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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Fraudes no INSS usavam dados de vítimas de acidentes aéreos, diz MPF

Operação no RJ busca integrantes de quadrilha que fraudava pensões.Suspeitos usavam dados de mortos em acidentes da Air France, Gol e TAM.

Do G1 RJ
 
Os suspeitos investigados nas operações Miragem e Caixa Preta, desencadeadas nesta quinta-feira (24) no estado do Rio de Janeiro, se passavam como parentes de mortos em acidentes como o choque entre o avião da Gol e o jato Legacy, a queda do avião da Air France e a colisão do boeing da TAM nas redondezas do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Com os dados das vítimas desses desastres eles conseguiam receber, de forma irregular, pensões por morte. As informações são do Ministério Público Federal (MPF).Segundo o MPF, os integrantes da quadrilha se aproveitavam do fato de muitas vítimas não terem deixado dependentes para efetuar as fraudes. Cerca de 160 policiais da Polícia Federal e técnicos da Previdência Social tentam cumprir 17 mandados de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão. Entre os suspeitos estão cinco servidores do INSS. Até o início da tarde desta quinta, 16 suspeitos foram presos. As investigações começaram há um ano para apurar a ilegalidade no requerimento e no saque de benefícios previdenciários e assistenciais por despachantes e servidores autárquicos. Os envolvidos inseriam informações fictícias nos sistemas previdenciários e falsificavam documentos públicos para conseguir a concessão de benefícios da prestação continuada, pensões por morte e aposentadorias irregulares.
Prejuízo de R$ 3 milhões
Ainda de acordo com o MPF, a quadrilha também obtinha o adiamento dos vencimentos através de empréstimos consignados que seriam pagos com os benefícios fraudados. Segundo a Polícia Federal, inicialmente foram identificados cerca de 160 benefícios fraudulentos ou com indícios de irregularidade. A PF estima que o prejuízo aos cofres públicos chegue a R$ 3 milhões. Estimativas indicam que a quadrilha atuava desde 2007.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Fabricante de 'pulseira de equilíbrio' indenizará clientes nos EUA, diz site

Consumidores processaram a Power Balance por publicidade enganosa.
Empresa deverá perder US$ 57 milhões e ameaça pedido de falência.

Do G1, em São Paulo
 
Pulseira equilíbrio power balance pulseirinha magnéticaPublicidade da pulseira promete 'força, equilíbrio e
flexibilidade ao usuário. (Foto: AFP Photo / arquivo)
A Power Balance, fabricante de pulseiras que afirmam dar mais "força, equilíbro e flexibilidade" ao usuário, terá de pagar US$ 57 milhões em indenizações a clientes nos Estados Unidos. A empresa perdeu um processo por publicidade enganosa no país e poderá até declarar pedido de falência, segundo o site de notícias TMZ.O material, feito de silicone, é vendido por US$ 30 e já foi usado por atletas como Shaquille O'Neill e Kobe Bryant, da liga norte-americana de basquete, e pelo piloto brasileiro Rubens Barrichello. Fundada em 2007, a marca vendeu 3 milhões de unidades do produto no mundo.
Em janeiro, um grupo de consumidores moveu uma ação contra a fabricante na corte federal de Santa Ana, em Los Angeles. No mês anterior, os irmãos Josh e Troy Rodarmel, fundadores da empresa, já haviam admitido que não existiam provas científicas que garantissem os efeitos divulgados na publicidade do produto.No início de 2011, um órgão de controle de produtos expôs publicamente as reclamações de clientes na Austrália. Reembolsos totais foram oferecidos aos consumidores no país até o dia 30 de junho. Em nota, a empresa também pediu desculpas pelo ocorrido.Procurada à época pelo G1, a distribuidora brasileira da Power Balance afirmou, por meio de assessoria de imprensa, que a publicidade veiculada no país seguia as orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Não houve promoção de reembolso para os produtos da empresa no Brasil.
A fabricante já havia sido multada em 350 mil euros na Itália e, na Espanha, outra penalização foi aplicada em 2010, no valor de 15 mil euros.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Mais roubalheira-Secretário-executivo do Turismo é um dos 38 presos em ação da PF

Operação visa 'combater desvios' em verba de emendas parlamentares.G1 aguarda resposta do ministério; ministro ainda não se pronunciou.

