quinta-feira, 28 de julho de 2011

Kelly Osbourne critica 'falsos amigos' de Amy Winehouse no Twitter

'Os verdadeiros amigos de Amy têm mais dignidade do que ganhar dois dólares para falar sobre ela'.
 Reuters/AG


Kelly Osbourne, amiga de Amy Winehouse, criticou publicamente em seu Twitter, nesta quinta-feira, 28, os falsos amigos da cantora. Para Kelly, muitos têm usado Amy para aparecer na mídia."Qualquer 'amigo' da Amy que esteja falando na mídia não é seu amigo de verdade. Os verdadeiros amigos de Amy têm mais dignidade do que ganhar dois dólares para falar sobre ela", disparou Kelly.A crítica de Kelly parece uma indireta para Aisleyne Horgan-Wallace. A modelo foi a um programa de TV britânico também nesta quinta-feira, 28, e falou sobre a amizade que tinha com Amy. Muitos fãs da cantora, no entanto, acusam Aisleyne de influenciar negativamente Amy em baladas. Um jornalista teria visto Amy caiu do táxi de Aisleyne dias antes de sua morte. A modelo nega a informação.

Amy Winehouse (1983–2011)-Crônica de Uma Vida Cancelada

 


Não posso dizer que tenha ficado muito surpreendido quando, no passado Sábado, recebi uma mensagem a dizer que Amy Winehouse falecera. E boa parte das pessoas também não deve ter reagido com grande espanto à morte da cantora britânica. Consta mesmo que o seu pai, Mitchell, já redigira o discurso para o funeral há cerca de quatro anos.Digressões canceladas (incluindo a que a traria ao Festival Sudoeste, no início do próximo mês), consequência de adições não resolvidas, e sem lançar nenhum álbum há quase cinco anos, a vida de Amy tornara-se um folhetim para encher revistas de mexericos. Desacatos conjugais e algumas detenções, entre várias tentativas de cura e recaídas, intercaladas por concertos intermitentes, muitos deles espectáculos tragicómicos, em que aparecia de voz e figura consumidas, como que um fantasma da imagem e voz que a deram a conhecer ao público. A decadência vinha-se acentuando com as luzes da ribalta, focos talvez demasiado fortes para alguém que soube fazer das fraquezas forças no álbum-catarse Back to Black (o maior legado que deixa), mas que nunca conseguiu lidar com a pressão da fama nem ultrapassar os vícios que a viriam a destruir – embora tenha passado por várias clínicas da especialidade, a letra de “Rehab” («i said no, no, no») falou sempre mais alto.A indústria musical e os media, sempre sedentos de construir mitos, têm apontado ao exclusivo clube de Hendrix, Morrison, Joplin ou Cobain. É bem sabido que a morte prematura ajuda às vendas, mas se Winehouse não foi uma fraude (era autêntica, tinha alma e talento), paradoxalmente a sua figura apenas se tornará mítica por artes mágicas de marketing. É certo que viveu no fio da navalha, como as velhas glórias do rock, mas falta-lhe algo para se juntar à elite: inovação. As suas canções têm méritos, mas a curta discografia não fez avançar a História da Música; antes recuperou para as gerações actuais referências e imaginários de épocas passadas, do soul e jazz à pop dos anos 60.
Ainda assim, e parafraseando Neil Young, «it´s better to burn out than to fade away / Amy is gone but she´s not forgotten». Paz à sua alma.
Hugo Rocha Pereira
Taxista londrino revela vídeo inédito de Amy Winehouse - vídeo
por Cláudia Reis

Russell Dalton, um taxista de Londres, nunca imaginou que Amy Winehouse se tornaria numa estrela da música quando gravou um vídeo da cantora no seu táxi.Russell, de 54 anos, tinha o hábito de filmar os seus clientes e resolveu perguntar a Amy se esta não se importava que ele a filmasse. Ela não só não se importou como começou lhe disse que tinha acabado de assinar um acordo discográfico. "Podíamos ver que ela tinha qualidades de estrela, o factor X. Ela era tão inocente e percebíamos facilmenete que era feliz e cheia de esperança para a vida", afirma o taxista. Depois de saber da notícia da morte da cantora, Russell publicou o vídeo que foi divulgado na internet pelo "The Sun". Amy foi encontrada morta na sua casa na tarde de sábado passado. A cerimónia fúnebre contou com a presença de 30 familiares e amigos. Amy Winehouse bate Osama bin Laden no Twitter -Morte da cantora inglesa causou uma enxurrada de mensagens na rede social.No Brasil, foram mais de 430.000 mensagens no fim de semana, sendo 320 mil apenas no sábado, dia em que a morte foi anunciada, segundo o BuzzMetrics.
A morte da cantora inglesa Amy Winehouse causou uma enxurrada de mensagens no Twitter. Dados fizeram parte de um levantamento divulgado nesta segunda feira pelo BuzzMetrics, serviço do IBOPE Nielsen Online que monitora redes sociais. No Brasil, foram mais de 430.000 mensagens no fim de semana, sendo 320 mil apenas no sábado, dia em que a morte foi anunciada.
A quantidade de tuítes que mencionam a cantora no fim de semana é maior até que o número de mensagens citando o terrorista Osama bin Laden na época de sua morte. O mentor dos atendados de 11 de setembro de 2001 foi citado pelos brasileiros cerca de 375.000 vezes em seis dias. A aposentadoria do jogador de futebol Ronaldo fenômeno também ficou aquém da notícia de Amy. A decisão de pendurar as chuteiras rendeu, em quatro dias, 204.000 comentários na rede social.Apesar da fama da cantora, cerca de 1.800 tuítes que referiam-se à diva usavam uma grafia incorreta: “Emy”. Essa ortografia chegou a figurar por algumas horas entre os trending topics. O fato foi percebido por uma parte dos internautas que comentou o erro: no sábado, pouco mais de mil comentários foram identificados mencionando os dois termos, “Amy” e “Emy”.A partir de uma análise qualitativa, o BuzzMetrics identificou um grande número de pessoas queixando-se da forma como pessoas que antes falavam mal da cantora, após sua morte, passaram a declarar o seu amor a ela. Como muitos artistas com vidas conturbadas – como Kurt Cobain, Janis Joplin, Jimmy Hendrix e Jim Morrison – também morreram aos 27 anos, internautas passaram a falar em uma suposta maldição dessa idade.

