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quarta-feira, 14 de março de 2012

Lâmpadas LED: baixa da eficiência ainda impede uso em massa

Site da Soraa: a empresa mantém os detalhes da nova tecnologia LED confidenciais. Foto: Reprodução Site da Soraa: a empresa mantém os detalhes da nova tecnologia LED confidenciais
Foto: Reprodução

John Markoff
Em uma fábrica recém inaugurada em Fremont, Califórnia, Eric Kim, presidente da Soraa Inc., embala uma lâmpada do tamanho da palma da mão, que ele chama de "LED 2.0". A luz possui um sistema de resfriamento circular do tipo "floco de neve" em torno uma lente que emite uma luz branca e brilhante. Mas ela também irradia um mistério - e uma controvérsia duradoura.Nos últimos anos, os econômicos diodos emissores de luz (LED) apareceram súbita e inesperadamente em quase todos os locais em que é necessária energia de baixo consumo. Eles fornecem iluminação de fundo de tela para celulares, smartphones e laptops, e também às lanternas dos capacetes de excursionistas, por exemplo. Contudo, em particular nos Estados Unidos, a lâmpada LED não se tornou popular na iluminação residencial, que ainda é reduto da lâmpada incandescente - que até hoje não é muito mais eficiente do que quando foi inventada por Thomas Edison, em 1879.O problema é o que se chama baixa da eficiência. A LED funciona de forma mais eficaz com correntes fracas. Quando se muda a corrente para chegar aos níveis necessários para a iluminação de um cômodo, a eficiência diminui notadamente. A luz não fica fraca, mas, quando a eletricidade é aumentada, não se obtém mais luz - por isso, a eficiência diminui. O problema impossibilitou as lâmpadas LED de serem tão econômicas quanto as lâmpadas residenciais incandescentes ou fluorescentes.
"A baixa da eficiência é um dos mais graves e interessantes problemas e controvérsias da ciência e da engenharia", afirmou E. Fred Schubert, professor de engenharia elétrica do Instituto Politécnico Rensselaer, em Troy, Nova York. "Considerando que a LED será a iluminação mais utilizada do futuro", acrescentou, "é importante para a indústria e para a sociedade que a diminuição da eficiência seja compreendida e solucionada".Os LEDs - ou diodos emissores de luz - modernos são chips semicondutores que produzem luz quando recebem eletricidade. As lâmpadas LED geralmente usam menos de 20% da energia exigida por lâmpadas incandescentes comparáveis e somente pouco menos da metade da energia necessária para as fluorescentes compactas.Os diodos permitem que a corrente circule facilmente em uma direção. Portadores de carga - elétrons - passam por uma junção no interior do chip e, quando um elétron encontra um orifício, o seu nível de energia diminui, e nesse processo ele emite energia na forma de um fóton - luz.
Isso ocorre na maior parte das vezes, mas não em todas. Além disso, explicar por que o fóton é emitido em alguns casos, mas não em outros, consiste em um debate teórico contínuo entre físicos e engenheiros elétricos. A pergunta é a seguinte: o que faz com que os fótons não sejam liberados e causa a baixa da eficiência? É exatamente a respeito disso que os físicos não concordam.Pronunciamentos feitos em fevereiro pela Cree, uma das principais fabricantes de LEDs dos Estados Unidos, e pela Soraa, startup que produz LEDs de última geração, indicam a ocorrência de progressos significativos na eficiência e na prevenção da baixa de energia.A LED azul de alto brilho - do tipo usado atualmente, porém caro demais para uso generalizado - foi inventada em 1993 por Shuji Nakamura, físico japonês e um dos fundadores da Soraa. Em fevereiro, a empresa anunciou um avanço obtido em contornar a baixa da eficiência da LED. Contudo, a empresa mantém os detalhes da nova tecnologia confidenciais.Apesar do sigilo da Soraa, um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia, campus de Santa Barbara - onde Nakamura assumiu um cargo acadêmico após deixar o Japão em 1999, e onde também lecionam dois cofundadores da empresa, Steve DenBaars e Jim Speck - publicou em abril o relatório de uma pesquisa na qual demonstra ter descoberto evidências de que a baixa da eficiência da LED pode ser explicada por um processo conhecido como recombinação de Auger. O efeito Auger foi descoberto em 1922 por dois físicos europeus e descreve um processo subatômico no qual um elétron desloca outro, mas não emite luz.Contudo, o debate não terminou. No ano passado, outros dois grupos propuseram teorias concorrentes que sugeriam que a recombinação de Auger não contribui ou contribui muito pouco com a baixa da eficiência.
Outras teorias sugerem um processo chamado perda de portadores, no qual, sob correntes altas, os portadores começam a vazar de áreas de alto desempenho, ou ainda o processo chamado de não associação de portador, no qual os elétrons simplesmente não conseguem encontrar um orifício correlacionado sob correntes elétricas altas porque são retirados da região ativa na qual elétrons e orifícios deveriam se recombinar e emitir luz.O engenheiro elétrico Mike Krames, diretor de tecnologia da Soraa, foi um dos pioneiros da teoria da recombinação de Auger na empresa em que trabalhou anteriormente, a Lumileds. "Em minha opinião, o único modelo consistente com todos os dados experimentais é a recombinação de Auger", afirmou.Um cientista familiarizado com a tecnologia da empresa afirmou que a vantagem da Soraa resulta da mudança de orientação do poço quântico no qual acontecem as interações que geram luminescência. Os fortes campos elétricos que se formam ao longo do plano da estrutura de cristal interferem no processo que normalmente gera os fótons. Ao inclinar a estrutura para fora desse plano é possível minimizar o efeito da baixa, afirmou.Do ponto de vista de Krames, a batalha entre teóricos pode não ter terminado, mas a guerra foi ganha. "O debate continua para outras pessoas, mas não para mim", afirmou. "Isso não muda o fato de todas as evidências apontarem nesse sentido, o que conduz às estratégias que adotamos, o que conduz a melhores dispositivos."