Andréia Sadi e Débora Santos Do G1, em Brasília



O secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, que tem o cargo mais importante da pasta depois do ministro, está entre 38 presos na Operação Voucher da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta terça-feira (9).Conforme a PF, a ação visa "combater o desvio de recursos públicos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares ao Orçamento da União".
O G1 procurou a assessoria de imprensa do ministério, que disse que ainda não tem informações sobre a operação. Dirigentes do ministério estão reunidos com a consultoria jurídica da pasta para decidir quais procedimentos serão adotados. O G1 também tenta contato com a defesa do secretário-executivo da pasta. Por volta de 11h30, Costa aguardava para ser ouvido na superintendência da PF em Brasília.
Conforme a PF, a operação contou com 200 agentes que cumpriram 19 mandados de prisão preventiva (sem prazo determinado), 7 de busca e apreensão e outros 19 de prisão temporária (de cinco dias prorrogáveis por mais cinco dias), em Brasília, São Paulo e Macapá (AP).Além do secretário-executivo, foi preso o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho,que é ex-deputado federal, um ex-presidente da Embratur (Mario Moysés, segundo a assessoria do Ministério do Turismo), além de empresários, diretores do ministério e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). O G1 tenta contato com dirigentes do Ibrasi.Só em Brasília foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva, 2 de busca e apreensão e 5 de prisão temporária. Todos os presos temporários serão transferidos para Macapá, segundo a Polícia Federal.
Conforme a assessoria do ministério, o ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB), está em São Paulo e chega a Brasília no começo da tarde desta terça.A Operação Voucher foi realizada pela superintendência regional da PF no Amapá, com o apoio das superintendências regionais em São Paulo e no Distrito Federal.
Investigação
Em nota, a PF afirma que foram detectados indícios de desvio de dinheiro público em um convênio que previa a qualificação de profissionais de turismo no Amapá.O convênio foi assinado entre o ministério e o Ibrasi em 2009, e de acordo com a PF, não teria tido chamamento público para que outras entidades se candidatassem a oferecer o serviço.Ainda de acordo com a PF, o instituto – que é uma organização sem fins lucrativos –  não tinha condições técnicas de prestar os serviços de qualificação.De acordo com a PF, houve ainda direcionamento de contratações a empresas que fariam parte do suposto esquema de desvio. Além disso, foi verificada ausência de preços de referência, não execução ou execução parcial de serviços, pagamentos antecipados, fraudes nos comprovantes de despesas e falhas na fiscalização do convênio.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Hacker preso no Rio vendia licenças falsas da Microsoft, diz polícia

Se condenado, suspeito pode pegar mais de 20 anos de prisão.
Homem foi preso quando tentava vender software para clube de futebol.

