terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Oscar 2017: 'La la land' tem 14 indicações e iguala recorde; veja lista

Com 14 indicações em 13 categorias, o filme "La la land: Cantando estações" igualou o recorde do Oscar. A marca é a mesma de "Titanic" (1997) e "A malvada" (1950). A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou os indicados na manhã desta terça-feira (24).

A 89ª edição da cerimônia acontecerá em 26 de fevereiro, em Los Angeles. O apresentador será o comediante e apresentador de talk-show Jimmmy Kimmel, que foi escolhido após comandar o Emmy em 2012 e em 2016. Um dos destaques do anúncio desta terça foi Meryl Streep, que quebrou seu próprio recorde de categorias de atuação. Esta é a 20ª vez em que ela concorre. Agora, Meryl vai buscar a estatueta de melhor atriz por seu papel na comédia musical “Florence: Quem é Essa Mulher?". Meryl já levou o Oscar três vezes. Os nomes dos concorrentes foram lidos pelas atrizes Jennifer Hudson e Brie Larson, pelo diretor Jason Reitman, pelo diretor de fotografia mexicano Emmanuel Lubezki, pelo ator japonês Ken Watanabe e pela presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs. "La la land" apresenta a história da aspirante a atriz Mia (Emma Stone) e do músico de jazz Sebastian (Ryan Gosling), que lutam por oportunidades em Los Angeles. O segundo principal indicado ao Oscar 2017 é "Moonlight: Sob a luz do luar", que concorre em oito categorias. Nesta edição, não há nenhum representante do Brasil entre os concorrentes.
O curta de animação "Trabalho interno", dirigido pelo brasileiro Leonardo Matsuda, ficou de fora da lista. E Sônia Braga, que era apontada como possível candidata a uma vaga como melhor atriz por "Aquarius", também não entrou entre as finalistas.
Melhor filme

"A chegada"
"Até o último homem"
"Estrelas além do tempo"
“Lion: Uma jornada para casa”
"Moonlight: Sob a luz do luar"
"Cercas" "A qualquer custo"
"La la land: Cantando estações"
"Manchester à beira-mar"
Melhor Diretor

Dennis Villeneuve ("A chegada")
Mel Gibson ("Até o último homem")
Damien Chazelle ("La la land: Cantando estações")
Kenneth Lonergan ("Manchester à beira-mar")
Barry Jenkins ("Moonlight: Sob a luz do luar")
Melhor ator

Casey Affleck (“Manchester a beira mar”)
Denzel Washington (“Cercas”)
Ryan Gosling (“La La Land – Cantando estações”)
Andrew Garfield (“Até o Último Homem”)
Viggo Mortensen (“Capitão Fantástico")
Melhor atriz 

Natalie Portman ("Jackie")
Emma Stone ("La La Land - Cantando estações")
Meryl Streep ("Florence: Quem é essa mulher?")
Ruth Negga (“Loving“)
Isabelle Huppert ("Elle")
Melhor ator coadjuvante 

Mahershala Ali ("Moonlight: Sob a luz do luar")
Jeff Bridges ("A qualquer custo")
Lucas Hedges ("Manchester à beira-mar")
Dev Patel (“Lion: Uma jornada para casa”)
Michael Shannon ("Animais noturnos")
Melhor atriz coadjuvante 

Viola Davis ("Cercas")
Naomi Harris ("Moonlight: Sob a luz do luar")
Nicole Kidman (“Lion: Uma jornada para casa”)
Octavia Spencer ("Estrelas além do tempo")
Michelle Williams ("Manchester à beira-mar")
Melhor roteiro original 
Damien Chazelle ("La la land: Cantando estações")
Kenneth Lonergan ("Manchester à beira-mar")
Taylor Sheridan ("A qualquer custo")
Yorgos Lanthimos e Efthimis Filippou ("O lagosta")
Mike Mills ("20th century woman")
Melhor roteiro adaptado 
Barry Jenkins ("Moonlight: Sob a luz do luar")
Luke Davies ("Lion: Uma jornada para casa")
August Wilson ("Cercas")
Allison Schroeder e Theodore Melfi ("Estrelas além do tempo")
Eric Heisserer ("A chegada")
Melhor fotografia

Bradford Young ("A chegada")
Linus Sandgren ("La la land: Cantando estações")
James Laxton ("Moonlight: Sob a luz do luar")
Rodrigo Prieto ("Silêncio")
Greig Fraser ("Lion: Uma jornada para casa")
Melhor animação

"Kubo e as cordas mágicas"
"Moana: Um mar de aventuras"
"Minha vida de abobrinha"
"A tartaruga vermelha"
"Zootopia"
 Melhor filme em língua estrangeira 
"Terra de minas" – Dinamarca
"Um homem chamado Ove" – Suécia
"O apartamento" – Irã
"Tanna" – Austrália
"Toni Erdmann" – Alemanha
Melhor documentário 
"Fire at sea"
"Eu não sou seu negro"
"Life, animated"
"O.J. Made in America"
"13th"
 Melhor edição 
Joe Walker ("A chegada")
John Gilbert ("Até o último homem")
Jake Roberts ("A qualquer custo")
Tom Cross ("La la land: Cantando estações")
Nate Sanders e Joi McMillan ("Moonlight: Sob a luz do luar")
Melhor design de produção 
"A chegada"
"Animais fantásticos e onde habitam"
"Ave, Cesar!"
"La la land: Cantando estações"
"Passageiros"
 Melhor cabelo a maquiagem 
"A man called Ove"
"Star Trek: Sem fronteiras"
"Esquadrão suicida"
Melhor figurino
"Allied"
"Animais fantásticos e onde habitam"
"Florence: Quem é essa mulher?"
"Jackie"
"La la land: Cantando estações"
Melhores efeitos visuais 
"Deepwater horizon"
"Doutor Estranho"
"Mogli: O menino lobo"
"Kubo e as cordas mágicas"
"Rogue One: Uma história Star Wars"
Melhor canção original
"Audition (The fools who dream)" ("La la land: Cantando estações")
"Can't stop the feeling" (Trolls")
"City of stars" (La la land: Cantando estações")
"The empty chair" (Jim: The James Foley Story")
"How far I'll go" ("Moana")
 Melhor trilha sonora
Micha Levi ("Jackie")
Justin Hurwitz ("La la land: Cantando estações")
Nicholas Britell ("Moonlight: Sob a luz do luar")
Thomas Newman ("Passageiros")
Melhor edição de som 
Sylvain Bellemare ("A chegada")
Renée Tondelli ("Deepwater horizon")
Robert Mackenzie e Andy Wright ("Até o último homem")
Ai-Ling Lee and Mildred Iatrou Morgan ("La la land: Cantando estações")
Alan Robert Murray e Bub Asman ("Sully: O herói do rio Hudson")
Melhor mixagem de som 
Bernard Gariépy Strobl and Claude La Haye ("A chegada")
Kevin O'Connell, Andy Wright, Robert Mackenzie e Peter Grace ("Até o último homem")
Andy Nelson, Ai-Ling Lee and Steve A. Morrow ("La la land: Cantando estações")
David Parker, Christopher Scarabosio e Stuart Wilson ("Rogue One: Uma história Star Wars")
Greg P. Russell, Gary Summers, Jeffrey J. Haboush e Mac Ruth ("13 Hours: The secret soldiers of Benghazi")
Melhor curta-metragem 
"Ennemis Intérieurs"
"La femme et le TGV"
"Silent night"
"Sing"
"Timecode"
Melhor curta-metragem de animação 
"Blind Vaysha"
"Borrowed time"
"Pear Cider and Cigarettes"
"Pearl"
"Piper"
Melhor documentário em curta-metragem
"Extremis"
"41 miles"
"Joe's violin"
"Watani: My homeland"
"The white helmets"

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Raw, filme sobre canibalismo que fez pessoas desmaiarem, ganha trailer para maiores

Raw, filme sobre canibalismo que fez pessoas desmaiarem no Festival de Toronto - saiba mais, ganhou um novo trailer, com versão para maiores:



Dirigido pela francesa Julia Ducournau, a produção mostra uma estudante universitária vegetariana que desenvolve gosto por carne humana. O filme foi exibido também nos festivais de Cannes, Rio e Sundance, e chega aos cinemas americanos em março.

