolos da ceia de Natal dos brasileiros, as carnes natalinas começaram a chegar nesta semana às gôndolas dos supermercados com preços mais salgados. Os fabricantes dos tradicionais peru, chester e tender estimam aumentos de preço entre 8% e 15%.
A alta é justificada por maiores custos de produção, por conta do aumento no preço do milho.
"Estamos repassando, em média, 10% do nosso aumento de custos", afirma Antonio Zambelli, diretor de marketing da Seara.
"Nossos preços ficarão entre 8% e 9% maiores", diz Leomar Somensi, diretor comercial da Aurora Alimentos. A Brasil Foods, das marcas Sadia e Perdigão, vê preços entre 10% e 15% maiores, segundo o diretor de marketing, Eduardo Bernstein. Para o consumidor, no entanto, os preços podem subir ainda mais, pois as redes varejistas pretendem repassar os aumentos dos gastos que tiveram neste ano.
Em janeiro, houve mudança no recolhimento do PIS e da Cofins na cadeia de aves e suínos.
Os tributos, que antes eram recolhidos pela indústria, passaram a ser pagos pelos varejistas.
"Só por conta da maior carga tributária no varejo, os preços aumentarão pelo menos 8% neste final de ano. Sem contar o aumento de custos da indústria", afirma Sussumu Honda, presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados).
O panetone deve ser mais consumido neste ano. A Pandurata, das marcas Bauducco e Visconti, espera aumentar o faturamento em 18%, com preços 8% maiores que os do Natal do ano passado.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Afastamentos por doenças mentais disparam no país
O mercado de trabalho tornou-se um foco de doenças como depressão e estresse. A tendência já se reflete em forte aumento no número de brasileiros afastados pelo INSS por esse tipo de problema de saúde, informa reportagem de Érica Fraga e Venscelau Borlina Filho publicada na Folha desta sexta-feira.
As concessões de auxílio-doença acidentário --que têm relação com o trabalho-- para casos de transtornos mentais e comportamentais cresceram 19,6% no primeiro semestre de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado. Esse aumento foi quatro vezes o da expansão no número total de novos afastamentos autorizados pelo INSS. Nenhum outro grupo de doença provocou crescimento tão forte na quantidade de benefícios de auxílio-doença concedidos entre janeiro e junho deste ano.
"Há ondas de doenças de trabalho. A onda atual é a da saúde mental", diz Thiago Pavin, psicólogo do Fleury. Mudanças adotadas pelo Ministério da Previdência Social em 2007 facilitaram o diagnóstico de doenças causadas pelo ambiente de trabalho. Isso levou a um forte aumento nas concessões de benefícios acidentários para todos os tipos de doença em 2007 e 2008. Os afastamentos provocados por casos de transtornos mentais e comportamentais, por exemplo, saltaram de apenas 612 em 2006 para 12.818 em 2008. Mas, depois desse ajuste inicial, tinham subido apenas 5% em 2009 e recuado 10% em 2010.
As concessões de auxílio-doença acidentário --que têm relação com o trabalho-- para casos de transtornos mentais e comportamentais cresceram 19,6% no primeiro semestre de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado. Esse aumento foi quatro vezes o da expansão no número total de novos afastamentos autorizados pelo INSS. Nenhum outro grupo de doença provocou crescimento tão forte na quantidade de benefícios de auxílio-doença concedidos entre janeiro e junho deste ano.
"Há ondas de doenças de trabalho. A onda atual é a da saúde mental", diz Thiago Pavin, psicólogo do Fleury. Mudanças adotadas pelo Ministério da Previdência Social em 2007 facilitaram o diagnóstico de doenças causadas pelo ambiente de trabalho. Isso levou a um forte aumento nas concessões de benefícios acidentários para todos os tipos de doença em 2007 e 2008. Os afastamentos provocados por casos de transtornos mentais e comportamentais, por exemplo, saltaram de apenas 612 em 2006 para 12.818 em 2008. Mas, depois desse ajuste inicial, tinham subido apenas 5% em 2009 e recuado 10% em 2010.
| Editoria de arte/Folhapress | ||
‘Black Friday’ vira corrida por TV Full HD de mais de 40 polegadas
Aparelho foi encontrado a US$ 200 nas lojas.
Liquidações tiveram início pouco depois da meia-noite.
Do G1, com agências internacionais
As liquidações do ‘Black Friday’ atraíram milhares de compradores ao comércio americano desde o início da madrugada desta sexta-feira (25), e os principais sonhos de consumo foram os aparelhos eletrônicos. A corrida foi pelas TVs Full HD com mais de 40 polegadas, que pôde ser encontrado a US$ 200. (Foto: Amy Sancetta / AP Photo)
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Aneel aprova sistema de cobrança que pode baratear conta de luz
Distribuidoras vão definir um intervalo em que o consumo será mais caro.