Rodrigo Vianna Do G1 RJ
 


A Polícia Civil informou, na noite desta quarta-feira (13), que o suspeito de estelionato preso mais cedo em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, vendia licenças falsas da Microsoft. Segundo o delegado Alessandro Thiers, da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), ele foi preso em flagrante quando tentava aplicar o golpe no Fluminense.O homem, de 31 anos, já estava sendo investigado há cerca de quatro meses pela DRCPIM. Ainda de acordo com o delegado Alessandro Thiers, o suspeito, que se apresentou à polícia como sendo o maior hacker do Brasil, se passava como representante da Microsoft e tentava vender softwares tanto para empresas, quanto para pessoas comuns.“Ele é uma pessoa bastante articulada e inteligente. Além disso, apesar de não ser considerada uma pessoa violenta e agressiva, a lesão que ele causou se não foi maior é tão grande quanto a de um traficante, porque ele aplica golpes nos mais diversos tipos de pessoas, como um grande traficante de drogas ou de armas”, disse o delegado.De acordo com o delegado, o clube de futebol chamou a polícia após entrar em contato com representantes da Microsoft no Brasil. Policiais militares do serviço reservado do 2º BPM (Botafogo) montaram um cerco e conseguiram prender o suspeito. A polícia informou também que ele já tinha praticado o crime contra outro clube, quando recebeu R$ 30 mil.
Outros crimes
Ele também é suspeito de ter roubado R$ 6 milhões de um banco. “Ele teria aplicado alguns golpes contra o Banco do Brasil anteriormente”, disse Thiers, que afirmou, ainda, que a polícia investiga a participação de outras pessoas no esquema: “Há informações de que outras pessoas teriam participado dos golpes, mesmo que indiretamente”, completou ele.Segundo o delegado, o homem vinha aplicado os golpes há cerca de dois anos. Os agentes ainda não divulgaram o número de empresas que foram vítimas do suspeito, mas afirmou que algumas já foram identificadas.
"Lista negra"O delegado Alessandro Thiers também informou que o suspeito já fazia parte de uma espécie de “lista negra” da Microsoft. Um representante da companhia também foi convidado a depor. “A Microsoft já tinha denúncias contra este homem e já havia informado à polícia. Ele chegou a cobrar multas altas até de empresas que estavam em dia com as licenças”, disse.O suspeito foi levado para a sede da DRCPIM. De acordo com a polícia, ele foi autuado por falsidade ideológica, estelionato, crimes contra lei de propriedade industrial, crimes contra relações de consumo, crimes contra a ordem tributaria e economia e fraude no comércio. Se condenado, ele pode pegar mais de 20 anos de prisão.
Investigações
A polícia investiga, agora, como o suspeito teve acesso a documentos e informações da Microsoft. “A gente vai intimar um representante da Microsoft na delegacia. Queremos saber quais outras empresas teriam ligado para essa pessoa e como ela conseguiu essa documentação e teve acessos às informações e cópias de documentos da Microsoft”, disse.A polícia pede para quem tenha sido vítima do suspeito ou possua informações que ajudem na investigação que compareça à delegacia ou entre em contado através do telefone 2334-9742.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Fraudes na saúde em São Paulo chegam ao Hospital das Clíninas

Oito suspeitos de envolvimento na fraude em plantões dos hospitais estaduais foram soltos na quarta (23). Mas no HC, o maior hospital público do país, seis funcionários já foram flagrados fraudando o sistema de controle de impressão digital.

 

Em São Paulo, oito suspeitos de envolvimento na fraude em plantões dos hospitais estaduais foram soltos na quarta-feira (23) à noite. Eles conseguiram um habeas corpus e já deixaram o alojamento militar, onde ficaram uma semana presos.
A maioria saiu no carro dos advogados. Para a polícia e o Ministério Público, eles já forneceram as provas e prestaram os depoimentos que vão ajudar nas investigações. Agora, os investigadores vão se debruçar sobre o material recolhido em hospitais de São Paulo e de Sorocaba.Esse esquema já derrubou um secretário e um alto funcionário da Secretaria de Saúde de São Paulo e a cada momento surgem novas denúncias. O repórter José Roberto Burnier mostra agora que funcionários fraudavam o ponto eletrônico do Hospital das Clínicas.No maior hospital público do país, os olhos eletrônicos estão por toda parte. Duzentas e oitenta e uma câmeras monitoram corredores, salas, entradas e saídas do Hospital das Clinicas. O objetivo principal é controlar o expediente dos seis mil funcionários.
O rigor aumentou depois que fraudes foram descobertas nos plantões médicos do Hospital Regional de Sorocaba. O secretário estadual de Esportes, Jorge Pagura, e o coordenador dos hospitais estaduais, Ricardo Tardelli, deixaram os cargos por suspeita de envolvimento com o esquema.
No HC, todo funcionário registra a entrada e a saída no ponto eletrônico com reconhecimento de impressão digital. Em cima de cada ponto há uma câmera.Nos últimos quatro meses, seis servidores foram flagrados fraudando o sistema. Eles marcavam o expediente, mas não trabalhavam. Quatro médicos, uma psicóloga e outro funcionário respondem a processo administrativo e podem ser demitidos.O diretor executivo do hospital, Wilson Pollara, diz que o controle eletrônico diminuiu as fraudes: “Melhorou muito o nosso controle da identificação real da marcação do ponto. Associado a outras coisas, como câmeras e agenda nominal do que cada médico tem que fazer no hospital”, explica.De acordo com o secretário estadual da Saúde, Giovanni Cerri, sistemas de controle como o do HC deverão ser implantado em todos os hospitais públicos estaduais em, no máximo, quatro meses. “Isto permite uma transparência maior do sistema e melhores controles. A saúde depende muito dos seus funcionários. Eu sei que maioria são funcionários dedicados e nós temos que tirar do serviço público quem dá mau exemplo”, afirma Cerri.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Documentos ligam primeira-dama de Campinas a fraudes, diz MP