Após ser premiado pela FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema) em 2016 no Festival de Cannes, o filme sobre canibalismo Grave chegou causando no Festival de Toronto. Em uma sessão do longa à meia noite dessa terça-feira, 13, uma série de espectadores passaram mal durante a exibição. Pessoas desmaiaram devido ao impacto da produção franco-belga e os médicos foram acionados. "Uma ambulância teve que ser chamada ao local assim que o filme se tornou demais para alguns clientes", disse Ryan Werner, responsável pela comercialização do filme no Festival de Toronto. Segundo o The Hollywood Reporter, Werner afirmou que apenas viu este tipo reações físicas a um filme com Anticristo, de Lars von Trier. Dirigido por Julia Ducournau, Raw (título original) é um longa de terror como todos já perceberam sobre uma jovem vegetariana que aos poucos vai se tornando canibal. A personagem é interpretada por Garance Marillier, que está fazendo a sua estreia nas telonas.

ETERNO LUTO E SAUDADE!35 anos sem Elis Regina

No dia 19 de janeiro de 1982, o Brasil perdia a eterna Pimentinha, apelido que Vinicius de Moraes deu para Elis Regina. Em 2017 faz, portanto 35 anos da morte dessa grande cantora que influenciou uma geração, mas que por mais que já tenha falecido há tanto tempo, suas músicas continuam sendo escutadas pelas novas gerações.

Elis Regina Carvalho Costa, seu nome de batismo, é considerada, até hoje e talvez sempre será reconhecida por críticos, como a melhor cantora popular do Brasil a partir dos anos 1960 ao início dos anos 1980; para muitos, a melhor cantora brasileira de todos os tempos, comparada a cantoras como Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan e Billie Holiday. Com os sucessos de Falso Brilhante (1975-1977). e Transversal do Tempo (1978), Elis Regina inovou os espetáculos musicais no país. Elis faleceu jovem, com apenas 36 anos, devido a overdose de cocaína. Elis passou metade da vida em estúdios, distribuindo uma voz impecavelmente afinada por 27 álbuns. Foram exatamente dezoito anos de carreira.

Ela era a dona da mais perfei­ta alquimia entre técnica e emoção e vestia a fama como se fosse um daque­les vestidos caros, que, por belos, de­vem ser sempre trocados. A cada vitória ela safa, inquieta, em busca de uma nova parada: “Sempre vou viver como camicase. É isso que me faz ficar de pé”, confessava. Pimentinha foi a primeira grande artista a surgir dos festivais de música na década de 1960 e descolava-se da estética da Bossa Nova pelo uso de sua extensão vocal e de sua dramaticidade. Inicialmente, seu estilo era influenciado pelos cantores do rádio, especialmente Ângela Maria. Depois de quatro LP's gravados e sem grande sucesso — Viva a Brotolândia (1961), Poema de Amor (1962), Elis Regina (1963), O Bem do Amor (1963) — Elis foi a maior revelação do festival da TV Excelsior em 1965, quando cantou "Arrastão" de Vinicius de Moraes e Edu Lobo. Tal feito lhe garantiria o convite para atuar na televisão e, pouco tempo depois, o título de primeira estrela da canção popular brasileira, quando passou a comandar, ao lado de Jair Rodrigues, o mais importante programa de música popular brasileira: o Fino da Bossa. Poucos sabem, mas em 1964 Elis foi reprovada por Tom Jobim, durante as audições para o disco Pobre Menina Rica, sob a alegação de que ela ainda era muito provinciana.

Exatamente dez anos depois, gravaram juntos o disco Elis & Tom, histórico registro da MPB. O disco foi o presente dado à Elis pela gravadora ao completar dez anos de gravações na antiga Philips, atual Universal. Pimentinha se mostrou versátil em sua carreira musical, cantou muitos gêneros: da MPB, passando pela bossa nova, pelo samba, rock e jazz. Interpretando canções como Madalena, Águas de Março, Atrás da Porta, Como Nossos Pais, O Bêbado e a Equilibrista, Querelas do Brasil, registrou momentos de felicidade, amor, tristeza, patriotismo. Ao longo de toda sua carreira, destacou-se por cantar também músicas de artistas, ainda, pouco conhecidos, como Milton Nascimento, Ivan Lins, Belchior, Renato Teixeira, Aldir Blanc, João Bosco, ajudando a lançá-los e a divulgar suas obras, impulsionando-os no cenário musical brasileiro. Entre outras parcerias, são célebres os duetos que teve com Jair Rodrigues, Tom Jobim, Wilson Simonal, Rita Lee, Milton Nascimento, Gilberto Gil. Elis nasceu em 17 de março de 1945 em Porto Alegre, começou a cantar aos 11 anos, em programas de rádio. Em dezembro de 1958, com 13 anos, foi contratada pela Rádio Gaúcha, passando a ser chamada de "a estrelinha da Rádio Gaúcha". Nesse mesmo ano foi eleita "Melhor Cantora do Rádio" gaúcho, em concurso realizado pela Revista de TV, Cinema, Teatro, Televisão e Artes, com apoio da sucursal gaúcha da Revista do Rádio, com sede no Rio de Janeiro. Em 1967, ganhou o prêmio de melhor intérprete, com "O Cantador". Em 1968, venceu a primeira Bienal do Samba, com "Lapinha". 

Nessa mesma época, liderou uma passeata contra a presença de guitarras na música brasileira. Pouco depois, gravou uma série de discos cheios de guitarras. Durante os anos 70, aprimorou constantemente a técnica e domínio vocal, registrando em discos de grande qualidade técnica parte do melhor da sua geração de músicos. Em 1975, com o espetáculo Falso Brilhante, que mais tarde originou um disco homônimo, atinge enorme sucesso, ficando mais de um ano em cartaz e realizando quase 300 apresentações. Lendário, tornou-se um dos mais bem sucedidos espetáculos da história da música nacional e um marco definitivo da carreira. Ainda teve grande êxito com o espetáculo Transversal do Tempo, em 1978, de um clima extremamente político e tenso; o Essa Mulher em 1979, direção de Oswaldo Mendes, que estreou no Anhembi em São Paulo e excursionou pelo Brasil no lançamento do disco homônimo; o Saudades do Brasil, em 1980, sucesso de crítica e público pela originalidade, tanto nas canções quanto nos números com dançarinos amadores, direção de Ademar Guerra e coreografia de Márika Gidali (Ballet Stagium); e finalmente o último espetáculo, Trem Azul, em 1981, direção de Fernando Faro.

