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sábado, 3 de março de 2012

DVD pirata de 'O artista' é vendido em Cuiabá antes de chegar ao cinema

Empresários estão apostando em qualidade para manter público.
Delegado diz que punição para os vendedores de DVDs piratas é difícil.

Ericksen Vital Do G1 MT
 
DVD pirata de 'O artista' é vendido em Cuiabá antes de chegar ao cinema (Foto: Ericksen Vital/G1)Filme 'O artista' é vendido livremente antes de ser
exibido no cinema (Foto: Ericksen Vital/G1)
Camelôs de Cuiabá já estão vendendo o DVD pirata do filme francês “O artista”, vencedor do Oscar de melhor filme do ano, antes mesmo da produção chegar às telonas da capital mato-grossense. Os empresários do setor de cinema e videolocadora reclamam da concorrência desleal e apostam em estratégias para buscar amenizar os prejuízos causados pela pirataria.
O G1 flagrou a cópia do filme sendo vendida em bancas de um tradicional local de comércio de produtos populares na capital. Um ambulante, que não quis se identificar, contou que os DVDs são comprados em grande quantidade - acima de 100 unidades - de um grande distribuidor, que fica dentro do estabelecimento comercial. Ele comentou ainda que cada DVD é adquirido ao custo de R$ 1 e é revendido ao público por R$ 4.O gerente de uma grande rede de cinemas do Brasil, Aristeu Fernando, relatou que ficou surpreso ao saber que a cópia de “O artista” já está sendo comercializada. Ele informou que o filme estava previsto para ser lançado no país só em abril mas, como venceu o Oscar, a estreia pode ser antecipada. “Ainda não tem nem mídia do filme no Brasil”, disse Aristeu.Aristeu Fernando afirmou ao G1 que a pirataria gera milhões de prejuízos por ano por causa do não pagamento de impostos. Para superar a crise, o gerente contou que tem apostado cada vez mais em qualidade para continuar mantendo o público fiel que não deixa de ir ao cinema. “Estamos investindo em qualidade de imagem, som e de conforto para reduzir o impacto da pirataria". A rede em que ele trabalha possui 180 salas de cinemas em 20 cidades do país.
As videolocadoras também foram afetadas pela pirataria. Em Cuiabá, que possui mais de meio milhão de habitantes, apenas duas redes de videolocadoras sobrevieram aos prejuízos causados pelos produtos pirateados. A empresária Jussaraí Marta da Silva foi incisiva ao dizer que só conseguiu se manter neste negócio porque estava associada a uma franquia e porque investiu na agregação de produtos.
Jussaraí Marta relatou que teve que agregar à loja produtos como eletrônicos (periféricos) e jogos de computador, bem como investir em novas mídias. Ela disse que, devido à crise, teve que focar no público A e B. Atualmente, disse a empresária, pelo menos 50% dos DVDs vendidos na loja são blu-ray.
“Focamos em um público específico e agora estamos apostando mais em qualidade e diversidade. O público com o qual trabalhamos prefere investir em uma sala com TVs em 3D e em home theater, e nunca consumirão produtos ilegais de baixa qualidade”, comentou a empresária, comemorando o retorno, ainda tímido no último ano e meio, dos clientes às videolocadoras.
O delegado da Delegacia do Consumidor de Cuiabá, Amildo de Camargo, afirmou que a punição para os vendedores de DVDs piratas é considerada difícil, uma vez que a Justiça entende em determinadas situações que a pessoa estava buscando a sobrevivência. Quanto ao consumidor, não há crime porque a pessoa sabe, de antemão, que estava comprando o produto ilegal. Por isso, comentou o delegado, o foco da polícia é tentar identificar e fechar as grandes distribuidoras do produto. As pessoas flagradas neste tipo de atividade podem responder, entre os crimes, por falsificação.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Jennifer Lopez ri de polêmica sobre seu mamilo

A atriz e cantora Jennifer Lopez, 41, não ficou chateada com a polêmica em torno de seu vestido no Oscar.
De acordo o personal stylist dela, Rob Zangardi, ela morreu de rir quando ficou sabendo, por ele, dos comentários na internet.
O vestido extremamente decotado que ela usou na cerimônia causou uma onda de comentários na internet, segundo os quais seu mamilo esquerdo estava aparecendo.
"Eu estava tão hermeticamente embalada naquele vestido que não tem possibilidade de meu mamilo ter escapado", teria dito a cantora ao assistente.
Zangardi afirmou ao site "TMZ" que o que as pessoas acreditavam ser o seio da atriz, na verdade, não passava de uma sombra.
Mario Anzuoni/Reuters
Jennifer Lopez
A atriz e cantora Jennifer Lopez, com o vestido que gerou a polêmica durante a apresentação do Oscar

