Ademilde, de 91 anos, teve um mal súbito em casa, no Rio de Janeiro.
Na segunda-feira (26), a cantora gravou dois programas na Globo News.
Do G1, em São Paulo
Ademilde Fonseca, a 'Rainha do Chorinho', durante apresentação no 'Programa do Jô', em junho de 2011. (Foto: Reprodução / TV Globo)Ademilde Fonseca, a 'Rainha do Chorinho',
durante apresentação no 'Programa do Jô',em junho de 2011. (Foto: Reprodução / TV Globo)
A cantora Ademilde Fonseca morreu no final da noite de terça-feira (27), no Rio de Janeiro, informou a família. Conhecida como a “Rainha do Chorinho”, ela tinha 91 anos e sofria problemas cardíacos.
Segunda a neta, Ana Cristina, Ademilde sofreu um mal súbito e morreu em casa, por volta das 23h.
A Rainha do Choro continuava suas atividades e gravou dois programas para Globo News nesta segunda-feira (26). Na semana passada, fez shows em Porto Alegre.Ademilde deixa filha, a também cantora Eimar Fonseca, três netas e quatro bisnetos.
O enterro da cantora será realizado no Cemitério São João Batista, em Botafogo. O horário do sepultamento, no entanto, não foi definido.
Biografia de Ademilde Fonseca
Tudo começou quando Ademilde foi fazer um teste com o Renato Murce na Rádio Clube do Brasil. Cantou o samba Batucada em Mangueira, do repertório da Odete Amaral, acompanhada pelo Benedito Lacerda, e passou; desde então eles ficaram amigos, e passaram a cantar juntos em clubes e festas particulares.
Ademilde Fonseca Delfino nasceu em Pirituba, São Gonçalo do Amarante, em 4 de março de 1921. Ademilde é uma cantora brasileira. Suas interpretações a consagraram como a maior intérprete do choro cantado, sendo considerada a "Rainha do choro".
Aos quatro anos de idade, foi viver com a família em Natal (RN) onde morou até o início da década de 1940. Desde criança gostava de cantar.Ainda na adolescência, começou a se interessar pelas serestas e travou conhecimento com músicos locais.Pouco mais tarde se casou com um desses seresteiros, Naldimar Gedeão Delfino. Com ele se mudou para o Rio de Janeiro em 1941.Seu nome oficial mudou sofreu duas alterações ao longo da vida. Foi registrada como Ademilde Ferreira da Fonseca.
Ao casar com o violonista Naldimar Gideão Delfino mudou o nome para Ademilde Fonseca Delfino.
Ao separar-se de Naldimar, adotou o nome artístico de Ademilde Fonseca como seu nome documental.Recebeu do instrumentista Benedito Lacerda o título de "Rainha do chorinho".
Ademilde trabalhou por mais de dez anos na TV Tupi e seus discos renderam mais de meio milhão de cópias. Além de fazer sucesso em terras nacionais, regravou grandes sucessos internacionais e se apresentou em outros países.Ademilde continuava na ativa, fazendo shows, criadora do choro cantado também foi a primeira cantora nordestina a encantar o país com esse gênero gracioso, brejeiro e bastante difícil de ser cantado.Ademilde Fonseca tirou de letra aqueles intervalos criados normalmente para serem executados por instrumentos, que não têm as limitações da escala vocal. Com um aparelho vocal para lá de privilegiado, ela ainda conseguiu manter uma dicção impecável e clara em suas interpretações.Rainha do Choro com toda justiça, Ademilde completou este ano 90 anos muito bem vividos.Em 2001 Ademilde, por conta de seu aniversário, foi recebida na Rua do Choro, com direito a um recital dos chorões locais. E em Pirituba, lugarejo próximo a Natal (RN), onde nasceu, uma praça foi batizada com seu nome. Ela aproveitou a viagem a sua terra e abriu o Projeto Seis e Meia em Natal, no Teatro Alberto Maranhão.Em 1942, quando tinha 21 anos de idade, Ademilde, que já morava no Rio, decidiu cantar durante uma festa, acompanhada por Benedito Lacerda e seu regional, uma música que conhecia desde criança: o choro Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu.
Acabou sendo levada aos estúdios de gravação para registrar a tal façanha. Sucesso total. A partir daí, vieram outros lançamentos imortais, como Apanhei-te Cavaquinho, Urubu Malandro (com letra), Rato, Rato, Teco-Teco, Pedacinhos do Céu, Acariciando, além de Brasileirinho e do baião Delicado. Essas duas últimas acabaram rodando o mundo em sucessivas regravações internacionais.Ademilde teve algumas chances de se apresentar fora do país. Em 52, cantou em Paris, numa festa dada por Assis Chateaubriand aos vips locais, e, em 84, abriu o carnaval brasileiro de Nova York.