Elis Regina criticou muitas vezes a ditadura brasileira, nos difíceis Anos de chumbo, quando muitos músicos foram perseguidos e exilados. A crítica tornava-se pública em meio às declarações ou nas canções que interpretava. Em entrevista, no ano de 1969, teria afirmado que o Brasil era governado por "gorilas". Sempre engajada politicamente, Elis participou de uma série de movimentos de renovação política e cultural brasileira, com voz ativa da campanha pela Anistia de exilados brasileiros. O despertar de uma postura artística engajada e com excelente repercussão acompanharia toda a carreira, sendo enfatizada por interpretações consagradas de O bêbado e a equilibrista, a qual vibrava como o hino da anistia. No começo dos anos 1970, cantou o hino nacional nas comemorações dos 160 anos da Independência do Brasil capitaneadas pela ditadura militar. Nos anos seguintes, deu voz a músicas que criticavam essa mesma ditadura. Mas como definir a personalidade de Pimentinha com poucas palavras? Talvez a melhor forma seja através de frases da própria Elis Regina. "Morro de medo. Faço todos os espetáculos me borrando de medo. Todos os dias", disse certa vez. Em outra oportunidade, afirmou: "Se ser geniosa, exigente e não gostar de ser passada para trás é ser mau caráter, então eu sou". Ou então: "Sempre vou viver como kamikaze. Isso me faz ficar de pé." Em 22 de setembro de 2005, foi inaugurado na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, um espaço memorial para abrigar o Acervo Elis Regina. Trata-se de uma coleção de fotografias, artigos, objetos, discos e outros tipos de materiais relacionados com a vida e a obra da cantora, tendo sido doado por fãs, jornalistas e amigos pessoais de Elis. No site da cantora, está recheado de discos disponíveis para audição, mais de 500 fotos, vídeos e depoimentos, incluindo materiais inéditos e ainda tem o livro Viva Elis, de Allen Guimarães, que pode ser lido gratuitamente pela internet. Se quiser dar uma olhada o site é: www.elisregina.com.br.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Participantes do BBB17: saiba tudo sobre os novos brothers

Chegou a hora de conhecer os brothers que você mais stalkeia nos primeiros três meses do ano! Fim do segredo e da ansiedade, Brasil! A nave do BBB17 decola na próxima segunda, 23/01, e hoje vamos conhecer todos os participantes do reality. Pega a pipoca e acompanhe tudo na programação da Rede Globo e no Gshow!
Vivian

Vivian tem 23 anos, é advogada e foi Miss Amazonas e Miss Simpatia do Brasil em 2012. A sister é nascida e criada em Manaus, mas diz que se deslumbrou quando percebeu o "mundo gigante" fora da sua cidade natal. "Acho até que teria uma competência de ficar um tempão sentada estudando pra concurso. Mas tem alguma coisa dentro de mim que quer explodir, sabe?", dispara. Vivian nos contou que já ficou com um sertanejo famoso! #babado

Rômulo
O diplomata de 39 anos é casado, sem filhos, nasceu em Goiás e mora em Brasília (DF). Além de funcionário público, Rômulo diz que faz "coisas para mater a saúde mental": ele é também triatleta, escritor e já viajou o mundo. "Tem muitas poucas coisas que me tiram do sério. Se o cara for arrogante e genial, eu tenho bastante paciência. Mas se o cara for arrogante e burro junto...", dispara.

Roberta
Ela tem 21 anos e vem de São Paulo já pensando em causar. "Super me vejo lá na casa saindo com um biquini de cintura alta, uma viseira pink, um óculos de sol, coque, uma saída de praia e tocando Beyoncé na minha mente. Adoro!", avisa. Roberta se diz feliz e alegre, mas revela o que a deixa de mau humor: "Fome, com certeza!". A sister já fez barraco por ciúme e diz que ama ser gordinha: "Me acho pleníssima.

Pedro
Ele tem 29 anos, vem da capital de São Paulo e é jornalista e apresentador especialista em games. Pedro diz que é vidrado no assunto e vai encarar o BBB17 como um período de férias longe das tecnologias: "Quase um detox". O paulistano já estudou cinema e morou em Montreal, no Canadá, e analisa suas escolhas: "Muitas das coisas da minha vida acontecem mais por acaso. Eu simplesmente aprendi a primeiro aceitar o que vem e depois descobrir o que eu tenho que fazer", filosofa.

Mayara
A mineira de 26 anos mora sozinha em São Paulo, estuda Direito e pretende ser juíza. "Sofri bullying quando estava na escola. Mas foi bom, fiquei muito segura", revela. Mayara se diz casca grossa, mas se emociona ao lembrar desse período na infância. A sister diz que se aproxima dos homens de maneira fofa e esconde sua natureza. "Não mostro que sou agressiva não. Só se eu já tiver ficando e envolvida com o cara e ele não estiver me dando bola. Mas isso é muito difícil de acontecer", diz. Envolvimento na casa mais vigiada do Brasil? Mayara pretende e avisa: “É bem difícil ficar sem sexo porque eu gosto demais. Sou escorpiana, né?”, brinca.

Marinalva
A velejadora de 39 anos participou das paralimpíadas e promete garra nas provas do BBB17: "Sou muito competitiva". "Já ouvi essa frase: 'Não é possível'. Gostaria de dizer reagir de uma forma que eu pudesse dizer: 'Agora é, né?'", ela dispara. Marinalva também se descreve como mulher forte, franca e que gosta de cuidar da aparência: "Parei de competir na natação porque detonava os fios de cabelo".

Marcos
O cirurgião plástico de 37 anos é gaúcho de Porto Alegre, mas mora em Sorriso, no Mato Grosso. Ele diz que é "um cara difícil" e explica: "Tenho que entender que o normal para outras pessoas é um nível bem mais baixo. Sem me achar o melhor do mundo". Marcos está solteiro e pensa sobre romance na casa do BBB17. “Se pintar alguém com o perfil que eu goste, vai. Gosto de mulher de atitude, que trabalhe e seja sarada. Tem que ter um corpo bonito", explica.

Luiz Felipe
Luiz Felipe tem 28 anos e é de Maceió. O participante de 28 anos é comerciante e afirmou ser "meio nerd" e diz que se considera um "nerd não aparente". Ele também foi o Mister Alagoas 2013. "Quando eu acabei o namoro eu disse: 'Não, agora eu vou chutar o balde, vou aproveitar a minha vida'. Eu sou um cara muito tímido para essa parte de conquista, mas se eu ver uma brecha eu caio matando", disse Luiz Felipe.

Ilmar Renato foi mais um participante divulgado na tarde desta quarta-feira, 18, para entrar na próxima edição do "BBB 17". O advogado e militante a favor dos Direitos Humanos, nascido em São Paulo, mora em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e tem 38 anos. Ele é divorciado e na web sempre posta fotos ao lado do filho. Em entrevista, ele diz acreditar nas relações afetivas "desde que sejam verdadeiras". Ilmar se define como "democrático, conciliador, interativo, expansionista e comunicativo", e aposta no talento culinário para se integrar com os outros participantes do reality.

Aos 70 anos, Ieda Maria Wobeto já é um recorde antes mesmo de entrar no "BBB 17". Ela é a participante mais velha de todas as edições. Dona de uma beleza exuberante, Ieda foi Miss Canoas, em 1946 e é jurada de concursos de beleza no sul do país. Ela tem quatro filhos e seis netos. De Canoas, no Rio Grande do Sul, Ieda disse ao site do programa que planeja "jogar limpo e ser transparente, mas com os olhos bem abertos, atenta a tudo que possa acontecer". Conviver com pessoas tão diferentes não será um problema: "A diferença está naquilo que você quer ver", diz.

Antônio e Manoel
Os irmãos gêmeos de Vitória disputam uma vaga na casa com outra dupla de gêmeas que ainda não foram reveladas. Em 2014, um dos irmãos foi notícia na cidade após sofrer agressão da ex namorada de um amigo.

