O ator está internado há uma semana no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde realizou exames para o diagnóstico do tumor que atinge os gânglios linfáticos.
Na nota, o ator diz que está sendo submetido a mais exames para "especificação adequada" da doença.
Ele afirma ainda estar "pronto para a luta". "Conto com o carinho e o amor de todos vocês", diz. Leia abaixo a íntegra da nota.
Divulgação | ||
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Reynaldo Gianecchini divulga nota na qual confirma ter recebido o diagnóstico de linfoma não Hodgkin |
Gianecchini fez uma cirurgia de hérnia inguinal há cerca de um mês. Após o procedimento, teve uma reação infecciosa na perna e uma outra reação, alérgica. Como os gânglios não diminuíam, os médicos começaram uma investigação profunda sobre o que estaria acontecendo. Gianecchini estava atualmente em cartaz em São Paulo com a peça "Cruel", na qual contracenava com Erik Marmo. O espetáculo estreou em junho e estava previsto que ficasse em cartaz até outubro, mas foi suspenso nesta semana.
Leia a íntegra da nota divulgada pelo ator:
"Após ser internado com suposto sintoma de faringite, fui diagnosticado um linfoma não-Hodgkin. Estão sendo realizados novos exames para a especificação adequada. Estou pronto para a luta e conto com o carinho e o amor de todos vocês,
Reynaldo Gianecchini"
Com informações de MÔNICA BERGAMO, LÍGIA MESQUITA e DIÓGENES CAMPANHA
Entenda tumor que afeta o ator Reynaldo Gianecchini
MARCO VARELLA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Do tamanho de um grão de feijão, eles são conectados por vasos linfáticos e se acumulam nas regiões do pescoço, das axilas, do peito, do abdômen e da virilha. Quando estamos com a garganta inflamada, é nas amígdalas, também parte do sistema linfático, onde os linfócitos se concentram, multiplicam-se e "comem" (fagocitam) os micro-organismos invasores.
Ao longo da vida do indivíduo podem ocorrer mutações no DNA dos linfócitos, levando à sua multiplicação desenfreada. Nesse caso, surge o linfoma, o câncer que se inicia a partir de um linfócito. Eles se dividem em dois grandes tipos, o linfoma de Hodgkin e um outro grande grupo de cânceres, o dos linfomas não-Hodgkin. A incidência do linfoma não-Hodgkin, categoria com mais de 20 tipos de tumores, é mais comum em homens e aumenta progressivamente com a idade. Os fatores de risco são o sistema imunológico comprometido, exposição química incluindo pesticidas, solventes e fertilizantes e altas doses de radiação.
Em torno de 4 casos/100 mil indivíduos ocorrem em torno dos 20 anos de idade. A taxa de incidência aumenta dez vezes aos 60 anos e mais de 20 vezes após os 75 anos. Os casos da doença duplicaram nos últimos 25 anos. Com essa variedade grande de tumores, há linfomas não-Hodgkin de progressão muito lenta, enquanto outros têm ação muito rápida.
A quimioterapia, a radioterapia ou ambas podem ser usadas no tratamento. Elas matam todas as células em fase de multiplicação no corpo ou na parte atingida, diminuindo, assim, o crescimento do tumor.
Folhapress | ||
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