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Aneel aprova sistema de cobrança que pode baratear conta de luz

Distribuidoras vão definir um intervalo em que o consumo será mais caro.
No horário de pico, energia custará cinco vezes mais.

Do G1, com informações da Agência Estado
 
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um novo sistema de cobrança de tarifa nesta terça-feira (22). A medida deve entrar em vigor dentro de dois anos, será opcional e depende do desenvolvimento de "medidores eletrônicos de energia".  O novo sistema de cobrança estabelece preços de energia específicos de acordo com o horário.O consumidor residencial, que hoje paga uma tarifa única independentemente do período do dia, poderá optar pelo plano que prevê energia mais barata nos horários de menor demanda. Pelo novo sistema, cada distribuidora de energia terá que definir um intervalo de três horas, entre as 17h e 22h, em que o consumo de energia elétrica será mais caro. Neste horário de pico, a energia custará cinco vezes mais do que no horário de baixo consumo (madrugada) e três vezes mais do que no horário intermediário (restante do dia)."A nova modalidade torna-se vantajosa para consumidores com flexibilidade para alterar seus hábitos de consumo durante os horários de maior carregamento do sistema elétrico, apresentando redução em suas faturas", argumentou o diretor Edvaldo Santana, relator da matéria, em seu voto.
O diretor garante, porém, que a conta de luz não ficará mais cara para os consumidores que não têm flexibilidade de uso da energia elétrica. "Ressalta-se que não haverá majoração de custos para aqueles que a tarifa branca não é vantajosa, haja vista que continuarão na modalidade convencional", garantiu Santana.Conforme a nova estrutura tarifária do setor de distribuição aprovada pela Aneel, o horário de pico terá três horas de duração. A faixa intermediária durará duas horas - uma antes e outra após o horário de pico. Os horários de maior e menor demanda serão fixados pelas distribuidoras, mas terão de ser submetidos a audiência pública e aprovados pela Aneel.
Opcional
A nova modalidade tarifária terá caráter opcional, exceto para a cobrança de iluminação pública e para o mercado de baixa renda, com vigência a partir de janeiro de 2014. Em 2013, serão feitas as simulações dos valores das tarifas e os resultados serão divulgados pela Aneel, a fim de que o consumidor saiba se será vantajoso ou não para ele aderir ao novo sistema.
A alteração da forma de cobrança também dependerá da implantação dos medidores eletrônicos de energia, os chamados "medidores inteligentes", que ainda estão em fase de desenvolvimento no país.
A Aneel também vai criar "bandeiras tarifárias" nas cores verde, amarela e vermelha, para alertar toda a sociedade sobre os custos de geração de energia ao longo do tempo. Quando a Aneel anunciar a "bandeira verde", isso indicará um cenário de custos baixos para gerar a energia que chega ao consumidor.A "bandeira amarela" representará um sinal de atenção, pois alertará que os custos de geração estão aumentando. Já a "bandeira vermelha" indicará que uma situação mais grave, na qual, para suprir a demanda, estão sendo acionadas uma grande quantidade de termelétricas para gerar energia, que é uma fonte mais cara do que as usinas hidrelétricas, por exemplo.Com a implementação das bandeiras tarifárias, o consumidor saberá se a energia que ele está recebendo em sua casa está mais cara ou mais barata em função da abundância ou falta de chuvas, que afetam diretamente o nível dos reservatórios e, consequentemente, o preço da tarifa. Hoje, o impacto da falta de chuvas e da necessidade do acionamento de térmicas, por exemplo, só é sentido pelo consumidor na época do reajuste da tarifa.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Aneel aprova aumento na conta de luz para interior de SP e Mato Grosso

