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sábado, 24 de março de 2012

Fundador do Megaupload vai receber 'mesada' de US$60 mil

autor: risastoider
O criador do Megaupload, Kim “Dotcom”, apesar de ter saído da cadeia, continua com os fundos congelados. E ele precisa pagar suas contas – afinal, morar em uma mansão não é nada barato. Por isso, a Justiça da Nova Zelândia concedeu a ele o direito de receber 60 mil dólares australianos por mês, o equivalente a cerca de R$89 mil.Desse total, US$20 mil virão de rendimentos de títulos do governo neozelandês e o restante será retirado mensalmente da conta de Dotcom no banco Rabobank que conta, atualmente, com mais de US$300 mil. O milionário também terá uma de suas Mercedes de volta.Em uma audiência no mês passado, Dotcom solicitou pagamentos para cobrir as despesas com o aluguel da sua mansão em Coatesville, que custa US$1 milhão por ano, e com a manutenção da propriedade, que totaliza cerca de US$600 mil anualmente.
No início desta semana, a juíza Judith Potter considerou ilegal, nula e sem efeito a ordem judicial utilizada para tirar uma série de bens do milionário. Uma nova audiência decidirá se ele vai ter direito a receber os bens de volta. Dotcom aguarda em casa a decisão sobre uma possível extradição. No entanto, ele enfrenta uma série de restrições, entre elas, a proibição de acessar a Internet. Ele foi capturado pelo FBI na noite do dia 19 de janeiro, quando o site foi fechado, acusado de causar mais de US$500 milhões em prejuízos para detentores de direitos autorais, além de outros crimes. Uma audiência sobre a possível extradição está marcada para agosto.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

INTERNET SEM LIBERDADE-Justiça neozelandesa volta a negar liberdade condicional a fundador do Megaupload

 
Acima:-Site de downloads do Megaupload com mensagem da Justiça americana
Em Sydney (Austrália)
  • Kim Schmitz teve a prisão preventiva decretada em Auckland, Nova Zelândia Kim Schmitz teve a prisão preventiva decretada em Auckland, Nova Zelândia
O Alto Tribunal da cidade neozelandesa de Auckland negou novamente nesta sexta-feira (3) a liberdade condicional ao fundador do site de downloads Megaupload, Kim Schmitz, mais conhecido pelo apelido Dotcom, cuja extradição é requisitada pelos Estados Unidos por suposta pirataria virtual.Segundo a televisão neozelandesa, Dotcom compareceu nesta sexta-feira ao Alto Tribunal da cidade de Auckland para apelar contra a decisão de um juiz do tribunal do distrito de North Shore, que negou na semana passada seu pedido de liberdade condicional por considerar que existia um grande risco de fuga.
O alemão de 38 anos deverá permanecer preso até 22 de fevereiro, data prevista para a audiência sobre sua extradição. Em sua decisão, o magistrado Raynor Asher enfatizou que não há nada que prenda Dotcom na Nova Zelândia, à exceção de sua motivação por lutar contra as acusações apresentadas e tentar recuperar seus ativos, informou a agência neozelandesa "APNZ".O juiz indicou também que existe a possibilidade de o FBI não ter congelado todas as contas bancárias do multimilionário alemão, pelo que o acusado teria meios para fugir da Nova Zelândia.
Durante a audiência, Dotcom assegurou que pretende ficar na Nova Zelândia para "brigar" e "recuperar" seu "dinheiro".
 
Foto de arquivo mostra Kim Schmitz em Hong Kong, em 1999. Ao fundo, um helicóptero. Com 37 anos, o homem aparece no grupo de dez pessoas mais ricas da Nova Zelândia. Ele é considerado apaixonado por carros de luxo, mulheres e mansões Reuters
"O que eu faria na Alemanha com cinco crianças, uma esposa e sem dinheiro?", disse Dotcom durante a audiência, na qual o juiz lhe deu a palavra várias vezes.O alemão foi detido em 20 de janeiro em sua mansão nos arredores da cidade de Auckland, junto a três diretores do Megaupload, em uma operação internacional que incluiu o fechamento de seu site, o congelamento de suas contas e a detenção na Europa de dois supostos cúmplices.
esde então, Dotcom requisitou a liberdade condicional em duas ocasiões para enfrentar o processo de extradição requerido pelos Estados Unidos, cuja Justiça o acusa de vários delitos.As autoridades americanas consideram que o Megaupload provocou perdas de mais de US$ 500 milhões à indústria do cinema e da música ao transgredir os direitos de propriedade intelectual de companhias e obter com isso um lucro de US$ 175 milhões.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