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Oscar não louva qualidade, mas revela tendência da indústria cinematográfica

Ana Maria Bahiana
Do UOL, em Los Angeles

Se alguém tivesse alguma dúvida de que este era o ano de "O Artista" e "A Invenção de Hugo Cabret", bastava olhar para o cenário e o ambiente do teatro do complexo Hollwyood & Highland: no palco, painéis em estilo art nouveau lembravam os primeiros anos da Academia. Ali, do outro lado do Hollywood Boulevard, no hotel Roosevelt; na plateia, moças vestidas como as vendedoras de cigarros e balas dos palácios do cinema dos anos 1920 e 30 ofereciam sacos de pipoca aos ilustríssimos espectadores; e nas mesas do lobby e dos bastidores, grandes vasos de rosas vermelhas substituíam os arranjos tropicais dos anos anteriores.
  • Mike Blake/Reuters Jean Dujardin sobe no palco com o cãozinho Uggie, vencedo do prêmio Coleira de Ouro, depois de "O Artista" ser consagrado como melhor filme no Oscar 2012 (27/2/12)
Tudo falava de um tempo longínquo, quando a indústria engatinhava e a Academia era recém-nascida. Os anos 1920- 1930 – quando "O Artista" e "Hugo Cabret" se passam – foram os anos formadores do cinema, o ano da expansão das companhias europeias e da criação dos primeiros estúdios do que viria a ser Hollywood. Há alguns meses, a Academia deu a partida a um ciclo de celebrações dessa era da inocência com a exibição do primeiro filme a ganhar um Oscar – "Asas", uma produção da Paramount de 1927. E, até a noite de domingo, o primeiro e único filme mudo a ganhar um Oscar.
Esse é o poder da nostalgia, da vontade de voltar ao básico do cinema. Se, um ano atrás, em plena recessão e com a anglofilia de "O Discurso do Rei" dominando a temporada-ouro, alguém dissesse que as glórias de 2012 seriam divididas entre dois filmes sobre as origens do cinema, e que um deles seria mudo e preto e branco, seria tomado como louco.
É bom lembrar sempre que Oscar nunca é sobre louvar “excelência e qualidade” na produção do ano –é sobre tendências que, de alguma forma, falam do que está se passando no coração da indústria.

BRASIL NO OSCAR

  • Reuters Depois de perder o Oscar de melhor canção original para "Os Muppets", Carlinhos Brown, um dos autores de "Real in Rio", da trilha sonora da animação "Rio", não se deixou abalar e tuitou: "Não foi dessa vez, mas valeu muito!"
E servem também para medir quem tem o poder. Em termos puramente de mercado, Fox, Sony e Warner Brothers dominam, respectivamente em primeiro, segundo e terceiro lugares em volume de bilheteria, neste momento. Em termos de prestígio, os irmãos Harvey e Bob Weisntein estão de novo no topo, retomando o lugar de reis da selva que tinham nos áureos tempos de 1990.
As oito estatuetas que a Weinstein Co. levou na noite de domingo – cinco para "O Artista", dois para "Dama de Ferro" e uma para longa documentário "Undefeated" – não vieram à toa, mas como resultado de uma longa estratégia, cuidadosamente implementada há meses. No caso de "O Artista", desde que os irmãos viram o filme de Hazanavicius no festival de Cannes. Nos outros dois, com um tremendo corpo a corpo que se intensificou nas últimas semanas de votação, e que levaram Meryl Streep a um triunfo que lhe escapava há anos (e ultrapassando a primeira favorita, Viola Davis, que contava com os amplos cofres da Disney no apoio a "Histórias Cruzadas").
E, embora distribuído pela Paramount, "Hugo Cabret" e seus cinco Oscars sublinham o poder de outro independente, o produtor Graham King, que desde "Gangues de Nova York" é o estrategista financeiro de Martin Scorsese.
A história acaba sempre lembrando quem realmente faz sentido na trajetória do cinema – e foi muito bom ver, em tempos politicamente complicados, a Academia se erguer acima de tudo e laurear o puro poder cinematográfico de "A Separação", primeiro filme iraniano a ganhar um Oscar. No calor do momento, o que os prêmios revelam é, de certa forma, o inconsciente da indústria. Não o que ela diz, ou faz, ou planeja. Mas, por mais estranho que possa parecer, o que ela sente.

