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terça-feira, 28 de junho de 2011

Canal Brasil presta homenagem a Wilza Carla

O Canal Brasil promove uma programação especial em homenagem à atriz Wilza Carla, falecida neste sábado, dia 18 de junho, aos 75 anos. A mostra é composta por alguns dos filmes que marcaram sua trajetória artística, como "Os Monstros de Babaloo" (1971), de Elyseu Visconti; "Loucuras..." (1979), de Carlos Imperial; "Com as Calças na Mão" (1975), de Carlo Mossy e "O Rei da Pilantragem" (1968), de Jacy Campos.
Abaixo segue a programação e as alterações na grade:
Mostra Especial Wilza Carla
Sexta, dia 01/07/2011:
Os Monstros de Babaloo, à 01h05;
Loucuras..., às 02h45;
Com as Calças na Mão, às 04h05;
O Rei da Pilantragem, às 05h25.
Alterações na grade:
Sexta, dia 01/07/2011:
SAI:
Paula - A História de uma Subversiva, à 01h
Como Era Gostoso: Como Consolar Viúvas, às 02h45
Dias e Noites, às 04h30
Sai Dessa, Recruta!, às 06h
ENTRA:
Mostra Especial Wilza Carla: Os Monstros de Babaloo, à 01h05;
Mostra Especial Wilza Carla: Loucuras..., às 02h45;
Mostra Especial Wilza Carla: Com as Calças na Mão, às 04h05;
Mostra Especial Wilza Carla: O Rei da Pilantragem, às 05h25;
Filme: Tancredo Neves – Mensageiro da Liberdade, às 06h40.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Sem dinheiro ou fama, Wilza Carla sentia falta dos amigos, diz filha

Segundo Paola Faenza, atriz lamentava apenas a falta de visitas.
Corpo da ex-vedete e atriz foi enterrado nesta manhã, no Rio.


Lilian Quaino Do G1 RJ
Paola Fenza arruma uma flor no caixão da mãe Wilza Carla (Foto: Lilian Quaino/G1)Paola Faenza presta as últimas homenagens à
mãe Wilza Carla (Foto: Lilian Quaino/G1)
Sem nunca reclamar da doença e de suas sequelas, a atriz Wilza Carla, que sofreu um AVC em 1994, e vivia acamada, se queixava da falta de visitas dos amigos. Segundo a filha da atriz, Paola Faenza Bezerra da Silva, ela dizia que sem dinheiro nem fama, os amigos que antes lotavam a casa, se afastaram..A atriz morreu no último sábado (18), aos 75 anos, no Hospital das Clínicas, em São Paulo. O corpo foi enterrado por volta das 10h20, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, na Zona Portuária do Rio.Paola conta que Wilza Carla teve uma infância de fartura, na qual faltou apenas a companhia dos pais. Sua mãe ficara doente ainda jovem e seu pai, o jornalista Wilton Pereira da Silva, a colocou num colégio católico no Rio de Janeiro.A carência da família gerou uma depressão que a fez engordar, conta Paola, lembrando que, desde o AVC, foram muitas as necessidades e pouco o dinheiro para tantos médicos, remédios e tratamentos. Mesmo assim, a ajuda sempre vinha de hospitais e até da Legião da Boa Vontade.
Enterro Wilza Carla (Foto: Lílian Quaino/G1)Corpo da atriz foi enterrado no Caju
(Foto: Lílian Quaino/G1)
Segundo a filha, Wilza nunca demonstrou mágoa em relação à carreira, embora sentisse falta dos antigos amigos, e, em especial, do apresentador Sílvio Santos, de quem, segundo Paola, fora muito amiga.
"Por causa de fofocas eles se afastaram e minha mãe sentiu muito", conta ela.Wilza era bem-humorada, diz Paola. Quando lhe recomendavam que fizesse uma dieta porque a obesidade é uma condição perigosa para a saúde ela ria. "Pelo menos morro de barriga cheia", lembra emocionada Paola.Além da filha, a atriz deixa dois netos: Janaína, de 10 anos, e Breno, de 7, com quem gostava muito de brincar.
'Exagerada'
Já o pesquisador Daniel Marano, amigo de Paola, conheceu Wilza Carla quando trabalhava no livro de Neide Veneziano "As grandes vedetes do Brasil". Ele era grande admirador da atriz."Wilza viveu intensamente", conta ele, que finaliza a biografia da vedete e atriz, que se chamará "Exagerada".
Para a amiga de longa data Maria Francisca Valins, madrinha de Paola, atriz e colega de Wilza no programa humorístico "Balança mas não cai", a veterana vedete nos últimos anos "flutuava". Ela se refere aos lapsos de memória da atriz, que confundia nomes. Ainda segundo ela, Wilza sofria de diabetes e de problemas cardíacos e tinha também dificuldades para se locomover.
'Dona Redonda'
Wilza Carla ficou famosa como a personagem Dona Redonda na novela “Saramandaia”, da TV Globo. Segundo a amiga Maria Francisca, Wilza começou a sua carreira artística como vedete no teatro de revista e como intérprete de papéis sensuais em filmes da era das chanchadas.

