domingo, 25 de setembro de 2016

Melhor atriz em Gramado, Andréia Horta sonhou com Elis por meses

A cinebiografia "Elis" foi exibida pela primeira vez para o público no Festival de Gramado. Os 1.100 lugares do Palácio dos Festivais estavam lotados para a sessão, que abriria a mostra competitiva, na noite de 27 de agosto. Após a última nota de "Velha Roupa", música que fecha o longa-metragem de Hugo Prata, a plateia ficou no mais absoluto silêncio. Ninguém se levantou. A não ser a protagonista, que estava na sala, acompanhada pelo pai, e foi assolada por ansiedade incontrolável. "Foi me dando um suor, foi me dando um desespero", diz Andréia Horta, 33. Ela então decidiu: "Bora, pai, bora! Fracassei, fracassei, vamo embora". Os dois se levantaram no momento em que a luz foi acesa e o público se levantou para aplaudir. Dias depois, ela levaria o prêmio de melhor atriz por um papel que já era dela há muito tempo. Pelo menos em sua cabeça.

Corta. Dezenove anos atrás, quando era adolescente, Andréia viu uma foto de uma cantora da época dos seus pais. Ela tinha o cabelo cortado "à la garçonne", como Mia Farrow nos filmes de Woody Allen. Sem saber quem era Elis Regina, a atriz passou anos em Juiz de Fora (MG), onde cresceu, com o cabelo Joãozinho inspirado pela ousadia da cantora. Aos 19 anos e já estudando teatro em São Paulo, onde faria parte do grupo Teatro da Vertigem, ela se deparou com uma biografia de Elis, escrita por Regina Echeverria. "Foi uma cabeçada. Um encontro com uma força da natureza." Foi aí que passou a mentalizar: um dia interpretaria a cantora, que viveu de 1945 a 1982. "Comecei a mandar isso para o universo." E para amigos. Falou com um conhecido, produtor de teatro, do desejo íntimo. No dia seguinte, ele ligou e se ofereceu para ir a campo encontrar alguém que estivesse fazendo uma peça sobre a cantora. Ela disse que ainda não era hora. Anos depois, já trabalhando para a Rede Globo e morando no Rio, leu que a vida de Elis viraria um filme. Levou o tema para a sessão de análise, e achou que pararia por aí. Por pouco não parou. Saiu para jantar com um colega no Leblon na mesma semana. Ele encontrou a sua melhor amiga, Patricia Andrade, que fez o roteiro do longa com Nelson Motta. Patricia sentiu "um ar" de Elis na jovem, e ligou para o diretor Hugo Prata.

Hugo e Andreia se encontraram no Forte de Copacabana para tomar um café. Mas ela não foi com o intuito de pedir o papel. "Vim saber qual é o seu filme, para ver se quero fazer parte dele", disse ao diretor, que relembra a história aos risos. Ele já a conhecia da série "Alice" (2010) e queria trabalhar com ela. Anos se passaram até a verba para o filme sair. Mas, quando a parceria finalmente ia se concretizar, havia uma novela no meio do caminho, e as agendas colidiam. Ela saiu do projeto e ele teve abrir testes com outras atrizes. Meses se passaram de novo até Andréia sair da escalação do folhetim. "Tive que chamar ela para fazer teste, ou seria injusto com as outras", diz o diretor. Ela foi para a audição caracterizada. Ganhou o papel com que sempre sonhou, diz o diretor, "no silêncio, no olhar".
DE NOVO, ELIS
É em silêncio que Andréia entra no Papo Pinga e Petisco, bar da praça Roosevelt onde em 1964 funcionava a boate Djalma's, primeiro lugar em que Elis se apresentou em São Paulo. A cantora gaúcha moraria ali perto por anos. A atriz parece menor na vida do que na tela - qualidade peculiar a quem domina seu ofício. Acabou de cortar o cabelo, que estava na altura do ombro para a novela histórica "Liberdade, Liberdade", que chegou ao fim em agosto. Trocou o estilo batidinho de Elis por um corte enviesado. Mas ainda há nas ua cabeça ideias idênticas às da cantora. No filme, Elis prevê que uma ditadura cultural viria depois da Ditadura Militar. E que seria pior. "Meu amigo, eu concordo. Não vou dizer que a de hoje é pior, porque toda censura é uma merda, mas é ruim", diz Andréia, que é contratada da Globo. Mas tem consciência de classe. "Sei que 1% dos artistas conseguem viver do seu trabalho, se muito." Trabalha como uma operária da arte. Emendou as gravações do longa com as da novela, que classifica como "atletismo emocional". Na reta final, teve de ser afastada por ordem médica. A imprensa falou em esgotamento. "Não foi estafa. Tive a primeira crise de labirintite da minha vida. Era por cansaço mental." Pela primeira vez em dois anos está sem personagem. "Não tô ansiosa não. Eu amo trabalhar, mas é preciso saber lidar com a pausa." Faz parte da labuta para si mesma viajar sozinha. Já desbravou, em viagens solo, Cuba, Áustria e França. "Esse foi o primeiro fim de trabalho que não deu para ir viajar imediatamente."

O filme nem estreou (entra em cartaz em 24 de novembro), mas a imprensa televisiva já dá como certo que será ela a interpretar Elis numa série de dez capítulos que a Globo deve gravar em 2017. Perguntada se o papel será de novo dela, Andréia faz silêncio. Sorri. E sai pela tangente: "É prematuro falar. Mesmo". Da primeira vez que nos encontramos, no set de filmagem em agosto de 2015, ela começou a verter lágrimas segundos após começar a falar de Elis. "Eu penso tanto nela que sonho com ela todo dia", disse, à época. O mercado imobiliário dos seus sonhos já tem outros inquilinos, mas falar de Elis Regina ainda traz algo. "Ela me emociona. Sempre vai."

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Governo Alckmin-Sem reajuste salarial há mais de dois anos, professores podem entrar em greve em SP

A APEOESP-Sindicato dos Professores do Estado de SP-programa nova assembleia para reinvindicar reajuste salarial.
A assembleia terá como eixos centrais o reajuste emergencial do salário de 16,6%, para repor a inflação acumulada desde julho de 2014, data do último reajuste salarial dado aos educadores paulistas.

Os professores defenderão também a implementação da meta 17 no PNE (Plano Nacional de Educação). Essa meta defende a equiparação salarial do profissional de educação com os outros profissionais com formação em nível superior. A Lei do Piso (Lei nº 11.738 de 16 de julho de 2.008) também será defendida. Atualmente, o governo Geraldo Alckmin (PSDB/SP) não cumpre com a mesma, não respeitando a jornada de trabalho dos professores, que deveriam ficar com os alunos por apenas 2/3 de sua jornada semanal e hoje esse número não é respeitado, os professores passam 4/5 de sua jornada em sala de aula.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Santo de "Velho Chico"-Domingos Montagner morre após mergulho no Rio São Francisco

O ator Domingos Montagner, que interpreta Santo em "Velho Chico", morreu aos 54 anos nesta quinta-feira (15), informou a TV Globo. O ator estava desaparecido após um mergulho no rio São Francisco na cidade de Canindé de São Francisco desde 14h30 desta tarde. As equipes de busca encontraram o corpo do ator preso nas pedras a 30 metros de profundidade, perto da Usina de Xingó, em Sergipe. Segundo informações da emissora, ele gravou cenas da novela pela manhã e em seguida entrou no rio. Ele estava acompanhado da atriz Camila Pitanga, que ao notar que o colega não retornava, avisou a produção, que iniciou imediatamente as buscas pelo ator. Segundo o delegado de Canindé Antônio Francisco Oliveira Filho, Pitanga revelou em depoimento que ela e Montagner estavam de folga das gravações e, depois de almoçar, resolveram mergulhar no rio, num local conhecido como prainha do Canindé. "Os dois entraram na água e a correnteza ficou forte de repente. Camila nadou rápido e conseguiu abraçar uma pedra. Ela chegou ver o Domingos nadar contra a correnteza, mas ele cansou e afundou," disse o delegado ao UOL. Oliveira Filho também ouviu depoimentos de dois pescadores, que estavam próximos dos atores e foram os primeiros a prestar socorro. Ele confirmou que a região não é apropriada para banho, mas que não há placa de aviso no local. "Não existe placa alertando contra o banho porque todo mundo que mora aqui sabe que é perigoso e também avisa aos turistas", explicou o delegado, há nove anos da região. "O local do desaparecimento foi o pior lugar para se tomar banho.