"O Artista" e "Hugo Cabret" ganham cinco prêmios no Oscar 2012; filme francês fica com principais categorias


Do UOL, em São Paulo

  • Produtor Thomas Langmann, diretor Michel Hazanavicius e elenco de O Artista sobem no palco após a vitória do filme no Oscar 2012 (27/2/12) Produtor Thomas Langmann, diretor Michel Hazanavicius e elenco de "O Artista" sobem no palco após a vitória do filme no Oscar 2012 (27/2/12)
"O Artista" se consagrou como produção do ano e venceu o prêmio de melhor filme do Oscar 2012. O filme francês ficou com cinco estatuetas, mesmo número de "A Invenção de Hugo Cabret", de Martin Scorsese, mas venceu nas categorias artísticas, como melhor direção (Michel Hazanavicius) e ator (Jean Dujardin), além de figurino e trilha sonora original. "Hugo" ficou com efeitos visuais, fotografia, direção de arte, mixagem e edição de som. O prêmio de melhor atriz ficou com Meryl Streep, em sua 17ª indicação, por "A Dama de Ferro". Foi a terceira estatueta que a atriz levou para casa.
  • Robyn Beck/AFP Photo Jean Dujardin sobe no palco com o cãozinho Uggie depois de "O Artista" ser consagrado como melhor filme no Oscar 2012 (27/2/12)

Outros prêmios
Abrindo a noite, "A Invenção de Hugo Cabret" levou as estatuetas de melhor fotografia e melhor direção de arte. Tom Hanks foi o escolhido para apresentar os primeiros prêmios do Oscar 2012.Mark Bridges, de "O Artista" levou a estatueta de melhor figurino. Cameron Diaz e Jennifer Lopez foram as apresentadoras do prêmio de melhor figurino. Em seguida, elas entregaram o prêmio de maquiagem para Mark Coulier e J. Roy Helle, por "A Dama de Ferro".O prêmio de melhor filme estrangeiro ficou com "A Separação", do iraniano Asghar Farhadi. O filme já havia levado o Urso de Ouro em Berlim 2011 e o Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira.O prêmio de melhor atriz coadjuvante foi para Octavia Spencer, por "Histórias Cruzadas". É o primeiro Oscar da atriz. Christian Bale, premiado como melhor ator coadjuvante em 2011, entregou a estatueta.
O prêmio de edição ficou com Kirk Baxter e Angus Wall, por "Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres". Os dois editores venceram na mesma categoria no ano passado por "A Rede Social", também dirigido por David Fincher. A comediante Tina Fey e o ator Bradley Cooper foram os apresentadores do prêmio.Fey e Cooper também apresentaram o prêmio de melhor edição de som, que ficou com "A Invenção do Hugo Cabret". A dupla de apresentadores entregou em seguida o prêmio de melhor mixagem de som para Tom Fleischman e John Midgley, também por "Hugo".

O DITADOR NO TAPETE VERMELHO

  • AFP Depois de criar polêmica ao afirmar que iria ao Oscar 2012 vestido como "O Ditador" e supostamente ser banido da cerimônia, o comediante Sacha Baron Cohen não só compareceu ao prêmio caracterizado como o personagem de seu próximo filme, como também derrubou falsas cinzas do ex-ditador norte-coreano Kim Jong Il no apresentador do "E!", Ryan Seacrest

"Undefeated", de TJ Martin, Dan Lindsay e Richard Middlemas venceu o prêmio de melhor documentário, desbancando "Pina", do alemão Wim Wenders. Gwyneth Paltrow e Robert Downey Jr., par romântico de "Homem de Ferro 2", foram os apresentadores do prêmio. Robert subiu ao palco dizendo que estava filmando um documentário, chamado "O Apresentador".“Rango”, de Gore Verbinski, foi o vencedor do Oscar de melhor animação. "Me perguntaram se 'Rango' era um filme para crianças. Eu não sei. O que eu sei é que é um filme feito por um monte de adultos se comportando como crianças", disse o diretor em seu agradecimento. O comediante Chris Rock, que já deu voz a diversos personagens animados, entregou o prêmio da categoria.
"A Invenção de Hugo Cabret" (Rob Legato, Joss Williams, Ben Grossman e Alex Hennemg) ficou com o prêmio de melhores efeitos visuais. Foi o quinto prêmio do filme de Scorsese, que ganhou ainda o Oscar de fotografia, direção de arte, mixagem e edição de som. Ben Stiller e Emma Stone foram os apresentadores do prêmio.Confirmando as expectativas, Christopher Plummer ficou com o prêmio de melhor ator coadjuvante por "Toda Forma de Amor". Foi o primeiro Oscar do ator de 82 anos. A estatueta foi entregue pela atriz Melissa Leo, vencedora do Oscar de atriz coadjuvante em 2011, como manda a tradição dos prêmios da Academia.Ludovic Bource venceu o Oscar de melhor trilha sonora original por "O Artista". Penélope Cruz e Owen Wilson, estrelas dos dois últimos filmes de Woody Allen, entregaram a estatueta.