Mulher é suspeita de escolher empresas que venceriam licitações.Onze pessoas foram presas e outras nove estão foragidas.


Do G1 SP
 
 

Documentos do Ministério Público ligam a primeira-dama de Campinas, Rosely Nassim Jorge Santos, ao esquema de fraudes em licitações que resultaram em 11 pessoas detidas na sexta-feira (20). Nove pessoas seguem foragidas, entre elas o vice-prefeito da cidade situada a 93 km de São Paulo.
As prisões são resultado de uma investigação que a Promotoria começou há quase dez meses.
Segundo os promotores, empresários pagavam propinas a secretários municipais e diretores de empresas públicas para conseguir vantagens em licitações e contratos com a prefeitura.
Documentos mostram que o ex-presidente da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) Luiz Aquino Castrillon de Aquino denunciou o esquema e listou o nome dos envolvidos. Aquino disse à Promotoria que a escolha das empresas que venceriam a licitação era feita por Rosely, que também era chefe de gabinete da prefeitura. Ela não foi indiciada.Por ter ajudado nas investigações, Aquino não foi preso na megaoperação ocorrida na sexta. Na Justiça, este tipo de procedimento é conhecido como delação premiada. Nos depoimentos dados aos promotores, o ex-presidente da Sanasa disse que ele próprio era o encarregado de negociar com as empresas qual o valor seria repassado à primeira-dama.O Ministério Público começou a ouvir nesta segunda-feira (23) os 11 detidos no 2º Distrito Policial de Campinas. No fim da tarde de sexta-feira, o vereador de Campinas Artur Orsi (PSDB) entrou com um pedido de impeachment contra o prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), na Câmara Municipal. O pedido deve ser analisado pela Casa nos próximos dias.O prefeito e sua mulher ainda não se pronunciaram sobre as prisões e o pedido de impeachment. A expectativa é que Santos conceda uma entrevista coletiva ainda nesta segunda-feira.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Número de presos durante operação em Campinas chega a 12, diz polícia

Investigações estão relacionadas a possíveis fraudes em contratos públicos.Prefeitura de Campinas disse que, por enquanto, não vai se pronunciar.