Ali há um encontro das águas e formam-se redemoinhos. Realmente é onde o rio é mais complicado, há vários retornos da água" contou o soldado Carlos Santos, da PM de Sergipe e que faz buscas no local. Um funcionário do restaurante Caçuá, bem próximo de onde os atores estavam, contou ao UOL que ouviu os gritos de socorro da atriz Camila Pitanga. "Primeiro achamos que era alguma gravação da novela. Só demos conta quando ouvimos os gritos de socorro da Camila. Ela estava chorando e desesperada" explicou ele. Domingos Montagner nasceu em São Paulo em 26 de fevereiro de 1962. Sua carreira artista começou em 1980, no circo, na companhia de teatro La Mínima. O ator só foi para a TV em 2008, quando participou do seriado "Mothern", do GNT. Ele trabalhou em produções como "Força Tarefa" e "Divã" antes de estrear nas novelas em 2011, com "Cordel Encantado". Desde então, ele trabalhou em várias novelas da Globo, como "Salve Jorge", "Joia Rara" e "Sete Vidas". Ele estava reservado para "O Que nos Une", novela de Lícia Manzo prevista para 2017. Considerado um galã das novelas, o ator dizia que o rótulo podia ser traiçoeiro. "Isso não muda muito, pode ser uma armadilha. Não me incomoda mas também não altera em nada. Mas pode reduzir a possibilidade de trabalhar o personagem. Os rótulos reduzem. Sou palhaço também, é uma antítese", disse ao UOL em 2015. Nos cinemas, Montagner estreou em 2009, com o filme "Paredes Nuas". Recentemente, ele pôde ser visto em "Um Namorado da Minha Mulher", com Ingrid Guimarães. Ele estava no elenco do filme "O Rei das Manhãs", que deve estrear no próximo ano. O ator deixa a mulher, Luciana Lima, e os filhos Leo, Antonio e Dante.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Christian Grey e Anastasia Steele: "50 Tons Mais Escuros" ganha 1º trailer

Christian Grey e Anastasia Steele estão de volta. O primeiro trailer do filme "Cinquenta Tons Mais Escuros", previsto para estrear em fevereiro de 2017, foi revelado nesta terça-feira (13).

O vídeo, com cerca de 2 minutos de duração, mostra Christian Grey (Jamie Dornan) tentando reconquistar Anastasia Steele (Dakota Johnson), que impõe uma condição: "Dessa vez, sem regras, sem castigos. E chega de segredos". O trailer é envolto em mistério durante um sensual baile de máscaras --uma cena importante na trama literária escrita por E.L. James--, tudo ao som de uma versão de "Crazy In Love", de Beyoncé, na voz do cantor norte-americano Miguel. O ator canadense Eric Johnson, conhecido por interpretar o personagem Whitney Fordman na série "Smallville", vive o antagonista Jack Hyde. Bella Heathcote e a veterana Kim Basinger aparecem no filme como mulheres do passado de Grey.

Dirigido pelo norte-americano James Foley, a sequência de "Cinquenta Tons de Cinza" repete a estratégia do primeiro longa da trilogia, que foi lançado em 13 de fevereiro de 2015 (data do Dia dos Namorados nos Estados Unidos) e arrecadou mais de US$ 560 milhões no mundo todo. O romance de teor sadomasoquista virou febre mundial e conquistou primeiro leitores e, depois, telespectadores no mundo inteiro. Na época de lançamento, o filme foi criticado por, bem diferente do livro, ser pouco explícito nas relações entre os personagens.

sábado, 10 de setembro de 2016

TV DIGITAL NO BRASIL-77 milhões de pessoas podem ficar sem sinal de tv aberta

As emissoras de TV estão enfrentando dificuldades para digitalizar seus sinais em municípios pequenos e cumprir o cronograma definido pelo governo. Entre 2019 e 2023, haverá o desligamento do sinal analógico nessas regiões, impactando uma audiência estimada em 77 milhões de pessoas. Os diretores dos principais canais brasileiros já demonstram preocupação com o assunto. Em conversa com o NaTelinha, o diretor de tecnologia da Globo, Raymundo Barros, defende o compartilhamento de infraestruturas entre as emissoras como um caminho para atingir a meta e evitar que 4244 municípios fiquem sem TV aberta. "O número de 77 milhões representa o total de habitantes das cidades que serão desligadas entre 2019 e 2023. No caso da Rede Globo, já cobrimos hoje 20 milhões desses habitantes. O grande desafio para a Rede Globo será digitalizar os 57 milhões de habitantes hoje não cobertos e acreditamos que uma forma inteligente e viável de endereçar essa questão é buscar o compartilhamento de infraestrutura entre todas as Redes, não apenas abrigo, torre e energia, mas também com antenas e transmissores modulares. Essa é uma forma de vencer este grande desafio e cumprir a meta", explica o diretor.

Segundo Barros, este é um processo que exige a união de todas as partes. "Essa colaboração é fundamental para acelerar a implantação do sistema e para esclarecimento da população. O Japão, por exemplo, fez um processo de switch off que deve ser seguido. Para que a migração acontecesse de forma satisfatória foram visitados 20 milhões de domicílios". A Globo atualmente cobre 100% dos habitantes cujos municípios têm o desligamento previsto para o final de 2016, e 97% e 88% dos moradores que passarão pelo mesmo processo em 2017 e 2018, respectivamente, com 547 estações digitais no ar em todo o Brasil. "Outro fator importante para atingir a meta, além dos investimentos e compartilhamento de infraestruturas, é o processo de ações efetivas de comunicação. A Rede Globo realiza diversas ações voluntárias como campanhas nacionais e treinamentos para o varejo e antenistas. Uma ação muito representativa, por exemplo, é a Patrulha Digital, na qual investimos na formação de multiplicadores nas localidades que estão sendo digitalizadas. Com parceiros locais, capacitamos jovens de cursos técnicos do SENAI para que tirem dúvidas da população e auxiliem na correta instalação dos equipamentos. Além disso, conforme mencionei anteriormente, o compartilhamento de infraestrutura entre as redes é uma das formas de endereçar esse desafio. Muitas dessas retransmissoras estão em municípios pequenos com 10, 15 mil habitantes e são hoje operadas pelas próprias prefeituras. Como já compartilham o mesmo local para todos os canais a cooperação entre as emissoras para a manutenção do site compartilhado e uso de equipamentos comuns tem ganhos significativos", finaliza o executivo da Globo.

Roberto Franco, diretor de redes e afiliadas e assuntos regulatórios do SBT, aponta a crise financeira de algumas prefeituras como outro fator que dificulta a digitalização nestes locais. "O SBT tem tomado todas as providências para que nenhuma cidade fique de fora. Existe uma grande dificuldade, que no passado foi atendida pelas prefeituras, mas que no presente não tem como financiar como fizeram antes. As emissoras e o governo encontrarão uma solução para manter o acesso de todos os brasileiros a esse meio tão importante que é a TV aberta", diz ao NaTelinha.

