terça-feira, 23 de agosto de 2016

Morre Goulart de Andrade aos 83 anos, 61 deles dedicados ao jornalismo

Morreu hoje, 23 de agosto, no Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, o jornalista Luis Felipe Goulart de Andrade, aos 83 anos. O jornalista enfrentava problemas no sistema cardiorrespiratório, que se agravaram nos últimos dias. Luiz Felipe Goulart de Andrade, nascido no Rio de Janeiro em 6 de abril de 1933, foi jornalista, publicitário, radialista, ator, diretor, diretor de Cinema e TV e empresário do setor de comunicação.

Atualmente, comandava o programa “Vem Comigo”, exibido aos domingos, às 23h, aqui na TV Gazeta, onde os alunos da Faculdade Cásper Líbero tinham uma aula prática de jornalismo pautada pela história do mais antigo repórter da TV brasileira. Goulart de Andrade viveu intensamente a carreira de repórter, que é a melhor maneira de ser jornalista. Goulart tinha 83 anos de vida e 61 de profissão, mais de meio século de atividade intensa e inquieta que transformou a linguagem da TV com sua reportagem narrativa. No acervo pessoal, que hoje está na Sala Cinemateca, há mais de 12 mil horas de gravações do “Comando da Madrugada”, marca que foi criada por ele na Rede Globo, no final da década de 1970 e que hoje é objeto de estudo dos alunos da Faculdade Cásper Líbero. Goulart deixa a mulher, Margareth Bianchini, com quem viveu nos últimos 13 anos e não teve filhos. Também deixa três filhos, três netos e uma bisneta.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Morre Elke Maravilha aos 71 anos no Rio de Janeiro

Elke Maravilha morreu na madrugada desta terça-feira (16) aos 71 anos. A atriz estava internada há quase um mês na Casa de Saúde Pinheiro Machado, no bairro de Laranjeiras, Rio de Janeiro, após uma cirurgia para tratar uma úlcera. Bastante abalado, o irmão da atriz, Frederico Grunnupp, confirmou a informação ao UOL.

"Ela teve complicações após a operação e também tinha diabetes. Ela não estava mais respondendo aos remédios", explicou ele. O laudo médico ainda não foi liberado, mas segundo Frederico a atriz sofreu falência múltipla dos órgãos por volta da 1h. Natasha Grunnupp, sobrinha de Elke, falou sobre os últimos dias dela no hospital. "Mesmo no hospital ela estava sempre muito feliz, sempre aquele ar de felicidade, a gente estava preocupado com as partes técnicas, vendo a situação, mas ela não. Ela passou por uma cirurgia no sábado porque um dos pontos da primeira cirurgia tinha estourado e depois disso piorou". Conhecida principalmente por sua irreverência e extravagância, Natasha e a família querem levar só os bons momentos que passaram ao lado de Elke. "As gargalhadas dela...Vai fazer uma falta enorme. Ela era a mãe de todos, de todas as raças, de todas as culturas, vai fazer falta mesmo.

A gente deseja também que ela consiga seguir o caminho dela, ela falava que ela já estava preparada e pronta, que seja uma passagem feliz". No Facebook oficial da atriz, uma mensagem avisando os fãs também foi publicada pouco depois da uma da manhã. "Avisamos que nossa Elke já não esta por aqui conosco. Como ela mesma dizia, foi brincar de outra coisa. Que todos os Deuses, que ela tanto amava, estejam com ela nessa viagem". A família ainda não divulgou informações sobre o velório e funeral de Elke. Nascida na Rússia, a modelo e atriz Elke Georgievna Grunnupp, mais conhecida como Elke Maravilha, alcançou fama ao participar como jurada de programas de calouros de Chacrinha e Silvio Santos.

Ela disse, em entrevista ao UOL na 25ª edição do Prêmio da Música Brasileira, em 2014, que não sentia falta do ex-patrão do SBT. "Sinto saudades do Chacrinha, do Silvio Santos não sinto a menor falta. Gosto de respeito", declarou. Tornou-se amiga de Zuzu Angel, antes de ser lançada na TV, após conhecê-la em 1970 no salão do cabeleireiro Jambert. A história da estilista foi contada nos cinemas em 2006. No longa, Elke foi interpretada pela atriz Luana Piovani e fez uma participação especial. Ela, que se considera anarquista, enfrentou a tortura da ditadura e chegou a ficar presa por seis dias. Conseguiu ser libertada por intermédio de Zuzu, que enviou um delegado para tirá-la da prisão. Desde que surgiu, Elke Maravilha chamou atenção pelo estilo irreverente. Inicialmente, aos 18 anos, recebeu críticas pela ousadia e foi agredida nas ruas pela maneira de se vestir. A ex-modelo, que está fora da TV, fez uma participação na temporada do programa do Gugu, na Record, neste ano. No palco, reencontrou o irmão Valdemar que não tinha contato havia quase 20 anos.
 

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A brutal perseguição do Estado Islâmico aos gays

No território dominado pelo grupo que se autodenomina Estado Islâmico (EI), ser gay é um crime punido com morte. E é uma morte violenta: homossexuais são lançados do alto de prédios - e se sobrevivem, são apedrejados. O tema das agressões a homossexuais promovidas pelo EI voltou à tona com o massacre ocorrido em uma boate gay em Orlando, o maior atentado a tiros da história recente dos EUA. Cerca de 50 pessoas morreram. O atirador, Omar Mateen, era americano de origem afegã e tinha um histórico de homofobia - segundo seu pai, ele ficou "muito irritado" recentemente ao ver um casal gay se beijando em Miami. As autoridades acreditam que ele tenha buscado como alvo do ataque um local frequentado por gays - mas isso ainda não foi comprovado. Também investiga-se a relação de Mateen com o EI. Há relatos que ele teria jurado lealdade aos extremistas. O EI declarou que um "combatente" do grupo havia feito o ataque em Orlando, mas não especificou se estava diretamente envolvido na ação ou se teria apenas inspirado o atirador.

