O governador Geraldo Alckmin autorizou a Secretaria da Fazenda de São Paulo a antecipar o pagamento dos servidores públicos estaduais para o dia 5 de abril. O pagamento, que normalmente é feito no quinto dia útil de cada mês, estava programado para o dia 9 de abril em razão do feriado de Sexta-Feira Santa (6 de abril).
A medida beneficia 1,038 milhão de servidores públicos ativos, inativos e pensionistas das secretarias e autarquias estaduais. O crédito dos salários soma cerca de R$ 3,1 bilhões.
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quinta-feira, 29 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
Afastada de escola, professora trabalha há 6 anos como atriz pornô
Professora foi afastada após vídeo circular entre estudantes nos EUA.
'É pornografia hardcore', disse superintendente escolar após ver 'atuação'.
Do G1, em São Paulo
Afastada da escola Richard B. Haydock, em Oxnard, no estado da Califórnia (EUA), após um vídeo pornô circular entre os alunos, a professora de ciência Stacie Halas, de 31 anos, trabalha há mais de seis anos como atriz pornô, segundo o site "Smoking Gun".
Stacie Halas, de 31 anos, trabalha há seis anos como atriz pornô. (Foto: Reprodução)A professora foi colocada em licença remunerada na segunda-feira depois que um filme pornográfico passou a circular entre os estudantes. "Eu vi partes do vídeo", disse o superintendente escolar Jeff Chancer. "É pornografia hardcore".
De acordo com o produtor pornô Peter Romero, que descobriu Stacie, ela ganha cerca de US$ 10 mil por participação por trabalho. Ele destacou ainda que a professora fez sua estreia em dezembro de 2005 em uma gravação ocorrida nos arredores de Los Angeles.
O vídeo que teria circulado entre os alunos é o que mostra a professora atuando no filme "Big Sausage Pizza".
Vídeo que teria circulado entre os alunos é o que mostra a professora atuando no filme 'Big Sausage Pizza'. (Foto: Reprodução)
De acordo com o produtor pornô Peter Romero, que descobriu Stacie, ela ganha cerca de US$ 10 mil por participação por trabalho. Ele destacou ainda que a professora fez sua estreia em dezembro de 2005 em uma gravação ocorrida nos arredores de Los Angeles.
O vídeo que teria circulado entre os alunos é o que mostra a professora atuando no filme "Big Sausage Pizza".
quinta-feira, 8 de março de 2012
FALTA DE VERGONHA NA CARA!-Nove estados não pagam valor do piso dos professores para 2012
O Ministério da Educação (MEC) anunciou na última semana o valor do piso nacional do magistério para 2012: R$ 1.451. Mas apenas em 18 unidades da Federação os professores da rede estadual receberão na folha de pagamento de março valor igual ou superior ao definido pela lei (veja quadro abaixo). Levantamento feito pela Agência Brasil, com informações repassadas pelas secretarias estaduais de Educação, mostra que 12 estados já praticavam valores superiores ao estipulado para este ano e seis reajustaram a remuneração do seu quadro logo depois que o MEC anunciou o aumento.
A Lei do Piso foi sancionada em 2008 e determina um valor mínimo que deve ser pago aos professores da rede pública com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais. Pelas regras, o piso deve ser reajustado anualmente a partir de janeiro, tendo como critério o crescimento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Entre 2011 e 2012, o índice foi 22% e o valor passou de R$ 1.187 para R$ 1.451. Governos estaduais e prefeituras alegam dificuldade para pagar o novo piso e 11 ainda não garantem a remuneração mínima. No Ceará, o estado pagava o valor do piso até 2011 mas, com o reajuste, aguarda a aprovação de um projeto de lei pela Assembleia Legislativa para aumentar a remuneração dos profissionais. Em Alagoas, o piso também era cumprido até o ano passado e segundo nota divulgada pela Secretaria de Educação, "o desejo do governo é continuar pagando", mas antes será feito "um estudo do impacto financeiro da implantação". A mesma situação se repete em Santa Catarina.
O Piauí também pagava o piso até 2011 e, segundo a secretaria, deverá começar a cumprir o novo valor a partir de maio. O governo do Amapá informou que está em negociação com o sindicato da categoria para definir como se dará o reajuste para atingir o piso. O Rio Grande do Sul, a Bahia e o Tocantins não têm previsão de quando irão cumprir os R$ 1.451 determinados para 2012. A Secretaria de Educação do Paraná se negou a informar quanto recebem os profissionais de nível médio, alegando que a maioria do quadro tem nível superior. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP), os professores com nível médio e jornada de 40 horas - parâmetro estipulado pela Lei do Piso - têm vencimento inicial de R$ 1.233, portanto, abaixo do valor definido para 2012.
"O fato de nove estados ainda não pagarem o piso mostra que os gestores públicos ainda não entenderam a importância dessa lei para termos uma educação de qualidade no país. É a prova de que as leis no Brasil costumam ser esquecidas. Quatro anos depois da lei aprovada, o gestor dizer que agora vai fazer um estudo orçamentário para ver como pagar é um desrespeito aos trabalhadores e ao Estado brasileiro", criticou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão. A entidade planeja uma paralisação da categoria na próxima semana para cobrar o cumprimento da lei.
A situação mais crítica é a dos professores da rede estadual gaúcha que recebem piso de R$ 791 - o menor do país. De acordo com o governo do estado, o problema ocorre porque o vencimento básico dos professores ficou "achatado" ao longo dos anos. Para "inflar" o salário, a remuneração total é composta por extras, como gratificações a abonos. Mas a Lei do Piso determina que o valor mínimo se refere ao vencimento inicial e não pode incluir na conta esses adicionais. A Justiça do estado determinou que o governo pague conforme determina a regra. A Lei do Piso prevê complementação da União caso o município ou estado comprove que não tem capacidade financeira para pagar o piso a seus professores. Para isso, precisa atender a critérios como, por exemplo, ter um plano de carreira para os docentes da rede e investir 25% da arrecadação de tributos em educação, como determina a Constituição. De acordo com o MEC, nenhum estado entrou com pedido de complementação após o reajuste do piso.