A Record, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que está investindo em ampliar sua cobertura e tendo que lidar com o desafio de conquistar concessões de outros canais: "A Record está investindo em ampliar a cobertura digital em todo o país. Temos um desafio em algumas cidades que ainda dependem da concessão de novos canais, parcerias com prefeituras e transmissores adequados. Em alguns casos, a recepção que hoje é feita por parabólica, pode passar a receber sinal livre, aberto, gratuito e terrestre". E também citou a parceria com as prefeituras: "Em várias regiões do país o sinal das emissoras abertas é disponibilizado em parceria com as prefeituras. Nesse modelo é interessante que sejam oferecidos para a população vários sinais de emissoras, democratizando o acesso ao principal veículo de informação, lazer, cultura e prestação de serviços que é a televisão aberta". 

Procurada, a assessoria da RedeTV! emitiu a seguinte nota: "A RedeTV! está se capacitando para a substituição de seus transmissores nas retransmissoras do interior do Brasil juntamente com suas afiliadas". Das cinco grandes redes, a única que não deu retorno sobre o assunto foi a Band. Já a Entidade Adminstradora da Digitalização (EAD) informou que é responsável em operacionalizar todos os procedimentos na migração do sinal analógico da televisão para o digital até o ano de 2018. Portanto, todos os assuntos referentes à digitalização a partir desta data fica fora da competência do órgão.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Fátima Bernardes e William Bonner se separam após 26 anos de casamento

Fátima Bernardes e William Bonner anunciaram a separação, após 26 anos de casamento. O titular do "Jornal Nacional" e a apresentadora do "Encontro" divulgaram a notícia no Twitter, na noite desta segunda-feira (29), após o fim do telejornal da Globo. "Em respeito aos amigos e fãs que conquistamos nos últimos 26 anos, decidimos comunicar que estamos nos separando. Continuamos amigos, admiradores do trabalho um do outro e pais orgulhosos de três jovens incríveis. É tudo o que temos a declarar sobre o assunto.

Agradecemos a compreensão, o carinho e o respeito de sempre. William e Fátima", publicaram Bonner e Fátima na rede social. Casal 20 do jornalismo da Globo durante mais de 20 anos, Bonner e Fátima se conheceram em 1989, quando o jornalista mudou-se para o Rio de Janeiro para apresentar o "Jornal da Globo" ao lado da então colega. Os dois se apaixonaram e casaram em 1990.Bonner dividiu o telejornal com Patrícia Poeta e, depois, com Renata Vasconcellos. Fátima reapareceu no "Jornal Nacional" em abril de 2015, no especial de 50 anos da Globo, e julho deste ano, durante o "Criança Esperança". A repercussão da separação do casal ganhou repercussão instantânea na internet, gerando uma chuva de memes, teve até "Plantão da Globo". "Fátima" chegou a ser o assunto mais comentado no Twitter minutos após a divulgação do término do casamento.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Morre Goulart de Andrade aos 83 anos, 61 deles dedicados ao jornalismo

Morreu hoje, 23 de agosto, no Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, o jornalista Luis Felipe Goulart de Andrade, aos 83 anos. O jornalista enfrentava problemas no sistema cardiorrespiratório, que se agravaram nos últimos dias. Luiz Felipe Goulart de Andrade, nascido no Rio de Janeiro em 6 de abril de 1933, foi jornalista, publicitário, radialista, ator, diretor, diretor de Cinema e TV e empresário do setor de comunicação.

Atualmente, comandava o programa “Vem Comigo”, exibido aos domingos, às 23h, aqui na TV Gazeta, onde os alunos da Faculdade Cásper Líbero tinham uma aula prática de jornalismo pautada pela história do mais antigo repórter da TV brasileira. Goulart de Andrade viveu intensamente a carreira de repórter, que é a melhor maneira de ser jornalista. Goulart tinha 83 anos de vida e 61 de profissão, mais de meio século de atividade intensa e inquieta que transformou a linguagem da TV com sua reportagem narrativa. No acervo pessoal, que hoje está na Sala Cinemateca, há mais de 12 mil horas de gravações do “Comando da Madrugada”, marca que foi criada por ele na Rede Globo, no final da década de 1970 e que hoje é objeto de estudo dos alunos da Faculdade Cásper Líbero. Goulart deixa a mulher, Margareth Bianchini, com quem viveu nos últimos 13 anos e não teve filhos. Também deixa três filhos, três netos e uma bisneta.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Morre Elke Maravilha aos 71 anos no Rio de Janeiro

Elke Maravilha morreu na madrugada desta terça-feira (16) aos 71 anos. A atriz estava internada há quase um mês na Casa de Saúde Pinheiro Machado, no bairro de Laranjeiras, Rio de Janeiro, após uma cirurgia para tratar uma úlcera. Bastante abalado, o irmão da atriz, Frederico Grunnupp, confirmou a informação ao UOL.

"Ela teve complicações após a operação e também tinha diabetes. Ela não estava mais respondendo aos remédios", explicou ele. O laudo médico ainda não foi liberado, mas segundo Frederico a atriz sofreu falência múltipla dos órgãos por volta da 1h. Natasha Grunnupp, sobrinha de Elke, falou sobre os últimos dias dela no hospital. "Mesmo no hospital ela estava sempre muito feliz, sempre aquele ar de felicidade, a gente estava preocupado com as partes técnicas, vendo a situação, mas ela não. Ela passou por uma cirurgia no sábado porque um dos pontos da primeira cirurgia tinha estourado e depois disso piorou". Conhecida principalmente por sua irreverência e extravagância, Natasha e a família querem levar só os bons momentos que passaram ao lado de Elke. "As gargalhadas dela...Vai fazer uma falta enorme. Ela era a mãe de todos, de todas as raças, de todas as culturas, vai fazer falta mesmo.

A gente deseja também que ela consiga seguir o caminho dela, ela falava que ela já estava preparada e pronta, que seja uma passagem feliz". No Facebook oficial da atriz, uma mensagem avisando os fãs também foi publicada pouco depois da uma da manhã. "Avisamos que nossa Elke já não esta por aqui conosco. Como ela mesma dizia, foi brincar de outra coisa. Que todos os Deuses, que ela tanto amava, estejam com ela nessa viagem". A família ainda não divulgou informações sobre o velório e funeral de Elke. Nascida na Rússia, a modelo e atriz Elke Georgievna Grunnupp, mais conhecida como Elke Maravilha, alcançou fama ao participar como jurada de programas de calouros de Chacrinha e Silvio Santos.

Ela disse, em entrevista ao UOL na 25ª edição do Prêmio da Música Brasileira, em 2014, que não sentia falta do ex-patrão do SBT. "Sinto saudades do Chacrinha, do Silvio Santos não sinto a menor falta. Gosto de respeito", declarou. Tornou-se amiga de Zuzu Angel, antes de ser lançada na TV, após conhecê-la em 1970 no salão do cabeleireiro Jambert. A história da estilista foi contada nos cinemas em 2006. No longa, Elke foi interpretada pela atriz Luana Piovani e fez uma participação especial. Ela, que se considera anarquista, enfrentou a tortura da ditadura e chegou a ficar presa por seis dias. Conseguiu ser libertada por intermédio de Zuzu, que enviou um delegado para tirá-la da prisão. Desde que surgiu, Elke Maravilha chamou atenção pelo estilo irreverente. Inicialmente, aos 18 anos, recebeu críticas pela ousadia e foi agredida nas ruas pela maneira de se vestir. A ex-modelo, que está fora da TV, fez uma participação na temporada do programa do Gugu, na Record, neste ano. No palco, reencontrou o irmão Valdemar que não tinha contato havia quase 20 anos.
 

