(Bibliomed). Conde, uma cidadezinha no interior da Bahia virou destaque na reunião da Sociedade Americana para Avanço da Ciência. Isso porque estudos realizados por Kethleen Barnes, da Johns Hopkins, apontaram para a existência de ligações genéticas entre a incidência do parasita responsável pela esquistossomose e a freqüência de doenças respiratórias, como a asma.
De acordo com o estudo, quanto mais expostos à esquistossomose, menor a incidência de asma. Ao se tratar a doença parasitária, os índices de asma subiam sem uma explicação aparente. Durante dez anos a equipe de pesquisadores acompanhou a população de Conde e descobriu que o responsável por esse paradoxo está no anticorpo Imunoglobulina E (IGE).O IGE é responsável por combater parasitas no corpo, mas, na ausência desses, acaba por desencadear doenças respiratórias e alérgicas. A população de Conde, segundo os pesquisadores, é geneticamente predisposta a ter altos níveis de IGE no organismo. Agora, os cientistas querem descobrir quais são os genes responsáveis por regular esse mecanismo.
A Dr. Kethleen apresentou a teoria que chamou de “Hipótese da Higiene”. Essa sugere que a melhoria das condições de vida e a urbanização praticamente erradicaram as doenças parasitárias, mas, por outro lado, aumentaram os índices de doenças alérgicas e autoimunes. "Não podemos advogar a volta das péssimas condições de vida, mas sim entender a relação entre os dois fenômenos, que moléculas os causam e com isso criar novos medicamentos," afirma a pesquisadora.
Fonte: Advancing Science Serving Society

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