Confira o valor do piso pago em cada unidade da Federação
Norte
Acre - R$ 1.451*
Amapá - R$ 1.085
Amazonas - R$ 1.905
Pará - R$ 1.451*
Rondônia - R$ 2.011
Roraima - R$ 2.142
Tocantins - R$ 1.329
Nordeste
Alagoas - R$ 1.187
Bahia - R$ 1.187
Ceará - R$ 1.270
Maranhão - R$ 1.451*
Paraíba -R$ 1.737
Pernambuco - R$ 1.451*
Piauí - R$ 1.187
Rio Grande do Norte - R$ 1.451*
Sergipe - R$ 1.451*
Centro-Oeste
Distrito Federal - R$ 2.314?
Goiás - R$ 1.460
Mato Grosso - R$ 1.760
Mato Grosso do Sul - R$ 1.489
Sudeste
Espírito Santo - R$ 1.540
Minas Gerais - R$ 2.200
Rio de Janeiro - R$ 1.732
São Paulo - R$ 1.894
Sul
Paraná - R$ 1.233**
Santa Catarina - R$ 1.281
Rio Grande do Sul - R$ 791
*Reajuste aprovado será pago na próxima folha
**Valor informado pelo sindicato da categoria no estado
segunda-feira, 5 de março de 2012
SP-Confira os servidores que terão aumento neste ano
Ao menos nove categorias de servidores públicos estaduais conseguiram garantir o reajuste deste ano. Professores, policiais e servidores da saúde terão alta de 10,2%, 11% e 7%, respectivamente, por leis aprovadas na Assembleia Legislativa em 2011.
Um agente policial da 1ª classe que hoje tem salário-base de R$ 3.052,88 receberá R$ 3.238,98 em agosto.
Um soldado da PM da 2ª classe, que recebe R$ 2.365,78, terá um salário-base de R$ 2.476,30 com o reajuste em agosto.
Na pesquisa, o aumento será de 13,5% neste ano, e igual valor no ano que vem. Um pesquisador científico ganhará R$ 4.173 em 2013.
Um agente policial da 1ª classe que hoje tem salário-base de R$ 3.052,88 receberá R$ 3.238,98 em agosto.
Um soldado da PM da 2ª classe, que recebe R$ 2.365,78, terá um salário-base de R$ 2.476,30 com o reajuste em agosto.
Na pesquisa, o aumento será de 13,5% neste ano, e igual valor no ano que vem. Um pesquisador científico ganhará R$ 4.173 em 2013.
quinta-feira, 1 de março de 2012
PROFISSÃO DE RISCO E EM EXTINÇÃO-Piso e plano de carreira motivam greve de professores em 3 Estados
O início do ano letivo nas escolas estaduais do país já movimenta paralisações e greves. As reivindicações vão desde a implantação da Lei do Piso do magistério até o investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação. Uma paralisação nacional das atividades docentes está prevista para os próximos dias 14, 15 e 16. Contudo, três Estados, Rondônia, Goiás e Piauí, já estão em greve desde fevereiro por melhorias salarias e reestruturação do plano de carreira. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), 30 sindicatos já confirmaram adesão à paralisação nacional.De acordo com a CNTE, após os três dias de mobilização, alguns sindicatos já marcaram assembleia para decidir sobre a continuidade ou não do movimento, como é o caso de São Paulo. O Sindicato dos Professores no Distrito Federal sinalizaram paralisação e indicativo de greve no próximo dia 8.No Mato Grosso do Sul, o diretor financeiro da Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems), Jaime Teixeira, afirmou que o piso já é pago na rede estadual, mas a campanha de paralisação nos três dias de março será forte porque muitos munícipios ainda não cumprem a lei. A federação faz campanha nos sindicatos municipais para que cerca de 80% das redes de ensino de todo o Estado parem.
Estados em greve
Os trabalhadores da rede estadual do Piauí deflagraram greve por tempo indeterminado no dia 27 de fevereiro em função do pagamento do reajuste do piso, que foi atualizado em 22,22% e passou para R$ 1.451. Os trabalhadores em educação voltam a se reunir nesta quinta-feira para avaliar o movimento e deliberar novos encaminhamentos.Já em Rondônia, os trabalhadores da educação decidiram, por unanimidade, decretar greve geral no dia 23 de fevereiro. A categoria decidiu permanecer com as atividades paralisadas até esta quinta-feira, quando o governo estadual promete mais uma rodada de negociações. Caso o resultado não seja satisfatório, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) informou que poderá entrar em greve por tempo indeterminado.Para os trabalhadores em educação, a espera pelo plano de carreira e por valorização já dura mais de um ano, pois são itens que constam do termo de compromisso do governador Confúcio Moura, assinado ainda em 2010, para ser cumprido em 2012.No início de fevereiro, no dia 6, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) anunciou o início da greve. De acordo com informações do sindicato, a paralisação foi definida porque o governo estadual achatou a carreira dos profissionais: retirou a gratificação por titularidade e achatou a tabela salarial. Além disso, a mobilização reivindica mudança na situação dos funcionários administrativos que dependem de complemento para receberem o salário mínimo.
