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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pessimismo do consumidor com inflação é o maior desde 2001

Valor OnLine
 
SÃO PAULO - Os consumidores esperam inflação crescente ao longo do ano, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O percentual, de 71%, é o maior apresentado pelo indicador desde setembro de 2001.
'A preocupação dos consumidores com relação à inflação está muito acima do usual', aponta a pesquisa.
O economista da CNI Marcelo Azevedo afirma que o aumento dos alugueis, dos alimentos e dos combustíveis, itens altamente sensíveis ao bolso do consumidor, tem influenciado o pessimismo sobre a trajetória da inflação. O indicador da CNI, além da inflação, ainda trás pesquisa sobre desemprego, situação financeira, endividamento, evolução da renda pessoal e de compras de bens de maior valor. O índice registrou 112,1 pontos, 0,1% acimado registrado em abril, mas 2,2% abaixo do registrado em maio de 2010. De acordo com o levantamento, os brasileiros acreditam no crescimento da oferta de empregos. O índice de expectativa de evolução do desemprego registrou 132,1 pontos em maio, um aumento de 2,1% ante abril e de 1% na comparação com maio de 2010, 'demonstrando que o consumidor está otimista sobre a disponibilidade de vagas no mercado de trabalho'. Os consumidores também estão otimistas em relação aos salários, com índice 1,1% maior que abril e 0,4% acima do registrado em maio de 2010. Na outra ponta, os indicadores de situação financeira e endividamento recuaram 0,9% em maio na comparação com o mês anterior, ficando ambos abaixo do assinalado em maio de 2010. A expectativa de compras de bens de maior valor continuou praticamente estável, recuando apenas 0,1% sobre abril e 0,3% na comparação com maio de 2010.
(Karen Camacho | Valor)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

SP-Aluguel muito caro

Está cada vez mais caro morar em São Paulo. Uma pesquisa mostrou que os preços dos aluguéis na cidade subiram em média 14,6% nos últimos 12 meses.
É um novo recorde desde que esse tipo de pesquisa começou, em janeiro de 2005.
O crescimento foi muito acima da inflação, que ficou em 6% no ano passado. Como os aumentos de salário normalmente ficam em torno da inflação, o que acontece é que o preço do aluguel ganha um peso maior no orçamento familiar. Um dos principais problemas é que o reajuste do aluguel é historicamente feito com base no IGP-M, um índice que nos últimos 12 meses acumulou alta de 11,5%. O IGP-M foi adotado numa época em que a inflação era bem mais alta e os preços variavam muito. Como ele é influenciado pelo dólar e pelas vendas de produtos como minério de ferro e soja, era uma forma de proteger os donos de imóveis.
Hoje em dia, isso não faz mais sentido. Os preços dos aluguéis já sobem normalmente porque as pessoas estão ganhando melhor --então tem mais gente procurando do que bons imóveis disponíveis. O ideal é que seja escolhido um índice mais baixo, próximo da inflação. A partir desse patamar, os donos dos imóveis e os locadores são livres para negociar, com base na velha lei da oferta e da procura. Como não dá pra morar debaixo da ponte (e dividir espaço com os "nóias"), nem mudar pra mais longe (e depender ainda mais do péssimo transporte público), essa discussão sobre a mudança do índice tem de ser feita agora.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Cesta básica sobe acima de 10% em 14 de 17 capitais, aponta Dieese