Caso se confirme esta relação, ela irá se somar a um histórico de agressões do EI a homossexuais. Diversos vídeos e fotos compartilhados por simpatizantes do grupo divulgam a punição que os extremistas reservam aos gays. Aqueles que sobrevivem à queda do alto dos prédios são apedrejados em praça pública, sob aplausos das multidões que acompanham o evento. Apenas entre janeiro e julho de 2015, o EI diz ter matado 23 gays em áreas controladas pelo grupo na Síria e no Iraque. Mas ativistas dizem que o número pode ser mais alto. No ano passado, o estudante de medicina Taim (nome fictício), de 24 anos, contou à BBC como escapou desse destino numa fuga do Iraque ao Líbano. "Na nossa sociedade (iraquiana), ser gay é igual a uma sentença de morte. Quando o EI mata gays, muitos ficam felizes porque pensam que somos doentes." Ele foi ameaçado pelo Estado Islâmico e depois pela própria família. Religioso, o pai disse que o entregaria ao grupo se ele realmente fosse homossexual. "O islã se opõe à homossexualidade. Meu pai me fez estudar a sharia (lei islâmica) por seis anos porque queria que fosse religioso como ele. Há um hadith (narrativas e pregações atribuídas ao profeta Maomé) que recomenda que homens gays sejam jogados de desfiladeiros, e depois que um juiz ou um califa decida se devem ser queimados ou apedrejados até a morte", disse Taim na entrevista. Mas, segundo o pesquisador do islã Usama Hasan, da Fundação Quilliam, há controvérsias sobre se Maomé realmente pregava contra gays. Ele afirma que há muitos hadiths atribuídos ao profeta Maomé e seus discípulos sobre o tema da punição a homossexuais. "Contudo, todos são controversos e nunca houve consenso sobre seu conteúdo, principalmente porque eles parecem contradizer o Alcorão, 4:15-16." Ele acrescenta que alguns estudiosos afirmam que Maomé não poderia ter dado nenhuma ordem do tipo porque nunca teria tido conhecimento de nenhum episódio confirmado de homossexualidade. Não é apenas o EI, porém, que restringe direitos de grupos homossexuais. Segundo um levantamento da associação Lesbian, Gay, Bisexual, Trans and Intersex Association, em 73 países é crime ser homossexual e, em 13 países - ou partes deles -, a punição é a pena de morte (em alguns, porém, a pena não costuma ser implementada). No Iraque, os homossexuais passaram a ser mais perseguidos após a queda de Saddam Hussein. Há muitas mortes causadas pelos próprios familiares - as chamadas "mortes pela honra" - , ou pela ação de milícias. Mas a perseguição também parece ocorrer a mando de forças de segurança oficiais. Uma reportagem da BBC de 2012 mostrou que, durante o governo de Saddam (1979-2003), homossexuais desfrutaram de algum grau de liberdade e segurança e, após a invasão americana, grupos liberais esperavam que essa liberdade aumentasse. Mas forças conservadoras islâmicas que chegaram ao poder se mostraram resistentes a aceitar valores supostamente ocidentais, incluindo a homossexualidade. Em outros países islâmicos, porém, o grau de perseguição é variado. No Líbano, o grupo radical Hezbollah é razoavelmente tolerante à homossexualidade. No Irã, onde a prática homossexual é ilegal e comumente punida, a cena "underground" gay também é tolerada. Até na ultraconservadora Arábia Saudita a perseguição não parece chegar nos níveis do Iraque.

domingo, 12 de junho de 2016

Veja reações de internautas e relatos do massacre gay em Orlando

O atentado que matou cerca de 50 pessoas em Orlando na manhã deste domingo (12) gerou incontáveis manifestações de solidariedade por internautas nas redes sociais, além de relatos de detalhes do massacre.

O número de mortos faz do ataque o tiroteio mais fatal da história dos Estados Unidos, depois do massacre de 2007 que deixou 32 mortos, segundo a Reuters. Grande parte das mensagens nas redes sociais presta homenagens às vítimas e reproduz relatos, como o suposto diálogo de uma das vítimas com sua mãe pelo aplicativo Whatsapp.

"Estou no banheiro. Ele está chegando. Eu vou morrer", teria escrito no momento do ataque. A boate Pulse, onde ocorreu o atentado da manhã deste domingo, é um badalado clube LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), que promove festas e eventos de conscientização da causa gay, em Orlando. Inaugurado em 2004, clube promove festas com músicas latinas, hip-hop, pop, house, R&B e karaoke. Há também shows de danças eróticas e drag queens. A idade mínima para entrada vária conforme o evento, podendo ser para maiores 18 anos ou maiores de 21 (idade mínima para consumir bebida alcoólica nos Estados Unidos).
4 respostas sobre o ataque na boate gay de Orlando 

Um ataque em uma boate gay de Orlando, na Flórida, na madrugada deste domingo matou cerca de 50 pessoas e deixou mais de 53 feridas. É o maior ataque desse tipo na história dos Estados Unidos. Entenda o que aconteceu:
Como foi o ataque?
O ataque começou por volta das 2h locais (3h no horário de Brasília). O suspeito trocou tiros com o segurança do lado de fora e correu para o interior da boate, onde estavam cerca de 320 pessoas, segundo a polícia. Por volta das 3h locais, a página da boate no Facebook postou: "Todos saiam da Pulse e continuem correndo". A polícia chegou a estourar uma porta com um veículo armado, o que ajudou 30 pessoas a fugirem, e eventualmente invadiu o local. "Às 5h nesta manhã, foi tomada a decisão de resgatar as vítimas mantidas reféns dentro do local. Nossos policiais trocaram tiros com o suspeito. O suspeito está morto", disse o chefe de polícia de Orlando, John Mina, em uma entrevista coletiva à imprensa.

Quem é o responsável?
Os investigadores estão tratando o tiroteio como um ato de terrorismo. O agente Ron Hopper, do FBI, disse que o suspeito não é de Orlando e pode ter ligação com ideologias do extremismo islâmico. O suspeito portava um rifle e uma arma de pequeno porte, além de um "dispositivo" não identificado implantado nele, disse Mina, o chefe de polícia. Eles dizem não haver relação com o ataque a tiros na noite de ontem, também em Orlando, que matou Christinna Grimmie, ex-participante do programa "The Voice". Fontes confirmaram para a CBS que autoridades estão investigando Omar Mateen de Port St. Lucie, na Flórida, um cidadão americano de 29 anos sem antecedentes criminais. Segundo a CNN, a família do atirador seria do Afeganistão e ele tinha treinamento sobre armas. O que dizem as testemunhas? "Bang! Bang! E gritos. E barulhos altos. O cara do meu lado foi atingido... quando virei para olhar todo mundo estava caindo e indo ao chão e gritando" disse Christopher Hansen para o Orlando Sentinel. "Era um [tiro] atrás do outro. Pode ter durado uma música inteira", disse uma testemunha para a CNN. Uma mãe disse à rede local WFTV9 que seu filho mandou uma mensagem de texto de dentro da boate dizendo "Ele reuniu todos nós e vai nos matar". "As pessoas na pista e no bar abaixaram no chão e alguns de nós que estávamos perto da saída dos fundos conseguimos sair para a área externa e simplesmente corremos" disse um usuário chamado Ricardo Negron Almodovar na página da boate.
Onde ocorreu o ataque?
A Pulse se classifica no seu site como "o bar gay mais quente de Orlando", tem três ambientes principais e fica no centro da cidade, na 1912 Orange Avenue. O texto no site oficial diz que a dona, Barbara Poma, é de uma família italiana conservadora e foi introduzida à noite gay por seu irmão mais velho, John. "Quando John se assumiu para família e amigos, a dinâmica da família passou por uma transição - de uma cultura de tradição rígida para uma de aceitação e amor", diz o site. John morreu em 1991 após uma longa luta contra o HIV e Poma diz que abriu a boate em 2004 com seu amigo Ron Legler para promover consciência e prevenção sobre o vírus. O nome da boate é uma referência ao pulso do coração de seu irmão. A noite de ontem tinha foco no público latino. Veja o flyer:

Figuras públicas reagem ao massacre em discoteca gay

Hillary Clinton, Donald Trump, Ellen DeGeneres, Kim Kardashian e Ariana Grande, entre muitos outros, mostram-se incrédulos sobre o tiroteio que matou 50 pessoas. 