No horário de pico, energia custará cinco vezes mais.
Do G1, com informações da Agência Estado
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um novo sistema de cobrança de tarifa nesta terça-feira (22). A medida deve entrar em vigor dentro de dois anos, será opcional e depende do desenvolvimento de "medidores eletrônicos de energia". O novo sistema de cobrança estabelece preços de energia específicos de acordo com o horário.O consumidor residencial, que hoje paga uma tarifa única independentemente do período do dia, poderá optar pelo plano que prevê energia mais barata nos horários de menor demanda. Pelo novo sistema, cada distribuidora de energia terá que definir um intervalo de três horas, entre as 17h e 22h, em que o consumo de energia elétrica será mais caro. Neste horário de pico, a energia custará cinco vezes mais do que no horário de baixo consumo (madrugada) e três vezes mais do que no horário intermediário (restante do dia)."A nova modalidade torna-se vantajosa para consumidores com flexibilidade para alterar seus hábitos de consumo durante os horários de maior carregamento do sistema elétrico, apresentando redução em suas faturas", argumentou o diretor Edvaldo Santana, relator da matéria, em seu voto.
O diretor garante, porém, que a conta de luz não ficará mais cara para os consumidores que não têm flexibilidade de uso da energia elétrica. "Ressalta-se que não haverá majoração de custos para aqueles que a tarifa branca não é vantajosa, haja vista que continuarão na modalidade convencional", garantiu Santana.Conforme a nova estrutura tarifária do setor de distribuição aprovada pela Aneel, o horário de pico terá três horas de duração. A faixa intermediária durará duas horas - uma antes e outra após o horário de pico. Os horários de maior e menor demanda serão fixados pelas distribuidoras, mas terão de ser submetidos a audiência pública e aprovados pela Aneel.
O diretor garante, porém, que a conta de luz não ficará mais cara para os consumidores que não têm flexibilidade de uso da energia elétrica. "Ressalta-se que não haverá majoração de custos para aqueles que a tarifa branca não é vantajosa, haja vista que continuarão na modalidade convencional", garantiu Santana.Conforme a nova estrutura tarifária do setor de distribuição aprovada pela Aneel, o horário de pico terá três horas de duração. A faixa intermediária durará duas horas - uma antes e outra após o horário de pico. Os horários de maior e menor demanda serão fixados pelas distribuidoras, mas terão de ser submetidos a audiência pública e aprovados pela Aneel.
Opcional
A nova modalidade tarifária terá caráter opcional, exceto para a cobrança de iluminação pública e para o mercado de baixa renda, com vigência a partir de janeiro de 2014. Em 2013, serão feitas as simulações dos valores das tarifas e os resultados serão divulgados pela Aneel, a fim de que o consumidor saiba se será vantajoso ou não para ele aderir ao novo sistema.
A alteração da forma de cobrança também dependerá da implantação dos medidores eletrônicos de energia, os chamados "medidores inteligentes", que ainda estão em fase de desenvolvimento no país.
A Aneel também vai criar "bandeiras tarifárias" nas cores verde, amarela e vermelha, para alertar toda a sociedade sobre os custos de geração de energia ao longo do tempo. Quando a Aneel anunciar a "bandeira verde", isso indicará um cenário de custos baixos para gerar a energia que chega ao consumidor.A "bandeira amarela" representará um sinal de atenção, pois alertará que os custos de geração estão aumentando. Já a "bandeira vermelha" indicará que uma situação mais grave, na qual, para suprir a demanda, estão sendo acionadas uma grande quantidade de termelétricas para gerar energia, que é uma fonte mais cara do que as usinas hidrelétricas, por exemplo.Com a implementação das bandeiras tarifárias, o consumidor saberá se a energia que ele está recebendo em sua casa está mais cara ou mais barata em função da abundância ou falta de chuvas, que afetam diretamente o nível dos reservatórios e, consequentemente, o preço da tarifa. Hoje, o impacto da falta de chuvas e da necessidade do acionamento de térmicas, por exemplo, só é sentido pelo consumidor na época do reajuste da tarifa.
A nova modalidade tarifária terá caráter opcional, exceto para a cobrança de iluminação pública e para o mercado de baixa renda, com vigência a partir de janeiro de 2014. Em 2013, serão feitas as simulações dos valores das tarifas e os resultados serão divulgados pela Aneel, a fim de que o consumidor saiba se será vantajoso ou não para ele aderir ao novo sistema.