SOFIA FERNANDES/DE BRASÍLIA


A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira o reajuste médio de 7,23% para a CPFL Paulista (Companhia Paulista de Força e Luz) e de 12,89% para a Cemat (Centrais Elétricas Matogrossenses).
A primeira empresa atende 3,6 milhões de unidades consumidoras em 234 cidades no interior de São Paulo, enquanto a segunda fornece serviço para outras 1 milhão de unidades consumidoras em 141 cidades do Mato Grosso.No caso dos consumidores residenciais atendidos pela CPFL Paulista, o reajuste será de 6,95%. Para os de alta tensão, como indústrias, será de 7,72%.
Pela Cemat, o reajuste para consumidores residenciais será maior que a média, de 13,16%. Para os de alta tensão, como indústrias, será de 12,22%.As novas tarifas entram em vigor a partir de 8 de abril.
Para calcular o reajuste, a Aneel leva em conta a variação de custos da empresa ao longo do último ano, inflação medida pelo IGP-M, ganhos de produtividade da distribuidora, energia comprada e encargos setoriais.

domingo, 13 de março de 2011

Americanos adiantarão relógios em 1 hora no domingo

Os americanos adiantarão na madrugada deste domingo seus relógios em 1 hora em uma medida que tem como objetivo uma maior economia de energia.
A população deverá adiantar os relógios às 2h no horário local de domingo (4h de Brasília).
Mas nem toda a população americana passará pela mudança. As exceções são Havaí, a maior parte do Arizona, Porto Rico, ilhas Virgens, Samoa Americana, Guam e Ilhas Marianas do Norte.
O país voltará a mudar o horário em 6 de novembro.
A primeira mudança no horário nos EUA ocorreu durante a primeira crise do petróleo, em 1974, quando vários países decidiram adiantar seus relógios para aproveitar melhor a luz solar e economizar energia. EFE

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Falha em sistema de proteção provocou pane no NE, diz Chesf

Diretor diz que energia já foi restabelecida nos 8 estados atingidos.
Companhia diz querer passar "mensagem de tranquilidade".
Do G1, em São Paulo

A pane que atingiu Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Sergipe, Piauí e Rio Grande do Norte na noite de quinta-feira (3) e início da madrugada desta sexta (4) ocorreu devido a uma falha no circuito eletrônico da subestação Luiz Gonzaga, no município de Jatobá, em Pernambuco, segundo disse, nesta sexta-feira, o diretor de operações da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, Mozart Bandeira Arnaud.
"Houve uma falha em um componente eletrônico, a cartela, que faz parte do sistema de proteção da subestação. Sem ter havido nenhum problema, por um defeito eletrônico, ele deu ordem para desligar a subestação. Isso às vezes pode acontecer, mas como a instalação era muito grande, os efeitos foram sentidos em várias regiões", afirmou. Os sistemas de três usinas foram atingidos: Xingó, Paulo Afonso e Luiz Gonzaga.De acordo com o diretor, a energia já foi restabelecida em todos os estados atingidos, podendo haver falhas pontuais que deverão ser corrigidas. Houve relatos de escuridão em Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte e Piauí."Em oito anos que estou na direção da companhia, nunca foi registrada uma ocorrência como essa. Foi a primeira vez. Quero passar uma mensagem de tranquilidade para as pessoas. Não tem como acontecer novamente", disse Arnaud. Segundo ele, como prática, esse apagão será exaustivamente analisado pela Chesf.A assessoria de imprensa do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmou que está em processo de apuração do ocorrido e deve se manifestar ainda nesta sexta sobre as causas do apagão. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) disse que aguarda um relatório detalhado do ONS para fornecer informações oficiais sobre o apagão.

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