O custo da cesta básica teve alta acima de 10% em 14 das 17 capitais pesquisadas em 2010, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
As maiores elevações ocorreram em Goiânia (22,90%), Recife (19,96%), Natal (18,14%) Manaus (16,73%), Fortaleza (16,21%) e São Paulo (16,20%). Em seguida aparecem Curitiba (15,16%), João Pessoa (13,84%), Rio de Janeiro (13,74%), Florianópolis (12,92%), Belém (10,65%), Vitória (10,46%), Belo Horizonte ( 10,41%) e Salvador (10,13%).Abaixo dos 10%, ficaram apenas Porto Alegre (6,13%), Brasília (5,15%) e Aracaju (3,96%).Segundo o Dieese, o comportamento dos alimentos básicos em 2010 foi oposto ao apurado em 2009, quando, no final do ano, 16 das 17 cidades acompanhadas apresentavam recuo nos preços dos gêneros de primeira necessidade.Em dezembro, os produtos básicos tiveram queda em oito capitais, enquanto nas outras nove cidades o preço aumentou. As maiores elevações foram em Natal (6,78%) e Curitiba (2,05%). Já as baixas mais significativas ocorreram em Salvador (-4,24%) e Aracaju (-2,17%).No mês passado, São Paulo continuou a ser a capital onde o custo da cesta foi mais elevado, atingindo R$ 265,15 --ainda que tenha subido apenas 0,20% em relação a novembro. Porto Alegre, que teve alta de 0,95%, registrou o segundo maior custo (R$ 252,15), seguida por Manaus (R$ 252,06).
Os produtos básicos só custaram menos do que R$ 200 em Aracaju (R$ 175,88) e João Pessoa (R$ 194,24).
SALÁRIO MÍNIMO
O levantamento do Dieese sugere que o salário mínimo necessário para o trabalhador brasileiro cobrir despesas básicas em dezembro deveria ficar em R$ 2.227,53. O cálculo, feito com base no custo da cesta básica de São Paulo, considera gastos com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. O valor representa 4,37 vezes o mínimo vigente naquele mês, de R$ 510.
Segundo os cálculos do Dieese, os trabalhadores remunerados com um salário mínimo tiveram de cumprir uma jornada de 98 horas e 11 minutos em dezembro para comprar a cesta básica. O valor dos alimentos comprometeu 48,51% do salário líquido -- após o desconto da previdência -- desses empregados na média das 17 capitais. Em novembro, a parcela dedicada à compra da cesta básica havia sido 48,52% do salário mínimo líquido.
PREÇOS
Em 2010, quatro produtos tiveram alta em todas as 17 capitais pesquisadas, com elevação expressiva em boa parte delas: carne bovina, leite, feijão e açúcar.No caso do feijão, o custo subiu em mais de 50% em dez cidades. As variações mais significativas ocorreram em Goiânia (99,04%), Recife (97,84%), Belém
(90,00%) e Natal (81,10%) --foi considerado o feijão de cores nestas capitais.
"Os dados de 2010 foram elevados devido à redução nos preços no ano anterior, quando houve uma grande safra. Em dezembro, os preços do produto já vinham registrando predomínio de queda, comportamento apurado em 14 capitais, com destaque para Fortaleza (-17,93%), Salvador (-15,85%) e Belo Horizonte (-15,57%). Três cidades tiveram aumento: Florianópolis (4,86%), Porto Alegre (2,29%) e Natal (0,43%)", segundo nota do Dieese.Em relação à carne bovina, houve alta de mais de 20% em 14 localidades, com destaque para Goiânia (44,65%), Rio de Janeiro (39,00%),
Fortaleza (36,94%) e São Paulo (35,32%). A menor elevação ocorreu em Aracaju (6,73%).De acordo com o Dieese, o aumento da demanda internacional --em especial da China-- e a seca ocorrida em meados do ano que prejudicou as pastagens afetaram os preços, provocando a elevação.A seca prolongada também justificou a alta verificada no leite, em 2010, que chegou a 25,11%, em Florianópolis; 25,10%, em Goiânia; 22,83%, em Salvador e 20,93%, em Curitiba. O menor aumento ocorreu em Aracaju (1,22%).Por último, a elevação do custo do açúcar ocorreu como resultado do preço internacional em alta pelo forte consumo e quebra de safra em países produtores, como a Índia. Em nove capitais o preço do produto subiu mais de 20%, com destaque para Goiânia (31,51%), João Pessoa (29,87%) e Belém (24,66%). As menores taxas foram apuradas em Porto Alegre (14,21%) e Florianópolis (9,46%).
Custo da cesta básica nas capitais pesquisadas em dezembro, em R$:
São Paulo --265,15
Porto Alegre --252,15
Manaus -- 252,06
Curitiba -- 243,97
Rio -- 242,67
Vitória -- 242
Florianópolis -- 238,14
Belo Horizonte -- 236,24
Goiânia -- 234,61
Brasília --233,67
Belém -- 226,09
Natal -- 219,80
Fortaleza -- 205,65
Recife-- 205,50
Salvador -- 201,70
João Pessoa -- 194,24
Aracaju -- 175,88

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