A alteração da forma de cobrança também dependerá da implantação dos medidores eletrônicos de energia, os chamados "medidores inteligentes", que ainda estão em fase de desenvolvimento no país.
A Aneel também vai criar "bandeiras tarifárias" nas cores verde, amarela e vermelha, para alertar toda a sociedade sobre os custos de geração de energia ao longo do tempo. Quando a Aneel anunciar a "bandeira verde", isso indicará um cenário de custos baixos para gerar a energia que chega ao consumidor.A "bandeira amarela" representará um sinal de atenção, pois alertará que os custos de geração estão aumentando. Já a "bandeira vermelha" indicará que uma situação mais grave, na qual, para suprir a demanda, estão sendo acionadas uma grande quantidade de termelétricas para gerar energia, que é uma fonte mais cara do que as usinas hidrelétricas, por exemplo.Com a implementação das bandeiras tarifárias, o consumidor saberá se a energia que ele está recebendo em sua casa está mais cara ou mais barata em função da abundância ou falta de chuvas, que afetam diretamente o nível dos reservatórios e, consequentemente, o preço da tarifa. Hoje, o impacto da falta de chuvas e da necessidade do acionamento de térmicas, por exemplo, só é sentido pelo consumidor na época do reajuste da tarifa.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Compras: como agir ao descobrir que está com o 'nome sujo'?
SÃO PAULO – Com a proximidade do Natal, os consumidores começam a ir às compras dos presentes. O momento é esperado por muitos, mas pode se tornar desagradável, caso o consumidor descubra que está inadimplente e com o nome nos serviços de proteção ao crédito na hora da compra.
De acordo com a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), é comum encontrar casos em que os consumidores não recebem carta ou telefonema informando sobre a inadimplência, seja por mudança de endereço, seja por qualquer outro motivo, e só descobrem que possuem restrições no nome na hora de pedir crédito.
Siga os passos:
De acordo com a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), é comum encontrar casos em que os consumidores não recebem carta ou telefonema informando sobre a inadimplência, seja por mudança de endereço, seja por qualquer outro motivo, e só descobrem que possuem restrições no nome na hora de pedir crédito.
Sem restrição
Com o crédito restrito e sem informações sobre a dívida, o consumidor deve seguir alguns passos para se livrar dela.Siga os passos:
- Em primeiro lugar, ao descobrir que a dívida existe, a Febraban aconselha que o consumidor se informe para qual empresa está devendo. O consumidor pode descobrir essa informação com a própria empresa onde tentou conseguir crédito ou pelo SPC e pela Serasa, solicitando um extrato das dívidas em aberto em entidades associadas, como as Associações Comerciais, por exemplo. Para fazer a solicitação, o consumidor deve apresentar o CPF.
- Caso não possa comparecer aos órgãos, o consumidor pode encaminhar outra pessoa em seu lugar. Ela deverá apresentar o RG e uma procuração assinada pelo devedor e reconhecida em cartório, na qual devem constar o número do CPF, data de nascimento, além de uma cópia do CPF e RG do consumidor solicitante.
- Depois de identificada a empresa e o valor devido, o consumidor deve entrar em contato com o credor para quitar a dívida.
- Depois de confirmado o pagamento da dívida, a empresa credora tem 24 horas para pedir a retirada do nome do consumidor do cadastro de inadimplentes.
- Após a realização do pedido ao SPC e à Serasa, os órgãos têm 24 horas para tirar o nome do consumidor do banco de dados, o deixando-o livre para pedir crédito novamente.
O fim do ano é um momento decisivo para quem tem algum tipo de dívida. Se o pagamento do 13º salário pode representar, para algumas pessoas, uma boa oportunidade para quitar pendências, as festas de dezembro podem facilmente desequilibrar o orçamento. Especialistas ouvidos pelo UOL listam, a seguir, 12 dicas para quem quer arrumar suas contas e entrar no ano de 2012, finalmente, no azul
sábado, 19 de novembro de 2011
Gisele Bündchen é investimento melhor que a Dow Jones, diz site
O blog Stockerblog desvendou o segredo dos lucrativos salários da top Gisele Bündchen.
Não é apenas um luxo contar com a imagem dela associada a uma marca, mas um investimento.
O fato de ter ela em uma campanha faz os lucros de uma empresa crescerem em ritmo mais acelerado que investir a mesma quantidade de dinheiro na Dow Jones. Para chegar a essa conclusão, o blog se deu o trabalho de checar os lucros de todas as empresas que ela representou desde 2007 e criou o "índice Gisele". "Os lucros do índice Gisele subiram 41% desde janeiro de 2007, enquanto o índice Dow Jones diminuiu 4% no mesmo período", diz o texto. Na comparação ano a ano, a vantagem se mantém.