EUA querem apagar dados de 50 milhões de usuários do Megaupload nesta semana

Do UOL, em São Paulo*
  • Advogado diz que dados de 50 milhões de usuários correm o risco de ser apagados Advogado diz que dados de 50 milhões de usuários correm o risco de ser apagados
O conteúdo do site de compartilhamento de arquivo Megaupload pode ser apagado ainda nesta semana -- um dos advogados da página diz que os dados de 50 milhões de pessoas correm riscos. Segundo promotores públicos envolvidos no caso, esses dados devem ser deletados até quinta-feira (2). No día 19 de janeiro, o site foi bloqueado pelo FBI (polícia federal dos EUA) e os responsáveis pela página, presos. Dos sete suspeitos de terem envolvimento com o site – acusado de promover pirataria em massa --, seis foram detidos e um está foragido. Desses seis presos, dois já foram soltos.
A empresa afirma que milhões de usuários armazenam arquivos pessoais no site, incluindo fotos de família e documentos pessoais. O conteúdo está indisponível desde que o Megaupload foi bloqueado, há mais de uma semana. O Megaupload contrata empresas terceirizadas para armazenar o conteúdo, pagando por isso. Mas Ira Rothken, um dos advogados da companhia, afirmou no domingo (29) que esse pagamento não pode ser realizado porque as contas foram congeladas pelo governo. O site é baseado em Hong Kong, mas alguns de seus servidores ficam na Virgínia – por isso os EUA teriam autoridade para agir, apagando parte dos dados.
Uma carta de sexta-feira (27) dos procuradores do Distrito Oeste de Virgínia afirma que as empresas de armazenamento Carpathia Hosting e Cogent Communications Group podem deletar os dados na quinta-feira (2). Procurados pela agência de notícias AP, os porta-vozes das companhias não responderam à solicitação de entrevista. A carta, que faz parte do processo, afirma que o governo obteve alguns dados dos servidores, mas não os confiscou.
 