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A brutal perseguição do Estado Islâmico aos gays

No território dominado pelo grupo que se autodenomina Estado Islâmico (EI), ser gay é um crime punido com morte. E é uma morte violenta: homossexuais são lançados do alto de prédios - e se sobrevivem, são apedrejados. O tema das agressões a homossexuais promovidas pelo EI voltou à tona com o massacre ocorrido em uma boate gay em Orlando, o maior atentado a tiros da história recente dos EUA. Cerca de 50 pessoas morreram. O atirador, Omar Mateen, era americano de origem afegã e tinha um histórico de homofobia - segundo seu pai, ele ficou "muito irritado" recentemente ao ver um casal gay se beijando em Miami. As autoridades acreditam que ele tenha buscado como alvo do ataque um local frequentado por gays - mas isso ainda não foi comprovado. Também investiga-se a relação de Mateen com o EI. Há relatos que ele teria jurado lealdade aos extremistas. O EI declarou que um "combatente" do grupo havia feito o ataque em Orlando, mas não especificou se estava diretamente envolvido na ação ou se teria apenas inspirado o atirador.

Caso se confirme esta relação, ela irá se somar a um histórico de agressões do EI a homossexuais. Diversos vídeos e fotos compartilhados por simpatizantes do grupo divulgam a punição que os extremistas reservam aos gays. Aqueles que sobrevivem à queda do alto dos prédios são apedrejados em praça pública, sob aplausos das multidões que acompanham o evento. Apenas entre janeiro e julho de 2015, o EI diz ter matado 23 gays em áreas controladas pelo grupo na Síria e no Iraque. Mas ativistas dizem que o número pode ser mais alto. No ano passado, o estudante de medicina Taim (nome fictício), de 24 anos, contou à BBC como escapou desse destino numa fuga do Iraque ao Líbano. "Na nossa sociedade (iraquiana), ser gay é igual a uma sentença de morte. Quando o EI mata gays, muitos ficam felizes porque pensam que somos doentes." Ele foi ameaçado pelo Estado Islâmico e depois pela própria família. Religioso, o pai disse que o entregaria ao grupo se ele realmente fosse homossexual. "O islã se opõe à homossexualidade. Meu pai me fez estudar a sharia (lei islâmica) por seis anos porque queria que fosse religioso como ele. Há um hadith (narrativas e pregações atribuídas ao profeta Maomé) que recomenda que homens gays sejam jogados de desfiladeiros, e depois que um juiz ou um califa decida se devem ser queimados ou apedrejados até a morte", disse Taim na entrevista. Mas, segundo o pesquisador do islã Usama Hasan, da Fundação Quilliam, há controvérsias sobre se Maomé realmente pregava contra gays. Ele afirma que há muitos hadiths atribuídos ao profeta Maomé e seus discípulos sobre o tema da punição a homossexuais. "Contudo, todos são controversos e nunca houve consenso sobre seu conteúdo, principalmente porque eles parecem contradizer o Alcorão, 4:15-16." Ele acrescenta que alguns estudiosos afirmam que Maomé não poderia ter dado nenhuma ordem do tipo porque nunca teria tido conhecimento de nenhum episódio confirmado de homossexualidade. Não é apenas o EI, porém, que restringe direitos de grupos homossexuais. Segundo um levantamento da associação Lesbian, Gay, Bisexual, Trans and Intersex Association, em 73 países é crime ser homossexual e, em 13 países - ou partes deles -, a punição é a pena de morte (em alguns, porém, a pena não costuma ser implementada). No Iraque, os homossexuais passaram a ser mais perseguidos após a queda de Saddam Hussein. Há muitas mortes causadas pelos próprios familiares - as chamadas "mortes pela honra" - , ou pela ação de milícias. Mas a perseguição também parece ocorrer a mando de forças de segurança oficiais. Uma reportagem da BBC de 2012 mostrou que, durante o governo de Saddam (1979-2003), homossexuais desfrutaram de algum grau de liberdade e segurança e, após a invasão americana, grupos liberais esperavam que essa liberdade aumentasse. Mas forças conservadoras islâmicas que chegaram ao poder se mostraram resistentes a aceitar valores supostamente ocidentais, incluindo a homossexualidade. Em outros países islâmicos, porém, o grau de perseguição é variado. No Líbano, o grupo radical Hezbollah é razoavelmente tolerante à homossexualidade. No Irã, onde a prática homossexual é ilegal e comumente punida, a cena "underground" gay também é tolerada. Até na ultraconservadora Arábia Saudita a perseguição não parece chegar nos níveis do Iraque.

domingo, 12 de junho de 2016

Veja reações de internautas e relatos do massacre gay em Orlando

O atentado que matou cerca de 50 pessoas em Orlando na manhã deste domingo (12) gerou incontáveis manifestações de solidariedade por internautas nas redes sociais, além de relatos de detalhes do massacre.

O número de mortos faz do ataque o tiroteio mais fatal da história dos Estados Unidos, depois do massacre de 2007 que deixou 32 mortos, segundo a Reuters. Grande parte das mensagens nas redes sociais presta homenagens às vítimas e reproduz relatos, como o suposto diálogo de uma das vítimas com sua mãe pelo aplicativo Whatsapp.

"Estou no banheiro. Ele está chegando. Eu vou morrer", teria escrito no momento do ataque. A boate Pulse, onde ocorreu o atentado da manhã deste domingo, é um badalado clube LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), que promove festas e eventos de conscientização da causa gay, em Orlando. Inaugurado em 2004, clube promove festas com músicas latinas, hip-hop, pop, house, R&B e karaoke. Há também shows de danças eróticas e drag queens. A idade mínima para entrada vária conforme o evento, podendo ser para maiores 18 anos ou maiores de 21 (idade mínima para consumir bebida alcoólica nos Estados Unidos).
4 respostas sobre o ataque na boate gay de Orlando 

Um ataque em uma boate gay de Orlando, na Flórida, na madrugada deste domingo matou cerca de 50 pessoas e deixou mais de 53 feridas. É o maior ataque desse tipo na história dos Estados Unidos. Entenda o que aconteceu:
Como foi o ataque?
O ataque começou por volta das 2h locais (3h no horário de Brasília). O suspeito trocou tiros com o segurança do lado de fora e correu para o interior da boate, onde estavam cerca de 320 pessoas, segundo a polícia. Por volta das 3h locais, a página da boate no Facebook postou: "Todos saiam da Pulse e continuem correndo". A polícia chegou a estourar uma porta com um veículo armado, o que ajudou 30 pessoas a fugirem, e eventualmente invadiu o local. "Às 5h nesta manhã, foi tomada a decisão de resgatar as vítimas mantidas reféns dentro do local. Nossos policiais trocaram tiros com o suspeito. O suspeito está morto", disse o chefe de polícia de Orlando, John Mina, em uma entrevista coletiva à imprensa.