Ela ainda atuou muitos anos nas rádios Tupi e Nacional até o fechamento dessa última, em 1964. Depois, chegou a defender um belo choro de Pixinguinha e Hermínio Bello de Carvalho (Fala Baixinho) no II Festival Internacional da Canção da TV Globo, em 1967, e teve um expressivo revival nos anos 70 com apresentações concorridas no Teatro Opinião, gravando dois novos discos.
Chegou a pensar em se aposentar, mas nunca a deixaram abandonar a música. Claro, ela é única no estilo que consagrou. Ademilde diz que só não foi mais longe por pura acomodação. E que só recentemente se deu conta de seu valor e de que ninguém jamais cantou choro como ela. Ao mesmo tempo, a cantora não estranha as novas tendências musicais como o funk e o rap. Acha tudo muito natural, parte das mudanças que a música veio sofrendo ao longo dos tempos.Aliás, serenidade é uma boa palavra para definir o jeito de Ademilde, embora ela seja uma pessoa muito ativa. Não pára em casa e está sempre atenta às novidades do mundo via TV.
Romântica, porque ninguém é de ferro, ela admite que não resiste a vozes como as de Orlando Silva e Lucho Gatica.Em entrevista ao Cliquemusic (2001) Ademilde disse: "É uma música falada e não cantada que está dominando atualmente. São ligeirinhas as palavras, as letras falam sempre de uma história daquele momento, do morro, da cidade, da vida política... Tudo em música é válido. A gente não pode pichar, porque está tudo dentro do contexto da nossa atualidade. Saiu de moda o culto à voz, o cantor de boa voz parece que não vai para frente. Hoje o pessoal prefere mais assistir a uma menina nuazinha, com o corpo quase todo de fora, dizendo letras como "Dói, um tapinha não dói"... (risos) Mas é o sinal da mudança dos tempos".
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quarta-feira, 28 de março de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Álbuns 'americanos' do Quarteto em Cy são reeditados no Brasil
'Pardon my english' e 'Revolución con Brasilia!' chegam depois de 45 anos.
Quarteto faz dois shows no Rio de janeiro, nestas sexta (24) e sábado (25).
Henrique Porto Do G1 RJ
Uma parte importante da discografia do Quarteto em Cy, conhecida apenas no mercado norte-americano, chega agora ao Brasil 45 anos após seu lançamento original. Gravados para fomentar a carreira internacional do quarteto feminino nos States, "Pardon my english", de 1967, e "Revolución con Brasilia!", de 1968, ganham reedições nacionais especiais em CD através do selo Discobertas, do produtor musical e pesquisador Marcelo Fróes.

Com produção executiva de Ray Gilbert e Aloysio de Oliveira e arranjos musicais de Bill Hitchcock e Oscar Castro Neves, "Pardon my english" e "Revolución con Brasilia!" reúnem canções como "Canto de Ossanha" e "Berimbau" (Baden Powell e Vinícius de Moraes), "A banda" (Chico Buarque) e "Laia ladaia (Reza)" (Edu Lobo e Ruy Guerra), alguma delas versadas para o inglês, e músicas tradicionais do cancioneiro americano, como "Oh Susannah". Uma opção mercadológica, como revela a cantora.
“Estes discos foram bolados pelo Aloysio. Pare ele, era preciso fazer concessões para entrar no mercado musical dos Estados Unidos. No caso, precisaríamos cantar músicas brasileiras em inglês ou fazer versões de músicas americanas para português", conta a cantora.

"Adotamos esse nome por causa do enorme sucesso de 'Garota de Ipanema', ideia também do Aloysio. Na verdade, todo esse projeto de uma carreira nos EUA foi ideia dele. Simplesmente embarcamos naquele sonho. Estávamos desencantadas com o Brasil. Foi uma época terrível para o país. A ditadura comia solta desde 1964... Mas acho estes dois discos importantíssimos. Marcam uma época", reflete Cynara.
Show
No embalo do relançamento, o quarteto formado atualmente por Cyva, Cybele, Cynara e Sonya se apresenta nestas sexta (24) e sábado (25), às 19h30, no Teatro Rival Petrobras, no Centro do Rio de Janeiro. Acompanhadas pelos músicos Camila Dias (teclados), João Macedo (baixo), João Cortez (bateria) e Chico Faria (cavaquinho e violão), as outrora "meninas da Bahia" contarão ainda com as participações especiais de Wanda Sá e Chico Faria, filho de Cynara.