Gabriela Flor
A jovem tem 27 anos, é baiana, bailarina e solteira "graças a Deus", como ela diz. A sister afirma ser "bicho solto": "não tolero que mexa comigo na rua". Sobre a participação na casa, ela garante que não tem problemas em fazer comida, limpar a casa: "adoro fazer qualquer coisa, até o bicho pegar. Tudo tem limites".

Elis
A sister deixou sua cidade natal, em Goiás, para buscar uma vida melhor em Brasília. Na época, Elis também teve que deixar os filhos para trás. "Foi uma decisão difícil, mas eu faria de novo", avalia. Ela foi mãe com 15 anos e hoje tem filhos de 23, 21 e 14 anos. "E mais dois de coração", acrescenta. Com 40 anos, Elis explica que é cabeleireira e microempresária. "Não são sou aquela mãezona, não, mas gosto muito de cozinhar", diz.

Daniel
O brother tem 41 anos e é agente de trânsito e segurança em Ferraz de Vasconcelos, em São Paulo. Daniel é colecionador e tem mania de organização: "Bagunça e teimosia me tiram do sério". Sobre relacionamentos, o paulista diz que tem dificuldade de manter algo sério por falta de tempo. E entrega: "Eu tenho dedo podre pra mulher carente, mulher ciumenta, mulher que fica pegando no meu pé. Eu não sou botão pra ficar me apertando".

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Inferno chegando este ano: a sua internet vai piorar com as novas limitações das operadoras

Foi no começo de fevereiro que a Vivo anunciou um novo modelo de negócios para o Internet Fixa, antigo Speedy, que é sua divisão responsável por oferecer planos de internet residencial. As declarações da companhia chocaram a internet: a partir de 2017, os planos de banda larga da empresa passariam a ter um sistema de franquia igual aos que já conhecemos no mundo da rede móvel. Isso significa que, no ano que vem, clientes da companhia terão um limite de dados em gigabytes para navegar na web – e, caso ultrapasse tal saldo, suas conexões podem ter a velocidade reduzida ou até mesmo serem cortadas, sendo necessário pagar uma taxa extra para continuar navegando normalmente.

Em seu plano mais econômico (Banda Larga Popular de 200 Kb/s), a Vivo oferecerá uma franquia de 10 GB; no mais robusto (25 Mb/s), esse valor sobe para 130 GB. Em meio a uma polêmica absurda, não demorou muito para que outras operadoras decidissem aderir à nova moda: a NET/Claro e a Oi entraram na onda das franquias, enquanto a Live TIM preferiu resguardar-se sobre o assunto. Mas, afinal, o que muda na vida do consumidor caso esse novo formato entre em vigor? O que cada empresa tem a dizer sobre o assunto? Quais iniciativas estão sendo organizadas para barrar a mudança?

Tanto os planos de internet ADSL quanto de fibra óptica da Vivo serão regidos por franquias Como era e como vai ser 

Historicamente, os planos de internet banda larga no Brasil sempre adotaram um formato de cobrança bastante simples: o cliente paga uma mensalidade fixa para usar a internet à vontade em uma velocidade pré-determinada (por exemplo, R$ 40 por uma conexão de 2 Mbps). Arcando com esse valor e tendo em mente sua velocidade limitada, o consumidor tem a liberdade de navegar o quanto quiser e baixar quantos arquivos ele desejar. Esse formato de cobrança limita bastante o que você pode ou não fazer na internet Porém, a ideia da Vivo e de outras operadoras é eliminar esse padrão e migrar para outro bem diferente. No novo modelo, você terá uma franquia de dados – ou seja, um limite de quanto você poderá navegar e fazer downloads na web. Ultrapassando essa cota, sua conexão poderá ter a velocidade reduzida ou até mesmo cortada até o fim do mês; para continuar usando a internet normalmente, será necessário pagar uma taxa extra para aumentar a franquia. Como você deve ter percebido, é exatamente o mesmo sistema adotado nos pacotes de internet móvel. Sabe quando você recebe aquele temido SMS dizendo que sua franquia de dados atingiu o limite e é necessário desembolsar uma grana para continuar navegando? A ideia é que a mesma coisa passe a ocorrer no seu computador. Esse formato de cobrança limita bastante o que você pode ou não fazer na internet, e é aí que entram as críticas.

Com novo formato de cobrança, internet fixa vai ficar parecida com a móvel Entendendo o problema 

A Vivo Internet Fixa atualmente conta com seis planos de banda larga ADSL (aquela em que você usa um cabo telefônico acoplado em um modem) em seu portfólio, e todos passarão a ser regidos por franquias a partir do dia 31 de dezembro de 2016. Os limites serão os seguintes: Banda Larga Popular 200 kbps: franquia de 10 GB; Banda Larga Popular 1 e 2 Mbps: franquia de 10 GB; Vivo Internet 4 Mbps: franquia de 50 GB; Vivo Internet 8 e 10 Mbps: franquia de 100 GB; Vivo Internet 15 Mbps: franquia de 120 GB; Vivo Internet 25 Mbps: franquia de 130 GB. Agora, suponhamos que você seja assinante do plano de 1 Mbps (que é bastante comum entre a população de baixa renda). Você pode gerar até 10 GB de tráfego por mês.

Isso equivale a menos de quatro horas de vídeos em HD na Netflix – uma péssima notícia para quem gosta de assistir a séries e filmes através do serviço de streaming. Essa medida pode até mesmo ser considerada uma censura dos meios de comunicação Isso também limitaria o uso do YouTube, Spotify e plataformas de ensino, como o Khan Academy e o Coursera. Baixar jogos para consoles de última geração (como PS4 e Xbox One) seria uma tarefa complicada, visto que cada título pesa de 15 GB a 50 GB. A situação fica pior quando nos lembramos que, na maioria dos casos, a mesma conexão é compartilhada entre vários membros de uma família (e a franquia seria dividida entre cada indivíduo da casa). Limitar o acesso à internet é um retrocesso enorme, especialmente quando temos em mente que a web é uma poderosa ferramenta de acesso à informação. Seria o mesmo que dizer a um cidadão que ele só pode pegar três ou quatro livros emprestados de uma biblioteca público por mês. Em uma época em que até a ONU declarou que a rede mundial de computadores é algo essencial para o exercício da democracia, essa medida pode até mesmo ser considerada uma censura dos meios de comunicação. 

Entenda como o novo modelo é danoso para a população O que a Vivo tem a dizer 

Em um comunicado oficial emitido hoje (12) aos veículos de imprensa, a Vivo reafirmou que, de fato, começará a usar o formato de franquia a partir de 31/12/2016.
Porém, as novas regras só valem para clientes que contrataram um plano depois do dia 5 de fevereiro deste ano; consumidores mais antigos continuarão sem limite de navegação.
A empresa também revelou que clientes GVT (que se fundiu ao Grupo Telefônica) e Vivo Fibra que firmaram contrato a partir do dia 2 de março deste ano estarão sujeitos às franquias também; assinantes antigos continuam navegando livremente. Será disponibilizada uma ferramenta online para o internauta acompanhar seu uso de dados. Os limites para os planos de internet em fibra óptica serão os seguintes: Saiba mais: Prepare-se: planos Vivo Fibra também terão limite de consumo de internet Vivo Fibra 15 Mbps: franquia de 120 GB; Vivo Fibra 25 Mbps: franquia de 130 GB; Vivo Fibra 50 Mbps: franquia de 170 GB; Vivo Fibra 100 Mbps: franquia de 220 GB; Vivo Fibra 200 Mbps: franquia de 270 GB; Vivo Fibra 300 Mbps: franquia de 300 GB; Questionada pelo TecMundo, a companhia não informou se será possível contratar um pacote de internet avulso após o término das franquias e tampouco o que motivou a marca a mudar esse formato de cobrança de forma tão repentina.