Quem é o responsável?
Os investigadores estão tratando o tiroteio como um ato de terrorismo. O agente Ron Hopper, do FBI, disse que o suspeito não é de Orlando e pode ter ligação com ideologias do extremismo islâmico. O suspeito portava um rifle e uma arma de pequeno porte, além de um "dispositivo" não identificado implantado nele, disse Mina, o chefe de polícia. Eles dizem não haver relação com o ataque a tiros na noite de ontem, também em Orlando, que matou Christinna Grimmie, ex-participante do programa "The Voice". Fontes confirmaram para a CBS que autoridades estão investigando Omar Mateen de Port St. Lucie, na Flórida, um cidadão americano de 29 anos sem antecedentes criminais. Segundo a CNN, a família do atirador seria do Afeganistão e ele tinha treinamento sobre armas. O que dizem as testemunhas? "Bang! Bang! E gritos. E barulhos altos. O cara do meu lado foi atingido... quando virei para olhar todo mundo estava caindo e indo ao chão e gritando" disse Christopher Hansen para o Orlando Sentinel. "Era um [tiro] atrás do outro. Pode ter durado uma música inteira", disse uma testemunha para a CNN. Uma mãe disse à rede local WFTV9 que seu filho mandou uma mensagem de texto de dentro da boate dizendo "Ele reuniu todos nós e vai nos matar". "As pessoas na pista e no bar abaixaram no chão e alguns de nós que estávamos perto da saída dos fundos conseguimos sair para a área externa e simplesmente corremos" disse um usuário chamado Ricardo Negron Almodovar na página da boate.
Onde ocorreu o ataque?
A Pulse se classifica no seu site como "o bar gay mais quente de Orlando", tem três ambientes principais e fica no centro da cidade, na 1912 Orange Avenue. O texto no site oficial diz que a dona, Barbara Poma, é de uma família italiana conservadora e foi introduzida à noite gay por seu irmão mais velho, John. "Quando John se assumiu para família e amigos, a dinâmica da família passou por uma transição - de uma cultura de tradição rígida para uma de aceitação e amor", diz o site. John morreu em 1991 após uma longa luta contra o HIV e Poma diz que abriu a boate em 2004 com seu amigo Ron Legler para promover consciência e prevenção sobre o vírus. O nome da boate é uma referência ao pulso do coração de seu irmão. A noite de ontem tinha foco no público latino. Veja o flyer:

Figuras públicas reagem ao massacre em discoteca gay

Hillary Clinton, Donald Trump, Ellen DeGeneres, Kim Kardashian e Ariana Grande, entre muitos outros, mostram-se incrédulos sobre o tiroteio que matou 50 pessoas. 

Várias figuras públicas têm reagido nas redes sociais ao tiroteio que decorreu na madrugada deste domingo, numa discoteca gay em Orlando, no estado norte-americano da Florida, e que já fez, até ao momento, 50 mortos e 53 feridos. Hillary Clinton, Donald Trump, John Legend, Ariana Grande, Ellen DeGeneres, Kim Kardashian, Adam Lambert, Kelly Rowland, Boy George, Julianne Moore, Christina Applegate, Josh Groban, Kirstie Alley, Debra Messing e Billie Jean King, entre outros, têm deixado o seu apoio às vítimas do massacre, cujo autor, que teria ligações a grupos extremistas islâmicos, acabou por ser abatido pela polícia.

Pai de suposto atirador diz que filho tinha ódio contra gays 
O pai do suposto atirador da boate gay Pulse, em Orlando, afirmou em entrevista à emissora "NBC News" que seu filho, Omar Sadiqque Mateen, estava expressando "ódio" aos gays. "A questão religiosa não tem nada a ver com isso. Ele viu dois homens se beijando em Miami há alguns meses e ficou muito irritado. Estamos chocados como o resto dos EUA", disse Mir Sediqque.

Segundo ele, Omar ficou indignado que seus filhos vissem aquela cena. "Nós queremos pedir desculpas por esse incidente. Nós não imaginamos que ele faria isso. Estamos chocados, muito chocados", disse Mir informando que ajudará os investigadores. A polícia ainda não confirmou oficialmente que Omar tenha realizado o ataque, mas a mídia dá como certo o nome do jovem. Pelo menos 50 pessoas foram mortas na madrugada deste domingo (12) durante um tiroteio em uma boate gay em Orlando, nos Estados Unidos. O número de mortos faz do ataque o mais fatal decorrente de tiroteio em massa na história dos Estados Unidos. O ataque foi classificado como "incidente terrorista", embora as investigações ainda precisem determinar se foi doméstico ou se teve envolvimento internacional.

Assassino era ligado ao Estado Islâmico-Obama chama atentado a boate gay de 'ato de terrorismo e ódio'

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chamou de "ato de terrorismo e de ódio" o atentado a uma boate gay na cidade de Orlando que resultou na morte de pelo menos 50 pessoas e deixou outras 53 feridas. Obama declarou ainda rezar pelas famílias, "que Deus dê a elas a força de aguentar o insuportável". Mais cedo, o presidente dos EUA havia determinado que o governo federal forneça toda a assistência necessária a autoridades locais de Orlando. O ataque é o mais mortal na história dos Estados Unidos e foi classificado como "incidente terrorista", embora as investigações ainda devam determinar se foi doméstico ou se teve envolvimento internacional. O suspeito foi identificado como Omar Saddiqui Mateen, 29, nascido em Port St Lucie, na Flórida, embora o FBI (agência de inteligência americana), que comanda as investigações, não tenha confirmado essa informação. "Não queremos prejudicar as apurações", disse o encarregado do FBI. Segundo a rede CNN, a família do atirador seria do Afeganistão e ele tinha treinamento sobre armas.

'Havia sangue por toda a parte', diz testemunha de tiroteio em boate gay de Orlando

Uma das testemunhas do tiroteio ocorrido na madrugada deste domingo em uma boate gay de Orlando, no Estado americano da Flórida, relembrou os momentos de terror que viveu após um homem abrir fogo no local. "Me joguei no chão e me arrastei até o banheiro para sair pela porta dos fundos. Me deparei com um homem que havia sido baleado nas costas. Tirei minha bandana e fiz uma compressa para estancar o sangramento, mas ele não parava de sangrar. Então coloquei os braços dele ao redor dos meus ombros e o ajudei a sair de lá", contou Christopher Hansen.

"Ninguém sabia ao certo o que estava acontecendo porque havia três ambientes tocando músicas diferentes. Depois que saí da boate, ainda escutei disparos. Logo em seguida, os paramédicos chegaram. Vi corpos por toda a parte. No estacionamento, as pessoas foram marcadas com cores diferentes - de modo que os paramédicos pudessem saber quem ajudar primeiro. Havia sangue por toda a parte", acrescentou ele. Segundo as autoridades, 50 pessoas morreram. Outras 53 ficaram feridas, muitas em estado grave.

O suspeito do ataque foi identificado pela polícia como Omar Mateen. Filho de pais afegãos, Mateen é cidadão americano e natural de Port Saint Lucie, na Flórida. Ele foi morto em confronto com a polícia. A cidade de Orlando declarou estado de emergência. O incidente é pior tiroteio em massa na história recente dos Estados Unidos.

Polícia identifica atirador e diz que há ao menos 50 mortos após tiroteio em boate gay nos EUA

A polícia disse, durante entrevista coletiva, que pelo menos 50 pessoas foram mortas durante um tiroteio em uma boate gay em Orlando, nos Estados Unidos. Foi declarado estado de emergência em Orlando. A polícia identificou o suspeito como Omar Saddiqui Mateen, 27, nascido em Port St Lucie, na Flórida, embora o FBI (agência de inteligência americana), que comanda as investigações, não tenha confirmado o nome durante a segunda entrevista coletiva do caso. Segundo a rede CNN, a família do atirador seria do Afeganistão e ele tinha treinamento sobre armas. O presidente dos EUA, Barack Obama, determinou neste domingo que o governo federal forneça toda a assistência necessária a autoridades locais de Orlando. O atirador foi morto pelos agentes policiais que invadiram a casa noturna Pulse, em Orlando, no centro da Flórida. Outros 53 feridos foram encaminhados a hospitais da região. Um policial foi ferido na cabeça pelo atirador, mas, segundo o chefe de polícia, foi salvo pelo capacete que usava.