Foto de arquivo mostra Kim Schmitz em Hong Kong, em 1999. Ao fundo, um helicóptero. Com 37 anos, o homem aparece no grupo de dez pessoas mais ricas da Nova Zelândia. Ele é considerado apaixonado por carros de luxo, mulheres e mansões Reuters
Rede de pirataria
As autoridades dos EUA tiraram o Megaupload do ar por considerar que o site faz parte de "uma organização delitiva responsável por uma enorme rede de pirataria virtual mundial" que causou mais de US$ 500 milhões em perdas ao transgredir os direitos de propriedade intelectual de companhias. Em resposta, os hackers do Anonymous atacaram sites do governo e de gravadoras, tirando-os do ar.
O site Megaupload tem mais de 150 milhões usuários registrados, 50 milhões de visitantes diários e soma 4% de todo tráfego da internet mundial.Kim Dotcom teve a liberdade sob pagamento de fiança negada e permanecerá na prisão até 22 de fevereiro, enquanto as autoridades dos Estados Unidos buscam sua extradição acusando-o de pirataria em massa. Segundo autoridades, o serviço rendeu a seu fundador, somente em 2011, US$ 42 milhões. A Justiça da Nova Zelândia congelou o equivalente a R$ 15,6 milhões em bens do fundador do site naquele país.
Segundo o FBI, sete pessoas são suspeitas de operarem o Megaupload e sites relacionados: das seis detidas, duas já foram soltas. Um suspeito está foragido. O detalhamento da ação inclui lavagem de dinheiro e infrações graves de direitos autorais.A acusação diz ainda que o MegaUpload recompensava usuários -- o documento não detalha quanto -- que subiam para o site os programas mais baixados. Aqueles que faziam upload de conteúdos ilegais, como cópias de programas e DVDs de filmes populares, eram os mais bem pagos. A pena máxima pelos crimes é de 20 anos.
“Indústria do crime”
O FBI definiu os negócios de Kim Schmitz como “indústria do crime”. “Por mais de cinco anos, o site operou de forma ilegal reproduzindo e distribuindo cópias de trabalhos protegidos por direitos autorais, incluindo filmes – disponíveis no site antes do lançamento –, músicas, programas de TV, livros eletrônicos e softwares da área de negócios e entretenimento”, diz o órgão.De acordo com o FBI, o modelo de negócios do site de compartilhamento de arquivos promovia o upload de cópias ilegais. Tanto é que o usuário era recompensado pelo site quando incluía arquivos que eram baixados muitas vezes. Além disso, o Megaupload pagava usuários para criação de sites com links que levavam para o serviço.Conforme alegado no processo, os administradores do site não colaboraram na remoção de contas que infringiam direitos autorais, quando solicitados pelas autoridades. Para citar o “descaso” da empresa, o FBI comenta que quando solicitado, o site ia lá e removia apenas uma cópia, deixando disponível outras milhares de cópias do arquivo pirateado.
Milionário excêntrico
Kim Schmitz, que fez 38 anos na prisão, foi detido na mansão onde morava com a mulher grávida e três filhos em Coatesville, cidade próxima a Auckland (Nova Zelândia). A casa está avaliada em US$ 30 milhões (cerca de R$ 52,7 milhões). Apesar de ter gasto cerca de R$ 5,7 milhões em uma reforma, a casa não pertence a Dotcom: ele tentou comprá-la sem sucesso por causa de problemas na Justiça, fazendo então um contrato de leasing com o proprietário.De acordo com o detetive da polícia de Auckland, Grant Wormald, o fundador do Megaupload tentou se esconder em uma sala fortificada (bunker) de sua mansão quando notou a chegada das autoridades. “Ele ativou uma série de mecanismos eletrônicos para fechar portas. Quando a polícia neutralizou as fechaduras, ele se trancou dentro da sala cofre”, disse Wormald.
Quando conseguiram abrir a sala, as autoridades encontraram Dotcom com uma espingarda de cano cortado. “Definitivamente não foi tão simples quanto bater na porta da frente e entrar”, comentou o policial.
Os policiais confiscaram ainda vários veículos de Dotcom, entre eles um Cadillac rosa de 1959 e um Rolls Royce Phantom -- este último avaliado em mais de US$ 400 mil (cerca de R$ 705 mil). Também foram confiscados jet skis.Dotcom nasceu na Alemanha e tem também cidadania finlandesa. No entanto, tem residência fixa na Nova Zelândia e o site é baseado em Hong Kong -- lá o serviço Megaupload está barrado desde 2009. Os serviços do Megaupload também tinham sido anteriormente bloqueados na Índia e na Malásia.
*Com AP
 
Imagine um mundo sem internet, onde você precisa enviar um arquivo, seja ele qual for, a um amigo, alguém da família, um cliente. Impossível, não é? Mas essa era a realidade das pessoas há cerca de quarenta anos. Antes da rede mundial de computadores, compartilhar arquivos dependia de mídias físicas – fitas magnéticas e disquetes, por exemplo. E desde aquela época havia a discussão do direito sobre a propriedade intelectual (e pirataria).

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

INTERNET SOB CENSURA-Na prisão, fundador do Megaupload se diz inocente de acusações

Kim Dotcom foi ouvido por corte da Nova Zelândia e continua preso.Ele diz que 'autoridades estão tentando fazer pior imagem possível' dele.
Da Reuters
 