Letícia Macedo Do G1 SP
 

A operação da Corregedoria da Polícia Civil e de promotores públicos estaduais realizada nesta sexta-feira (20) em Campinas, a 93 km da capital paulista, havia prendido 12 pessoas até o fim desta manhã – outras oito estavam foragidas -, segundo informações de Roveraldo Bataglini, titular da 2ª Corregedoria da Polícia Civil da cidade. As investigações estão relacionadas a possíveis fraudes em contratos públicos, incluindo a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa).
Cerca de 120 policiais cercaram a Prefeitura durante a manhã. Promotores cumpriram mandados de busca e apreensão no prédio. Computadores, dinheiro e documentos foram apreendidos durante a operação. Em Vinhedo, na casa de dois suspeitos, a polícia diz ter encontrado armas em situação irregular. Estão detidos funcionários e ex-funcionários da Sanasa e empresários. Empresários e integrantes da administração pública estavam sendo investigados desde setembro por causa de supostas fraudes em contratos.Entre os considerados foragidos, estão o vice-prefeito da cidade, Demétrio Vilagra, e dois secretários municipais. O advogado de defesa de Vilagra disse em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (20), na Câmara dos Vereadores, que seu cliente não está foragido. Pedro Maciel afirmou que o vice-prefeito está há uma semana em uma viagem de férias na Europa e já está empenhado a remarcar a passagem de volta, que estava prevista para a próxima semana. Maciel falou que desconhece qualquer envolvimento do vice-prefeito com o esquema de corrupção denunciado pelo Ministério Público.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Campinas informou, às 10h20 desta sexta, que também está acompanhando as investigações e que, por enquanto, não vai se pronunciar.
Comissão
O presidente da Câmara Municipal de Campinas, Pedro Serafim (PDT), anunciou na manhã desta sexta-feira (20) a criação de uma comissão formada por três vereadores para acompanhar as investigações. Foram nomeados para a comissão os vereadores Luis Yabiku (PDT), Professor Alberto (DEM) e Artur Orsi (PSDB). Segundo Serafim, não foi possível criar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o caso porque o regimento da Câmara de Campinas prevê que somente três CPIs podem estar em funcionamento ao mesmo tempo.Serafim ressaltou em entrevista à imprensa nesta manhã que não recebeu informações oficiais do Ministério Público sobre a operação e que, por enquanto, não há nada que envolva o prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). A comissão formada em sessão extraordinária nesta sexta ainda precisa ser levada a plenário para ser formalizada, o que deve ocorrer na segunda-feira (23). “Como existiu, informalmente, essa decisão da Câmara, acredito que não vai haver problemas na formalização”, disse Serafim.
Com informações da EPTV

Operação prende suspeitos de fraudar contratos em Campinas

Polícia cumpre 20 mandados de prisão na região.
Entrada da Prefeitura de Campinas foi bloqueada por PMs.

Do G1 SP, com informações da EPTV
 
 
A Corregedoria da Polícia Civil e promotores públicos estaduais iniciaram na madrugada desta sexta-feira (20) uma operação em Campinas, no interior paulista, para cumprir 20 mandados de prisão nas cidades de Campinas, Jundiaí, Vinhedo e Jaguariúna. As investigações estão relacionadas a possíveis fraudes em contratos públicos, incluindo a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa).A Polícia Militar também participa da operação. A entrada da Prefeitura de Campinas foi bloqueada. Por volta das 8h, dez pessoas já haviam sido presas. Estão detidos funcionários e ex-funcionários da Sanasa e empresários.Três promotores públicos estão dentro do paço municipal para apreender documentos e computadores. Cento e vinte policiais estão envolvidos na Força Tarefa.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Campinas informou às 10h20 desta sexta que também está acompanhando as investigações e que, por enquanto, não vai se pronunciar.

sábado, 7 de maio de 2011

Preso jovem que se passava por tenente para dar palestras em escolas

O rapaz entregou à escola, em São Paulo, um ofício em papel timbrado falso da Aeronáutica, que o autorizava a dar palestras. A Polícia Militar pede que professores e diretores desconfiem e reforcem a segurança.

 
 