Capas dos discos 'Pardon my english” e 'Revolución con Brasilia!', reeditados agora no Brasil 45 anos depois de terem sido lançados nos Estados Unidos! (Foto: Reprodução)
"Eu não gosto muito desta palavra, porque ela está sendo muito usada hoje em dia, mas a verdade é que estes discos foram resgatados por Fróes. Ele me ligou e fez a proposta. Foi bacana da parte dele. E é uma época boa, justamente porque estamos revitalizando nossa carreira", diz a cantora Cynara, que formou o grupo ao lado das irmãs Cybele, Cyva e Cylene — esta última substituída por Regina Werneck no disco de 1968.Com produção executiva de Ray Gilbert e Aloysio de Oliveira e arranjos musicais de Bill Hitchcock e Oscar Castro Neves, "Pardon my english" e "Revolución con Brasilia!" reúnem canções como "Canto de Ossanha" e "Berimbau" (Baden Powell e Vinícius de Moraes), "A banda" (Chico Buarque) e "Laia ladaia (Reza)" (Edu Lobo e Ruy Guerra), alguma delas versadas para o inglês, e músicas tradicionais do cancioneiro americano, como "Oh Susannah". Uma opção mercadológica, como revela a cantora.
“Estes discos foram bolados pelo Aloysio. Pare ele, era preciso fazer concessões para entrar no mercado musical dos Estados Unidos. No caso, precisaríamos cantar músicas brasileiras em inglês ou fazer versões de músicas americanas para português", conta a cantora.
Cynara, Cyva, Sonya e Cybele integram a formação atual do Quarteto em Cy, que se apresenta nestas sexta (24) e sábado (25), no Rio (Foto: Lívio Campos/Divulgação)
As reedições são caprichadas. Remasterizadas, trazem faixas bônus, fichas técnicas completas e reprodução das fotos e encartes originais, além dos textos em inglês apresentando o conjunto, rebatizado como The Girls of Bahia especialmente para os Estados Unidos."Adotamos esse nome por causa do enorme sucesso de 'Garota de Ipanema', ideia também do Aloysio. Na verdade, todo esse projeto de uma carreira nos EUA foi ideia dele. Simplesmente embarcamos naquele sonho. Estávamos desencantadas com o Brasil. Foi uma época terrível para o país. A ditadura comia solta desde 1964... Mas acho estes dois discos importantíssimos. Marcam uma época", reflete Cynara.
Show
No embalo do relançamento, o quarteto formado atualmente por Cyva, Cybele, Cynara e Sonya se apresenta nestas sexta (24) e sábado (25), às 19h30, no Teatro Rival Petrobras, no Centro do Rio de Janeiro. Acompanhadas pelos músicos Camila Dias (teclados), João Macedo (baixo), João Cortez (bateria) e Chico Faria (cavaquinho e violão), as outrora "meninas da Bahia" contarão ainda com as participações especiais de Wanda Sá e Chico Faria, filho de Cynara.
Morre aos 74 anos o cantor Pery Ribeiro, filho de Herivelto Martins e Dalva de Oliveira
Pery Ribeiro durante o Grande Prêmio 25 de Janeiro, no Jockey Clube de SP (25/1/2010)
Segundo a mulher do cantor, a empresária Ana Duarte, Pery estava com alta programada para a próxima semana. O velório acontece na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, a partir das 17h.
Peri Oliveira Martins nasceu no Rio de Janeiro no dia 27 de outubro de 1937. Era filho de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins. Tinha seis irmãos (quatro por parte de pai, um de pai e mãe, e uma irmã adotiva, por parte de mãe). Casado há mais de 20 anos com Ana Duarte, Pery deixa os filhos Paula, do seu primeiro casamento, e o produtor de comerciais Bernardo Martins.
Iniciou sua carreira artística aos três anos de idade, participando da dublagem de filmes de Walt Disney, ao lado de sua mãe Dalva de Oliveira, que interpretava Branca de Neve. Mais tarde, no anos 50, passou a adotar o nome artístico de Pery Ribeiro, por sugestão do radialista César de Alencar.