Fonte: Exame
Vídeos que lembram a cantora se multiplicaram desde sua morte

Desde que a morte de Amy Winehouse foi anunciada no último sábado, dia 23, uma série de vídeos em homenagem à cantora foram postados no YouTube.
No momento em que estas linhas foram escritas, uma busca com o título "Amy Winehouse Tribute" (tributo a Amy Winehouse) no maior site de compartilhamento de vídeos do mundo retornou nada menos do que 3,550 clipes postados na última semana com o tema. No Daily Motion, outro site do mesmo gênero, centenas de vídeos também foram dedicados à estrela.
Atento às homenagens na web, o jornal fancês "Le Nouvel Observateur" fez uma montagem com diversos internautas - com talento ou não - cantando a música mais célebre de Amy, "Rehab", que você confere clicando no box acima.
A ÚLTIMA ENTREVISTA
Neil McCormick, crítico de música do jornal britânico The Telegraph, fez a última entrevista com Amy Winehouse antes de sua morte, no último sábado (23). Foi em março, quando ela gravava o dueto com Tony Bennett no lendário estúdio da Abbey Road.Segundo McCormick, Amy estava muito tensa ao lado de Tony, um de seus ídolos. “Amamos muito você”, disse ela ao cantor, ao chegar ao estúdio. “Não vou chorar”, disse Amy quando ele tocou as mãos dela. “Não vou chorar”. E contou que cresceu ao som de Bennett e Sinatra, os preferidos de seu pai.
Ela pediu desculpas por estar nervosa, dizendo que era a primeira vez que pisava em um estúdio em um bom tempo. McCormick então perguntou como era voltar, e Amy disse: “É bom estar em um estúdio com Tony. Ele é a única razão por eu estar aqui.”

Amy e Tony cantaram lado a lado, seguidas vezes, e cada vez tinha uma novidade. Bennett exibia a calma de seus 85 anos. Amy mordia as próprias mangas, olhava para os pés, para o teto, para todo lugar menos para seu colega de estúdio. “Ouço a voz de Tony bem aqui ao lado e isso é tanto para mim que não posso olhar para cima e ver a pessoa de Tony também. Pode soar bobo, mas é difícil.”
“Sou minha pior crítica”, ela disse. “Se eu não deixar de lado o que eu acho que gostaria de fazer, não seria uma garota feliz.” Amy revelou ainda que o palco era um lugar difícil para ela: “Não nasci para o palco. Nasci para cantar, mas sou bastante tímida, na verdade”.Amy falou também sobre a vontade de estudar música. “Adoraria estudar guitarra ou trompete. Consigo tocar um pouco de vários instrumentos, mas não toco nenhum bem. Tocar um instrumento faz você cantar melhor. Quanto mais você toca, melhor você canta, quanto mais canta, melhor toca.”Em março, Amy pensava no futuro. No final da gravação com Tony, ela estava feliz, rindo alto. “Essa é uma história para contar para os meus netos, para eles contarem para os netos deles, para ter certeza de que contarão para os próprios netos.” E Tony respondeu: “Diga ao seu pai que eu mandei um oi”. Ela disse: “Ele vai chorar. Ele vai chorar.”A última entrevista de Amy não foi sobre drogas, reabilitação, escândalos ou problemas na turnê. Foi uma conversa sobre música e sobre como era, para Amy, estar em um palco. E revela a fragilidade e a sensibilidade da cantora britânica – o que muitas vezes a imprensa deixou de lado ao retratar apenas seus vícios.

Letícia Sorg é repórter especial de ÉPOCA em São Paulo.

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