Clientes da Vivo Fibra, internet de fibra óptica, também terão limitações na navegação O posicionamento da Oi 

O TecMundo procurou as principais operadoras de internet fixa do Brasil para saber o que cada um tem a dizer a respeito da polêmica. A Oi foi a primeira a responder aos nossos questionamentos, e afirmou que, embora seus planos tenham uma franquia informada ao cliente no momento da assinatura do contrato, a operadora ainda não pratica a redução de velocidade e tampouco o corte da conexão caso o consumidor ultrapasse tais limites. A empresa não detalhou se pretende implementar a redução em algum momento. Fomos atrás do contrato de banda larga da Oi e encontramos a seguinte informação a respeito dos limites de navegação: Oi Banda Larga de até 2 Mbps: franquia de 60 GB; Oi Banda Larga 5 Mbps: franquia de 70 GB; Oi Banda Larga 10 Mbps: franquia de 90 GB; Oi Banda Larga 15 Mbps: franquia de 110 GB; Oi Banda Larga 20 Mbps: franquia de 110 GB; Oi Banda Larga 25 Mbps: franquia de 130 GB; Oi Banda Larga 35 Mbps: franquia de 130 GB. De acordo com o documento, a Oi poderia reduzir a velocidade da conexão do cliente em até 300 Kbps caso este ultrapasse os saldos estabelecidos – porém, voltamos a ressaltar, de acordo com o posicionamento oficial da companhia, essa redução ainda não acontece para nenhum cliente. Os planos da Oi têm franquias, mas a companhia não reduz e tampouco corta a navegação do usuário NET/Claro: “sempre tivemos franquias” Antes de mais nada, vale a pena lembrar que a NET e a Claro fazem parte do mesmo grupo de empresas, e a marca utilizada para o fornecimento de banda larga é a NET Vírtua. De acordo com a companhia, seus planos de internet fixa sempre foram regidos por franquias de uso, desde a inauguração da empresa em 2004. A corporação afirma que seus usuários não costumam reclamar de velocidade reduzida porque suas franquias são “confortáveis” e você dificilmente atinge os limites estabelecidos, a menos que seja um heavy user. Fomos ao site oficial da NET Vírtua, e, de fato, as franquias para cada um de seus planos estão bem claras para o contratante. Os valores são os seguintes: NET Vírtua 2 Mbps: franquia de 30 GB; NET Vírtua 15 Mbps: franquia de 80 GB; NET Vírtua 30 Mbps: franquia de 100 GB; NET Vírtua 60 Mbps: franquia de 150 GB; NET Vírtua 120 Mbps: franquia de 200 GB. Há também um plano especial de 500 Mbps, que custa R$ 799 por mês e possui uma franquia de 500 GB. A companhia não pretende fazer alterações nesses limites de uso. De acordo com a própria empresa, a NET sempre trabalhou com o sistema de franquias em banda larga

A visão da Live TIM 

A Live TIM, aparentemente, é a única prestadora que não seguirá esse novo modelo de cobrança. Requisitada pelo TecMundo, a companhia nos enviou seu posicionamento oficial a respeito do assunto.
“A TIM informa que, em relação à banda larga fixa Live TIM, a operadora não comercializa planos com franquia mensal de dados e bloqueio após o consumo. A companhia também não prevê mudanças nos planos atuais, que são comercializados de acordo com a velocidade de conexão”, explicou a marca. Vale lembrar que, atualmente, a Live TIM oferece cinco planos de internet fixa via fibra óptica: 35 Mbps, 50 Mbps, 70 Mbps, 90 Mbps e 1 Gbps. A companhia se orgulha de figurar no topo do Netflix ISP Speed Index, um índice proprietário da Netflix que lista os provedores de internet banda larga cujo serviço oferece uma melhor experiência de streaming de vídeos para o usuário. Tudo indica que a companhia pretende manter esse renome ao não impor limites de navegação para o usuário final.
A Live TIM afirma que não pretende estabelecer franquias em seus planos de banda larga

Copel: Paraná está seguro 

Outra operadora que já anunciou que não irá impor o sistema de franquias é a Copel, empresa regional que atua somente no estado do Paraná. A companhia ressaltou seu posicionamento a respeito da polêmica através de uma postagem em seu perfil oficial no Facebook. Atualmente, a corporação oferece planos de 50 Mbps, 75 Mbps e 150 Mbps, todos por fibra óptica. Uma tendência mundial ou um retrocesso brasileiro? Infelizmente, não é só no Brasil que podemos encontrar operadoras de telefonia móvel que usam o modelo de franquias em seus planos de banda larga. Nos Estados Unidos, por exemplo, a AT&T oferece a internet fixa U-Verse – em seu plano de 45 Mbps, o usuário só pode movimentar até 250 GB de dados por mês. Algo parecido ocorre com quem é cliente da XFINITY, marca da Comcast: o plano de 25 Mbps é acompanhado de uma franquia de 300 GB. Porém, é importantíssimo lembrar que, na América do Norte, o cidadão tem um número muito maior de opções para escolher na hora de contratar um serviço de banda larga – e várias prestadoras oferecem conexão ilimitada. Além disso, as operadoras que limitam a quantidade de dados que o consumidor pode utilizar são frequentemente alvos de críticas por parte da população e da mídia especializada.

A AT&T, provedora norte-americana, também usa o modelo de franquias para seus planos de internet Não, a Anatel não vai interferir 

Assim que as operadoras decidiram adotar o modelo de franquia para planos de banda larga, os olhos imediatamente se voltaram para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O órgão regulador – que deveria vetar qualquer tipo de postura abusiva por parte das provedoras de internet – não parece estar interessada em intervir no assunto, mesmo que a insatisfação dos consumidores esteja mais do que clara. As empresas podem optar pelo modelo de negócio que julgarem mais adequado Procurada pelo TecMundo, a instituição afirmou que a prestação de serviço de banda larga fixa é de regime privado, estabelecido pela Lei Geral de Telecomunicações (9.472/97). De acordo com tal documento, as empresas podem optar pelo modelo de negócio que julgarem mais adequado às práticas comerciais. Só é necessário que a provedora informe com antecedência caso o cliente esteja prestes a ultrapassar a franquia informada no momento em que aceitou o contrato. “A regra se aplica a qualquer serviço de telecomunicações que seja vendido com limitação por franquia, voz ou dados são os exemplos mais comuns. Em adendo informamos que as prestadoras poderão definir com quanto tempo de antecedência o consumidor será informado”, afirma o órgão regulador. “Além disso, a operadora precisa disponibilizar, no espaço reservado ao consumidor na Internet, recurso que possibilite o acompanhamento adequado do uso do serviço contratado, durante sua fruição”, completa.

Reguladora dos serviços de internet no Brasil, Anatel não vê problemas nas franquias em banda larga Os órgãos de defesa do consumidor começam a agir 

Em um texto publicado em seu site oficial, a Associação de Consumidores PROTESTE afirmou que considera ilegal a imposição de franquias em planos de banda larga por parte das operadoras brasileiras. “Em ação civil pública que tramita desde maio de 2015, a Associação já questiona a medida. Na ação, foi pedida uma liminar contra as operadoras Vivo, Oi, Claro, TIM, e NET para que sejam impedidas de comercializar novos planos com previsão de bloqueio à conexão após fim da franquia do 3G e da internet fixa”, explica. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) também não ficou quieto. Para o órgão, não há argumentos técnicos e econômicos que demonstrem a necessidade de redução da franquia de dados nesses planos. De acordo com Rafael Zanatta, pesquisador em telecomunicações, os contratos que preveem desconexão da internet após atingir o limite da franquia são ilegais.
“Tais cláusulas são nulas, pois violam o Marco Civil da Internet, em especial o artigo 7, que prevê que o usuário só pode ser desconectado por atraso de conta e não por uma suposta limitação de franquia”, explica.