Kim Schmitz, fundador do Megaupload, em uma corte de Auckland, na Nova Zelândia, nesta segunda-feira (23). Ele se defende da acusação de distribuir conteúdo protegido por direitos autorais na internet (Foto: Reuters)Kim Schmitz, fundador do Megaupload, em uma
corte de Auckland, na Nova Zelândia, nesta segunda-feira (23). Ele se defende da acusação
de distribuir conteúdo protegido por direitos autorais na internet (Foto: Reuters)
Uma corte da Nova Zelândia ordenou nesta segunda-feira (23) que o fundador do site de compartilhamento de arquivos Megaupload continuasse preso, à medida que ele nega acusações de pirataria na internet e lavagem de dinheiro e diz que as autoridades estão tentando fazer a pior imagem possível dele.
O site Megaupload foi tirado do ar pelo FBI sob na quinta-feira (19) sob a acusação de causar US$ 500 milhões em prejuízos aos detentores de direitos autorais.
A procuradora Anne Toohey afirmou em audiência que o alemão Kim Dotcom, também conhecido como Kim Schmitz, era um risco "no ponto extremo da escala" porque teria acesso a fundos, múltiplas identidades e um histórico de fugir de acusações criminais."O FBI acredita que as somas localizadas não representam todas as contas bancárias do senhor Dotcom", disse.No entanto, o advogado de Dotcom disse que seu cliente não representa risco de fugir ou retomar seus negócios. Segundo a defesa, o alemão vem cooperando plenamente com a Justiça, teve os passaportes apreendidos e os fundos congelados.O juiz David McNaughton diz que uma aplicar uma fiança seria bastante complicado para uma decisão imediata, acrescentando que anunciará uma decisão por escrito até quarta-feira (25).
"Dada a dimensão dos assuntos cobertos pelo processo de fiança e a seriedade do tema, vou reservar minha decisão", disse.
Kim Dotcom, criador do Megaupload, se defende de acusações na Nova Zelândia (Foto: Reuters)Kim Dotcom, criador do Megaupload, se defende de
acusações na Nova Zelândia (Foto: Reuters)
Autoridades norte-americanas querem extraditar Dotcom sob alegações de que ele arquitetou um esquema que arrecadou mais de US$ 175 milhões em poucos anos, copiando e distribuindo sem autorização músicas, filmes e outros conteúdos protegidos por direitos autorais. A defesa argumenta que o Megaupload.com simplesmente oferecia armazenamento on-line.A empresa e sete de seus executivos foram acusados de participar do suposto esquema para oferecer material na internet sem compensar os detentores de direitos autorais.
Sopa e Pipa
O fechamento do Megaupload pelo FBI e do Filesonic aconteceu depois que diversos sites, incluindo a Wikipédia e a Craigslist, tiraram seus sites do ar em protesto com o Sopa e o Pipa, dois projetos de lei antipirataria que circulam nos Estados Unidos.O Stop Online Piracy Act (Sopa) é um projeto de lei com regras mais rígidas contra a pirataria digital nos EUA. Ele prevê o bloqueio no país, por meio de sites de busca, por exemplo, a determinado site acusado de infringir direitos autorais. O foco está principalmente em sites estrangeiros, contra os quais as empresas americanas pouco podem agir. No Senado, circula o Protect IP Act, conhecido como Pipa (ato para proteção da propriedade intelectual), outro projeto sobre direitos autorais que mira a internet.
Ambos são apoiados por empresas de entretenimento, constantes alvos de pirataria, mas são questionados por companhias de internet, como Google, Facebook, Amazon e Twitter, que interpretam as medidas como um tipo de censura aos sites e à liberdade de expressão. O Sopa ainda está sendo avaliado por comissão na Câmara; a Pipa deve ir à votação no Senado ainda neste mês.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Contra-ataque a fechamento do Megaupload chega ao Brasil e sites do DF ficam fora do ar


Do UOL, em São Paulo
  • O ataque a sites com domínio df.gov.br foi divulgado no Twitter O ataque a sites com domínio df.gov.br foi divulgado no Twitter
O grupo de hackers Anonymous anunciou na madrugada deste sábado (21) que os sites com domínio df.gov.br foram tirados do ar. Às 2h47, os sites listados pelo grupo estavam inacessíveis e, às 4h20, já haviam voltado a funcionar normalmente. Os hackers listaram mais de 100 sites afetados pela invasão ao sistema.Desde quinta-feira (19), quando o FBI (polícia federal norte-americana) bloqueou acesso ao site de compartilhamento de arquivos Megaupload, hackers do grupo Anonymous divulgaram pelo Twitter um ataque aos sites da Universal Music, uma das companhias que acusam o Megaupload de pirataria, e ao site do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, às páginas do FBI, da Riaa (associação das gravadoras dos Estados Unidos) e da MPAA (associação dos estúdios cinematográficos dos EUA). Todas os sites saíram do ar na noite de quinta.O Megaupload tem mais de 150 milhões usuários registrados, 50 milhões de visitantes diários e soma 4% de todo tráfego da internet mundial. De acordo com o FBI, o site “promove a distribuição em massa” de conteúdo protegido por direitos autorais, causando prejuízos de US$ 500 milhões aos seus afiliados.