Com a invasão, o chefe de polícia John Mina diz ter resgatado 30 pessoas. O ataque foi classificado como "incidente terrorista", embora as investigações ainda precisem determinar se foi doméstico ou se teve envolvimento internacional. Além de um revólver e um rifle, o suspeito portava um "aparelho suspeito", que teve uma explosão controlada, que não foi mais detalhada durante a entrevista da polícia. A polícia disse que ele fez reféns durante o ataque. Em sua conta no Facebook, a Pulse postou às 3h (horário de Brasília): "Saiam da Pulse e corram". O incidente começou por volta das 2h locais. Segundo testemunhas, um homem abriu fogo com uma arma automática. "Por volta das 2h, alguém começou a atirar. As pessoas se jogaram no chão", contou um dos clientes, Ricardo Negron, à Sky News. A testemunha disse ter ouvido disparos contínuos por quase um minuto. Uma testemunha citada pela televisão local WESH afirmou ter ouvido cerca de 40 disparos e outra testemunha disse que um amigo foi ferido e se escondeu da boate. A testemunha Rosie Feba, que conseguiu escapar do local junto com sua namorada, indicou que o tiroteio começou perto da hora do fechamento. "Ela me disse que alguém estava disparando. Todo o mundo se atirou no chão", relatou Feba, que a princípio pensou que "não era real", mas "era parte da música, até que vi o fogo de sua pistola". O prefeito da cidade, Buddy Dyer, expressou seu pesar pelo "horroroso crime" e pediu que a população "seja forte". "Somos uma comunidade forte", afirmou o prefeito na entrevista coletiva. O incidente acontece dois dias após a cantora e ex-participante do programa "The Voice" Christina Grimmie ter sido morta após se apresentar em Orlando por um homem de 27 anos, que se matou em seguida. Mas os ataques não estão relacionados, segundo informou a polícia.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

INVOCAÇÃO DO MAL 2 -O medo que pega e não larga

Costumo dizer que o terror é até mais pessoal do que o humor: é a bagagem que cada um carrega consigo para o cinema que vai em grande medida determinar se o que se sente no escuro é tédio, susto ou medo. Pois bem, esta pessoa aqui, uma fã calejada de filmes de terror e hoje em dia uma espectadora quase imune aos efeitos que eles provocam, sentiu não só medo, como pavor, em Invocação do Mal 2. E, no entanto, em vários colegas meus que foram à mesma sessão, o filme não fez nem cócegas.

Ainda que eu não tenha como prever as reações alheias a esta sequência do filme de 2013, porém, posso afirmar com segurança que, desde que deixou para trás os sustos fáceis de Jogos Mortais e Sobrenatural, o diretor James Wan se revelou um dos grandes talentos do gênero. Malaio de origem chinesa criado na Austrália e hoje radicado nos Estados Unidos, Wan, de 39 anos, tem uma sensibilidade para o medo parecida com a de David Robert Mitchell, de Corrente do Mal, e Robert Eggers, de A Bruxa. Mas, se não ganha deles em originalidade, supera-os em desenvoltura. No primeiro Invocação e neste segundo, o mal é algo insidioso, que vai aos poucos se intrometendo na normalidade até aniquilá-la – e o senso de ritmo com que Wan articula esse crescendo é virtuosístico, assim com sua câmera, sempre colocada no lugar certo para mostrar apenas o suficiente e deixar um bocado de espaço, no quadro, para o espectador completar com sua imaginação (e a minha, ao menos, vê sempre as piores coisas quando deixada assim à solta). Novamente estão aqui em evidência Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga), os mais célebres caça-fantasmas americanos, em mais um caso fartamente noticiado na época em que ocorreu. Entre 1977 e 1978, no subúrbio de Enfield, zona norte de Londres, a casa da família Hodgson, moradia de uma mãe e seus quatro filhos, foi alvo de incontáveis manchetes em tablóides.

Eis a crônica do chamado “poltergeist de Enfield”, que Wan segue fielmente no filme: depois de ser várias vezes acordada no meio da noite pela filha Janet, de 11 anos (Madison Wolfe), com episódios de sonambulismo ou relatos de acontecimentos estranhos, a dona de casa Peggy Hodgson (Frances O’Connor) começou a dar crédito às queixas das crianças – viu uma cômoda andar sozinha no quarto de Janet seguidas vezes, enquanto pancadas muito sonoras podiam ser ouvidas pelas paredes. A polícia foi chamada; a dupla de patrulheiros saiu correndo depois de ouvir novas pancadas e ver uma cadeira de cozinha exibir o mesmo comportamento petulante da cômoda. Mas a ocorrência foi registrada, a imprensa ficou sabendo, e o circo começou – ao mesmo tempo em que os acontecimentos estranhos se multiplicavam em frequência e intensidade. De acordo com testemunhos como o de Maurice Grosse (Simon McBurney), um industrial filiado a sociedades de pesquisa do oculto, ele em diversas ocasiões viu móveis pesados, como sofás ou mesas de cozinha, serem arremessados contra as paredes, ou observou objetos girando loucamente no ar. Janet levitava, era jogada no ar e falava com a voz rouca e o sotaque pesado de um velho, que a certa altura teria se identificado como Bill Wilkins, antigo morador do imóvel – e muito disso teria sido gravado, filmado e fotografado.

Digo “teria sido” por razões óbvias: embora sejam um tanto arrepiantes, os registros de áudio e imagem deixam margem a uma infinidade de interpretações. Para a policial feminina que primeirou atendeu o caso e para Maurice Grosse, que décadas depois continuavam confirmando seus relatos, esses registros seriam provas de atividade sobrenatural; para Anita Gregory (Franka Potente), outra estudiosa que acompanhou o desenrolar do episódio, eles não passariam de falsificações grosseiras. O que importa em um filme de terror, porém, é que no decorrer dele considere-se a possibilidade do sobrenatural, e que ela persista até o desfecho. E, nesse ponto, Invocação 2 é exemplar. A fragilidade de Peggy Hodgson e seus filhos é tocante; o pai largou a família, o dinheiro acabou, a casa é uma manifestação física do abandono: as paredes parecem vivas de tanto mofo, a tinta está descascando, os carpetes estão gastos e os móveis, no osso.

Os canos vazam, as luzes não se acendem, o porão está inundado de água suja. Peggy e as crianças estão literalmente naufragando. A hipótese de que eles tenham sucumbido ao desespero e embarcado numa espécie de loucura familiar é de partir o coração – e James Wan nunca a tira do jogo completamente.

Uma cena sensacional, por exemplo, é aquela em que Ed Warren entrevista a entidade que naquele momento estaria ocupando o corpo da pequena Janet: ambos estão em quadro, mas o foco está no rosto limpo e calmo de Ed; Janet, no canto direito da tela, não passa de um vulto embaçado. Dependendo das convicções pessoais do espectador, a outra hipótese, a de possessão, nem mesmo existe. Mas – e é esse “mas” que um bom cineasta de terror explora naquelas duas horas de projeção – digamos que ela seja possível, e que por Peggy e as crianças serem assim tão vulneráveis tenha sido fácil a algo de ruim ocupar sua casa. Essa é a ideia que assusta, a de que mesmo as fraquezas mais inocentes e involuntárias possam servir de convite ao mal.