Ministério da Justiça investiga um possível cartel 

A situação é tão preocupante que até o Ministério da Justiça resolveu entrar no jogo. A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) afirmou ter aberto um inquérito civil para investigar a repentina decisão de adotar o modelo de franquia por parte de tantas operadoras ao mesmo tempo. De acordo com o promotor Paulo Roberto Binicheski, é possível que estamos presenciando a formação de um cartel, algo que deve ser prevenido pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). O Brasil terá a internet mais cara do mundo "A proposta de alteração do sistema de cobrança reflete planos comerciais abusivos, com o propósito disfarçado de encarecer os custos de utilização da internet pelo usuário médio", afirmou Binicheski, durante uma coletiva de imprensa realizada no início de março. “O Brasil terá a internet mais cara do mundo”, sintetiza. As operadoras terão que justificar a mudança repentina ao Ministério, que analisará as respostas e adotará as medidas necessárias. O promotor disse ainda que a investigação tem como objetivo final convencer a Anatel a alterar sua regulamentação, visto que o modelo de franquias não é benéfico ao consumidor. De acordo com Binicheski, vários clientes insatisfeitos têm entrado em contato com o Prodecon para reclamar do limite, o que incentivou o órgão a abrir o inquérito. Adoção das franquias vai contra o Marco Civil da Internet A opinião de um especialista em direito eletrônico De acordo com Raphael Chaia, advogado e professor de direito eletrônico da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), a decisão das operadoras é um retrocesso grave. “Vivemos a era da internet das coisas, cada vez mais os objetos da nossa casa estão conectados em tempo real, exigindo uma constante conexão com a internet. O uso da internet doméstica é e sempre foi mais intenso que o da internet móvel, por isso, dar o mesmo tratamento às duas é de um equívoco absurdo”, comenta. Os contratos antigos devem ser mantidos nos termos aceitos pelo consumidor Em relação a possível formação de um cartel, Chaia diz que não há como afirmar nada sem provas. “O que esperamos, porém, é que tais comportamentos fomentem o surgimento de provedores menores que possam fazer frente e concorrer com os gigantes, oferendo acesso ilimitado aos seus clientes, afinal, a melhor forma de se obter serviços de qualidade ainda é com a concorrência”, explica o especialista.
O especialista ressalta ainda que a regra da Anatel que permite a mudança de planos para serviços em andamento entra em conflito com o Código de Defesa do Consumidor, com o Código Civil e com todas as normas de boa-fé contratual. “Uma resolução não pode estar acima da lei, ainda que editada por uma agência reguladora (órgão da administração pública indireta). Ao meu ver, os contratos antigos devem ser mantidos nos termos aceitos pelo consumidor, e quaisquer mudanças dependem de novo aceite pelo contratante”, finaliza.

Para especialista, regra da Anatel vai contra o Código de Defesa do Consumidor e Código Civil Movimento ISL: o clamor popular 

Uma das iniciativas mais populares que surgiram depois que tantas operadoras confirmaram o modelo de franquia foi o Movimento Internet Sem Limites (MISL), que se resume a uma página no Facebook (já com 180 mil curtidas) e um perfil no Twitter. Em entrevista ao TecMundo, porta-vozes do coletivo afirmaram que o movimento surgiu de canais de bate-papo no IRC e que não era possível revelar a identidade de seus fundadores. “Somos apenas um grupo de usuários dos mais diversos segmentos da rede, com as mais diversas profissões e de diversos lugares do país que não aceitarão ter seus direitos esmagados silenciosamente”, afirmou o grupo. De fato, entrevistamos os membros do coletivo, e eles “garantiram” que, após reunir o máximo de pessoas para dentro do movimento, pretendem transformar a indignação popular em uma força democrática. “Ainda não podemos adiantar como iremos fazer isso, pois cada passo está sendo tomado com cautela. No entanto, todos que nos apoiam podem ter certeza de que isso romperá a barreira virtual”, explicou o representante, por email.

Movimento já uniu quase 200 mil internautas em poucos dias de existência A opinião dos ativistas 

O TecMundo também foi atrás de movimentos ativistas para saber o que eles têm a dizer a respeito do assunto. Membros do Anonymous Rio, Anonymous FUEL e Asor Hack Team conversaram com a nossa equipe e se mostraram contrários ao novo modelo de cobrança. “Assistimos hoje a uma tentativa de uma prática de truste entre as maiores empresas de comunicação do país com o objetivo de reformular completamente as regras do mercado de telefonia, pois seus principais serviços foram abandonados a ponto de linhas telefônicas fixas só serem vendíveis para os clientes através de vendas casadas”, afirmam. A Internet é uma ferramenta disruptiva sem precedentes na história humana, e a defenderemos com afinco Quando questionadas se pretendem tomar organizar alguma ação contra as operadoras, as células nos dão uma resposta impressionante. “As pessoas precisam entender que a autonomia delas está sendo ferida com essa transformação e que uma das principais ferramentas de articulação política do nosso tempo não ficaria ilesa por tanto tempo. A reação não tem que vir apenas de ativistas virtuais, ela precisa vir do povo, organizado de maneira independente, pela manutenção de seus direitos. Acreditamos que o mais importante agora seja fazer as pessoas perceberem como a estrutura de monopólios financeiros regula suas existências, sua liberdade de escolha, seu potencial de expressão. E se elas perceberem isso, Anonymous não precisará fazer nada”, explicam. “A Internet, hoje, está muito além de um luxo ou fetiche nerd. Ela incluiu, embora tenha muito o que melhorar nesse quesito, aqueles atores econômicos e sociais que antes eram engolidos pelos monopólios. A Internet é uma ferramenta disruptiva sem precedentes na história humana, e a defenderemos com todo afinco. Se as provedoras quiserem realmente comprar essa briga, fiquem à vontade”, completam os ativistas.

Ativistas declaram sua opinião a respeito do assunto 

O que você pode fazer para impedir a mudança? Você, como um usuário dos serviços de telecomunicações, tem todo o direito de mostrar sua insatisfação com o modelo de cobrança proposto pelas operadoras. Além de compartilhar conteúdos educativos a respeito do tema (como esta reportagem), é possível: Assinar um abaixo-assinado: hospedado na plataforma Avaaz e criado por um internauta identificado somente como Gabriel, o documento precisa reunir 400 mil assinaturas antes de ser entregue para as prestadoras brasileiras;
Formalizar uma reclamação no PROCON: essa é a dica de Raphael Chaia. Através do site oficial da fundação, você encontra informações sobre como protocolar uma contestação contra as provedoras; Fazer pressão contra a Anatel e políticos: entre em contato com o órgão regulador e com os políticos que você elegeu – é o dever deles proteger os interesses da população e movimentar processos legislatórios que proíbam a adoção desse formato de cobrança. O TecMundo deixa claro seu posicionamento contra a aplicação de franquias em planos de banda larga, visto que tal modelo de negócios é uma afronta aos princípios da internet e uma grave ameaça aos direitos do cidadão.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Sindicato dos Produtores indica "Deadpool" e "La La Land"; veja lista

O Sindicato dos Produtores norte-americanos indicou nesta terça-feira (10) os filmes selecionados para sua premiação, o PGA Awards, conhecida por ser um forte termômetro para a principal categoria do Oscar, a de melhor filme.