Várias figuras públicas têm reagido nas redes sociais ao tiroteio que decorreu na madrugada deste domingo, numa discoteca gay em Orlando, no estado norte-americano da Florida, e que já fez, até ao momento, 50 mortos e 53 feridos. Hillary Clinton, Donald Trump, John Legend, Ariana Grande, Ellen DeGeneres, Kim Kardashian, Adam Lambert, Kelly Rowland, Boy George, Julianne Moore, Christina Applegate, Josh Groban, Kirstie Alley, Debra Messing e Billie Jean King, entre outros, têm deixado o seu apoio às vítimas do massacre, cujo autor, que teria ligações a grupos extremistas islâmicos, acabou por ser abatido pela polícia.

Pai de suposto atirador diz que filho tinha ódio contra gays 
O pai do suposto atirador da boate gay Pulse, em Orlando, afirmou em entrevista à emissora "NBC News" que seu filho, Omar Sadiqque Mateen, estava expressando "ódio" aos gays. "A questão religiosa não tem nada a ver com isso. Ele viu dois homens se beijando em Miami há alguns meses e ficou muito irritado. Estamos chocados como o resto dos EUA", disse Mir Sediqque.

Segundo ele, Omar ficou indignado que seus filhos vissem aquela cena. "Nós queremos pedir desculpas por esse incidente. Nós não imaginamos que ele faria isso. Estamos chocados, muito chocados", disse Mir informando que ajudará os investigadores. A polícia ainda não confirmou oficialmente que Omar tenha realizado o ataque, mas a mídia dá como certo o nome do jovem. Pelo menos 50 pessoas foram mortas na madrugada deste domingo (12) durante um tiroteio em uma boate gay em Orlando, nos Estados Unidos. O número de mortos faz do ataque o mais fatal decorrente de tiroteio em massa na história dos Estados Unidos. O ataque foi classificado como "incidente terrorista", embora as investigações ainda precisem determinar se foi doméstico ou se teve envolvimento internacional.

Assassino era ligado ao Estado Islâmico-Obama chama atentado a boate gay de 'ato de terrorismo e ódio'

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chamou de "ato de terrorismo e de ódio" o atentado a uma boate gay na cidade de Orlando que resultou na morte de pelo menos 50 pessoas e deixou outras 53 feridas. Obama declarou ainda rezar pelas famílias, "que Deus dê a elas a força de aguentar o insuportável". Mais cedo, o presidente dos EUA havia determinado que o governo federal forneça toda a assistência necessária a autoridades locais de Orlando. O ataque é o mais mortal na história dos Estados Unidos e foi classificado como "incidente terrorista", embora as investigações ainda devam determinar se foi doméstico ou se teve envolvimento internacional. O suspeito foi identificado como Omar Saddiqui Mateen, 29, nascido em Port St Lucie, na Flórida, embora o FBI (agência de inteligência americana), que comanda as investigações, não tenha confirmado essa informação. "Não queremos prejudicar as apurações", disse o encarregado do FBI. Segundo a rede CNN, a família do atirador seria do Afeganistão e ele tinha treinamento sobre armas.

'Havia sangue por toda a parte', diz testemunha de tiroteio em boate gay de Orlando

Uma das testemunhas do tiroteio ocorrido na madrugada deste domingo em uma boate gay de Orlando, no Estado americano da Flórida, relembrou os momentos de terror que viveu após um homem abrir fogo no local. "Me joguei no chão e me arrastei até o banheiro para sair pela porta dos fundos. Me deparei com um homem que havia sido baleado nas costas. Tirei minha bandana e fiz uma compressa para estancar o sangramento, mas ele não parava de sangrar. Então coloquei os braços dele ao redor dos meus ombros e o ajudei a sair de lá", contou Christopher Hansen.

"Ninguém sabia ao certo o que estava acontecendo porque havia três ambientes tocando músicas diferentes. Depois que saí da boate, ainda escutei disparos. Logo em seguida, os paramédicos chegaram. Vi corpos por toda a parte. No estacionamento, as pessoas foram marcadas com cores diferentes - de modo que os paramédicos pudessem saber quem ajudar primeiro. Havia sangue por toda a parte", acrescentou ele. Segundo as autoridades, 50 pessoas morreram. Outras 53 ficaram feridas, muitas em estado grave.

O suspeito do ataque foi identificado pela polícia como Omar Mateen. Filho de pais afegãos, Mateen é cidadão americano e natural de Port Saint Lucie, na Flórida. Ele foi morto em confronto com a polícia. A cidade de Orlando declarou estado de emergência. O incidente é pior tiroteio em massa na história recente dos Estados Unidos.

Polícia identifica atirador e diz que há ao menos 50 mortos após tiroteio em boate gay nos EUA

A polícia disse, durante entrevista coletiva, que pelo menos 50 pessoas foram mortas durante um tiroteio em uma boate gay em Orlando, nos Estados Unidos. Foi declarado estado de emergência em Orlando. A polícia identificou o suspeito como Omar Saddiqui Mateen, 27, nascido em Port St Lucie, na Flórida, embora o FBI (agência de inteligência americana), que comanda as investigações, não tenha confirmado o nome durante a segunda entrevista coletiva do caso. Segundo a rede CNN, a família do atirador seria do Afeganistão e ele tinha treinamento sobre armas. O presidente dos EUA, Barack Obama, determinou neste domingo que o governo federal forneça toda a assistência necessária a autoridades locais de Orlando. O atirador foi morto pelos agentes policiais que invadiram a casa noturna Pulse, em Orlando, no centro da Flórida. Outros 53 feridos foram encaminhados a hospitais da região. Um policial foi ferido na cabeça pelo atirador, mas, segundo o chefe de polícia, foi salvo pelo capacete que usava.

Com a invasão, o chefe de polícia John Mina diz ter resgatado 30 pessoas. O ataque foi classificado como "incidente terrorista", embora as investigações ainda precisem determinar se foi doméstico ou se teve envolvimento internacional. Além de um revólver e um rifle, o suspeito portava um "aparelho suspeito", que teve uma explosão controlada, que não foi mais detalhada durante a entrevista da polícia. A polícia disse que ele fez reféns durante o ataque. Em sua conta no Facebook, a Pulse postou às 3h (horário de Brasília): "Saiam da Pulse e corram". O incidente começou por volta das 2h locais. Segundo testemunhas, um homem abriu fogo com uma arma automática. "Por volta das 2h, alguém começou a atirar. As pessoas se jogaram no chão", contou um dos clientes, Ricardo Negron, à Sky News. A testemunha disse ter ouvido disparos contínuos por quase um minuto. Uma testemunha citada pela televisão local WESH afirmou ter ouvido cerca de 40 disparos e outra testemunha disse que um amigo foi ferido e se escondeu da boate. A testemunha Rosie Feba, que conseguiu escapar do local junto com sua namorada, indicou que o tiroteio começou perto da hora do fechamento. "Ela me disse que alguém estava disparando. Todo o mundo se atirou no chão", relatou Feba, que a princípio pensou que "não era real", mas "era parte da música, até que vi o fogo de sua pistola". O prefeito da cidade, Buddy Dyer, expressou seu pesar pelo "horroroso crime" e pediu que a população "seja forte". "Somos uma comunidade forte", afirmou o prefeito na entrevista coletiva. O incidente acontece dois dias após a cantora e ex-participante do programa "The Voice" Christina Grimmie ter sido morta após se apresentar em Orlando por um homem de 27 anos, que se matou em seguida. Mas os ataques não estão relacionados, segundo informou a polícia.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

INVOCAÇÃO DO MAL 2 -O medo que pega e não larga

Costumo dizer que o terror é até mais pessoal do que o humor: é a bagagem que cada um carrega consigo para o cinema que vai em grande medida determinar se o que se sente no escuro é tédio, susto ou medo. Pois bem, esta pessoa aqui, uma fã calejada de filmes de terror e hoje em dia uma espectadora quase imune aos efeitos que eles provocam, sentiu não só medo, como pavor, em Invocação do Mal 2. E, no entanto, em vários colegas meus que foram à mesma sessão, o filme não fez nem cócegas.