Relembre em vídeo momentos da carreira da atriz Wilza Carla

Wilza faleceu no último sábado (18), em São Paulo.
Ela sofria de diabetes e problemas cardíacos, diz amiga.

Do G1, em São Paulo
Falecida no último sábado (18), aos 75 anos, a atriz Wilza Carla começou sua carreira no teatro de revista e trabalhou em chanchadas antes de ficar famosa na TV. O G1 relembra em vídeo alguns momentos de sua trajetória .O personagem mais famoso de Wilza foi a Dona Redonda, da novela "Saramandaia" (1976), escrita por Dias Gomes e transmitida pela TV Globo.Em uma das sequências mais conhecidas do folhetim, Redonda caminha pela rua quando começa a inflar espontaneamente, até explodir. O estouro provoca um abalo em toda a cidade.


Além do papel em "Saramandaia", Wilza também trabalhou em longas como "Os campeões", de Carlos Coimbra, e "O menino arco-íris", de Ricardo Bandeira, ambos de 1983. Também atuou no teatro de revista nos primeiros momentos de sua carreira.Ela era figura corrente nos carnavais do Rio de Janeiro (veja no vídeo ao lado).A atriz estava internada no Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo. Segundo a advogada e amiga, Maria Francisca Valias, ela sofria de diabetes e de problemas cardíacos. Além disso, enfrentava problemas de memória e para se locomover.


“Ela estava de cama há muitos anos. Wilza tinha complicações de diabetes e a perna dela atrofiou. Ela passou mal em casa, na Vila Guilherme e foi socorrida pela filha, Paola, que a levou para o hospital, mas ela não sobreviveu."Agora ela estará olhando por nós. O que posso dizer é que o Brasil perdeu uma grande artista, uma estrela”, disse Maria Francisca.

Corpo da ex-vedete Wilza Carla é velado no Rio

Enterro está marcado para as 9h, no Caju.Ela morreu no último sábado (18), em São Paulo.

Do G1 RJ

O corpo da ex-vedete e atriz Wilza Carla, de 75 anos, já está sendo velado na manhã desta terça-feira (21), na capela B do Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, na Zona Portuária do Rio. O enterro está marcado para as 9h. Ela morreu no último sábado (18), no Hospital das Clínicas, em São Paulo.
Segundo a advogada e amiga de Wilza, Maria Francisca Valias, ela sofria de diabetes e de problemas cardíacos e estava com problemas de memória e dificuldades para se locomover.
'Dona Redonda'
Wilza Carla ficou famosa como a personagem Dona Redonda na novela “Saramandaia”, da TV Globo. Segundo a amiga Maria Francisca, Wilza começou a sua carreira artística como vedete no teatro de revista e como intérprete de papéis sensuais em filmes da era das chanchadas.
O corpo da atriz e ex-vedete Wilza Carla, que morreu no sábado (18), aos 75 anos, foi enterrado no cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona norte do Rio. Na foto, de casaco preto, Paola Farenza Bezerra da Silva, filha da atriz