A polícia faz um alerta para todos os diretores de escolas: Desconfiar sempre e reforçar a segurança. Esta semana um falso militar tentou se passar por um tenente da Aeronáutica numa escola estadual de São Paulo. Os diretores não acreditaram e chamaram a Polícia Militar.O rapaz que fala com desenvoltura sobre a carreira militar em uma escola estadual de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, é Filipe Vieira Silva, de 20 anos. Na sala de aula estão estudantes da 8º série. A maioria tem 14 anos. Filipe se apresentava como tenente da Aeronáutica.O rapaz entregou à escola um ofício em papel timbrado da Aeronáutica, que o autorizava a dar palestras. No documento, um detalhe: faltava uma letra na palavra força.
Filipe disse que o objetivo das apresentações era estimular o ingresso dos jovens na carreira. O diretor do colégio desconfiou e avisou a polícia. Foi neste momento que a escola descobriu que Filipe era um ex- soldado da Aeronáutica.
“Nós tínhamos, há um tempo, a denúncia de que um indivíduo estaria indo nas escolas, oferecer palestras, se identificando como oficial da Aeronáutica e vínhamos monitorando a situação algum tempo. Até que nos chegou a denúncia de que esse indivíduo compareceria na escola Maurício Gullar e estaria disposto a fazer palestra lá”, fala o policial militar Rubens Alves Pereira.A polícia montou um plano para prender o falso militar. A direção do colégio foi orientada a marcar a palestra. Na terça-feira passada, todos os passos de Filipe, dentro da escola, foram acompanhados por policiais disfarçados. Depois da apresentação, Filipe foi preso.Filipe abandonou a carreira militar no começo de abril. Mas na casa do ex-soldado, a polícia apreendeu uniformes, medalhas, distintivos das Forças Armadas. Tudo falso. O comando da Aeronáutica disse que Filipe já tinha sido preso por dar palestras em escolas sem autorização.“Ele vai num pátio da escola e convida professores e alunos para assistir o hasteamento da bandeira nacional e ele coloca o hino nacional ao som de uma banda baiana de música. Dentro do ritual militar, isso é inaceitável”, esclarece o coronel porta voz da Aeronáutica, Henry Munhoz.
A Polícia Militar que recebeu a denúncia faz um alerta para os diretores e professores. “É importante que o pessoal da escola estreite o relacionamento com a Polícia Militar, que troque essas informações e que sempre questione sim”, diz Rubens.Filipe Vieira Silva foi solto por ordem da justiça e vai responder em liberdade pelo uso indevido de uniforme militar. Se for condenado, pode pegar até seis meses de prisão. 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Estúdios de Hollywood processam site de filmes nos EUA

Os estúdios de Hollywood estão processando o site Zediva.com por violação de direitos autorais, sob alegação de que ele aluga filmes de maneira fraudulenta.
Segundo a MPAA (Associação Cinematográfica da América, na sigla em inglês), o serviço on-line transmitia filmes via conexão streaming (sem a necessidade de baixá-los) sem pagar pelos direitos autorais exclusivos dos estúdios.Os filmes alugados pela Zediva custam US$ 1 a US$ 2, e ficam disponíveis por um período ao locatário.
O processo também menciona o fundador da Zediva, Venkatesh Srinivasan, que é cientista da Nasa. Segundo a MPAA, ele tem um "papel central na atividade infratora da Zediva".
Os advogados da associação pedem a interrupção da distribuição de filmes, assim como US$ 150 mil por cada filme transmitido.
Disney, Paramount, Warner Brothers e Twentieth Century Fox estão entre os membros da MPAA.

quarta-feira, 9 de março de 2011

ALERTA!-Polícia descobre fraude em máquinas de cartões de crédito em SP

Especialista em manutenção de máquinas foi preso na Zona Leste. Técnico desviou 12 aparelhos de empresa especializada em manutenção.

Do G1 SP
Com criminoso, polícia apreendeu nove máquinas e centenas de ordens de serviços falsas. (Foto: Divulgação / Polícia Civil)Com criminoso, polícia apreendeu nove máquinas
e centenas de ordens de serviços falsas.
(Foto: Divulgação / Polícia Civil)
Policiais civis do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) prenderam, na última quinta-feira (3), na Zona Leste da capital, um ex-funcionário especializado na manutenção de máquinas envolvido em um esquema de fraude em cartões magnéticos de crédito e débito. O caso só foi divulgado nesta quarta-feira (9) para não atrapalhar as investigações.Os criminosos utilizam equipamentos das próprias operadoras para capturar as informações. Os policiais descobriram que o técnico de 24 anos desviou 12 máquinas da empresa especializada na manutenção onde ele trabalhava. Ele e um vendedor de 21 anos procuravam lojas de shoppings e apresentavam ordens de serviços falsas para justificar a troca dos equipamentos.As máquinas que eles instalavam realizavam as transações normalmente, mas também armazenavam dados dos usuários dentro de um dispositivo instalado junto ao processador. Depois de algum tempo, a dupla simulava nova troca para manutenção e retirava os equipamentos dos pontos comerciais. Eles baixavam as informações e as revendiam a R$ 50 por cartão fraudado.Os policiais da DREstelionato conseguiram interceptar o vendedor no momento em que retirava um equipamento de um restaurante na praça de alimentação de um shopping na Zona Oeste de São Paulo. Ele levou a equipe até outros dois shoppings na Zona Leste e revelou onde encontrar o técnico com que ele atuava.A prisão do técnico aconteceu no Jardim Maringá, na Zona Leste. No local foram apreendidas outras nove máquinas e centenas de ordens de serviços falsas. Os dois criminosos foram autuados por estelionato.
A polícia procura ainda os integrantes do grupo que seriam os responsáveis pela venda das informações.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Receita alerta sobre tentativas de fraudes no IR pelos Correios