Entre os indicados a melhor filme no PGA estão "Deadpool", "La La Land", "Moonlight", "Cercas", "A Chegada", "Lion", "Manchester à Beira-Mar", "Até O Último Homem", "A Qualquer Custo" e "Estrelas Além do Tempo". Os produtores também selecionaram as cinco animações mais bem produzidas. São elas: "Procurando Dory", "Kubo e as Cordas Mágicas", "Moana", "Pets" e "Zootopia". Mais de 75% dos nomeados pelos produtores costumam aparecer também na lista do Oscar. Apesar disso, algumas divergências aconteceram nos últimos anos, depois que o número de indicados aumentou. Só a lista de melhores filmes indicados pelos produtores conta com dez títulos. Os vencedores serão anunciados no dia 28 de janeiro, em uma cerimônia no hotel Beverly Hilton, em Los Angeles, mesmo lugar que sedia o Globo de Ouro, que consagrou o musical "La La Land" este ano, com 7 estatuetas.
Veja a lista completa dos indicados
Melhor filme "A Chegada" Produtores: Dan Levine, Shawn Levy, Aaron Ryder, David Linde "Deadpool" Produtores: Simon Kinberg, Ryan Reynolds, Lauren Shuler Donner
"Fences" Produtores: Scott Rudin, Denzel Washington, Todd Black
"Até o Último Homem" Produtores: Bill Mechanic, David Permut
"A Qualquer Custo" Produtores: Carla Hacken, Julie Yorn
"Estrelas Além do Tempo" Produtores: Donna Gigliotti, Peter Chernin & Jenno Topping, Pharrell Williams, Theodore Melfi
"La La Land: Cantando Estações" Produtores: Fred Berger, Jordan Horowitz, Marc Platt
"Lion" Produtores: Emile Sherman & Iain Canning, Angie Fielder
"Manchester à Beira-Mar" Produtores: Matt Damon, Kimberly Steward, Chris Moore, Lauren Beck, Kevin Walsh
"Moonlight: Sob a Luz do Luar" Produtores: Adele Romanski, Dede Gardner & Jeremy Kleiner Melhor animação
"Procurando Dory" Produtor: Lindsey Collins
"Kubo e as Cordas Mágicas" Produtores: Arianne Sutner, Travis Knight
 "Moana: Um Mar de Aventuras" Produtor: Osnat Shurer
 "Pets: A Vida Secreta dos Bichos" Produtores: Chris Meledandri, Janet Healy
 "Zootopia" Produtor: Clark Spencer

Após vitória judicial, SBT começa a investigar dados e metodologia do Ibope

O SBT saiu vitorioso de uma batalha judicial que durou 15 anos e obteve o direito de ter acesso e de fazer uma perícia nos dados e na metodologia de mensuração de audiência realizada pela empresa Kantar Ibope. O SBT decidiu iniciar já a perícia e já está apontando profissionais nas áreas de estatística, matemática e outras disciplinas para fazer um raio X dos métodos usados pelo Ibope. A coluna apurou que até um perito estrangeiro fará parte desse grupo. A briga começou, na verdade, ainda na década de 80. Desde então a emissora já não tinha confiança plena nem nos números e nem na metodologia usada pelo Ibope (hoje chamada Kantar Ibope). A ação judicial de fato, porém, começou em 2001, movida pelo SBT.

Dois anos depois, a TV de Silvio Santos teve a primeira sentença favorável, mas o Ibope recorreu. Para o instituto, a exposição de todos dados solicitados pelo SBT poderia colocar em risco a própria isenção da medição. O SBT voltou à carga e, após muitas idas e vindas, em 2015 o STJ (Superior Tribunal de Justiça) confirmou a decisão favorável ao SBT. Em maio do ano passado a emissora já poderia ter iniciado o processo de verificação, mas aguardou a virada do ano.
COMO SE MEDE?
O SBT agora vai exercer seu direito e poderá saber finalmente não só como o Ibope mede o público dos programas, mas onde e até quais são as cerca de 6.000 residências onde estão instaladas cerca de 10 mil famosas “caixinhas” que medem a audiência (uma mesma casa pode ter mais de um aparelho instalado). Uma das grandes dúvidas (e queixas) do SBT, conforme o colunista Maurício Stycer informou recentemente, se refere a supostas discrepâncias entre os dados de audiência informados em tempo real (realtime) e o ibope consolidado. O SBT alega que a correção entre o dado provisório e o consolidado quase sempre beneficia todas as demais emissoras --exceto o SBT. No entanto, ouvido pela coluna, o Ibope afirmou categoricamente que só passou a divulgar os dados em tempo real por pressão das emissoras, e que não considera essa medição “oficial”. OUTRO LADO Procurado, o Ibope disse que todas as metodologias adotadas seguem padrões internacionais e negou que a "vitória" judicial do SBT vá alterar a rotina do instituto. O Ibope informou ainda que, além de acesso a dados, o SBT também queria receber uma indenização por descumprimento contratural, mas que a Justiça negou o pedido da emissora.

Tá curtindo "Dois Irmãos"? Veja mais promessas de séries nacionais em 2017

Graças a “Dois Irmãos”, série da Globo que estreou na última segunda-feira (9), o ano das séries brasileiras já começou muito bem na TV brasileira. A história de rancor e ódio dos irmãos Yqub e Omar (Matheus Abreu/Cauã Reymond), baseada no livro de Milton Hatoum, chama atenção pela linguagem cinematográfica e pelas atuações intensas de Juliana Paes, Antonio Calloni e Antonio Fagundes. A boa notícia é que “Dois Irmãos” não está sozinha, e os canais da TV paga, fechada e streaming prometem boas opções de séries nacionais em 2017. Além de garantir novas temporadas de algumas atrações bem-sucedidas.

Para ficar de olho:

O Homem da Sua Vida (HBO)
Adaptação da série do argentino e vencedor do Oscar Juan José Campanella, "O Homem da Sua Vida" estreou no último domingo (8). A comédia romântica conta a história de Hugo (Augusto Madeira), um profissional de uma agência de encontros amorosos, que se relaciona com mulheres para desiludi-las e tornar mais eficiente a busca pelo "homem ideal". Com roteiro de Danilo Gullana e Tati Bernardi, a atração tem direção de Daniel Rezende ("Cidade de Deus"), Fernando Coimbra ("O Lobo Atrás da Porta") e Pedro Amorim ("Mothern").

Vade Retro (Globo)
Prepare-se para ver Tony Ramos como você nunca viu antes. A partir de abril, o ator protagoniza "Vade Retro", série escrita por Fernanda Young e Alexandre Machado, ao lado de Monica Iozzi. Na comédia com pitadas de terror, Ramos vive Abel Zebu, espécie de encarnação do demônio em forma de empresário milionário. Acostumado a manipular e seduzir a todos, ele contrata a advogada Celeste (Iozzi) para ajuda-lo num processo de divórcio. Sua real intenção, no entanto, é engravidar a moça, que no passado foi tocada pelo papa e ele acredita que ela tenha poderes paranormais por conta disso.

A Vida Secreta dos Casais (HBO)
Sexo, política e Bruna Lombardi se misturam na nova produção brasileira da HBO, ainda sem data de estreia definida. Criada por Bruna Lombardi e seu filho Kim Riccelli, "A Vida Secreta dos Casais", que tem direção de Carlos Alberto Ricelli, gira em torno da sexóloga Sofia. Interpretada por Bruna, ela é dona de um instituto de terapias alternativas para casais e se vê envolvida em uma investigação depois que um de seus clientes, um poderoso homem de negócios, é envolvido em um caso de corrupção.