Ainda que eu não tenha como prever as reações alheias a esta sequência do filme de 2013, porém, posso afirmar com segurança que, desde que deixou para trás os sustos fáceis de Jogos Mortais e Sobrenatural, o diretor James Wan se revelou um dos grandes talentos do gênero. Malaio de origem chinesa criado na Austrália e hoje radicado nos Estados Unidos, Wan, de 39 anos, tem uma sensibilidade para o medo parecida com a de David Robert Mitchell, de Corrente do Mal, e Robert Eggers, de A Bruxa. Mas, se não ganha deles em originalidade, supera-os em desenvoltura. No primeiro Invocação e neste segundo, o mal é algo insidioso, que vai aos poucos se intrometendo na normalidade até aniquilá-la – e o senso de ritmo com que Wan articula esse crescendo é virtuosístico, assim com sua câmera, sempre colocada no lugar certo para mostrar apenas o suficiente e deixar um bocado de espaço, no quadro, para o espectador completar com sua imaginação (e a minha, ao menos, vê sempre as piores coisas quando deixada assim à solta). Novamente estão aqui em evidência Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga), os mais célebres caça-fantasmas americanos, em mais um caso fartamente noticiado na época em que ocorreu. Entre 1977 e 1978, no subúrbio de Enfield, zona norte de Londres, a casa da família Hodgson, moradia de uma mãe e seus quatro filhos, foi alvo de incontáveis manchetes em tablóides.

Eis a crônica do chamado “poltergeist de Enfield”, que Wan segue fielmente no filme: depois de ser várias vezes acordada no meio da noite pela filha Janet, de 11 anos (Madison Wolfe), com episódios de sonambulismo ou relatos de acontecimentos estranhos, a dona de casa Peggy Hodgson (Frances O’Connor) começou a dar crédito às queixas das crianças – viu uma cômoda andar sozinha no quarto de Janet seguidas vezes, enquanto pancadas muito sonoras podiam ser ouvidas pelas paredes. A polícia foi chamada; a dupla de patrulheiros saiu correndo depois de ouvir novas pancadas e ver uma cadeira de cozinha exibir o mesmo comportamento petulante da cômoda. Mas a ocorrência foi registrada, a imprensa ficou sabendo, e o circo começou – ao mesmo tempo em que os acontecimentos estranhos se multiplicavam em frequência e intensidade. De acordo com testemunhos como o de Maurice Grosse (Simon McBurney), um industrial filiado a sociedades de pesquisa do oculto, ele em diversas ocasiões viu móveis pesados, como sofás ou mesas de cozinha, serem arremessados contra as paredes, ou observou objetos girando loucamente no ar. Janet levitava, era jogada no ar e falava com a voz rouca e o sotaque pesado de um velho, que a certa altura teria se identificado como Bill Wilkins, antigo morador do imóvel – e muito disso teria sido gravado, filmado e fotografado.

Digo “teria sido” por razões óbvias: embora sejam um tanto arrepiantes, os registros de áudio e imagem deixam margem a uma infinidade de interpretações. Para a policial feminina que primeirou atendeu o caso e para Maurice Grosse, que décadas depois continuavam confirmando seus relatos, esses registros seriam provas de atividade sobrenatural; para Anita Gregory (Franka Potente), outra estudiosa que acompanhou o desenrolar do episódio, eles não passariam de falsificações grosseiras. O que importa em um filme de terror, porém, é que no decorrer dele considere-se a possibilidade do sobrenatural, e que ela persista até o desfecho. E, nesse ponto, Invocação 2 é exemplar. A fragilidade de Peggy Hodgson e seus filhos é tocante; o pai largou a família, o dinheiro acabou, a casa é uma manifestação física do abandono: as paredes parecem vivas de tanto mofo, a tinta está descascando, os carpetes estão gastos e os móveis, no osso.

Os canos vazam, as luzes não se acendem, o porão está inundado de água suja. Peggy e as crianças estão literalmente naufragando. A hipótese de que eles tenham sucumbido ao desespero e embarcado numa espécie de loucura familiar é de partir o coração – e James Wan nunca a tira do jogo completamente.

Uma cena sensacional, por exemplo, é aquela em que Ed Warren entrevista a entidade que naquele momento estaria ocupando o corpo da pequena Janet: ambos estão em quadro, mas o foco está no rosto limpo e calmo de Ed; Janet, no canto direito da tela, não passa de um vulto embaçado. Dependendo das convicções pessoais do espectador, a outra hipótese, a de possessão, nem mesmo existe. Mas – e é esse “mas” que um bom cineasta de terror explora naquelas duas horas de projeção – digamos que ela seja possível, e que por Peggy e as crianças serem assim tão vulneráveis tenha sido fácil a algo de ruim ocupar sua casa. Essa é a ideia que assusta, a de que mesmo as fraquezas mais inocentes e involuntárias possam servir de convite ao mal.

É por causa do talento de Wan para expandir essa zona de incerteza, e por causa de sua empatia para com figuras tão abatidas e exaustas quanto os Hodgson, que Invocação do Mal 2 me pegou, e até agora ainda não me largou.

INVOCAÇÃO DO MAL 2 (The Conjuring 2) Estados Unidos, 2016 Direção: James Wan Com Vera Farmiga, Patrick Wilson, Madison Wolfe, Frances O’Connor, Lauren Esposito, Benjamin Haigh, Simon McBurney, Simon Delaney, Franka Potente, Maria Doyle Kennedy, Patrick McAuley Distribuição: Warner

Wanderléa faz 70 anos e celebra o passado, reflete sobre tragédias pessoais e faz projeções para o futuro

por PAULO CAVALCANTI


 "Eu me sinto revigorada.” Com essa frase, Wanderléa define seu estado de espírito depois da participação na Virada Cultural, no dia 21 de maio, em São Paulo. Na ocasião, ela apresentou no Theatro Municipal a íntegra do cultuado álbum Feito Gente, lançado em 1975. Para a cantora, tirar a poeira do disco foi algo catártico. “Esse LP foi gravado em um momento muito difícil para mim”, explica. “Naquela época, pouca gente dava atenção aos chamados compositores ‘malditos’, como Jorge Mautner, Gonzaguinha e Luiz Melodia, todos incluídos no trabalho.” A conversa com a Rolling Stone Brasil ocorre dois dias depois do show. Wanderléa está animada com seu atual momento e demonstra uma grande expectativa em relação ao que vem pela frente, especialmente em um período tão simbólico: no dia 5 de junho, ela completa 70 anos, com vigor e mente renovados. “Estou em minha plenitude e repleta de frescor. Eu me defino com uma adolescente que se juntou à alma de uma cigana centenária”, brinca.

