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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Família briga na Justiça com a Coca-Cola por R$ 237,8 milhões

Uma família da Califórnia (EUA) tenta conseguir na Justiça o direito a uma participação de R$ 237,8 milhões em ações da Coca-Cola.

A briga com a gigante de bebidas começou depois que o pai, Tony Marohn, comprou um certificado antigo de papéis da empresa por R$ 9, em uma típica venda de garagem.Marohn morreu em 2010, mas sua família assumiu a batalha judicial, alegando que tem direito a cerca de 1,8 milhão de papéis da fabricante de refrigerantes. “Foi uma descoberta, um grande negócio para ele”, disse Chris Morosoff, que representa a família Marohn, ao Daily Mail.
Antes de morrer, Marohn conseguiu traçar a origem do certificado, por meio de empresas há muito esquecidas, como Petrocarbon Chemicals Inc ea Taylor Wine Co. A família, contudo, terá de convencer a Justiça de que a lei está do seu lado.Caso confirmada a propriedade da família sobre as ações da Coca, os Marohn passariam a integrar o grupo de maiores investidores não institucionais na companhia, de acordo com dados da Reuters.Nesta semana a Coca-Cola reagiu por meio de um comunicado. “A alegação de que o senhor Marohn teria o direito a milhões de dólares em ações da Coca-Cola – baseada em um certificado de ações cancelado, de uma companhia de petróleo extinta há muito tempo, comprado em uma venda de garagem – é sem mérito e injusto para milhões de acionistas legítimos da companhia”, afirmou a Coca.

Segundo os advogados da família, o certificado adquirido por Marohn foi aprovado e cedido, mas a transferência foi deixada em branco. Marohn, então, teria preenchido o papel em seu nome e começou a pesquisar registros corporativos. Ele finalmente escreveu à Coca-Cola para exigir um volume de 1,8 milhão de ações ordinárias.A empresa não apenas se recusou, como o processou em 2009 com o objetivo de obter uma declaração de que Marohn não tinha direito a papéis da empresa.A defesa da família se sustentará na ideia de que, se alguém emitiu um certificado de ações e, em seguida, o endossou, deixando em branco o nome do cessionário, essencialmente transformou o certificado em uma ação ao portador. Ao escrever seu nome no documento, Marohn teria se tornado o proprietário legal dos papéis.O juiz Leo Strine, responsável pelo caso, afirmou na última audiência legal, em janeiro, que sua decisão deverá sair em breve. Enquanto isso,o caso tramita na corte do estado de Delaware, nos Estados Unidos.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Coca e Pepsi mudam fórmula para evitar alerta de câncer nos EUA

A Coca-Cola e a Pepsi decidiram mudar a fórmula, nos EUA, de um caramelo que compõe os refrigerantes para não ter de colocar um alerta de risco de câncer em suas latas. A notificação passou a ser obrigatória depois que a Califórnia incorporou um componente químico presente no caramelo na lista de substâncias cancerígenas. A decisão foi motivada por pressão da entidade de consumidor Centro de Ciência para Interesse Público, que apresentou um estudo com indicações da conexão da substância com o desenvolvimento do câncer. A associação das indústrias de bebidas dos EUA contesta o conteúdo do estudo. Segundo o grupo, a substância 4-metilimizadol, alvo do questionamento, já foi autorizada por reguladores nos EUA e em outras partes do mundo.

Mark Lennihan - 05.jul.05/Associated Press
Latas de Pepsi e Coca em freezer nos EUA, onde a fórmula foi alterada para evitar um aviso de câncer obrigatório
Latas de Pepsi e Coca em freezer nos EUA, onde a fórmula foi alterada para evitar um aviso de câncer obrigatório

Apesar disso, a entidade confirmou que as empresas trabalham para mudar a fórmula para atender as requisições do Estado da Califórnia. "Consumidores não vão notar a diferença nos produtos e não tem razão alguma para preocupações em relação à saúde", afirmou a associação em nota.
O FDA (órgão norte-americano que regula remédios e alimentos) analisa um pedido da entidade de consumidores sobre o assunto. Um porta-voz da agência informou que um consumidor teria de beber mais do que 1.000 latas de refrigerante por dia para alcançar os níveis apresentados no estudo que mostrou uma relação com câncer em roedores.
"Embora acreditemos que não há risco para saúde pública que justifique mudanças, pedimos aos fornecedores do caramelo que deem esse passo para que nossos produtos não estejam sujeitos à exigência de um aviso sem fundamento científico", afirmou a representante da Coca-Cola, Diana Garza Ciarlante.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Coca-Cola muda fórmula secreta de lugar pela 1ª vez em 86 anos

A Coca-Cola anunciou nesta quinta-feira que, pela primeira vez em 86 anos, mudou de lugar a sua fórmula secreta. O documento foi levado do cofre de um banco para ser exposto no museu da companhia, em Atlanta.

A empresa de bebidas informou que o compartimento que contém a fórmula ficará em exposição para visitantes no museu World of Coca-Cola. No entanto, a fórmula, que é de 1886, continuará escondida da vista do público. A Coca-Cola informou que a decisão de deslocar a fórmula --que estava no SunTrust Banks Inc., no centro de Atlanta, desde 1925-- não está relacionada ao fato da instituição ter vendido a sua participação na empresa, o que ocorreu em 2007. "Este é um dia especial na história da Coca-Cola, e o culminar perfeito para as celebrações do nosso 125º aniversário", afirmou em comunicado Muhtar Kent, presidente mundial da Coca-Cola Company.

Divulgação
A fórmula secreta da Coca-Cola vai mudar de lugar pela 1ª vez em 86 anos
O presidente mundial da Coca-Cola, Muhtar Kent, segura o cofre que contém a fórmula secreta
Divulgação
Cofre que irá conter a fórmula secreta da Coca-Cola, em Atlanta
Cofre que irá conter a fórmula secreta da Coca-Cola, em Atlanta

Com a Associated Press

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