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Atriz e vedete Wilza Carla morre em São Paulo; enterro será no Rio

FÁBIA OLIVEIRA
Do UOL, no Rio
  • Wilza Carla, em cena de Saramandaia, novela de Dias Gomes (1976) Wilza Carla, em cena de "Saramandaia", novela de Dias Gomes (1976)
Wilza Carla, que ficou famosa como a personagem Dona Redonda na novela “Saramandaia” (1976), morreu na madrugada de domingo (19) no Hospital das Clínicas, em São Paulo.

De acordo coma advogada e amiga de Wilza, Maria Francisca Valias, ela deu entrada na unidade na última sexta-feira (17). "Wilza tinha muitos problemas de saúde. Ela era diabética e sofria de problemas cardíacos também", afirmou Maria Francisca em entrevista por telefone ao portal UOL. O velório será nesta terça-feira (21), no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro. O enterro está marcado para o mesmo local, às 9h. "A família de Wilza tem um jazigo lá.

Por isso o enterro será no Rio", explicou.Wilza, que estava com 75 anos, morava com a filha, Paola, em uma casa em Vila Guilherme, em São Paulo. Wilza começou a passar mal em casa e Paola chamou uma ambulância. "Quando ela chegou no hospital, não conseguia engolir", disse Maria Francisca, que é madrinha de Paola.
Ex-vedete e humorista, Wilza Carla foi jurada de um programa de calouros apresentado por Silvio Santos, no SBT, na década de 80.