Piso do magistério
No último dia 27, o Ministério da Educação (MEC) anunciou o valor reajustado do piso: R$ 1,451. A atualização segue a determinação do artigo 5º da Lei 11.738, de 16 de junho de 2008, aprovada pelo Congresso Nacional. Conforme a legislação vigente, a correção reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2011, em relação ao valor de 2010.A Lei do Piso determina que nenhum professor pode receber menos do que o valor determinado por uma jornada de 40 horas semanais - que agora é de R$ 1.451. Questionada na Justiça por governadores, a legislação foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado. Entes federados argumentam que não têm recursos para pagar o valor estipulado pela lei. O dispositivo prevê que a União complemente o pagamento nesses casos. Mas, desde 2008, nenhum Estado ou município recebeu os recursos porque, segundo o MEC, não conseguiu comprovar a falta de verbas para esse fim.
Estados em greve
Os trabalhadores da rede estadual do Piauí deflagraram greve por tempo indeterminado no dia 27 de fevereiro em função do pagamento do reajuste do piso, que foi atualizado em 22,22% e passou para R$ 1.451. Os trabalhadores em educação voltam a se reunir nesta quinta-feira para avaliar o movimento e deliberar novos encaminhamentos.Já em Rondônia, os trabalhadores da educação decidiram, por unanimidade, decretar greve geral no dia 23 de fevereiro. A categoria decidiu permanecer com as atividades paralisadas até esta quinta-feira, quando o governo estadual promete mais uma rodada de negociações. Caso o resultado não seja satisfatório, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) informou que poderá entrar em greve por tempo indeterminado.Para os trabalhadores em educação, a espera pelo plano de carreira e por valorização já dura mais de um ano, pois são itens que constam do termo de compromisso do governador Confúcio Moura, assinado ainda em 2010, para ser cumprido em 2012.No início de fevereiro, no dia 6, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) anunciou o início da greve. De acordo com informações do sindicato, a paralisação foi definida porque o governo estadual achatou a carreira dos profissionais: retirou a gratificação por titularidade e achatou a tabela salarial. Além disso, a mobilização reivindica mudança na situação dos funcionários administrativos que dependem de complemento para receberem o salário mínimo.
Piso do magistério
No último dia 27, o Ministério da Educação (MEC) anunciou o valor reajustado do piso: R$ 1,451. A atualização segue a determinação do artigo 5º da Lei 11.738, de 16 de junho de 2008, aprovada pelo Congresso Nacional. Conforme a legislação vigente, a correção reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2011, em relação ao valor de 2010.A Lei do Piso determina que nenhum professor pode receber menos do que o valor determinado por uma jornada de 40 horas semanais - que agora é de R$ 1.451. Questionada na Justiça por governadores, a legislação foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado. Entes federados argumentam que não têm recursos para pagar o valor estipulado pela lei. O dispositivo prevê que a União complemente o pagamento nesses casos. Mas, desde 2008, nenhum Estado ou município recebeu os recursos porque, segundo o MEC, não conseguiu comprovar a falta de verbas para esse fim.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
PROFISSÃO DE RISCO E EM EXTINÇÃO-Especialista afirma: aumento do piso salarial é para combater falta de professores
O aumento de 22,22% do piso nacional do magistério foi anunciado na última segunda-feira pelo Ministério da Educação (MEC) e, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), terá um impacto de R$ 1,6 bilhão nas contas das prefeituras. A estimativa, que leva em conta informações referentes a 2.039 cidades, foi feita a partir da diferença entre as médias salariais pagas hoje a professores das redes municipais e o piso de R$ 1.451 para 2012 fixado pelo MEC.
Para João Cardoso Palma, especialista em Educação e professor da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), a medida do governo é positiva, mas deve continuar por mais alguns anos para evitar a falta de professores na rede pública de ensino. "Se durante 10 anos ocorrer reajuste do salário sempre acima da inflação, a longo prazo você começa a reverter o atual quadro de desvalorização da carreira de professor", explica Palma. Este aumento seria uma maneira de combater o desinteresse pela carreira docente. "É um processo lento. Hoje, por exemplo, dado os baixos salários e as más condições de trabalho nas escolas, há falta de professores", afirma. A medida, contudo, não significa que o aumento salarial vai gerar melhorias proporcionais em sala de aula. "Não quer dizer que se você vai dobrar o salário hoje, a qualidade em sala de aula também vai dobrar", aponta.
Para João Cardoso Palma, especialista em Educação e professor da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), a medida do governo é positiva, mas deve continuar por mais alguns anos para evitar a falta de professores na rede pública de ensino. "Se durante 10 anos ocorrer reajuste do salário sempre acima da inflação, a longo prazo você começa a reverter o atual quadro de desvalorização da carreira de professor", explica Palma. Este aumento seria uma maneira de combater o desinteresse pela carreira docente. "É um processo lento. Hoje, por exemplo, dado os baixos salários e as más condições de trabalho nas escolas, há falta de professores", afirma. A medida, contudo, não significa que o aumento salarial vai gerar melhorias proporcionais em sala de aula. "Não quer dizer que se você vai dobrar o salário hoje, a qualidade em sala de aula também vai dobrar", aponta.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Magistério-Novo Piso Nacional salarial é aprovado
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Juiz manda RedeTV! pagar FGTS a ex-funcionários da Manchete
Decisão da 28ª Vara Cível de São Paulo julgou que o FGTS devido aos ex-funcionários da extinta TV Manchete deverá ser pago pela RedeTV! Segundo a coluna "Radar", de Lauro Jardim, a emissora tem dez dias para depositar um valor estimado em R$ 100 milhões, "sob pena de bloqueio de contas bancárias ou diretamente junto aos anunciantes".
A decisão foi publicada ontem e deixou pesado o clima na emissora, que já vem atrasando salários e pagamentos desde o ano passado.