 



O Megaupload tem mais de 150 milhões usuários registrados, 50 milhões de visitantes diários e soma 4% de todo tráfego da internet mundial. Segundo autoridades, o serviço rendeu a seu fundador, Kim Schmitz (à direita; também chamado de Kim Dotcom), somente em 2011, US$ 42 milhões. O site foi tirado do ar na quinta-feira (19) por ''promover a distribuição em massa'' de conteúdo protegido por direitos autorais. Segundo o FBI, a polícia federal norte-americana, o Megaupload e sites afiliados causam prejuízos de US$ 500 milhões AFP
O fundador do site teve prisão preventiva decretada e a Justiça da Nova Zelândia congelou nesta sexta (20) o equivalente a R$ 15,6 milhões em bens do acusado no país. Quatro das sete suspeitas de operarem o Megaupload e sites relacionados foram detidas na quinta-feira.
Em entrevista ao “New York Times”, Ira P. Rothken, advogado do Megaupload, afirmou que ainda não viu o processo. Ainda assim afirmou: "Obviamente temos preocupações sobre a legalidade desse procedimento. A ação foi tomada sem a realização de uma audiência". Se a página foi realmente tirada do ar dessa forma, teria concretizado a preocupação daqueles que se manifestaram contra o Sopa: a de que um site seja bloqueado no caso de conteúdo pirata, sem que o caso precise de um julgamento.
Em comunicado, o grupo Anonymous afirmou: “A ação contra o Megaupload mostrou que não é necessária uma lei como a Sopa ou sua irmã, a Pipa, para tirar um site do ar.”
De acordo com o "NYT", alguns minutos antes de o site sair do ar, o Megaupload publicou um comunicado informando que não há só conteúdo que viola direitos autorais no serviço. “O fato é que a maioria do tráfego gerado pelo Megaupload é legítimo e nós estamos aqui para ficar. Se a indústria de entretenimento quiser tirar vantagem de nossa popularidade, nós estamos dispostos a iniciar um diálogo. Nós temos algumas boas idéias. Por favor, vamos manter contato.”

Paula Fernandes tem site hackeado por invasor pró-Megaupload

Do UOL, no Rio
  • Paula Fernandes, que teve o site hackeado na madrugada deste sábado (21) Paula Fernandes, que teve o site hackeado na madrugada deste sábado (21)
O site da cantora Paula Fernandes foi hackeado na madrugada deste sábado (21). No lugar da página da cantora, aparece uma mensagem em inglês relacionando o ataque ao Megaupload, site de compartilhamentos de arquivo, retirado do ar por autoridades americanas.
Reprodução
Hacker deixa mensagem pró-Megaupload no site da cantora Paula Fernandes
O fundador do site de downloads Megaupload, Kim Schmitz, detido na Nova Zelândia após ser acusado de pirataria pelas autoridades dos Estados Unidos, será defendido pelo advogado do ex-presidente americano Bill Clinton no caso Monica Lewinsky, Robert Bennett, informou neste sábado a imprensa neozelandesa.
Schmitz, mais conhecido como Kim Dotcom, e outros três diretores do Megaupload comparecerão na próxima segunda-feira a um tribunal da cidade de Auckland que decidirá sobre o pedido de liberdade mediante pagamento de fiança. Após sua detenção, na sexta-feira, o tribunal decretou prisão preventiva para Schmitz e os outros três diretores da empresa. Junto ao alemão Schmitz, que hoje completa 38 anos, também foram postos em prisão preventiva os diretores de mesma nacionalidade Finn Batato e Mathias Ortmann, assim como o holandês Bram van der Kolk. Todos eles foram detidos em operações policiais realizadas em Auckland em resposta a uma requisição feita pelas autoridades americanas, que solicitaram a extradição dos três alemães e do holandês. As autoridades dos EUA tiraram o Megaupload do ar por considerar que o site faz parte de "uma organização delitiva responsável por uma enorme rede de pirataria virtual mundial" que causou mais de US$ 500 milhões em perdas ao transgredir os direitos de propriedade intelectual de companhias. Caso a Justiça da Nova Zelândia conceda a extradição, Schmitz e os outros três detidos enfrentarão nos Estados Unidos acusações por crime organizado, lavagem de dinheiro e violação da lei de direitos de propriedade intelectual internacional. Auxiliada por vários agentes do FBI, a polícia neozelandesa apreendeu na mansão de Schmitz, localizada em Coatesville, vários carros de luxos e obras de arte no total de mais de US$ 6 milhões, assim como diversos documentos e computadores. As autoridades americanas consideram que por meio do Megaupload, que conta com 150 milhões de usuários registrados, e de outras páginas associadas ingressaram cerca de US$ 175 milhões. As autoridades da Nova Zelândia não devem apresentar acusações formais contra o Megaupload, apesar de considerar que a empresa também infringiu as leis sobre propriedade intelectual deste país.

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