É por causa do talento de Wan para expandir essa zona de incerteza, e por causa de sua empatia para com figuras tão abatidas e exaustas quanto os Hodgson, que Invocação do Mal 2 me pegou, e até agora ainda não me largou.

INVOCAÇÃO DO MAL 2 (The Conjuring 2) Estados Unidos, 2016 Direção: James Wan Com Vera Farmiga, Patrick Wilson, Madison Wolfe, Frances O’Connor, Lauren Esposito, Benjamin Haigh, Simon McBurney, Simon Delaney, Franka Potente, Maria Doyle Kennedy, Patrick McAuley Distribuição: Warner

Wanderléa faz 70 anos e celebra o passado, reflete sobre tragédias pessoais e faz projeções para o futuro

por PAULO CAVALCANTI


 "Eu me sinto revigorada.” Com essa frase, Wanderléa define seu estado de espírito depois da participação na Virada Cultural, no dia 21 de maio, em São Paulo. Na ocasião, ela apresentou no Theatro Municipal a íntegra do cultuado álbum Feito Gente, lançado em 1975. Para a cantora, tirar a poeira do disco foi algo catártico. “Esse LP foi gravado em um momento muito difícil para mim”, explica. “Naquela época, pouca gente dava atenção aos chamados compositores ‘malditos’, como Jorge Mautner, Gonzaguinha e Luiz Melodia, todos incluídos no trabalho.” A conversa com a Rolling Stone Brasil ocorre dois dias depois do show. Wanderléa está animada com seu atual momento e demonstra uma grande expectativa em relação ao que vem pela frente, especialmente em um período tão simbólico: no dia 5 de junho, ela completa 70 anos, com vigor e mente renovados. “Estou em minha plenitude e repleta de frescor. Eu me defino com uma adolescente que se juntou à alma de uma cigana centenária”, brinca.

Para os mais velhos, naturalmente a cantora será a eterna Ternurinha, ícone da Jovem Guarda, cujo apelido surgiu por causa da música “Ternura”, versão de “Somehow It Got to Be Tomorrow Today”, da norte-americana Pat Woodell. Mas, assim como aconteceu com o amigo e parceiro Erasmo Carlos, ela se renovou, despertando o interesse das novas gerações. Isso vem ocorrendo principalmente por causa da redescoberta dos álbuns que gravou na década de 1970. Quando originalmente lançados, ...Maravilhosa (1972), Feito Gente (1975), Vamos Que Eu Já Vou (1977) e Mais Que a Paixão (1978) não obtiveram a mesma repercussão do bem-sucedido material que ela gravou durante o reinado da Jovem Guarda, já que boa parte do público ainda se identificava com a época em que a artista entoava inocentes canções de rock e baladas doces. O mundo, no entanto, girou – juntando elementos de groove, samba-rock, jazz e rock progressivo, esses álbuns posteriormente ganharam um público jovem e diversificado, sempre ávido por novidades. Na década de 1960, a mineira Wanderléa Charlup Boere Salim se tornou um dos maiores ícones femininos da cultura pop brasileira. A jovem descendente de libaneses aparecia nas capas de revistas de circulação nacional, tinha uma boneca feita à sua imagem e uma linha de roupas.

O cabelo loiro e o visual mod londrino que ostentava eram vastamente imitados por garotas adolescentes. Quando Jovem Guarda estreou, em agosto de 1965, na TV Record, a cantora se viu diante da responsabilidade de comandar um dos programas de maior audiência da televisão brasileira. E fazia isso ao lado de Roberto e Erasmo Carlos, os dois maiores astros da época. Wanderléa não esconde que, com tamanha exposição, havia também muita pressão sobre os ombros dela. “Naquele tempo, todas as mulheres queriam ser Wanderléa”, ela reflete. Crescendo em Governador Valadares, Minas Gerais, em um ambiente conservador, a moça se aventurou a ser cantora no Rio de Janeiro e em São Paulo e deixou as amarras para trás. “Existia uma ditadura familiar naquele tempo. E eu só queria mesmo era ser livre. Acredito que com o meu jeito eu tenha contribuído para a soltura e para a autoestima da mulher brasileira.” Hoje, Wanderléa se apresenta resgatando os discos cultuados, além de canções mais recentes. Mas ela não deixa de lado a matéria-prima que a consagrou na Jovem Guarda. Hits como “Pare o Casamento” e “Prova de Fogo” ainda garantem a presença dos antigos fãs em seus shows. “Eu tenho um compromisso com aqueles que viveram o período e gostam daquelas músicas”, pondera. No entanto, a artista afirma que a roupagem musical não tem nada de nostalgia. “O Lalo Califórnia [marido de Wanderléa] criou novos arranjos para aquelas músicas. Assim, eu canto todos os sucessos e os lados B de uma forma diferente.” Para além dos hits e da consagração, a cantora enfrentou perdas e tragédias. Wanderlene, a irmã mais velha dela, morreu vitimada por uma bala perdida quando a futura cantora tinha 10 anos. Até hoje, Wanderléa fica com a voz embargada ao relatar o episódio.

Nos anos 1970, Nanato Barbosa, filho do apresentador Abelardo “Chacrinha” Barbosa com quem ela se relacionou por um longo tempo, ficou paraplégico após um acidente. Tempos depois da separação, Wanderléa se casou com o músico chileno Lalo Califórnia. O casal teve três filhos: Leonardo, Jadde e Yasmin. Em 1984, aos 2 anos, Leonardo morreu afogado na piscina da casa. Em 1994, quem partiu foi o irmão da cantora, Bill, que sofria de aids. Ele era estilista, confidente e braço direito dela. Uma das formas como Wanderléa enfrentou os demônios e afastou a depressão à espreita foi escrever. Na época da morte de Bill, ela começou a colocar no papel tudo o que sentia. A princípio, era apenas um desabafo. “Comecei a escrever como terapia. Eu vivia muitas coisas tensas”, relembra. Com o tempo, ela percebeu que os escritos poderiam servir de base para uma possível autobiografia. Em algumas ocasiões, cogitou o lançamento do livro, mas sempre acabava desistindo. Recentemente assinou um contrato com a Editora Record, que deve colocar a obra no mercado entre o final deste ano e o início de 2017. “Quando eu imaginava o livro, pensava em certos aspectos da minha vida e me questionava: ‘Será que isso vai interessar a alguém?’”, confessa. Wanderléa aos poucos mudou sua visão e passou a acreditar que revisitar os traumas de maneira franca poderia ser positivo. “A morte do meu filho e do meu irmão me abalou muito. No caso do Bill, aquela foi uma época em que as pessoas ainda estavam tentando entender a aids.

Ele ficou dez anos sofrendo com a doença, mas se manteve ativo até o fim, me ajudando com meu figurino e outros aspectos da minha carreira.” A cantora não se preocupou apenas com o conteúdo das páginas mas também com o formato. “O problema é que eu tinha escrito tudo de um jeito muito solto. Eu precisava de alguém para organizar os capítulos e checar as datas e a cronologia.” Ela chamou o jornalista Renato Vieira para cuidar da edição. “Eu tenho histórias incríveis, mas precisava de uma ajuda para afinar os detalhes”, comenta. Dentre os causos, está um Natal que Tom Jobim passou na casa dela em Pasadena, na Califórnia, nos anos 1970. Depois de publicado, o livro ainda vai servir para a elaboração de um musical sobre a vida dela. Apesar de animada com esta vindoura empreitada no campo da literatura, ainda é a música que bate mais forte para Wanderléa. O mais recente trabalho de estúdio é Nova Estação (2013), lançado pela Lua Music. Esse foi mais um disco em que a cantora pôde mostrar sua versatilidade (“Eu comecei como crooner de orquestra cantando jazz, fiz chorinho”, pontua).