BRASIL NO OSCAR

  • Reuters Depois de perder o Oscar de melhor canção original para "Os Muppets", Carlinhos Brown, um dos autores de "Real in Rio", da trilha sonora da animação "Rio", não se deixou abalar e tuitou: "Não foi dessa vez, mas valeu muito!"
    O Oscar de melhor canção original ficou com "Os Muppets", por "Man or Muppet", deBret McKenzie, que derrotou "Real in Rio", de "Rio", música dos brasileiros Sergio Mendes e Carlinhos Brown com letra de Siedah Garrett."Os Descendentes" ganhou seu primeiro e único Oscar da noite na categoria de melhor roteiro adaptado, para Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash. Payne agradeceu em havaiano e dedicou o prêmio à mãe. Woody Allen ganhou o prêmio de roteiro original por "Meia-Noite em Paris", mas não compareceu à cerimônia para receber seu Oscar. Angelina Jolie foi a apresentadora do prêmio.O irlandês "The Shore" (Terry George e Oorlagh George) ganhou o prêmio de melhor curta-metragem. Já o prêmio de documentário curta foi para "Saving Face", de Daniel Junge e Sharmeen Obaid-Chemoy, sobre mulheres atacadas por ácido no Paquistão. O Oscar de curta de animação ficou com "The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore", de William Joyce e Breon Oldenburg.Michel Hazanavicius ganhou o Oscar de melhor direção por "O Artista", batendo veteranos como Martin Scorsese, Woody Allen e Terrence Malick.Jean Dujardin ficou com o Oscar de melhor ator por "O Artista". O ator francês dividia as atenções com George Clooney, que concorria por "Os Descendentes". Seguindo a tradição da Academia, a apresentadora foi a vencedora do Oscar de melhor atriz em 2011, Natalie Portman.Meryl Streep ganhou o Oscar de melhor atriz por "A Dama de Ferro", a terceira estatueta de sua carreira, que já lhe valeu 17 indicações. Streep dividia as preferências com Viola Davis, de "Histórias Cruzadas". Seguindo a tradição da Academia, o apresentador foi o vencedor do Oscar de melhor ator em 2011, Colin Firth.

    Apresentação
  • Robyn Beck/AFP Photo O comediante Billy Crystal apresenta a 84ª edição do Oscar
A cerimônia começou neste domingo, às 22h30, com vídeos que parodiavam os filmes concorrentes, estrelados pelo anfitrião da noite, o comediante Billy Crystal."Nada melhor para levar as preocupações para longe da crise econômica do que milionários entregando estátuas de ouro a milionários", foi uma das piadas de abertura de Crystal, antes de começar um número musical sobre cada um dos indicados a melhor filme. Depois de apresentar os dois primeiros prêmios, o comediante fez piadas sobre o nome do teatro que recebe o Oscar, que deixou de ser Kodak Theatre recentemente, e comentou que as pessoas não vão mais ao cinema.Depois do prêmio de melhor atriz coadjuvante, Billy Crystal ironizou os testes de audiência que os estúdios fazem para ver como o público responderá a um filme e mostrou o "primeiro teste de audiência" da história, do clássico "O Mágico de Oz". As sugestões incluíam "cortar a música "Somewhere over the Rainbow" e eliminar o personagem de Dorothy.Depois do prêmio de melhor ator coadjuvante, Crystal fez um número em que "adivinhada" o que cada um dos indicados estava presente. Segundo ele, Scorsese estaria dirigindo mentalmente a cerimônia e o cãozinho Uggie, de "O Artista" só pensava "Se fosse meu, eu lamberia, se fosse meu, eu lamberia..."

Francês 'O artista' ganha os principais prêmios do Oscar 2012

Longa ganhou cinco prêmios, incluindo melhor filme, diretor e ator.
'A invenção de Hugo Cabret' também teve cinco estatuetas, todas técnicas.