Procurada para se manifestar, a RedeTV! respondeu que "há uma decisão judicial já transitada no STJ" que será capaz de reverter "esta e outras decisões recentes" que colocam a RedeTV! como sucessora de débitos da Manchete, "sob pena de bloqueio de contas bancárias ou diretamente junto aos anunciantes".
A RedeTV! nasceu no final de 1999 como sucessora na concessão da extinta TV Manchete. Uma série de embates jurídicos são travados desde então entre as vítimas-desempregados da massa falida do grupo Bloch e os novos donos da concessão, que não se acham responsáveis pelas dívidas da antiga concessão.
Nos últimos 12 meses, os donos da emissora, Amilcare Dallevo (presidente, majoritário) e Marcelo de Carvalho (vice, minoritário) vivem um momento turbulento, devido ao interesse do segundo em vender sua parte, o primeiro querer comprá-la, mas não ter dinheiro ou cacife para tanto. Sem clima, com cada vez menos poder, Carvalho estaria procurando outros interessados para seus cerca de 30% (parte já empanhada também) na emissora, mas também não encontrou ninguém disposto a pagar o que quer.
Embora nunca tenham sido divulgados valores, diz-se que nas negociações com Dallevo, o preço inicial pedido por CArvalho foi de US$ 500 milhões --um evidente absurdo diante do faturamento anual da emissora, que mal chega a 50% disso.
A decisão foi publicada ontem e deixou pesado o clima na emissora, que já vem atrasando salários e pagamentos desde o ano passado.
Procurada para se manifestar, a RedeTV! respondeu que "há uma decisão judicial já transitada no STJ" que será capaz de reverter "esta e outras decisões recentes" que colocam a RedeTV! como sucessora de débitos da Manchete, "sob pena de bloqueio de contas bancárias ou diretamente junto aos anunciantes".
A RedeTV! nasceu no final de 1999 como sucessora na concessão da extinta TV Manchete. Uma série de embates jurídicos são travados desde então entre as vítimas-desempregados da massa falida do grupo Bloch e os novos donos da concessão, que não se acham responsáveis pelas dívidas da antiga concessão.
Nos últimos 12 meses, os donos da emissora, Amilcare Dallevo (presidente, majoritário) e Marcelo de Carvalho (vice, minoritário) vivem um momento turbulento, devido ao interesse do segundo em vender sua parte, o primeiro querer comprá-la, mas não ter dinheiro ou cacife para tanto. Sem clima, com cada vez menos poder, Carvalho estaria procurando outros interessados para seus cerca de 30% (parte já empanhada também) na emissora, mas também não encontrou ninguém disposto a pagar o que quer.
Embora nunca tenham sido divulgados valores, diz-se que nas negociações com Dallevo, o preço inicial pedido por CArvalho foi de US$ 500 milhões --um evidente absurdo diante do faturamento anual da emissora, que mal chega a 50% disso.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Alckmin anuncia piso paulista com reajuste
Por Anne Warth e Gustavo Uribe
Brasília e São Paulo - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anuncia hoje o reajuste do salário mínimo regional do Estado. De acordo com fontes que participaram da negociação, o aumento deve ser um pouco maior que o concedido ao mínimo nacional, de 14,13%, e valerá a partir de 1º de março. O piso regional de São Paulo possui três faixas - R$ 600, R$ 610 e R$ 620 - e cada uma delas deve receber um reajuste diferente.
O governo de São Paulo fará o anúncio nesta manhã, após se reunir com representantes das centrais sindicais. Neste ano, o reajuste do piso foi antecipado por duas razões. A primeira foi o próprio mínimo nacional, que passou a valer R$ 622 no dia 1.º de janeiro e superou as três faixas do piso paulista. A segunda foi o compromisso de Alckmin, assumido no ano passado, de antecipar a vigência do piso para 1.º de março. O reajuste do piso regional beneficiou 1,4 milhão de trabalhadores em 2011, de acordo com o governo.Em São Paulo, o mínimo regional existe desde 2007 e sempre recebeu reajuste um pouco superior ao nacional. Mas, neste ano, foi difícil manter a tradição. Assim como a União, o governo paulista considera a inflação do ano anterior mais o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. A dificuldade é que a inflação em 2011 foi bastante elevada. Além disso, em 2010 o PIB do País cresceu 7,5%, mais que os 6,9% registrados pelo PIB de São Paulo.Nos anos anteriores, o reajuste do piso paulista sempre superou, mesmo que por muito pouco, o aumento do mínimo do nacional. Em 2008, o nacional aumentou 9,21% e o regional, 9,76%. No ano seguinte, o nacional aumentou 12,05% e o regional, 12,22%. Em 2010, o nacional aumentou 9,68% e o regional, 10,89%. No ano passado, o nacional aumentou 6,96% e o regional, 7,14%. Entre 2007 e 2011, o mínimo paulista acumula um crescimento de 46,34%, frente 43,42% do nacional.No Estado, há uma quarta faixa do piso, paga a 14 mil servidores na ativa e a 10 mil inativos, que atualmente corresponde a R$ 630. O reajuste dessa faixa ainda seria definido por Alckmin. No ano passado, ao passar de R$ 590 para R$ 630, este piso trouxe um impacto de R$ 21,6 milhões à folha de pagamento do Estado. O projeto de lei que aumenta o mínimo regional será enviado à Assembleia já na abertura dos trabalhos legislativos, em fevereiro.
Brasília e São Paulo - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anuncia hoje o reajuste do salário mínimo regional do Estado. De acordo com fontes que participaram da negociação, o aumento deve ser um pouco maior que o concedido ao mínimo nacional, de 14,13%, e valerá a partir de 1º de março. O piso regional de São Paulo possui três faixas - R$ 600, R$ 610 e R$ 620 - e cada uma delas deve receber um reajuste diferente.