A brasileira mais uma vez foi considerada pela "Forbes" a mais bem paga do mundo, com contratos com a H&M, Dior e Versace.
Os contratos dela no ano são estimados em US$ 45 milhões (cerca de R$ 80 milhões).
Não é apenas um luxo contar com a imagem dela associada a uma marca, mas um investimento.
O fato de ter ela em uma campanha faz os lucros de uma empresa crescerem em ritmo mais acelerado que investir a mesma quantidade de dinheiro na Dow Jones. Para chegar a essa conclusão, o blog se deu o trabalho de checar os lucros de todas as empresas que ela representou desde 2007 e criou o "índice Gisele". "Os lucros do índice Gisele subiram 41% desde janeiro de 2007, enquanto o índice Dow Jones diminuiu 4% no mesmo período", diz o texto. Na comparação ano a ano, a vantagem se mantém.
A brasileira mais uma vez foi considerada pela "Forbes" a mais bem paga do mundo, com contratos com a H&M, Dior e Versace.
Os contratos dela no ano são estimados em US$ 45 milhões (cerca de R$ 80 milhões).
| Bob Wolfenson/Divulgação | ||
| À esq., Gisele Bündchen participa de comercial da Sky como dona de casa e, à dir., em anúncio da marca Hope |
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Banco do Brasil reduz juros do crédito pessoal
O Banco do Brasil anunciou ontem a redução das taxas de juros para pessoas físicas no financiamento de carros, empréstimos pessoais e para o crédito consignado do INSS.
As mudanças ocorreram depois de o Banco Central anunciar na sexta-feira mudanças para facilitar o crédito nas compras de Natal. O Banco Central reduziu o volume de recursos que os bancos têm de reservar --de R$ 16,50 por operação de crédito para R$ 11.
Segundo o Banco do Brasil, o crédito consignado de 37 a 60 meses passou de 2,34% para 2,04%. Já para a compra de veículos novos ou usados, com até dez anos, a redução poderá ser de até 0,5 ponto percentual. No crédito pessoal, o corte é de até 0,2 ponto percentual entre 25 e 36 meses.
As mudanças ocorreram depois de o Banco Central anunciar na sexta-feira mudanças para facilitar o crédito nas compras de Natal. O Banco Central reduziu o volume de recursos que os bancos têm de reservar --de R$ 16,50 por operação de crédito para R$ 11.
Segundo o Banco do Brasil, o crédito consignado de 37 a 60 meses passou de 2,34% para 2,04%. Já para a compra de veículos novos ou usados, com até dez anos, a redução poderá ser de até 0,5 ponto percentual. No crédito pessoal, o corte é de até 0,2 ponto percentual entre 25 e 36 meses.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Demanda do consumidor por crédito tem queda de 4,6% em outubro
A demanda do consumidor por crédito recuou 4,6% em outubro ante o mês anterior, segunda retração mensal consecutiva. Na comparação com outubro de 2010, houve uma leve alta de 0,1%, a menor taxa de expansão anual desde outubro de 2009.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela Serasa Experian. No acumulado do ano, a busca do consumidor por crédito totalizou crescimento de 10,5% em relação ao observado no período de janeiro a outubro de 2010.
Os economistas da Serasa apontam como razões para a queda o agravamento da crise econômica europeia, o enfraquecimento do ritmo de expansão da economia brasileira e a desaceleração das taxas de crescimento da renda e do emprego.
Segundo o estudo, a retração da procura dos consumidores por crédito ocorreu em todas as faixas de rendimento mensal.
"A retração maior ficou por conta dos consumidores que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 mensais (-5,8%)", informa. Já a menor queda foi registrada pelos que ganham até R$ 500 por mês (-1.7%).
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela Serasa Experian. No acumulado do ano, a busca do consumidor por crédito totalizou crescimento de 10,5% em relação ao observado no período de janeiro a outubro de 2010.
Os economistas da Serasa apontam como razões para a queda o agravamento da crise econômica europeia, o enfraquecimento do ritmo de expansão da economia brasileira e a desaceleração das taxas de crescimento da renda e do emprego.
Segundo o estudo, a retração da procura dos consumidores por crédito ocorreu em todas as faixas de rendimento mensal.
"A retração maior ficou por conta dos consumidores que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 mensais (-5,8%)", informa. Já a menor queda foi registrada pelos que ganham até R$ 500 por mês (-1.7%).
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