Do G1, em São Paulo
 
Com elenco e equipe de 'O artista' ao fundo, produtor Thomas Langmann discursa no Oscar após longa vencer o prêmio de melhor filme (Foto: Gary Hershorn/Reuters)
Com elenco e equipe de 'O artista' ao fundo, produtor Thomas Langmann discursa no Oscar após longa vencer o prêmio de melhor filme (Foto: Gary Hershorn/Reuters)
A única razão que nos impossilita de considerar o Oscar 2012 como uma cerimônia de sotaque francês é o fato de o principal vencedor ser um filme mudo. De resto, a 84ª edição do evento organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que aconteceu neste domingo (26), colocou em destaque "O artista": confirmando um favoritismo que foi se desenhando ao longo de praticamente todos principais prêmios do cinema internacional nesta temporada, a produção franco-belga levou as estatuetas de melhor filme, diretor (Michel Hazanavicius) e ator (Jean Dujardin). Com dez indicações, levou ainda as distinções de figurino e trilha sonora original.
Embora a conta final em favor de "O artista" não tenha sido propriamente uma surpresa, o princípio desta noite de gala no Hollywood and Highland Center (antigo Kodak Theatre) mostrou-se favorável a outro concorrente de destaque. Nomeado em 11 categorias, "A invenção de Hugo Cabret" surgiu muito bem, ao levar os dois primeiros prêmios: fotografia e direção de arte. O ritmo, no entanto, não se manteve. No desenrolar da sessão, esta primeira incursão de Martin Scorsese pelo 3D conquistou outras três estatuetas - edição de som, mixagem de som e efeitos visuais. Igualou o francês, mas com prêmios usutalmente considerados "técnicos", de menor apelo.

Vestido como um de seus personagens, Sacha Baron Cohen joga urna de cinzas em apresentador

Do UOL, em São Paulo
  • O comediante Sacha Baron Cohen chega à cerimônia do Oscar 2012 vestido como O Ditador e segurando uma urna representando as cinzas do ditador coreano Kim Jong Il; ele jogou as cinzas sobre o apresentador do E!, Ryan Seacrest (26/2/12) O comediante Sacha Baron Cohen chega à cerimônia do Oscar 2012 vestido como "O Ditador" e segurando uma urna representando as cinzas do ditador coreano Kim Jong Il; ele jogou as cinzas sobre o apresentador do "E!", Ryan Seacrest (26/2/12)
Vestido como o personagem do general Aladeen, Sacha Baron Cohen esvaziou uma urna que conteria as cinzas de Kim Jong Il no apresentador de TV americano Ryan Seacrest, durante o tapete vermelho que antecedeu a festa do Oscar 2012. Assista.


Sacha Baron Cohen foi escoltado para fora do tapete vermelho esta noite, no que parecia ser um golpe publicitário para seu novo filme, "O Ditador".Na cerimônia, Baron Cohen apareceu ao lado de duas mulheres "guarda-costas", carregando uma urna de ouro supostamente contendo as cinzas do líder norte-coreano Kim Jong-il. Baron Cohen, em seguida, esvaziou a urna no apresentador da emissora E! Ryan Seacrest.Baron Cohen foi, então, convidado a sair do tapete vermelho, mas antes permitiram que ele posasse para fotos. Ele seguiu para uma sala reservada, onde teria trocado de roupa para assistir a cerimônia "à paisana".Baron Cohen tinha se envolvido em uma suposta polêmica com a Academia, depois que eles se opuseram a seu plano para aparecer como o personagem na cerimônia de premiação. Baron Cohen respondeu acusando-os de serem os "sionistas" em uma aparição gravada na NBC.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Rede Globo transmite a cerimônia de entrega do Oscar 2012

No domingo, dia 26, a Rede Globo exibe a cerimônia de entrega do Oscar, diretamente de Los Angeles, nos Estados Unidos. A festa da maior premiação do cinema mundial tem apresentação de Maria Beltrão, com comentários do ator José Wilker e tradução de Anna Vianna. Durante o 'Fantástico' e na transmissão do evento, a correspondente Giuliana Morrone entra em flashes ao vivo, direto de Hollywood, mostrando todo o charme da cerimônia e a chegada dos famosos ao tapete vermelho.
Essa é a sétima vez que Maria Beltrão e José Wilker apresentam juntos a entrega das estatuetas. Maria afirma que, apesar da sua grande pesquisa prévia sobre os candidatos, sempre erra os palpites sobre os favoritos. "Têm aqueles filmes que a gente acha que vai ganhar, que a Academia vai gostar, e os que a gente gostaria que ganhasse. Meus favoritos normalmente não ganham", brinca a apresentadora. "Mas na hora da transmissão, o mais importante é ter em mãos o máximo de informações sobre os candidatos. Não basta ver os filmes, é preciso saber tudo sobre todos que vão estar presentes. O meu papel é passar o serviço para o telespectador", explica. Ao lado de Maria na transmissão do Oscar, José Wilker fica responsável pelos comentários, mas explica que não faz análises técnicas sobre os filmes ou as categorias. "Sou um apaixonado por cinema. Há mais de 10 anos comento o Oscar, mas não tenho a pretensão de ser um especialista técnico. Quero trocar um pouco da minha experiência como ator, diretor e, principalmente, de espectador de cinema com o público", afirma.Na Globo News, a dupla da transmissão do Oscar estará junta no 'Estúdio I' na sexta, dia 24, para analisar os indicados. E no sábado, dia 25, o programa 'Almanaque' exibe entrevista exclusiva da repórter Monica Sanches com o músico Carlinhos Brown, gravada em Salvador, na Bahia. Brown concorre na categoria Melhor Canção Original com a música "Favo de Mel" do filme "Rio".
O Oscar 2012 será transmitido no domingo, dia 26, logo após o 'Big Brother Brasil 12'.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Em 'A invenção de Hugo Cabret', Scorsese faz homenagem ao cinema

Filme lidera indicações ao Oscar 2012, concorrendo em 11 categorias.
Diretor usa a mais avançada tecnologia atual para contar história retrô.