Órgão informou que não envia cartas pelos Correios aos contribuintes.
Para atualizar dados, só via site ou postos de atendimento, informou.
Do G1, em Brasília

A Secretaria Receita Federal advertiu os contribuintes nesta sexta-feira (4) de que não envia cartas solicitando ou intimando os contribuintes a regularizarem dados cadastrais.
"Todos os anos, principalmente durante o período que antecede a entrega de declarações, surgem vários tipos de denúncias onde falsários fazem se passar por servidores da Receita Federal para tentar extrair dados fiscais, bancários ou de outra natureza que venham expor a vida privada dos cidadãos", informou o Fisco.
Neste ano, de acordo com a Receita Federal, muitos contribuintes denunciaram que receberam, via correio, uma cartas falsas. O órgão esclareceu que os contribuintes que precisarem fazer alterações, regularizações e consultas cadastrais, devem utilizar o site da Receita Federal, por meio do portal chamado e-CAC, o Centro Virtual de Atendimento.No e-CAC, segundo o Fisco, é onde estão os serviços de atualização dos dados, que podem ser utilizados apenas pelo contribuinte ou seus procuradores. Para utilizar o serviço, é necessário gerar um código de acesso ou possuir um certificado digital. Caso o contribuinte não consiga utilizar os serviços virtuais, ele deve procurar uma Central de Atendimento ao Contribuinte nas unidades da Receita Federal."Somente dessas duas maneiras são feitas as alterações ou regularizações cadastrais no banco de dados da Receita Federal do Brasil", concluiu o órgão.

Operadoras alertam para 'golpe do cartão de crédito'

Clientes das operadoras de cartões de crédito têm recebido ligações de bandidos se passando por funcionários. Eles alegam que os cartões foram clonados e procuram obter dados dos clientes. Em janeiro, uma operadora chegou a lançar o site www.dicasdesegurancavisa.com.br, tentando alertar sobre os golpes.
Normalmente, trata-se de uma chamada na qual o bandido se passa por um funcionário do Departamento de Segurança de bancos ou operadoras de cartão. Informa nome falso e até um número funcional qualquer. Em seguida, pergunta se o cliente comprou algo recentemente - em geral, é um produto incomum, para que a resposta seja "não".A ligação continua com o bandido afirmando que "provavelmente" o cartão foi clonado. Nesse caso, o telefonema serviria para confirmar o problema e dar ao cliente um crédito para compensá-lo dos problemas sofrido.A chave do golpe é o fornecimento de dados por parte do usuário para conseguir a liberação desse suposto crédito. Além do número do cartão, ele acaba falando ainda os três ou quatro números que são a chave de segurança para compras pela internet. O cartão é usado logo em seguida, para evitar que seu dono perceba a farsa e a denuncie.De acordo com Edson Ortega, diretor de risco da Visa do Brasil, os clientes recebem ligações dos bancos que oferecem o cartão Visa, questionando se realmente fizeram determinadas transações, mas nunca é pedido nenhum dado do cartão. Portanto, esse tipo de informação nunca deveria ser passada ao receber um telefonema. "Temos variações desse golpe. Histórias cada vez mais elaboradas onde os fraudadores tentam chegar mais próximos de situações do dia a dia dos clientes para, no fim, pedir informações do cartão. Estão ficando cada vez mais criativos", observa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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