O governo de São Paulo fará o anúncio nesta manhã, após se reunir com representantes das centrais sindicais. Neste ano, o reajuste do piso foi antecipado por duas razões. A primeira foi o próprio mínimo nacional, que passou a valer R$ 622 no dia 1.º de janeiro e superou as três faixas do piso paulista. A segunda foi o compromisso de Alckmin, assumido no ano passado, de antecipar a vigência do piso para 1.º de março. O reajuste do piso regional beneficiou 1,4 milhão de trabalhadores em 2011, de acordo com o governo.Em São Paulo, o mínimo regional existe desde 2007 e sempre recebeu reajuste um pouco superior ao nacional. Mas, neste ano, foi difícil manter a tradição. Assim como a União, o governo paulista considera a inflação do ano anterior mais o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. A dificuldade é que a inflação em 2011 foi bastante elevada. Além disso, em 2010 o PIB do País cresceu 7,5%, mais que os 6,9% registrados pelo PIB de São Paulo.Nos anos anteriores, o reajuste do piso paulista sempre superou, mesmo que por muito pouco, o aumento do mínimo do nacional. Em 2008, o nacional aumentou 9,21% e o regional, 9,76%. No ano seguinte, o nacional aumentou 12,05% e o regional, 12,22%. Em 2010, o nacional aumentou 9,68% e o regional, 10,89%. No ano passado, o nacional aumentou 6,96% e o regional, 7,14%. Entre 2007 e 2011, o mínimo paulista acumula um crescimento de 46,34%, frente 43,42% do nacional.No Estado, há uma quarta faixa do piso, paga a 14 mil servidores na ativa e a 10 mil inativos, que atualmente corresponde a R$ 630. O reajuste dessa faixa ainda seria definido por Alckmin. No ano passado, ao passar de R$ 590 para R$ 630, este piso trouxe um impacto de R$ 21,6 milhões à folha de pagamento do Estado. O projeto de lei que aumenta o mínimo regional será enviado à Assembleia já na abertura dos trabalhos legislativos, em fevereiro.
Agência Estado
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Servidor Público pode escolher banco em que terá o salário
Os cerca de 13 milhões de servidores federais, estaduais e municipais podem escolher desde ontem em qual banco querem receber o salário.
Para isso, é preciso que o trabalhador do setor público receba o pagamento por meio de conta-salário, que tem diferenças entre a conta-corrente.
Para os funcionários da iniciativa privada essa regra já vale desde 2009.
Para isso, é preciso que o trabalhador do setor público receba o pagamento por meio de conta-salário, que tem diferenças entre a conta-corrente.
Para os funcionários da iniciativa privada essa regra já vale desde 2009.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Salários atrasados da Rede TV! atingem Luciana Gimenez
Apresentadora Luciana Gimenez posa no camarim dela em Osasco (Grande SP)
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Governo de SP-Deputados de SP aprovam reajuste dos servidores
A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou ontem o projeto de lei que dá reajuste de 7% aos servidores que trabalham na área administrativa de todo o Estado, regidos pela lei 1.080/2008.
Segundo a Secretaria de Estado da Gestão, o reajuste será retroativo a julho e beneficiará 120.698 servidores, incluindo ativos, aposentados e pensionistas.
O projeto prevê ainda a ampliação do prêmio de desempenho individual a todos os funcionários ativos das carreiras administrativas mediante a avaliação, incluindo 24 mil servidores que não tinham direito à grana, na Educação, Administração Penitenciária, Segurança Pública e no Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Nesses casos, eles terão direito à metade do prêmio neste ano e ao valor integral no meio de 2012, desde que sejam cumpridos os critérios de avaliação.
Hoje, 26.246 servidores já têm o bônus.
Segundo a Secretaria de Estado da Gestão, o reajuste será retroativo a julho e beneficiará 120.698 servidores, incluindo ativos, aposentados e pensionistas.
O projeto prevê ainda a ampliação do prêmio de desempenho individual a todos os funcionários ativos das carreiras administrativas mediante a avaliação, incluindo 24 mil servidores que não tinham direito à grana, na Educação, Administração Penitenciária, Segurança Pública e no Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Nesses casos, eles terão direito à metade do prêmio neste ano e ao valor integral no meio de 2012, desde que sejam cumpridos os critérios de avaliação.
Hoje, 26.246 servidores já têm o bônus.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Empresas devem pagar parte do 13º salário até quarta; calcule valor
FOLHA DE SÃO PAULO
No caso do trabalhador que foi contratado após essa data, o benefício será proporcional, sendo 1/12 do salário para cada mês trabalhado --lembrando que o período de 15 ou mais dias, pela legislação brasileira, é considerado mês integral. Para saber o valor correto, basta dividir o salário por 12 e multiplicar pelo número de meses trabalhados no ano. Assim, se um trabalhador foi contratado no dia 10 de maio, ele terá direito a 8/12 do salário como 13º.
PARCELAS
A primeira parcela corresponde à metade do 13º e não tem descontos. Esse pagamento deve ser feito, todos os anos, até o dia 30 de novembro.
Na segunda parcela, que deve ser paga até o dia 20 de dezembro, incidem os descontos previdenciário e de Imposto de Renda, se houver. Haverá isenção de IR se o valor integral do 13º salário for igual ou menor que R$ 1.566,61.
foto-jangadeiroonline
O 13º salário do trabalhador equivale a um mês de salário para aqueles que foram registrados na empresa até o dia 16 de janeiro. No caso do trabalhador que foi contratado após essa data, o benefício será proporcional, sendo 1/12 do salário para cada mês trabalhado --lembrando que o período de 15 ou mais dias, pela legislação brasileira, é considerado mês integral. Para saber o valor correto, basta dividir o salário por 12 e multiplicar pelo número de meses trabalhados no ano. Assim, se um trabalhador foi contratado no dia 10 de maio, ele terá direito a 8/12 do salário como 13º.