O primeiro disco foi gravado em 1960, mesmo ano em que estreou como compositor com a música "Não Devo Insistir", com Dora Lopes. Foi intérprete de "Manhã de Carnaval" e "Samba de Orfeu", ambas de Luiz Bonfá e Antônio Maria, além de ter registrado, em "Pery é todo bossa", a primeira gravação comercial de "Garota de Ipanema" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes). Também lançou os sucessos "Samba de Verão", "Barquinho", "Rio" e "Você".Nos anos 60, Pery estrelou os filmes “Essa Gatinha é Minha” com Jerry Adriani, Anik Malvil e Jece Valadão, e o “Vendedor de Linguiça”, com Mazzaroppi. Também participou de alguns filmes nos Estados Unidos, como “Vanish”, ao lado de Richard Widmark e E.G. Marshall. Em 1968, a convite de Sergio Mendes, integrou o Bossa Rio ao lado de Gracinha Leporace, Osmar Milito, Manfredo Fest, Otávio Bailly e Ronnie Mesquita, e excursionou pelos EUA e Europa, dividindo o palco com nomes do cenário internacional como Burt Bacharach, Johnny Mathis, Sérgio Mendes, Herb Alpert e Henri Mancini.
Manteve uma parceria de mais de quarenta anos com Leny Andrade, com os shows "Gemini V" e “Bossa Nova Legends”.
Em 2006, Pery lançou o livro “Minhas duas Estrelas”, em que relata sua vida em meio ao conturbado relacionamento dos pais, Dalva de Oliveira e Herivelto Martins.
Nos últimos meses, o cantor trabalhava para realizar um tributo aos pais, Dalva e Herivelto, em um show sinfônico com 42 músicos regidos por Amilton Godoy, no ano do centenário do nascimento de Herivelto.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Veja como Nara Leão mudou a música popular brasileira
da Livraria da Folha
Texto baseado em informações fornecidas pela editora da obra.
Texto baseado em informações fornecidas pela editora da obra.
No dia 19 de janeiro, há 70 anos, nascia a capixaba Nara Leão (1942-1989). Como musa da bossa nova e interprete sem preconceitos da música produzida no país, Nara ajudou a mudar o cenário musical brasileiro.
Foi no apartamento dela no edifício Champ-Elysées, em Copacabana, Rio de Janeiro, que, nos últimos anos de 1950, se reuniram os principais nomes que dariam origem à bossa. Com o grupo e suas composições, Nara começou sua carreira como intérprete.
| Bosco/Acervo UH/Folhapress | ||
| Agregadora, Nara Leão mudou o cenário o cenário musical brasileiro; cantora completaria 70 anos nesta quinta |
Em meados dos anos 1960, a artista fez uma nova opção estética e política e começou a inovar seu repertório com obras de compositores do morro como Cartola, Zé Ketti e Nelson Cavaquinho. Sua próxima atitude seria romper por completo com a bossa nova ao lançar o disco "Opinião de Nara" (1964).
No mesmo ano, a obra deu origem ao espetáculo musical "Opinião", criado Oduvaldo Vianna Filho, Paulo Pontes e Armanda Costa, dirigido por Augusto Boal e encenado por Nara com Zé Ketti e João do Vale. Misto de show e teatro, a apresentação tinha crônicas em cima de notícias de jornais e interpretação de canções. Entre as músicas, estavam a famosa "Carcará" e a provocadora "Opinião", de Ketti, com os versos "Pode me prender/Pode me bater/ Pode até deixar-me sem comer/Que eu não mudo de opinião".
Em seu disco solo seguinte, de 1966, Nara daria espaço para novos compositores. A intérprete gravou alguns dos primeiros registros de músicas de Chico Buarque de Hollanda, Paulinho da Viola, Sidney Miller e Jards Macalé. Na sequência, Nara também abriria espaço para artistas como Edu Lobo, Fagner e Sueli Costa. Agregadora, como já simbolizavam as reuniões em seu apartamento que fomentaram a bossa nova, Nara transitou por ritmos que, por vezes, chegaram até a se rivalizar como o samba, a música regional, a bossa (com quem fez as pazes mais tarde), o tropicalismo e a jovem guarda. Graças a suas opções musicais, Nara foi capaz de resgatar músicas do passado, revelar talentos e ritmos escondidos e levar os compositores do morro, e o chamado samba de raiz, para o centro do cenário musical brasileiro.
Com discos esgotados, pouco material de Nara está disponível para a compra. No entanto, sua filha disponibilizou a maior parte de seus discos para serem ouvidos online no site oficial da artista. A vida da interprete, com sua luta política por meio da música, é contada no livro "Nara Leão: uma Biografia", escrita por Sérgio Cabral.