Para os mais velhos, naturalmente a cantora será a eterna Ternurinha, ícone da Jovem Guarda, cujo apelido surgiu por causa da música “Ternura”, versão de “Somehow It Got to Be Tomorrow Today”, da norte-americana Pat Woodell. Mas, assim como aconteceu com o amigo e parceiro Erasmo Carlos, ela se renovou, despertando o interesse das novas gerações. Isso vem ocorrendo principalmente por causa da redescoberta dos álbuns que gravou na década de 1970. Quando originalmente lançados, ...Maravilhosa (1972), Feito Gente (1975), Vamos Que Eu Já Vou (1977) e Mais Que a Paixão (1978) não obtiveram a mesma repercussão do bem-sucedido material que ela gravou durante o reinado da Jovem Guarda, já que boa parte do público ainda se identificava com a época em que a artista entoava inocentes canções de rock e baladas doces. O mundo, no entanto, girou – juntando elementos de groove, samba-rock, jazz e rock progressivo, esses álbuns posteriormente ganharam um público jovem e diversificado, sempre ávido por novidades. Na década de 1960, a mineira Wanderléa Charlup Boere Salim se tornou um dos maiores ícones femininos da cultura pop brasileira. A jovem descendente de libaneses aparecia nas capas de revistas de circulação nacional, tinha uma boneca feita à sua imagem e uma linha de roupas.

O cabelo loiro e o visual mod londrino que ostentava eram vastamente imitados por garotas adolescentes. Quando Jovem Guarda estreou, em agosto de 1965, na TV Record, a cantora se viu diante da responsabilidade de comandar um dos programas de maior audiência da televisão brasileira. E fazia isso ao lado de Roberto e Erasmo Carlos, os dois maiores astros da época. Wanderléa não esconde que, com tamanha exposição, havia também muita pressão sobre os ombros dela. “Naquele tempo, todas as mulheres queriam ser Wanderléa”, ela reflete. Crescendo em Governador Valadares, Minas Gerais, em um ambiente conservador, a moça se aventurou a ser cantora no Rio de Janeiro e em São Paulo e deixou as amarras para trás. “Existia uma ditadura familiar naquele tempo. E eu só queria mesmo era ser livre. Acredito que com o meu jeito eu tenha contribuído para a soltura e para a autoestima da mulher brasileira.” Hoje, Wanderléa se apresenta resgatando os discos cultuados, além de canções mais recentes. Mas ela não deixa de lado a matéria-prima que a consagrou na Jovem Guarda. Hits como “Pare o Casamento” e “Prova de Fogo” ainda garantem a presença dos antigos fãs em seus shows. “Eu tenho um compromisso com aqueles que viveram o período e gostam daquelas músicas”, pondera. No entanto, a artista afirma que a roupagem musical não tem nada de nostalgia. “O Lalo Califórnia [marido de Wanderléa] criou novos arranjos para aquelas músicas. Assim, eu canto todos os sucessos e os lados B de uma forma diferente.” Para além dos hits e da consagração, a cantora enfrentou perdas e tragédias. Wanderlene, a irmã mais velha dela, morreu vitimada por uma bala perdida quando a futura cantora tinha 10 anos. Até hoje, Wanderléa fica com a voz embargada ao relatar o episódio.

Nos anos 1970, Nanato Barbosa, filho do apresentador Abelardo “Chacrinha” Barbosa com quem ela se relacionou por um longo tempo, ficou paraplégico após um acidente. Tempos depois da separação, Wanderléa se casou com o músico chileno Lalo Califórnia. O casal teve três filhos: Leonardo, Jadde e Yasmin. Em 1984, aos 2 anos, Leonardo morreu afogado na piscina da casa. Em 1994, quem partiu foi o irmão da cantora, Bill, que sofria de aids. Ele era estilista, confidente e braço direito dela. Uma das formas como Wanderléa enfrentou os demônios e afastou a depressão à espreita foi escrever. Na época da morte de Bill, ela começou a colocar no papel tudo o que sentia. A princípio, era apenas um desabafo. “Comecei a escrever como terapia. Eu vivia muitas coisas tensas”, relembra. Com o tempo, ela percebeu que os escritos poderiam servir de base para uma possível autobiografia. Em algumas ocasiões, cogitou o lançamento do livro, mas sempre acabava desistindo. Recentemente assinou um contrato com a Editora Record, que deve colocar a obra no mercado entre o final deste ano e o início de 2017. “Quando eu imaginava o livro, pensava em certos aspectos da minha vida e me questionava: ‘Será que isso vai interessar a alguém?’”, confessa. Wanderléa aos poucos mudou sua visão e passou a acreditar que revisitar os traumas de maneira franca poderia ser positivo. “A morte do meu filho e do meu irmão me abalou muito. No caso do Bill, aquela foi uma época em que as pessoas ainda estavam tentando entender a aids.

Ele ficou dez anos sofrendo com a doença, mas se manteve ativo até o fim, me ajudando com meu figurino e outros aspectos da minha carreira.” A cantora não se preocupou apenas com o conteúdo das páginas mas também com o formato. “O problema é que eu tinha escrito tudo de um jeito muito solto. Eu precisava de alguém para organizar os capítulos e checar as datas e a cronologia.” Ela chamou o jornalista Renato Vieira para cuidar da edição. “Eu tenho histórias incríveis, mas precisava de uma ajuda para afinar os detalhes”, comenta. Dentre os causos, está um Natal que Tom Jobim passou na casa dela em Pasadena, na Califórnia, nos anos 1970. Depois de publicado, o livro ainda vai servir para a elaboração de um musical sobre a vida dela. Apesar de animada com esta vindoura empreitada no campo da literatura, ainda é a música que bate mais forte para Wanderléa. O mais recente trabalho de estúdio é Nova Estação (2013), lançado pela Lua Music. Esse foi mais um disco em que a cantora pôde mostrar sua versatilidade (“Eu comecei como crooner de orquestra cantando jazz, fiz chorinho”, pontua).