PARCELAS
A primeira parcela corresponde à metade do 13º e não tem descontos. Esse pagamento deve ser feito, todos os anos, até o dia 30 de novembro.
Na segunda parcela, que deve ser paga até o dia 20 de dezembro, incidem os descontos previdenciário e de Imposto de Renda, se houver. Haverá isenção de IR se o valor integral do 13º salário for igual ou menor que R$ 1.566,61.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
PROFISSÃO EM EXTINÇÃO-Estados não cumprem lei do piso nacional para professor
Aprovada há mais de três anos, a lei nacional do piso do magistério não é cumprida em pelo menos 17 das 27 unidades da Federação, informa a reportagem de Fábio Takahashi e Luiza Bandeira, publicada na edição desta quarta-feira da Folha.A legislação prevê mínimo de R$ 1.187 a professores da educação básica pública, por 40 horas semanais, excluindo as gratificações. A lei também assegura que os docentes passem ao menos 33% desse tempo fora das aulas para poderem atender aos estudantes e preparar aulas. A regra visa melhorar as condições de trabalho dos docentes e atrair jovens mais bem preparados para o magistério. O levantamento da Folha mostra que a jornada extra-classe é o ponto mais desrespeitado da lei: 15 Estados a descumprem, incluindo São Paulo, onde 17% da carga é fora da classe. Entre esses 15, quatro (MG, RS, PA e BA) também não pagam o mínimo salarial.
O ministério da Educação afirma que a lei deve ser aplicada imediatamente, mas que não pode obrigar Estados e municípios a isso.
A maior parte dos Estados que descumprem a lei disse que vai se adequar à regra.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação recomendou a seus sindicatos que entrem na Justiça.
O ministério da Educação afirma que a lei deve ser aplicada imediatamente, mas que não pode obrigar Estados e municípios a isso.
A maior parte dos Estados que descumprem a lei disse que vai se adequar à regra.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação recomendou a seus sindicatos que entrem na Justiça.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Governo de SP-Aumento para servidor estadual da Saúde é aprovado em SP
Os deputados aprovaram ontem o plano de cargos e salários para os servidores da Saúde estadual, que dará aumento salarial de 9% a 40% para cerca de 80 mil funcionários públicos.
Os valores são retroativos a julho deste ano e valem para os ativos, os aposentados e os pensionistas.
Além disso, o projeto de lei enviado pelo governador Geraldo Alckmin também garante reajuste de 7% sobre o salário-base mais gratificação executiva, a partir de 1º de julho de 2012, segundo informações da assessoria da Assembleia Legislativa.
Os valores são retroativos a julho deste ano e valem para os ativos, os aposentados e os pensionistas.
Além disso, o projeto de lei enviado pelo governador Geraldo Alckmin também garante reajuste de 7% sobre o salário-base mais gratificação executiva, a partir de 1º de julho de 2012, segundo informações da assessoria da Assembleia Legislativa.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Governo do Estado de SP-Professor aprovado em "prova de mérito" receberá reajuste no próximo dia 8
Os 36.285 professores e funcionários do magistério que passaram na prova de reajuste do programa de Valorização pelo Mérito receberão o aumento salarial de 25% no dia 8.
O valor será retroativo a julho e será pago no mesmo dia, por meio de folha suplementar.
Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda, "os comprovantes de pagamento serão entregues na segunda-feira devido ao tempo para o processamento da folha e à logística de impressão e distribuição" para as unidades da rede estadual na capital e no interior do Estado.
A Fazenda afirma ainda que a consulta on-line dos comprovantes de pagamento sairá amanhã, no site da secretaria
O valor será retroativo a julho e será pago no mesmo dia, por meio de folha suplementar.
Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda, "os comprovantes de pagamento serão entregues na segunda-feira devido ao tempo para o processamento da folha e à logística de impressão e distribuição" para as unidades da rede estadual na capital e no interior do Estado.
A Fazenda afirma ainda que a consulta on-line dos comprovantes de pagamento sairá amanhã, no site da secretaria
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
De olho na presidência-Governo de SP sanciona aumento de 27,7% no salário de policiais
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) sancionou na terça-feira (25) o projeto de lei que prevê um reajuste de 15% no valor do salário base dos policiais civis, militares e científicos e agentes de segurança penitenciária, retroativo a 1º de julho. Além de um novo aumento de 11%, em 1º de agosto do ano que vem. No total, o aumento chega a 27,7% em dois anos.
De acordo com o governo do Estado, será extinta a 4ª classe de 14 carreiras de policiais civis, que serão automaticamente promovidos para a 3ª classe e receberão elevação salarial. Os delegados promovidos para a 3ª classe terão aumento retroativo de 18,8% retroativos em julho.
O reajuste vai beneficiar mais de 150 mil servidores da ativa e quase 103 mil aposentados e pensionistas. Entre os funcionários públicos, há 89.345 policiais militares, 34.258 policiais civis e científicos e 26.918 agentes penitenciários.
Além do reajuste salarial, o governo do Estado anunciou um pacote de benefícios aos policiais, com medidas para facilitar as promoções e a valorização de carreiras.
De acordo com o governo do Estado, será extinta a 4ª classe de 14 carreiras de policiais civis, que serão automaticamente promovidos para a 3ª classe e receberão elevação salarial. Os delegados promovidos para a 3ª classe terão aumento retroativo de 18,8% retroativos em julho.
O reajuste vai beneficiar mais de 150 mil servidores da ativa e quase 103 mil aposentados e pensionistas. Entre os funcionários públicos, há 89.345 policiais militares, 34.258 policiais civis e científicos e 26.918 agentes penitenciários.