Wilza Carla Rossi de Brandizi Silibeli Soares Marques Pereira nasceu em 29 de outubro de 1938 em Niterói, Rio de Janeiro. Neta de político famoso no Rio, Wilza foi abandonada pelo pai aos 3 anos de idade e passou toda sua infacia dividida entre a mansão dos avós e o "quarto e sala" da mãe.
Em 1955, foi convidada na porta do Colégio Sion, por Carlos Manga para um bom papel no filme 'Chico Viola Nao Morreu' . Aceitou e filmou escondida dos avós, que a proibiam até de ter aulas de ballet. Quando o filme estreou Wilza foi expulsa do Sion, mas nao desistiu da carreira. No mesmo ano foi eleita Rainha dos Comerciários, foi escalada para o programa de TV "Familia Boa Aventura ", no cinema teve um pequeno papel em - " Eleanora dos Sete Mares" , e na produção italiana - 'Pani, Amore e Carnavale'. Tentou também o teatro "sério" na peça - Comédia do Coraçao - com Paulo Autran, mas acabou partindo para o Teatro de Revista que dava mais dinheiro e mais prestígio. Rapidamente se tornou uma das principais vedetes do país, favorita de muitos políticos. Inicia a famosa coleção de noivos. Em 1957, 1958 e 1959 reina soberana como Rainha do Carnaval. A única na história do carnaval com 3 títulos consecutivos. Wilza já estava passando de voluptuosa para gorda na entrada dos anos 60, mesmo assim seu prestigio e beleza garantiram ainda muitos anos de rebolado. De 1960 a 1964se divide entre Brasil e Portugal, onde estrelou com muito sucesso montagens brasileiras como - "Boa Noite Lisboa" e "Pao, Amor e Reticencias". Em 1962 Wilza faz sua estréia nos Desfiles de Fantasia do Municipal, com a fantasia -Rainha dos Vampiros - foi desclassificada porque a comissão julgadora considerou sua fantasia imoral. Wilza deu início as suas famosas brigas com o juri e os organizadores do Municipal, sempre que nao tirava o primeiro premio. No ano seguinte ganhou todos os primeiros lugares com uma fantasia em homenagem a Ari Barroso - Aquarela do Brasil - e dai pra frente, foi uma colecão de premios, na maioria das vezes, na categoria de originalidade, onde sempre foi imbatível ! Em 1967 participou da cultuada produção sueca (rodada no Rio) Palmeiras Negras, dos diretores Lassen Ligrend e Iulin Bohim, interpretando o segundo papel do filme, ao lado de Bibi Anderson. Estava entao com 133 quilos e faz uma cena totalmente nua. Apesar do filme ter sido muito comentado e censurado aqui no Brasil, trouxe um premio de melhor atriz no Festival de Palermo.
Já na década de 70, Wilza atuou em dezenas de produçoes do baratas da boca do lixo, alguns cults como - 'Os Monstros De Babaloo' de Elyseu Visconti, considerado o filme mais erótico produzido no Brasil nos anos 70 ( pré-explicito). Mas tambem teve participaçoes em filmes importantes do cinema nacional, (como 'Os herdeiros' de Carlos Diegues , ou ' Macunaíma ' e 'Querra Conjugal ' ambos de Joaquim Pedro de Andrade. ) Na TV participou de humoristicos como ' Balança Mas Nao Cai ' e algumas novelas na antiga Tupi, como : "Jeronimo, O Heroi Do Sertao " e "Assim na Terra Como No Céu". Mas foi em 1976 que teve seu grande momento na televisao brasileira, como Dona Redonda, um dos personagens surrealistas da novela 'Saramandaia' de Dias Gomes. Dona Redonda um dia explode de tanto comer e ainda deixa uma cratera no chao. Mas o público exigiu a volta de Wilza, e ela volta na pele de Dona Bitela, irmã gemea de Redonda. Em 1977, Wilza seria escolhida por Fellini para estrelar 'Casanova', onde desenpenharia o papel de uma mulher gigante, mas acabou nao rolando. Em 1979 casa-se com o modelo Paulo Bezerra, já grávida de Paola Faieza Bezerra da Silva, que nasce 5 meses depois. Na década de 80 se firma como jurada do Programa Silvio Santos e Raul Gil. Em 1984 começa seus sérios problemas de saúde. Diabética com problemas de acido úrico, pressão alta, infecção urinária e trombose nas pernas, fica várias semanas internada e precisa da ajuda de amigos e artistas, (como Hebe Camargo, Silvio Santos e Roberto Carlos) para pagar suas contas no hospital .
Dai pra frente suas aparições foram diminuindo. Ainda teve participacões especiais em programas do Chico Anysio, na novela Cambalacho, e algums humoristicos da TV Bandeirantes. Mesmo com todos os problemas de saúde, continuou desfilando suas fantasias de carnaval como hors-concours.
Em 1991 fez na Globo a minisérie "O Portador" de Herval Rossano. Ao lado de Lafayte Galvao formou um casal dono de pastelaria e traficante de sangue. Tambem em 91, fez sua ultima participacao em novelas, na Rede Manchete em Ana Raio e Zé Trovao, no personagem Maria Gazolina. Em 1993 desfila no Municipal pela última vez - ' Recordaçao De Um Passaro', encerrando mais de 30 anos de uma trajetória de muito sucesso no mundo das fantasias. Em 1994 os problemas de saude voltam com força total . Teve a vista atacada por uma catarata que a deixou praticamente cega, a artrose nos joelhos a impediu de andar, em 1995 foi internada as pressas com depressão aguda e a diabetes fora do controle. Ficou quase um ano na UTI e chegou a entrar em coma. O peso muito acima do normal - 190 quilos - complicou ainda mais a situação. Wilza esteve a beira da morte, perdeu a visão e parou de falar. De lá pra ca, Wilza vem melhorando aos poucos, já operou a catarata e emagreceu 100 kg, hoje pesando na faixa dos 80 mas ainda esta numa cadeira de rodas , devido a falta de verba e também de coragem para implantar uma próteser. Hoje ela vive em Sao Paulo, na casa da antiga amiga Phedra del Cordoba. Ainda tinha muita depressão, perdeu boa parte da memória e não conseguia falar muito, sempre se emocionava e chorava. Provavelmente por constatar que num pais sem memória como o Brasil, ela estava totalmente esquecida.

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