O repertório tem bossa nova (“Eu e a Brisa”), standards norte-americanos (“My Funny Valentine”) e chorinho (“Choro Chorão”), entre outros gêneros. Um dos fãs do álbum é o amigo Egberto Gismonti, que a produziu no experimental Vamos Que Eu Já Vou. “Um dia ele me ligou dizendo que o CD é trilha sonora dele quando anda de carro pelo bairro de Santa Teresa, no Rio ?de Janeiro.” Algo com que Wanderléa sonha é um dia mostrar seu lado autoral em canções. Enquanto isso não acontece, ela se ocupa com o novo disco, que deve sair este ano pela gravadora Eldorado. O trabalho ainda não tem nome, mas a cantora adianta que será um songbook de faixas escritas por Sueli Costa. O álbum é fruto de um espetáculo que ela fez em 2013 em Belo Horizonte, com várias músicas da autora. O coprodutor de Wanderléa, o jornalista e pesquisador Thiago Marques Luiz, achou que as interpretações dela para canções como “Jura Secreta” e “20 Anos Blues” deveriam ser imortalizadas em disco. “Adoro projetos novos e a Sueli ainda é uma das maiores compositoras do Brasil”, diz a artista. Segundo Wanderléa, o trabalho está quase concluído. “Faltam apenas duas canções. Estar no estúdio é sempre um exercício para mim.” Assim ela segue, definindo-se como uma artista que transita em uma ponte entre o popular e a elite. “O que vier, eu traço”, conclui.

sábado, 4 de junho de 2016

PM do RS apoia união homoafetiva e soldado usará traje de gala militar em casamento

O caricatural perfil do gaúcho machista recebeu um revés esta semana. O sonho de um soldado de casar vestindo o traje de gala da Brigada Militar (a Polícia Militar do Rio Grande do Sul) deve ser realizado. O casamento é entre Miguel Martins, 29 anos, e seu noivo, o modelo Diego Souza, 21. A corporação, com o peso de quase dois séculos de tradição, surpreendeu e já deu aval para as honrarias da cerimônia. Martins é policial militar desde os 18 anos. Ele e o noivo vivem na cidade gaúcha de Uruguaiana, a 649 km de Porto Alegre, no extremo oeste do Estado, na fronteira com a Argentina. Eles se conheceram há menos de um ano e, fazendo jus a toda e qualquer paixão fulminante, dois meses depois já estavam morando juntos. A união foi se intensificando e o desejo de casar se confirmou. Martins conta que a vontade de usar o traje de gala não fazia parte dos planos do casal. "Não era nossa prioridade para evitar ter toda essa exposição. Surgiu mesmo em resposta ao preconceito a que vínhamos sendo expostos." O militar lembra que colegas de farda compartilhavam em tom de deboche nas redes sociais fotos do casal retiradas do Facebook.

"Primeiro eu levantei a ideia da farda, mas fui muito criticado. Então o Diego disse que casaríamos, sim, comigo de farda. 'Para mostrar que tu tens o mesmo direito que um colega teu hétero', ele falou." A ideia ganhou ainda mais força. O casal, que é conhecido na cidade e frequenta como qualquer outro o círculo militar, resolveu ir adiante. Martins requereu o direito de utilizar o traje aos seus superiores, o que foi aprovado. O mais alto escalão da hierarquia da BM já se pronunciou. "Se para ele é importante casar fardado, assim será", afirmou à reportagem o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Alfeu Freitas Moreira. "Ele tem direito a receber as mesmas honrarias que qualquer outro soldado tem. Esse desejo dele demonstra o seu respeito pela instituição. Ele é muito respeitado na região, é um policial atuante, e nós temos é que incentivar essa questão do casamento", completa o comandante. Martins conta que assumiu sua homossexualidade já dentro da BM, quando tinha 23 anos. "Vivi três anos escondido da tropa. Mas assumi minha homossexualidade dentro justamente porque eu tive total apoio dos meus superiores." Embora tenha conquistado respeito e admiração, ele admite que ainda é vítima de críticas. "Vivemos um preconceito velado, embora seja muito aquém do apoio que eu tenho recebido." E dispara: "Mas falou mal de mim, eu dou parte e vai virar processo. Quem fala o que quer, ouve o que não quer e vai responder pelos seus atos." "É sinal dos tempos. O soldado Martins é o primeiro que vem a público. Mas temos várias outras uniões estáveis homoafetivas na corporação. Isso é uma realidade que a gente tem tratado. Não estamos mais no tempo de sermos radicais. Se é para ser feliz, vamos ajudar. Nossa preocupação é com o bem estar da tropa. E isso não é nada ilegal", avalia o comandante-geral.

Metal da faca do Faraó TUTANCÂMON Veio do Espaço

Um grupo de investigadores internacionais da Itália e do Egito publicaram um artigo na revista ‘Meteoritics and Planetary Science’ que deliciou os aficionados em egiptologia. Os cientistas afirmam que um dos punhais encontrados junto à tumba do jovem faraó Tutancâmon é de procedência extraterrestre. O material utilizado para sua fabricação vem de um meteorito. Os antigos egípcios consideravam o ferro um metal mais valioso do que o ouro, já que não dispunham de minas e não haviam desenvolvido uma cultura de tratamento deste metal, como em outras culturas antigas.

A origem do ferro da lâmina dos punhais era um enigma desde que os descobriram na tumba do faraó, no ano de 1022. O novo achado vem se somar a uma série de fatos extraordinários sobre o faraó, que assumiu o poder aos 9 anos e morreu provavelmente com 18. Seu corpo, descoberto em 1925, foi encontrado com o pênis ereto – não sabe-se como ou porque os egípcios o embalsamaram nesse estado. Outra surpresa é que a análise da múmia revelou que o corpo pegou fogo depois de morto - possivelmente uma combustão espontânea acendida por algum erro no processo químico de embalsamamento. As surpresas não param aí. Este ano, cientistas detectaram sinais de uma câmara secreta na tumba do faraó criança, e agora eles estão em busca de ainda mais tesouros. Através de uma análise utilizando a técnica de fluorescência com raios-X, a equipe internacional de investigadores confirmou que a composição do ferro dos punhais possui concentrações distintas de cobalto e níquel, se assemelhando mais ao ferro procedente dos meteoritos.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Revista americana divulga fotos de príncipe Charles aos beijos com rapaz mais jovem

A capa da revista americana Globe Magazine publicada em 30 de maio mostra fotos do príncipe Charles, da Inglaterra, aos beijos com um rapaz mais jovem. Bastante apelativas, as chamadas da matéria dizem que o sucessor do trono britânico chegou a "humilhar" seus parentes, e que, inclusive, sua esposa Camila Parker-Bowles já teria pedido o divórcio. "O segredo do príncipe foi desmascarado por sequência chocante de fotos.

Fontes no Palácio garantem que a revelação praticamente sepultou as aspirações de Charles rumo à monarquia", diz trecho da matéria. De acordo com a matéria, a rainha Elizabeth II, mãe de Charles, estaria arrasada com a descoberta e estaria planejando ignorar o filho na linha sucessória e entregar a coroa ao neto, William, casado com Kate Middleton. Se isso de fato aconteceu, seria motivo para uma crise na "discreta" monarquia britânica? A rainha tiraria Charles da linha sucessória pela traição, ou pelo fato de ele ser gay? Ficam aí alguns questionamentos que valem a reflexão. Afinal, que tipo de imagem a realeza quer passar? Boa liderança, ou moral e bons costumes?

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