Da Reuters
Conta-se que quando os irmãos Lumière mostraram pela primeira vez, em 1895, seu filme de 50 segundos "A chegada do trem na estação", o público temeu que o trem saísse da tela e o atropelasse. Em "A Invenção de Hugo Cabret", novo filme de Martin Scorsese, que estreia no Brasil nesta sexta (17), essa cena é recriada. É improvável que, nos dias de hoje, alguém se assuste com ela. Mas há outra no longa que pode causar algum susto, quando um trem descarrilado parece realmente avançar para fora da tela. Um susto causado especialmente pela qualidade do 3D e pela incrível capacidade de sedução do longa.
Hugo Cabret (Foto: Divulgação)
Cena de "A invenção de Hugo Cabret" (Foto: Divulgação)
"A invenção de Hugo Cabret" é um filme infantil - o que acontece pela primeira vez na carreira de Scorsese - mas não necessariamente apenas para o público infantil. É, acima de tudo, a obra de um cineasta completamente apaixonado pelo cinema, que vê nele o combustível para sua vida. O longa foi campeão de indicações ao Oscar, com 11 - entre elas, melhor filme, diretor, roteiro adaptado e fotografia. Estreia nos formatos 3D e convencional - ambos em versões dubladas e legendadas.






Scorsese usa o máximo da tecnologia que o cinema oferece atualmente para contar uma história com ar retrô, sobre um período de quase um século atrás, os anos 1930, e falar dos primórdios do cinema - entre outras coisas. O roteiro, assinado por John Logan ("O Aviador"), adapta o magnífico livro infantil de Brian Selznick que já era uma homenagem ao cinema não só pelo tema como por suas ilustrações. Também assinadas por Selznick, elas mais parecem um story board cinematográfico, mostrando detalhes e recortes entre planos de imagens.Na história do pequeno Hugo (Asa Butterfield, de "O Menino do Pijama Listrado"), há muito em comum com a infância do próprio Scorsese, que descobriu a paixão pelo cinema quando ainda criança. Mas também há algo que ressoa no Scorsese de hoje, que além de cineasta é um dos profissionais mais empenhados na restauração, preservação e difusão de filmes antigos. Não por acaso, o livro de Selznick tocou fundo no diretor de "Taxi Driver". Com "A Invenção de Hugo Cabret", ele realiza um filme que, ao mesmo tempo, é a soma de tudo que fez e aponta novos caminhos, não só para o seu cinema, mas para a arte como um todo.
Há algo de Charles Dickens na trajetória do pequeno órfão que, desde a morte do pai (Jude Law), vive escondido numa grande estação de trem em Paris, onde seria criado pelo tio beberrão (Ray Winstone), que desapareceu. Para não ser descoberto e mandado para um orfanato, o garoto executa secretamente o trabalho do tio: dar corda em todos os relógios da estação todos os dias. Seu maior inimigo é o Agente (Sacha Baron Cohen), obcecado por manter a ordem no local, que, ferido na guerra, manca de uma perna e sempre circula acompanhado de um feroz doberman.A vida de Hugo é pautada por máquinas e mecanismos. A única lembrança que o garoto guarda do pai é um boneco autômato, que foi salvo do esquecimento no porão de um museu em que ele trabalhava, antes de morrer no incêndio que destruiu o local. O menino tem certeza de que o boneco é capaz de escrever algo, uma mensagem deixada por seu pai. Mas, para tanto, precisa terminar o seu conserto. Faltam-lhe peças, e essas são supridas por meio de pequenos furtos da loja de brinquedos dentro da estação, de propriedade de um velho ranzinza, conhecido como Papa Georges (Ben Kingsley).
Hugo Cabret (Foto: Divulgação)
Asa Butterfield e Sacha Baron Cohen em cena de "Hugo Cabret" (Foto: Divulgação)
A amizade entre Hugo e a filha adotiva de Papa Georges e Mama Jeanne (Helen McCrory), Isabelle (Chloë Grace Moretz, de "Deixe-me Entrar"), poderá ajudar não apenas o garoto a trazer o autômato de volta à vida - e assim descobrir a mensagem secreta de seu pai - como também resgatar o passado de Georges. Essa trama remeterá "A Invenção de Hugo Cabret" aos primeiros tempos do cinema, quando era pura diversão, algo pueril cujo conceito de arte ainda estava sendo descoberto. Ao menos até a chegada de Georges Meliés, que soube aprimorar o invento dos irmãos Lumière, adicionando-lhe elementos de fantasia e produzindo verdadeiras obras-primas.
Nostalgia
Um dos momentos cinematográficos mais famosos criados pelo francês é o olho da Lua atingido por um foguete. Essa imagem aparece em "A Invenção de Hugo Cabret" e vem repleta de significados - especialmente nostalgia. Nutrindo essa sensação de sentir falta daquilo que não vivemos, Scorsese nos leva por um passeio pelos filmes antigos. Quando Hugo e Isabelle folheiam um livro de história do cinema, as figuras que eles veem se materializam na tela na forma de antigos filmes mudos.
Ao mostrar o começo do cinema, Scorsese também desmistifica a arte, mostra que tudo - desde Meliés até hoje - não passa de truques, jogos de espelhos para contar uma história. A fotografia - assinada por Robert Richardson ("Ilha do Medo") -, no entanto, não faz do 3D um mero artifício. O efeito serve para ampliar o campo de visão e produzir uma imersão dentro da narrativa. Poucos filmes foram capazes de usar o 3D com tanta propriedade. James Cameron em "Avatar" criou um novo mundo por meio de efeitos gráficos. Aqui, Scorsese e Richardson reinventam o nosso mundo real. E, não por acaso, há um clima artificial semelhante a ilustrações de livros infantis nos cenários, na direção de arte, tudo isso para remeter às criações do próprio Meliés.Quando, numa das primeiras cenas, Hugo vê a cidade enquadrada por uma abertura no mostrador de um relógio da estação, é impossível não pensar em Scorsese, menino asmático e solitário, vendo a vida passar diante da janela de sua casa, de onde ele observava o mundo e sonhava participar da vida. O triunfo da imaginação - de Scorsese, de Meliés, de Hugo - é o antídoto à solidão e à mesmice. Como diz o personagem de Humphrey Bogart em "O Falcão Maltês (1941), esse é o material de que os sonhos são feitos.
(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Corrida ao Oscar já conta com possíveis indicados