O repertório tem bossa nova (“Eu e a Brisa”), standards norte-americanos (“My Funny Valentine”) e chorinho (“Choro Chorão”), entre outros gêneros. Um dos fãs do álbum é o amigo Egberto Gismonti, que a produziu no experimental Vamos Que Eu Já Vou. “Um dia ele me ligou dizendo que o CD é trilha sonora dele quando anda de carro pelo bairro de Santa Teresa, no Rio ?de Janeiro.” Algo com que Wanderléa sonha é um dia mostrar seu lado autoral em canções. Enquanto isso não acontece, ela se ocupa com o novo disco, que deve sair este ano pela gravadora Eldorado. O trabalho ainda não tem nome, mas a cantora adianta que será um songbook de faixas escritas por Sueli Costa. O álbum é fruto de um espetáculo que ela fez em 2013 em Belo Horizonte, com várias músicas da autora. O coprodutor de Wanderléa, o jornalista e pesquisador Thiago Marques Luiz, achou que as interpretações dela para canções como “Jura Secreta” e “20 Anos Blues” deveriam ser imortalizadas em disco. “Adoro projetos novos e a Sueli ainda é uma das maiores compositoras do Brasil”, diz a artista. Segundo Wanderléa, o trabalho está quase concluído. “Faltam apenas duas canções. Estar no estúdio é sempre um exercício para mim.” Assim ela segue, definindo-se como uma artista que transita em uma ponte entre o popular e a elite. “O que vier, eu traço”, conclui.

sábado, 4 de junho de 2016

PM do RS apoia união homoafetiva e soldado usará traje de gala militar em casamento

O caricatural perfil do gaúcho machista recebeu um revés esta semana. O sonho de um soldado de casar vestindo o traje de gala da Brigada Militar (a Polícia Militar do Rio Grande do Sul) deve ser realizado. O casamento é entre Miguel Martins, 29 anos, e seu noivo, o modelo Diego Souza, 21. A corporação, com o peso de quase dois séculos de tradição, surpreendeu e já deu aval para as honrarias da cerimônia. Martins é policial militar desde os 18 anos. Ele e o noivo vivem na cidade gaúcha de Uruguaiana, a 649 km de Porto Alegre, no extremo oeste do Estado, na fronteira com a Argentina. Eles se conheceram há menos de um ano e, fazendo jus a toda e qualquer paixão fulminante, dois meses depois já estavam morando juntos. A união foi se intensificando e o desejo de casar se confirmou. Martins conta que a vontade de usar o traje de gala não fazia parte dos planos do casal. "Não era nossa prioridade para evitar ter toda essa exposição. Surgiu mesmo em resposta ao preconceito a que vínhamos sendo expostos." O militar lembra que colegas de farda compartilhavam em tom de deboche nas redes sociais fotos do casal retiradas do Facebook.

"Primeiro eu levantei a ideia da farda, mas fui muito criticado. Então o Diego disse que casaríamos, sim, comigo de farda. 'Para mostrar que tu tens o mesmo direito que um colega teu hétero', ele falou." A ideia ganhou ainda mais força. O casal, que é conhecido na cidade e frequenta como qualquer outro o círculo militar, resolveu ir adiante. Martins requereu o direito de utilizar o traje aos seus superiores, o que foi aprovado. O mais alto escalão da hierarquia da BM já se pronunciou. "Se para ele é importante casar fardado, assim será", afirmou à reportagem o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Alfeu Freitas Moreira. "Ele tem direito a receber as mesmas honrarias que qualquer outro soldado tem. Esse desejo dele demonstra o seu respeito pela instituição. Ele é muito respeitado na região, é um policial atuante, e nós temos é que incentivar essa questão do casamento", completa o comandante. Martins conta que assumiu sua homossexualidade já dentro da BM, quando tinha 23 anos. "Vivi três anos escondido da tropa. Mas assumi minha homossexualidade dentro justamente porque eu tive total apoio dos meus superiores." Embora tenha conquistado respeito e admiração, ele admite que ainda é vítima de críticas. "Vivemos um preconceito velado, embora seja muito aquém do apoio que eu tenho recebido." E dispara: "Mas falou mal de mim, eu dou parte e vai virar processo. Quem fala o que quer, ouve o que não quer e vai responder pelos seus atos." "É sinal dos tempos. O soldado Martins é o primeiro que vem a público. Mas temos várias outras uniões estáveis homoafetivas na corporação. Isso é uma realidade que a gente tem tratado. Não estamos mais no tempo de sermos radicais. Se é para ser feliz, vamos ajudar. Nossa preocupação é com o bem estar da tropa. E isso não é nada ilegal", avalia o comandante-geral.

Metal da faca do Faraó TUTANCÂMON Veio do Espaço

Um grupo de investigadores internacionais da Itália e do Egito publicaram um artigo na revista ‘Meteoritics and Planetary Science’ que deliciou os aficionados em egiptologia. Os cientistas afirmam que um dos punhais encontrados junto à tumba do jovem faraó Tutancâmon é de procedência extraterrestre. O material utilizado para sua fabricação vem de um meteorito. Os antigos egípcios consideravam o ferro um metal mais valioso do que o ouro, já que não dispunham de minas e não haviam desenvolvido uma cultura de tratamento deste metal, como em outras culturas antigas.

A origem do ferro da lâmina dos punhais era um enigma desde que os descobriram na tumba do faraó, no ano de 1022. O novo achado vem se somar a uma série de fatos extraordinários sobre o faraó, que assumiu o poder aos 9 anos e morreu provavelmente com 18. Seu corpo, descoberto em 1925, foi encontrado com o pênis ereto – não sabe-se como ou porque os egípcios o embalsamaram nesse estado. Outra surpresa é que a análise da múmia revelou que o corpo pegou fogo depois de morto - possivelmente uma combustão espontânea acendida por algum erro no processo químico de embalsamamento. As surpresas não param aí. Este ano, cientistas detectaram sinais de uma câmara secreta na tumba do faraó criança, e agora eles estão em busca de ainda mais tesouros. Através de uma análise utilizando a técnica de fluorescência com raios-X, a equipe internacional de investigadores confirmou que a composição do ferro dos punhais possui concentrações distintas de cobalto e níquel, se assemelhando mais ao ferro procedente dos meteoritos.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Revista americana divulga fotos de príncipe Charles aos beijos com rapaz mais jovem

A capa da revista americana Globe Magazine publicada em 30 de maio mostra fotos do príncipe Charles, da Inglaterra, aos beijos com um rapaz mais jovem. Bastante apelativas, as chamadas da matéria dizem que o sucessor do trono britânico chegou a "humilhar" seus parentes, e que, inclusive, sua esposa Camila Parker-Bowles já teria pedido o divórcio. "O segredo do príncipe foi desmascarado por sequência chocante de fotos.

Fontes no Palácio garantem que a revelação praticamente sepultou as aspirações de Charles rumo à monarquia", diz trecho da matéria. De acordo com a matéria, a rainha Elizabeth II, mãe de Charles, estaria arrasada com a descoberta e estaria planejando ignorar o filho na linha sucessória e entregar a coroa ao neto, William, casado com Kate Middleton. Se isso de fato aconteceu, seria motivo para uma crise na "discreta" monarquia britânica? A rainha tiraria Charles da linha sucessória pela traição, ou pelo fato de ele ser gay? Ficam aí alguns questionamentos que valem a reflexão. Afinal, que tipo de imagem a realeza quer passar? Boa liderança, ou moral e bons costumes?

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Próximo “Sexta-Feira 13” vai mudar a origem de Jason

O mais recente filme da série é de 2009 e era uma espécie de reboot, um recomeço para lançar Jason para as novas gerações. Não deu muito certo e o matador continua quietinho em seu canto, mas há planos para mais uma “aventura”. Em conversa com o site TheReelWorld, o produtor Brad Fuller contou que há um roteiro escrito por Aaron Guzikowski que dá uma nova história de origem para a criatura. “A história de Aaron tem grandes personagens... você tem que entender Jason Voorhees, então a gente tem de ir lá para trás. A gente meio que começou de novo e retrabalhamos do nosso jeito. É uma história de origem, mas é uma que ninguém viu antes. Claro que Pamela [mãe de Jason] está lá, mas é um pouco diferente do que você viu antes”. Jason surge como um garoto que teria morrido afogado em Crystal Lake, um acampamento para estudantes. Por isso, sua mãe, Pamela, sai caçando os jovens que ali estão trabalhando para reabrir o lugar. Ela quer impedir isso, uma vez que seu filho morreu ali por descuido dos monitores. Isso aconteceu no primeiro filme da série, lançado em 1980. De lá para cá, foram onze filmes próprios de Jason e um coestrelado com Freddy Krueger. O novo Sexta-Feira 13 tem estreia marcada para 13 de janeiro de 2017, mas isso dificilmente vai acontecer, até porque as filmagens nem começaram.