Além do reajuste salarial, o governo do Estado anunciou um pacote de benefícios aos policiais, com medidas para facilitar as promoções e a valorização de carreiras.
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sábado, 15 de outubro de 2011
PROFISSÃO DE RISCO E EM EXTINÇÃO!-Dia dos Professores: carreira perde interessados ano a ano
"Não tenho filhos, mas se tivesse faria de tudo para não deixar que se tornassem professores. É o que farei com meus sobrinhos".
Desta forma o educador Oscar Eduardo Magnusson resume o sentimento que acompanha os profissionais da categoria. Com salários desvalorizados, carga horária intensa em sala de aula e trabalho constante em casa, os professores estão cansados.
Resultado: cada vez menos gente procura uma formação na área. O panorama é desalentador e não há perspectiva de melhora em um curto espaço de tempo. Contudo, alguns especialistas analisam a situação por outro ângulo. Com a baixa procura pela profissão, a demanda por docentes seguirá alta. Uma perspectiva positiva em um horizonte obscuro.O desânimo dos profissionais da Educação, cujo rendimento médio mensal é o pior no País, segundo o relatório Professores do Brasil: Impasses e Desafios (realizado pela Unesco e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2009), se reflete em uma procura cada vez menor por cursos de Pedagogia ou licenciaturas. O último Censo da Educação Superior, divulgado no ano passado, mostra que apenas a metade das vagas são preenchidas nas faculdades de Pedagogia. Consequentemente, a quantidade de formados vem caindo. Em 2005, cerca de 103 mil alunos concluíram o curso. Em 2009, esse número caiu para 52 mil. Nas licenciaturas, o cenário se repete: 77 mil formados em 2005, e 64 mil quatro anos depois.
Segundo o pedagogo Hamilton Werneck, nos últimos quatro anos foram fechados 200 cursos de Pedagogia no Brasil. "Soube recentemente que, no Maranhão, um professor deixou a função e foi ser bombeiro, cujo salário inicial é de R$ 2,5 mil. Prestará um inestimável serviço àquele Estado, no entanto, a Educação, por salários reduzidos, perdeu um profissional. A nova geração não quer mais ser professor", afirma.
Trabalhando em quatro escolas diferentes, o professor de Português da rede pública e particular de Indaiatuba (SP) Oscar Eduardo Magnusson, citado no começo da matéria, já está cansado. "Depois de 20 anos lecionando, me arrependi de ter escolhido esta profissão. Não melhora nunca", desabafa.
Futuro promissor?
Se a procura pelos cursos está baixa, a demanda por educadores deve ser alta. Para Tânia Cristina Arantes Macedo de Azevedo, diretora acadêmica da Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp), o futuro acabará sendo promissor para aqueles que optarem pela carreira. "A perspectiva profissional do pedagogo é promissora, principalmente pela quantidade de concursos públicos abertos regularmente para a área da educação", diz, complementando que acredita em uma melhora na oferta do setor público para atrair os profissionais.
Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), o curso de Pedagogia teve 1.626 inscritos no exame de 2011, o que representa apenas 3,8 candidatos por vaga. Enquanto isso, na página da Vunesp, entre os concursos em andamento para a área da educação, há opções para prefeituras como as de Guaíra, São Bernardo do Campo, São Carlos e São José do Rio Preto, além da seleção para executivo público do Governo do Estado. "A demanda por professores é cada vez maior. Basta ver o número de escolas avaliadas pelo Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), 8.736. O País só vai avançar por meio da educação", fala Tânia.
Werneck concorda. "A carreira de pedagogia é promissora, pois o mercado deve precisar cada vez mais de profissionais. No entanto, o que é oferecido ainda não é atrativo", afirma. Para o especialista em Educação, mesmo que o mercado sofra com a falta de profissionais, as ofertas de trabalho não deverão ser melhores. "Ou o Brasil faz uma grande revolução na Educação, que envolva currículos, programas, metodologias, salário e preocupação com o real aprendizado dos alunos, ou o salto econômico e social ficará prejudicado", sentencia.
Desta forma o educador Oscar Eduardo Magnusson resume o sentimento que acompanha os profissionais da categoria. Com salários desvalorizados, carga horária intensa em sala de aula e trabalho constante em casa, os professores estão cansados.
Resultado: cada vez menos gente procura uma formação na área. O panorama é desalentador e não há perspectiva de melhora em um curto espaço de tempo. Contudo, alguns especialistas analisam a situação por outro ângulo. Com a baixa procura pela profissão, a demanda por docentes seguirá alta. Uma perspectiva positiva em um horizonte obscuro.O desânimo dos profissionais da Educação, cujo rendimento médio mensal é o pior no País, segundo o relatório Professores do Brasil: Impasses e Desafios (realizado pela Unesco e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2009), se reflete em uma procura cada vez menor por cursos de Pedagogia ou licenciaturas. O último Censo da Educação Superior, divulgado no ano passado, mostra que apenas a metade das vagas são preenchidas nas faculdades de Pedagogia. Consequentemente, a quantidade de formados vem caindo. Em 2005, cerca de 103 mil alunos concluíram o curso. Em 2009, esse número caiu para 52 mil. Nas licenciaturas, o cenário se repete: 77 mil formados em 2005, e 64 mil quatro anos depois.
Segundo o pedagogo Hamilton Werneck, nos últimos quatro anos foram fechados 200 cursos de Pedagogia no Brasil. "Soube recentemente que, no Maranhão, um professor deixou a função e foi ser bombeiro, cujo salário inicial é de R$ 2,5 mil. Prestará um inestimável serviço àquele Estado, no entanto, a Educação, por salários reduzidos, perdeu um profissional. A nova geração não quer mais ser professor", afirma.