A cantora também pode ser vista em "Nara Leão: Programa Ensaio", edição realizada com ela do antológico programa dirigido por Fernando Faro.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
‘Eu era senhora. Agora sou jovem’, diz Roberta Sá sobre seu novo álbum
Inspirada na obra da escritora Hilda Hilst, cantora mostra faceta sensual.Após os 30, ela se diz à vontade para fugir do samba e se arriscar mais.
Lívia Machado Do G1, em São Paulo
(Foto: Divulgação)
"Depois que completei 30 anos ganhei uma caixinha de liberdade e permiti ser mais vaidosa e sensual. Agora sinto que posso me apresentar de uma forma madura, sem tantos medos", completa.
Durante o período de maturação do trabalho, Roberta leu livros da obra de Hilda Hilst (1930 - 2004), escritora, poeta e dramaturga brasileira. As histórias de amor da escritora contaminaram o processo criativo e de libertação, concluídos no disco - o quinto da carreira - que será lançado no dia 24 de janeiro nas lojas de todo o país.
“É um livro que eu recomendo. Fez parte de todo o processo do novo álbum, me inspirou demais. O disco tem essa coisa jovem, do flerte, da lua, primeiro beijo e do amor.”
Novos caminhos
Além de investir em roupas mais sensuais, Roberta optou por fugir do samba, que a consagrou. Queria mostrar um produto mais abrangente e diferenciado. Ela conta que tinha um atalho fácil para dar sequência e fazer uma espécie de “Que belo estranho dia para se ter alegria 2”, um dos seus álbuns de maior sucesso.
“Tinha em minhas mãos um repertório bem similar ao segundo disco. Mas eu queria propor algo novo ao meu público. Como ouvinte, eu não gosto de trabalhos repetidos, acho chato.”
Para fugir da mesmice musical, buscou canções inéditas de compositores consagrados. Rubinho Jacobina, Moreno Veloso, João Cavalcanti são alguns de seus bons fornecedores. Embora tenha priorizado um material fresco, concedeu espaço a duas regravações especiais: “Deixa sagrar” e “No arrebol”.
Sucesso de Caetano Veloso lançado por Gal Costa no Carnaval de 1970, “Deixa sangrar” fazia parte do repertório de Roberta quando ela cantava em bailes pré-carnavalescos. A releitura remete a tal fase, e coloca a letra de Caetano para dançar frevo.“Eu adorava cantar essa música. Era um desejo antigo, sempre tive vontade de gravar, mas não conseguia encaixá-la nos outros discos. Agora deu certo.”“No arrebol”, música do sambista Wilson Moreira, foi a primeira canção garantida no disco. Roberta revela que queria gravar algo do mestre de qualquer jeito. “Quando recebi a versão em reggae fiquei encantada. É linda demais, foi um presente.”
Conexão
Ao soltar as rédeas, Roberta também resolveu testar sua voz em outro idioma, o que achava arriscado no início de sua carreira. “Desde o primeiro disco eu tenho vontade, mas sentia que era precipitado. Estava me lançando como cantora, era muita coisa pra querer abraçar. Nesse disco, achei que era viável. Procurei pelo Drexler e ele topou na hora.”Roberta conheceu o cantor e compositor uruguaio Jorge Drexler em 2004. Assistiu ao show do músico no Rio de Janeiro e se encantou pela qualidade e gentileza do rapaz. “Fiquei admirada com a voz doce, o jeito dele. Faz parte de uma nata de compositores novos, jovens, que eu gosto muito. Ele é quase brasileiro.”
Drexler não apenas compôs “Esquirlas”, musica inédita para Roberta, como aproveitou sua passagem pelo Brasil em 2011 para gravar ao lado da cantora. “Ele vinha para o Rock in Rio e eu o convidei para o duo. Ficou lindo.”
Comida caseira
O trabalho que pretende simbolizar a segunda pele da cantora ainda mostra um lado autoral. Roberta ajudou a compor a música “No bolso”, feita por ela e pelo marido, o músico e compositor Pedro Luís, em uma conversa no sofá de sua casa.Embora tenha gostado do resultado, se sente mais confortável no papel de intérprete. Acredita que compor é uma função superior, digna de músicos como Chico Buarque, Edu Lobo e Tom Jobim. “Minha educação musical, influencia deu um padrão muito alto. Acho que compor é coisa para esses músicos geniais. Sou muito crítica e julgo bastante meu trabalho.”A turnê do novo disco começa no dia primeiro de março, em Salvador. Roberta ainda se apresentará no Recife (03/03), em Natal (04/03),Rio de Janeiro (10/03), Porto Alegre (16/03), Curitiba (17/03), Florianópolis (18/03), e São Paulo ainda sem data confirmada.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Claudia Leitte prepara projeto intimista com repertório de MPB
Conhecida por estar sempre agitada em suas apresentações, Claudia Leitte prepara um show mais intimista para ser lançado em CD e DVD no ano que vem.