Fernando Mexía /EFE
  • Leonardo DiCaprio em cena de J. Edgar, de Clint Eastwood Leonardo DiCaprio em cena de "J. Edgar", de Clint Eastwood
Los Angeles (EUA), 12 dez (EFE).- A menos de três meses da cerimônia de entrega dos prêmios Oscar, a corrida pelas estatuetas já tem uma primeira leva de favoritos que prevê uma edição muito disputada entre vários pesos pesados do cinema.Os trabalhos de Martin Scorsese, Steven Spielberg, Meryl Streep e Leonardo DiCaprio estão entre os favoritos dos críticos de Hollywood, contudo, sugerem o provável triunfo de alguma produção independente.Títulos como "The Artist", filme mudo e em preto e branco que remonta ao início da sétima arte francesa, e a estreia em 3D de Scorsese com "A Invenção de Hugo Cabret", surgem como possíveis indicações ao prêmio de melhor filme.Esta categoria terá mais uma vez dez concorrentes, dentre os quais se prevê a presença de "War Horse", drama dirigido por Spielberg sobre um cavalo em tempos de guerra, assim como o filme biográfico sobre o primeiro diretor do FBI, "J. Edgar", de Clint Eastwood protagonizado por DiCaprio.
 
Leonardo DiCaprio interpreta o personagem-título de "J. Edgar", figura política polêmica, cuja vida privada era cercada de controvérsias, incluindo rumores de homossexualidade Divulgação
Os atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York servem de pano de fundo para o drama de um menino em "Extremely Loud and Incredibly Close", com Tom Hanks e Sandra Bullock, feito sob medida para o Oscar, assim como "O Homem que Mudou o Jogo", com Brad Pitt no papel de um treinador de uma equipe de baseball.Assim como "The Artist", agraciado recentemente pela crítica nova-iorquina, outro filme independentes que está dando o que falar é "Os Descendentes", escrito e produzido por Alexander Payne ("Sideways - Entre Umas e Outras"), no qual George Clooney vive um pai cuja família desmorona quando sua mulher sofre um acidente.Na disputa pelo Oscar estão também "Histórias Cruzadas", sobre a segregação racial no Mississipi na década de 1960; o último de Woody Allen, "Meia-Noite em Paris"; a adaptação americana de "Os Homens que Não Amavam as Mulheres", por David Fincher; o "thriller" de espiões britânicos "Tinker Tailor Soldier Spy"; e a versão de Margaret Thatcher feita por Meryl Streep em "A Dama de Ferro".
Não surpreenderia que os acadêmicos reconhecessem a saga de Harry Potter com uma indicação de sua última parte, "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2", assim como "Shame", ou algum dos filmes estreados pelo popular Ryan Gossling como "Tudo Pelo Poder" e "Drive", que para muitos já é um filme consagrado.O trio Clooney ("Os Descendentes"), DiCaprio ("J. Edgar") e Pitt ("Moneyball") está em todas as apostas para o Oscar de melhor ator, uma categoria na qual aparecem também Jean Dujardin ("The Artist"), Gary Oldman ("Tinker Tailor Soldier Spy"), Michael Fassbender ("Shame") e Michael Shannon ("O Abrigo").