Trabalhando em quatro escolas diferentes, o professor de Português da rede pública e particular de Indaiatuba (SP) Oscar Eduardo Magnusson, citado no começo da matéria, já está cansado. "Depois de 20 anos lecionando, me arrependi de ter escolhido esta profissão. Não melhora nunca", desabafa.
Futuro promissor?
Se a procura pelos cursos está baixa, a demanda por educadores deve ser alta. Para Tânia Cristina Arantes Macedo de Azevedo, diretora acadêmica da Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp), o futuro acabará sendo promissor para aqueles que optarem pela carreira. "A perspectiva profissional do pedagogo é promissora, principalmente pela quantidade de concursos públicos abertos regularmente para a área da educação", diz, complementando que acredita em uma melhora na oferta do setor público para atrair os profissionais.
Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), o curso de Pedagogia teve 1.626 inscritos no exame de 2011, o que representa apenas 3,8 candidatos por vaga. Enquanto isso, na página da Vunesp, entre os concursos em andamento para a área da educação, há opções para prefeituras como as de Guaíra, São Bernardo do Campo, São Carlos e São José do Rio Preto, além da seleção para executivo público do Governo do Estado. "A demanda por professores é cada vez maior. Basta ver o número de escolas avaliadas pelo Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), 8.736. O País só vai avançar por meio da educação", fala Tânia.
Werneck concorda. "A carreira de pedagogia é promissora, pois o mercado deve precisar cada vez mais de profissionais. No entanto, o que é oferecido ainda não é atrativo", afirma. Para o especialista em Educação, mesmo que o mercado sofra com a falta de profissionais, as ofertas de trabalho não deverão ser melhores. "Ou o Brasil faz uma grande revolução na Educação, que envolva currículos, programas, metodologias, salário e preocupação com o real aprendizado dos alunos, ou o salto econômico e social ficará prejudicado", sentencia.
Piso dos professores não é pago em 25% das cidades da PB, diz federação
Decisão do Supremo Tribunal Federal fixou o salário em R$ 1.187, 97.Segundo Federação de Servidores, média na Paraíba é de R$ 890,00.
Em abril deste ano uma decisão do Supremo Tribunal Federal fixou o salário dos professores do país em R$ 1.187, 97. No entanto, de acordo com dados da Federação Nacional dos Servidores Públicos Municipais da Paraíba (Fespm), 25% das cidades da Paraíba ainda não cumprem a determinação. Neste sábado (15) é comemorado o dia nacional do professor.Segundo o presidente da Fespm, Francisco de Assis Pereira, aproximadamente 90% dos professores municipais do Estado recebem remuneração proporcional a 30 horas de trabalho semanal e o piso nacional é relativo a 40 horas. Dessa forma o salário desses profissionais fica em torno de R$ 890,00.“A faixa salarial dos professores municipais paraibanos é entre 800 e 900 reais, para 25 ou 30 horas semanais”, disse Francisco de Assis. Ele explicou que as informações sobre o pagamento do piso salarial são levantados pelos sindicatos municipais, que repassam essas informações à federação.Já a União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação (Undime) na Paraíba, aponta que antes da decisão do STF, 38% das cidades não pagavam o piso salarial.“Após a decisão do Supremo, muitos municípios se adequaram, mas ainda há alguns que não pagam o piso. Só teremos o percentual no final deste ano”, destacou o presidente da entidade, Flávio Romero.
Flávio disse ainda que muitos municípios estão aguardando a publicação da Portaria do Ministério da Educação que regulamenta os critérios para que a União faça a complementação do piso salarial. Segundo ele, com isso todas as cidades poderão se adequar.
Flávio disse ainda que muitos municípios estão aguardando a publicação da Portaria do Ministério da Educação que regulamenta os critérios para que a União faça a complementação do piso salarial. Segundo ele, com isso todas as cidades poderão se adequar.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Aprovado aumento do salário dos policiais em SP
São Paulo - A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou ontem o Projeto de Lei Complementar 47 de 2011, que prevê um reajuste de 15% no salário base dos policiais, retroativo a 1º de julho. Além de um novo aumento de 11%, em 1º de agosto do ano que vem. No total, o aumento chega a 27,7% em dois anos.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o projeto eleva os vencimentos de 13 categorias de policiais civis, como investigadores e escrivães, e policiais científicos, como médicos legistas, peritos criminais e atendentes de necrotério, e reestrutura a carreira de delegado de polícia, com a extinção da 4ª classe. O texto seguirá para sanção do governador Geraldo Alckmin.
Na semana passada, os deputados estaduais aprovaram, por unanimidade, dois projetos que permitem o aumento nos mesmos percentuais e datas do salário base de policiais militares e delegados de polícia. Se sancionados, os projetos vão beneficiar mais de 150 mil servidores da ativa e quase 103 mil aposentados e pensionistas. Entre os funcionários públicos, há 89.345 policiais militares e 34.258 policiais civis e científicos.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o projeto eleva os vencimentos de 13 categorias de policiais civis, como investigadores e escrivães, e policiais científicos, como médicos legistas, peritos criminais e atendentes de necrotério, e reestrutura a carreira de delegado de polícia, com a extinção da 4ª classe. O texto seguirá para sanção do governador Geraldo Alckmin.
Na semana passada, os deputados estaduais aprovaram, por unanimidade, dois projetos que permitem o aumento nos mesmos percentuais e datas do salário base de policiais militares e delegados de polícia. Se sancionados, os projetos vão beneficiar mais de 150 mil servidores da ativa e quase 103 mil aposentados e pensionistas. Entre os funcionários públicos, há 89.345 policiais militares e 34.258 policiais civis e científicos.
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