1 Contra Todos (Fox) Já em fase de gravação, a segunda temporada de "1 Contra Todos", que garantiu boa audiência para a Fox em 2016, chega ainda no primeiro semestre de 2017. Na história, baseada em fatos reais, de Breno Silveira ("Dois Filhos de Francisco"), Cadu (Julio Andrade), está fora da prisão, mas deve continuar lutando para garantir a sobrevivência da família depois de se tornar um dos nomes mais respeitados do crime.

Lava Jato (Netflix)
Ainda sem nome definido e em processo de finalização dos roteiros, a segunda produção brasileira da Netflix deve sair no final de 2017. Dirigida por José Padilha ("Narcos" e "Tropa de Elite"), a atração vai narrar a operação policial que desvendou o maior esquema de corrupção já visto no Brasil. "O objetivo é narrar a operação policial em si e mostrar inúmeros detalhes esclarecedores que a própria imprensa desconhece", disse Padilha na época do anúncio da produção.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Disney divulga novo pôster de "A Bela e a Fera" e exibição no Globo de Ouro

Emma Watson aparece em destaque no novo pôster de " A Bela e a Fera", divulgado pela Disney. É o primeiro cartaz do filme em que a atriz está caracterizada como Bela e Dan Stevens como Fera.

Trechos do longa-metragem foram exibidos no Globo de Ouro, na noite deste domingo (8). O pôster também mostra os outros atores do elenco principal caracterizados. "A Bela e a Fera" tem estreia prevista para 16 de março no Brasil. "A Bela e a Fera" é uma das principais apostas da Disney para este ano. O primeiro trailer do filme, divulgado em 14 de novembro, foi o mais visto da história nas primeiras 24 horas no ar. De acordo com a Disney, foram 127,6 milhões de visualizações no YouTube e nas redes sociais. Apenas na página de Emma Watson, o vídeo foi visto 27 milhões de vezes. Segundo a "Variety", a primeira amostra de “A Bela e a Fera” bateu o recorde de "Cinquenta Tons Mais Escuros", cujo trailer, lançado em setembro, foi visto 114 milhões de vezes em um único dia. "Star Wars: O despertar da força" (2015) aparece em terceiro lugar, com 112 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas. Muitas cenas da animação "A Bela e a Fera" (1991) estarão recriadas de maneira fiel na nova versão.

"La La Land" bate o recorde do Globo de Ouro com sete prêmios

"La La Land: Cantando Estações" bateu o recorde de filme que mais venceu prêmios no Globo de Ouro, com sete estatuetas: filme de comédia ou musical, direção (Damien Chazelle), roteiro (Damien Chazelle), atriz (Emma Stone), ator (Ryan Gosling), canção original e trilha.

O musical sobre um pianista e uma aspirante a atriz que buscam o sucesso em Hollywood superou os clássicos "Um Estranho no Ninho" e "O Expresso da Meia-Noite", que têm seis prêmios cada. A última vez em que um filme recebeu mais de três estatuetas havia sido em 2009, com "A Rede Social". "La La Land" também reverteu a tendência de que normalmente são os filmes de drama que recebem mais destaque na premiação e seguem com força para o Oscar.

"Moonlight: Sob a Luz do Luar", favorito nesta categoria, ficou com o prêmio, mas não levou nenhuma outra das cinco categorias em que concorria. O Globo de Ouro, entregue por membros da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, em Inglês), abriu a temporada de premiações 2017 neste domingo (8), com uma cerimônia repleta de estrelas.
TV
Nas categorias de TV, a Netflix superou a HBO com o prêmio de melhor série de drama para a produção sobre a família real britânica "The Crown", que desbancou "Game of Thrones" e também ficou com a estatueta de melhor atriz. Outros destaques foram "Atlanta", melhor série de comédia e melhor ator de comédia, a minissérie "The Night Manager", com três prêmios de atuação (para Tom Hiddleston, Hugh Laurie e Olivia Colman), e "The People v. O.J. Simpson: American Crime Story", que ficou com os prêmios de melhor minissérie ou filme para a TV e melhor atriz de minissérie ou filme para TV (Sarah Paulson). "Fora Trump" O comediante Jimmy Fallon foi o anfitrião da cerimônia, realizada no hotel Beverly Hilton, em Bervely Hills, e conhecida por ser mais descontraída do que o Oscar, em grande parte pela champanhe servida em profusão.
Nos discursos, a noite foi marcada por críticas e piadas contra Donald Trump, presidente eleito dos Estados Unidos, que foi comparado por Fallon com o sanguinário rei Joffrey da série "Game of Thrones".

A atriz Meryl Streep, que recebeu o prêmio Cecil B. DeMille, pelo conjunto de sua carreira, fez um discurso duro contra o que chamou de desrespeito, violência e bullying do futuro mandatário, e ressaltou a responsabilidade de Hollywood e a importância da imprensa neste momento. A cerimônia ainda contou com uma homenagem especial às atrizes Carrie Fisher e Debbie Reynolds, mãe e filha, que morreram no fim de dezembro, com apenas um dia de diferença. Elas foram lembradas em um clipe com cenas de seus filmes, ao som da canção "You Made Me Love You", do musical "Irene", cantada por Reynolds.
Veja a lista completa de vencedores do Globo de Ouro 2017:
CATEGORIAS DE CINEMA
Filme - drama

"Moonlight" - VENCEDOR
 Filme - comédia ou musical

"La La Land - Cantando Estações" - VENCEDOR
 Atriz - drama

Isabelle Huppert ("Elle") - VENCEDORA
 Ator - drama
Casey Affleck ("Manchester À Beira-Mar") - VENCEDOR
 Atriz - comédia ou musical

Emma Stone ("La La Land - Cantando Estações") - VENCEDORA
 Ator - comédia e musical
Ryan Gosling ("La La Land: Cantando Estações") - VENCEDOR
 Atriz coadjuvante
Viola Davis ("Fences") - VENCEDORA
 Ator coadjuvante
Aaron Taylor-Johnson ("Animais Noturnos") - VENCEDOR
 Diretor

Damien Chazelle ("La La Land - Cantando Estações") - VENCEDOR
 Roteiro
"La La Land - Cantando Estações" - VENCEDOR
Filme estrangeiro
"Elle" (França) - VENCEDOR
 Animação
"Zootopia" - VENCEDOR
 Canção
"City of Stars" ("La La Land") - VENCEDOR

 Trilha original
Justin Hurwitz ("La La Land - Cantando Estações") - VENCEDOR
CATEGORIAS DE TELEVISÃO
Série de drama
"The Crown" - VENCEDOR
 Série de comédia ou musical
"Atlanta" - VENCEDOR
 Minissérie ou filme feito para a TV
"The People v. O.J. Simpson: American Crime Story" - VENCEDORA
 Atriz de série dramática
Claire Foy ("The Crown") - VENCEDORA
 Ator em série dramática
Billy Bob Thornton ("Goliath") - VENCEDOR
 Atriz em série de comédia ou musical
Tracee Ellis Ross ("Black-ish") - VENCEDORA
 Ator em série de comédia ou musical
Donald Glover ("Atlanta") - VENCEDOR
 Atriz em minissérie ou filme feito para a TV
Sarah Paulson ("People v. O.J. Simpson: American Crime Story") - VENCEDORA
Ator em minissérie ou filme feito para a TV
Tom Hiddleston ("The Night Manager") - VENCEDOR
Melhor atriz coadjuvante de TV
Olivia Colman ("The Night Manager") - VENCEDORA
 Melhor ator coadjuvante de TV
Hugh Laurie ("The Night Manager") - VENCEDOR

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