Mais remota parece a nomeação de Woody Harrelson por "Rampart", Ryan Gossling por "Tudo Pelo Poder" e para o mexicano Demián Bichir por "A Better Life", cujo nome não aparece nas previsões iniciais, mas para quem o jornal "Los Angeles Times" reivindicou a indicação em artigo publicado em novembro.O grupo feminino é liderado por uma queda de braço entre dois gigantes: Meryl Streep e Glenn Close por "Albert Nobbs", filme dirigido pelo colombiano Rodrigo García. Correndo por fora, estão Viola Davis ("Histórias Cruzadas"), Michelle Williams ("My Week with Marilyn"), Kirsten Dunst ("Melancolia") e Tilda Swinton ("We Need to Talk About Kevin").Para o Oscar de direção pode-se esperar um quinteto formado por Spielberg ("War Horse"), Scorsese ("A Invenção de Hugo Cabret"), Eastwood ("J. Edgar"), Alexander Payne ("Os Descendentes") e Michel Hazanavicius ("The Artist"). Dentre as variações possíveis existe espaço para Stephen Daldry ("Extremely Loud and Incredibly Close") e Terrence Malick por "A Árvore da Vida".O compositor espanhol Alberto Iglesias, nomeado anteriormente por "O Jardineiro Fiel" (2005) e "O Caçador de Pipas" (2007), é um forte candidato ao prêmio de Melhor Trilha Sonora por "Tinker Tailor Soldier Spy", além de "A Pele que Habito" (Pedro Almodóvar).Alberto teria como possíveis rivais Hans Zimmer ("Rango"), John Williams ("War Horse" e "As Aventuras de Tintim"), Alexandre Desplat ("A Árvore da Vida" e "Extremely Loud and Incredibly Close"), Ludovic Bource ("The Artist"), Howard Shore ("A Invenção de Hugo Cabret") e Michael Giacchino ("Super 8", "Missão Impossível - Protocolo Fantasma").
O anúncio das indicações acontecerá em Los Angeles no dia 24 de janeiro e a entrega de prêmios será realizada nessa mesma cidade em 26 de fevereiro.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Billy Crystal será o apresentador do Oscar 2012

  • Billy Crystal apresentando o Oscar no ano de 2000 (26/03/2000) Billy Crystal apresentando o Oscar no ano de 2000 (26/03/2000)
O ator Billy Crystal divulgou nesta quinta-feira (10) no Twitter que vai apresentar o Oscar 2012. “Vou fazer o Oscar para a jovem da farmácia parar de perguntar meu nome quando eu for pegar meus remédios. Ansioso para o show”, brinca o ator, que é um dos apresentadores mais populares do Oscar nos últimos anos. A assessoria da Academia confirmou ao UOL a informação.
Após a saída de Brett Ratner na terça-feira (8) como produtor do show depois de uma ofensa aos gays, seguido pela partida de seu amigo Eddie Murphy na quarta (9) como apresentador, o nome de Crystal era o mais cogitado para ocupar o palco da 84ª edição do Oscar.Em comunicado da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, o produtor Brian Grazer e o presidente da entidade, Tom Sherak, comentaram a escolha de Crystal.
"Estou animado em receber Billy de volta ao palco do Oscar", disse Sherak. "Ele é uma lenda cômica e um ícone do Oscar, e é bom tê-lo de volta no lugar a que pertence"."Como tantos outros, eu estava ansioso para ver Billy como apresentador novamente. É muito gratificante saber que ele concordou em fazê-lo com Don [Mischer, outro produtor] e eu na direção", comentou Grazer.
Sem apresentar o evento desde 2004, Crystal surge como um final feliz para a confusa história, pois tem experiência e já apresentou nove vezes o Oscar.

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