"É um som que eu já fazia antes mesmo do Babado Novo", afirma, referindo-se ao grupo de axé do qual foi vocalista.
São músicas que "não fazem a pipoca pular", como ela mesmo define: mais lentas e voltadas para a MPB. "Tem canções do Jorge Vercilo, do Carlinhos Brown, do João Bosco.
Deixei o repertório autoral", adianta a cantora. No show, além das releituras, haverá também composições inéditas.
A gravação será no dia 13 de dezembro, no Teatro Castro Alves, em Salvador, e a renda do show será revertida para um hospital da cidade.
Para o ano que vem, Claudia prepara outro show, dessa vez "mais performático". Em comum com a apresentação deste ano, também terá a personagem Nega Lôra.
"É um som que eu já fazia antes mesmo do Babado Novo", afirma, referindo-se ao grupo de axé do qual foi vocalista.
São músicas que "não fazem a pipoca pular", como ela mesmo define: mais lentas e voltadas para a MPB. "Tem canções do Jorge Vercilo, do Carlinhos Brown, do João Bosco.
Deixei o repertório autoral", adianta a cantora. No show, além das releituras, haverá também composições inéditas.
A gravação será no dia 13 de dezembro, no Teatro Castro Alves, em Salvador, e a renda do show será revertida para um hospital da cidade.
Para o ano que vem, Claudia prepara outro show, dessa vez "mais performático". Em comum com a apresentação deste ano, também terá a personagem Nega Lôra.
sábado, 19 de novembro de 2011
'Feliz demais', Beth Carvalho lança 1º álbum de inéditas em 15 anos
Álbum marca reencontro da cantora com produtor de primeiros trabalhos.
Volta aos palcos acontece neste sábado (19) no Rio de Janeiro.
Flávio Seixlack Do G1, em São Paulo
“Estou feliz demais”. Assim Beth Carvalho descreve ao G1 a nova fase de sua carreira. Não é por menos. A cantora voltará de vez aos palcos em novembro – no dia 19 no Rio de Janeiro e no dia 26 em São Paulo – após passar dois anos de cama por problemas na coluna. Mais do que isso, o ano também fica marcado por seu regresso ao estúdio para gravar “Nosso samba tá na rua”, seu primeiro álbum de inéditas em 15 anos e o 36º de sua carreira. “Estou muito satisfeita com o repertório, acho que consegui falar de todos os temas de que gosto, como negritude, amor, Carnaval, feminismo e Mangueira”.

Beth Carvalho em foto de divulgação de "Nosso samba tá na rua" (Foto: Washington Possato/Divulgação) Como de costume, Beth Carvalho definiu as canções do disco depois de mostrá-las a um júri popular, que votou nas preferidas. “Foi o que me deu um prumo maior pra escolher as 15 finais”. Antes disso, porém, ela gravou 25 sambas de uma seleção feita a partir do acervo que tem em casa e de composições criadas por novos músicos. “Tenho fitas desde o começo da minha carreira”, conta. “Desse meu acervo, só aproveitei ‘Palavras Malditas’, do Nelson Cavaquinho. Preferi as novas porque dá mais tesão de gravar, mas poderia fazer um disco só com coisas do acervo”.“Nosso samba tá na rua” foi produzido por Rildo Hora, figura que Beth reencontra após 27 anos e que é responsável por alguns dos álbuns mais importantes de sua carreira, presentes nas décadas de 1970 e 1980. Em sua capa é possível ver todos os compositores do disco – com exceção de Chico Buarque e Serginho Meriti – ao redor da Madrinha do Samba, numa foto que remete exatamente a essa época. “É uma soma das capas de ‘De pé no chão’ (1978) com ‘Na fonte’ (1981)”, explica. “É uma festa”.
Além de Rildo, a cantora também reuniu para as gravações nomes com quem já havia trabalhado em vários de seus discos, como Leonardo Bruno, Ivan Paulo e Luis Carlos Reis, fato que acredita ter ajudado no resultado final do álbum. “Não é qualquer um que sabe fazer disco de samba, é muita coisa acústica. A microfonagem, no gênero, é fundamental. Nesse aspecto eu estava tranquila, com gente que sabe o que faz”.Beth Carvalho costuma dedicar cada um de seus discos e, dessa vez, a escolhida foi Dona Ivone Lara. “Acho ela uma grande intérprete e compositora, que faz os ‘lararas’ mais bonitos da MPB. Uma mulher guerreira, que foi a primeira a entrar numa ala de compositores de uma escola de samba. Sou a cantora que mais a gravou”, explica.