"Escrava Mãe" surpreende em estreia repleta de acertos

Pela lógica, seria difícil apostar em "Escrava Mãe" como uma boa novela. Terceirizada, tal qual havia ocorrido pela última vez na Record com a fracassada "Metamorphoses", e adiada seguidamente pela própria emissora como se não houvesse confiança no seu potencial, gerava uma expectativa no máximo mediana. Mas televisão, bem sabemos, não é ciência exata. A primeiramente sucessora de "Os Dez Mandamentos" acabou escalada para abrir uma nova faixa de dramaturgia no canal. E parece ter de tudo para fazer isso com chave de ouro. "Escrava Mãe" possui qualidades em todos os seus aspectos. A imagem tem ares cinematográficos. E tudo bem que a dificuldade das missões não se equivale, mas sua reprodução do Brasil imperial é superior a do Antigo Egito feita por "Os Dez Mandamentos". Há um evidente cuidado em imprimir fidelidade aos cenários da época, inclusive nas gravações externas. O texto de Gustavo Reiz também se mostra acertado, com um tom que consegue soar convincente sem apelar para rebuscamentos. O rápido prólogo também serviu como um bom guia do que o telespectador pode aguardar.

A narração de Zezé Motta nos momentos de maior didatismo é outro trunfo, já que poupa cenas desnecessárias, explicando pontos-chave de forma mais dinâmica. Na média, as interpretações também se mostram melhores que as das mais recentes novelas bíblicas. O único porém, esse incorrigível agora, é a falta de oportunidade de alterar eventuais tramas rejeitadas, já que o folhetim entra no ar inteiramente gravado. Curiosamente, se "Escrava Mãe" peca por tamanha antecipação em suas gravações, não há nem definição sobre se ela terá (e caso sim, qual será a) sucessora. Pela qualidade apresentada e a possibilidade de diversificar o leque dramatúrgico com mais tramas “alternativas” na sequência, fica a torcida para que sim, concretizando uma possível mudança de status de "Escrava Mãe" de colocada no ar “por obrigação” para precursora de sucessos, quem sabe? Em termos de audiência, no ar das 19h34 às 20h42, o primeiro capítulo registrou média de 13,2 pontos e uma vice-liderança tranquila, de acordo com dados prévios do Ibope na Grande SP. Na mesma faixa, o SBT teve 6,9 pontos, a Band marcou 3,8 e a Globo liderou com 26,9, exibindo a também estreia de "Haja Coração" e trecho inicial do "Jornal Nacional".

Mary Poppins Returns | Filme com Emily Blunt ganha data de lançamento oficial

A Disney oficializou o novo filme de Mary Poppins, que terá Emily Blunt no papel principal. Com o título de Mary Poppins Returns, a produção chega aos cinemas em 25 de dezembro de 2018 (via Variety). Lin-Manuel Miranda, do musical Hamilton e da trilha sonora de Moana, também esta no elenco do filme, que será dirigido por Rob Marshall. David Magee (As Aventuras de Pi) escreve o roteiro, baseado novamente nas histórias de P.L. Travers. Enquanto Blunt será a protagonista, Miranda fará o papel inédito de Jack, responsável por manter as luzes da rua acesas. Baseado em materiais dos sete romances adicionais de Travers, a produção será situada na em Londres durante a Grande Depressão (quando as histórias foram escritas originalmente), mostrando Jane e Michael Banks já crescidos e o último com três filhos. Depois de uma grande perda, eles recebem a visita de Poppins. Com suas habilidades mágicas e a ajuda de seu amigo Jack, ela ajuda a família a redescobrir a alegria que estava faltando em suas vidas. Entre os planos de live-action da Disney está Cruella, com Emma Stone, e um novo A Pequena Sereia.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

"TV Mulher" relembra entrevista com Elis e reestreia com Maria Rita

Maria Rita é a convidada de estreia do novo "TV Mulher", que começa a ser exibido pelo canal pago Viva a partir da próxima terça (31). Ela apareceu no primeiro episódio do programa original, no início dos anos 80.

Durante entrevista histórica da mãe, Elis Regina, para a jornalista Marília Gabriela, a cantora participou involuntariamente do bate-papo. De uniforme escolar e com botas amarelas, ficou no colo de Elis, passeou pelo estúdio e, sempre de cara fechada, se negou a dar tchau a pedido da apresentadora. Mais de trina anos depois, a cantora gravou com Gabi o episódio inédito do "TV Mulher". Assim como a mãe fez quando ela era criança, Maria Rita levou a filha, Alice, para a gravação. Marília Gabriela se emocionou e fez um registro do momento. "Foi uma barra conter a emoção na gravação do primeiro programa 'TV Mulher' da temporada. Trinta e seis anos depois da estreia, em que entrevistei sua mãe e minha amiga querida Elis Regina, Maria Rita, que estava com 3 aninhos e com ela naquele dia, foi minha primeira convidada e me fez a surpresa (quase desmaiei em cena) de trazer sua filha Alice com... Três anos de idade!", disse a apresentadora no Instagram.

Produzido em dez episódios, o novo "TV Mulher" terá como integrantes Fernanda Young, Flávia Oliveira, Gabriela Mansur, Ivan Martins, Regina Navarro Lins e Ronaldo Fraga. O universo feminino continuará sendo o assunto principal da atração, que virá com novidades, como pautas sobre o mercado de trabalho e direitos e deveres das mulheres (aborto, violência doméstica, assédio, entre outros). O quadro sobre sexo, que no formato original era apresentado pela senadora Marta Suplicy, ganhará novo nome -- de "Comportamento Sexual" passa a se chamar "Muito Prazer". Ao final de cada programa, a apresentadora baterá um papo com personalidades conhecidas do público. Além de Maria Rita, estão previstas entrevistas com Anitta, Glória Maria, Alexandre Nero e Juliano Cazarré. 

"TV Mulher" Estreia: 31 de maio Horário principal: 22h30 (às terças) Horários alternativos: sábado, às 21h; e domingo, às 19h.

sábado, 21 de maio de 2016

Ana Hickmann sofre tentativa de homicídio em hotel de Minas Gerais

Ana Hickmann sofreu uma tentativa de homicídio na tarde deste sábado (21), em um hotel em Belo Horizonte (MG). Um homem chamado Rodrigo Augusto de Pádua, de 30 anos, invadiu o quarto onde ela estava hospedada e tinha intenção de atirar na apresentadora, segundo informações da Polícia Militar. Ele se dizia fã de Hickmann e foi morto pelo cunhado da artista. "Um fã teria se aproximado, atirado e uma assessora que não é parente da Ana Hickmann foi baleada, levada ao hospital Biocor e passa bem. Ana não foi atingida", informou um tenente da Polícia Militar de Belo Horizonte à repórter do "Brasil Urgente", da Band.