Capa do disco "Nosso samba tá na rua",
de Beth Caravalho (Foto: Reprodução)A grande surpresa do repertório é a faixa “Arrasta a sandália”, composição de Dayse do Banjo com a filha de Beth, Luana Carvalho. “Achei essa música da melhor qualidade. É samba de gente grande. Acho que merece estar no disco. E ainda canto ela com Zeca Pagodinho, então a Luana estreou com pé direito”, orgulha-se.Por conta de todos esses fatores, Beth Carvalho afirma que “Nosso samba tá na rua” “é o disco mais maduro” de sua carreira. “Deu tudo certo. O estúdio que gravei é muito bom, fica atrás da minha casa. Uma sorte. Um lugar com casinhas, que são pequenos ambientes que isolam um instrumento do outro, e o samba precisa disso. Foi uma delícia”.O novo trabalho será apresentado na íntegra nos shows que Beth Carvalho fará em novembro. O primeiro deles acontece no dia 19 no Vivo Rio, no Rio de Janeiro. Na semana seguinte, no dia 26, a cantora toca no HSBC Brasil, em São Paulo. “[Fazer shows] é a coisa que mais gosto na vida. Estou muito feliz. Vai ter dançarinos, cenário e figurino. Serão shows grandiosos”.
Rio de Janeiro
Onde: Vivo Rio - Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Quando: 19 de novembro, a partir das 20h
Quanto: R$ 60 (pista superior) R$ 150 (camarote)
Informações: www.ingressorapido.com.br
São Paulo
Onde: HSBC Arena - Rua Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antonio
Quando: 26 de novembro, a partir das 20h
Quanto: R$ 160 (camarote) R$ 70 (cadeira alta, setor 3)
Informações: www.ingressorapido.com.br
Além de Rildo, a cantora também reuniu para as gravações nomes com quem já havia trabalhado em vários de seus discos, como Leonardo Bruno, Ivan Paulo e Luis Carlos Reis, fato que acredita ter ajudado no resultado final do álbum. “Não é qualquer um que sabe fazer disco de samba, é muita coisa acústica. A microfonagem, no gênero, é fundamental. Nesse aspecto eu estava tranquila, com gente que sabe o que faz”.Beth Carvalho costuma dedicar cada um de seus discos e, dessa vez, a escolhida foi Dona Ivone Lara. “Acho ela uma grande intérprete e compositora, que faz os ‘lararas’ mais bonitos da MPB. Uma mulher guerreira, que foi a primeira a entrar numa ala de compositores de uma escola de samba. Sou a cantora que mais a gravou”, explica.
de Beth Caravalho (Foto: Reprodução)
Rio de Janeiro
Onde: Vivo Rio - Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Quando: 19 de novembro, a partir das 20h
Quanto: R$ 60 (pista superior) R$ 150 (camarote)
Informações: www.ingressorapido.com.br
São Paulo
Onde: HSBC Arena - Rua Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antonio
Quando: 26 de novembro, a partir das 20h
Quanto: R$ 160 (camarote) R$ 70 (cadeira alta, setor 3)
Informações: www.ingressorapido.com.br
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Rapper dos Estados Unidos copia capa de disco de Cartola
CAROL NOGUEIRA/FOLHA
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
A neta favorita de Cartola (1908-1980), Nilcemar Nogueira, tomou um susto quando viu, há duas semanas, a capa da nova mixtape do rapper norte-americano Curren$y, "Verde Terrace" - era idêntica à capa que estampava "Verde que Te Quero Rosa", que o compositor da Mangueira lançou em 1977.
"Tomamos conhecimento pela UBC [União Brasileira dos Compositores]. Não autorizamos e não recebemos pela utilização. Já acionamos nosso advogado", contou a neta à Folha, por e-mail.
Procurados pela reportagem, o rapper e a gravadora não se manifestaram.
| Divulgação | ||
| Capa do CD "Verde Terrace", do rapper Curren$y (à esquerda) usa imagem de capa do álbum de Cartola de 1977 |
"O que ele fez não é plágio, é reprodução exata da obra, pois houve poucas alterações", diz o advogado da família, Sydney Sanches. "O fotógrafo, que ainda não sabemos quem é, também pode reclamar na Justiça, pois houve adulteração da imagem."