Outro major disse que o acusado estava hospedado no mesmo hotel de Ana. O "Cidade Alerta", da Record, informou que a cunhada e assessora de Ana Hickmann, Giovana Oliveira, levou dois tiros, um no abdome e outro no braço. Ela realizou procedimento cirúrgico que durou cinco horas, noticiou o jornalístico. De acordo com o Boletim de Ocorrência, o suspeito estava no corredor do 9º andar do hotel, abordou o cunhado de Ana Hickmann, Gustavo, e o levou até o quarto. O suposto fã fez a apresentadora, o cunhado e sua mulher de reféns e obrigou os três a se sentarem de costas para ele, informou o programa da Band. Em seguida, o indivíduo começou a destratar a vítima com palavras pejorativas e de baixo calão. O cunhado, Gustavo, levantou-se e foi em direção ao criminoso, Rodrigo, que efetuou dois disparos em Ana Hickmann, mas os tiros feriram a assessora, informou o Boletim de Ocorrência. Segundo o boletim, "as vítimas saíram correndo do apartamento, e Gustavo entrou em luta corporal, conseguindo desarmar o agressor". Ana Hickmann ainda está no hotel, segundo o "Cidade Alerta", prestará depoimento no 22º Batalhão da Polícia Militar e irá ao hospital saber o estado de saúde da assessora. "As pessoas --inclusive eu-- ficaram comovidas após a notícia, que chegou através da dona do showroom", disse o profissional encarregado pelas fotos do evento em entrevista à reportagem da Band. O "Brasil Urgente" também informou a resposta do hotel Caesar Business, na zona sul de Belo Horizonte, onde Ana estava hospedada. Ela lançaria sua coleção de roupas na cidade. "Em comunicado, o hotel lamenta que no local Ana tenha sido vítima de ataque de um suposto fã". Nas redes sociais, famosos repercutiram o atentado sofrido por Ana Hickmann e desejaram melhoras para a cunhada dela. A ex-BBB Ana Paula Renault disse que o incidente ocorreu ao lado de sua antiga residência e desejou melhoras à cunhada da apresentadora do "Hoje em Dia"."Senhor do bom Jesus! Ao lado da minha antiga residência. Que horror... Orando pela cunhada da Ana Hickmann", disse a ex-BBB. Mariana Leão, ex-apresentadora do "Hoje em Dia" e atualmente no "Melhor Pra Você", da RedeTV!, desesperou-se com a notícia sobre a ex-colega de Record. "Estou chocada com a notícia terrível da tentativa de homicídio contra a Ana. Que mundo é esse? Quanta maldade! Aninha, Deus está com você", escreveu no Instagram.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Diretor de "O Exorcista" diz que filmou exorcismo real no Vaticano

Um dos eventos mais concorridos de Cannes não foi com Marion Cotillard ou Russel Crowe, mas com um senhor de 80 anos que se tornou um mito do cinema: William Friedkin, diretor de clássicos como "O Exorcista" (1973) e filmes de ação cheios de testosterona como "Operação França" (1971), vencedor de cinco Oscars. Friedkin foi convidado a dar a tradicional lição de cinema, em que conversa com um crítico francês e comenta sequências de seus filmes diante de uma plateia. O poder do homem é tamanho que a aula aconteceu numa sala no quinto andar do Palais e havia gente lotando até o piso do quarto andar e chegando duas horas antes para tentar um lugar no concorrido evento. Nem todo mundo entrou.

Muito bem para os seus 80 anos, ele fez piada o tempo todo sobre os seus fracassos comerciais – seus quatro primeiros longas foram péssimos de bilheteria, antes que viesse o sucesso de "Operação França". "O sucesso desse filme foi tão grande que, depois dele, eu teria conseguido dinheiro de Hollywood até para filmar o bar mitzvah do meu sobrinho", brincou. Ele decidiu filmar na sequência o thriller "O Comboio do Medo", filmado nas florestas e encostas da República Dominicana – um daqueles projetos megalomaníacos e cheios de dor de cabeça na linha de "Apocalypse Now". Boa parte dos críticos considera sua obra-prima, mas foi outro grande fracasso de público. Logo antes de exibir uma sequência de "O Exorcista", veio a notícia que ninguém esperava: ele teria sido convidado por uma autoridade do Vaticano a filmar, no último dia 1° de maio, um exorcismo real que teria acontecido lá mesmo, em Roma. "Foi uma experiência estarrecedora. Nunca mais serei o mesmo depois disso", declarou. O diretor, no entanto, não explicou o que pretende fazer com essas imagens – se é que elas de fato existem. Suas relações com o Vaticano teriam se iniciado nos anos 70, na época das filmagens de "O Exorcista", inspirado num caso real de exorcismo ocorrido com um garoto de 14 anos em Saint-Louis, no Missouri, em 1949. Segundo o diretor, autoridades da Igreja italiana teriam pedido que ele filmasse uma menina possuída em vez de um menino, para não atrair atenção para o caso. O que dizer? Pode ser tudo mentira mas, como demonstra sua obra-prima, Friedkin é um mestre em fazer o público acreditar até nas coisas mais absurdas. Num festival como Cannes, ninguém há de contestar suas histórias, que podem ser bem mais divertidas que a vida real, na qual não filma há cinco anos. Seus últimos projetos, acima da média, foram os thrillers "Possuídos" (2006) e "Killer Joe – Matador de Aluguel" (2011).

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Ex-BBB Laércio é detido por estupro de vulnerável em Curitiba

O ex-BBB Laércio de Moura, 53, foi detido em Curitiba, na manhã desta segunda-feira (16), sob a suspeita de estupro de vulnerável e de oferecer bebida alcoólica a menores. A informação foi confirmada ao UOL pela assessoria de imprensa da Polícia Civil do Paraná. A detenção do ex-BBB aconteceu por conta de uma ação do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria).

Ele foi detido em seu apartamento, no bairro do Batel. Desde que Laércio foi anunciado como participante do "BBB16", surgiram nas redes sociais várias denúncias de que ele se envolvia em sexo com meninas menores de idade e oferecia álcool a elas. Dentro do programa, a participação do designer de tatuagens também foi polêmica. Ana Paula brigou com ele e o acusou de ser pedófilo, por ele ter encarado fixamente Munik, de 19 anos, enquanto ela dançava em uma das festas e ter feito gestos obscenos direcionados às mulheres da casa. O brother também disse no reality que gosta de "novinhas" e admitiu ter vivido um "triângulo amoroso" com meninas de 19 e 17 anos.. Mesmo depois de ter sido aconselhada a se desculpar com o brother, Ana Paula reiterou sua opinião e disse que, para ela, quem mantém relações sexuais com menores de idade é pedófilo. A jornalista e o designer se enfrentaram no paredão e ele acabou eliminado, com 54% dos votos. Após deixar o confinamento, o curitibano chegou a declarar que cogitava processar a mineira por conta da acusação, mas parece que ele não levou a ideia adiante. Um dia depois de o "BBB16" chegar ao fim, Ana Paula disse que ainda "estava esperando" o processo do colega.

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