O legado de Cartola está, há anos, em meio a um imbróglio judicial que envolve uma longa disputa familiar.
Quando o compositor morreu, deixou tudo para a mulher, Euzébia Silva do Nascimento - a Dona Zica. O casal não teve filhos, mas adotou Ronaldo de Oliveira. Mas Zica, morta em 2003, passou tudo que era seu, em testamento, para Glória Regina -filha que teve em outro casamento, antes de se unir a Cartola. Ronaldo tenta, hoje, aumentar sua participação na herança do pai. O advogado explica que, enquanto a disputa familiar não for resolvida, ninguém recebe pelo uso da obra de Cartola. Sem o dinheiro, a divulgação do legado do sambista fica comprometida.
domingo, 21 de agosto de 2011
O samba engajado de Leci Brandão
Uma Leci pouco lembrada
Sua carreira, no entanto, remonta a 1965, quando estava com 21 anos, e cantou em programas da época, como A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti. Em 1971, já angariava bastante prestígio para integrar a ala de compositores da Mangueira. Ombro amigo entrou na trilha da novela Espelho mágico, em 1977, embora sem chamar atenção pela temática da letra. Seu engajamento pela causa gay gerou outras canções, (nem sempre sambas), como Assumindo, Questão de gosto, Esta tal criatura, ou Chantagem, segundo Leci Brandão, todas inspiradas em fatos testemunhados, ou vividos por ela. O disco traz raridades como canções lançadas apenas em compacto, e versões alternativas, inéditas. Coisa rara para uma cantora como Leci, que trafega na contramão da MPB, embora cante em festas populares.
Assim como Apesar de você levou a censura a passar batida, sem entender a diatribe de Chico Buarque contra a ditadura militar, as composições de Leci Brandão também foram consumidas como tendo outras conotações. Assim é que a compilação feita por Rodrigo Faour torna-se atualíssima, pela discussão aberta que hoje se faz na sociedade sobre o homossexualismo, inclusive discutida nas novelas globais. E atual também por atrair a atenção de outro público, para uma Leci Brandão menos conhecida, que desde cedo foi à luta, enfrentando preconceitos. Negra e pobre, por exemplo, encarou o exame de admissão ao requintado e seleto Colégio Pedro II, no Rio, e foi aprovada.
Ao frequentar bares e boates gays passou a colocar na sua música as angústias e dilemas das amigas e amigos deste universo particular. Sua fase atual, de composições simples e diretas é, mais ou menos, como se dissesse: já cumpri minha parte, agora deixem eu me divertir.
Postado por José Teles
terça-feira, 12 de julho de 2011
Gal Costa: "Nunca fui chegada a droga"
Cantora posou para a capa da "Rolling Stone" ao lado de Caetano Veloso
QUEM Online; Fotos: Divulgação
Gal Costa e Caetano Veloso estão na capa da "Rolling Stone" de julho para celebrar uma parceria de mais de quatro décadas. Em entrevista para a publicação, o cantor fala sobre o disco que está produzindo para a amiga, com previsão de lançamento para setembro.
"Gal tem uma qualidade de emissão vocal muito especial e um papel histórico muito importante, e as duas coisas estavam relativamente subvalorizadas nos últimos tempos”, afirmou Caetano.
Já a cantora falou sobre o Tropicalismo e a pressão que sentiu ao fazer música no Brasil enquanto cantores como Caetano e Gilberto Gil estavam exilados. “Eles foram exilados e eu fiquei aqui defendendo as canções que compunham em Londres”, relembra Gal.“Nunca fui chegada a droga, aquilo não era porque eu estava doidona. Era uma forma de reclamar, de ir contra aquele momento difícil, aquele regime da ditadura, os amigos desaparecidos”, completou.
Obra de Maria Bethânia é relançada
Para quem quiser mergulhar no mundo maravilhoso de Maria Bethânia, chegam às lojas duas caixas com 24 discos da cantora lançados pela gravadora Universal. O box "1" contempla a obra lançada entre "A Tua Presença..." (1971) e "A Beira e o Mar" (1984), e o "2" traz o trabalho entre "Memória de Pele" (1989) e "Ao Vivo" (1995).
Cada caixa traz ainda um CD de extras: "Anos 70" e "Anos 80 e 90", com canções tiradas de diversos projetos.
Os discos têm o áudio remasterizado, e os encartes, que reproduzem fielmente as capas originais, reúnem textos sobre a artista, escritos pelo pesquisador Rodrigo Faour, responsável pelo projeto.
Cada caixa traz ainda um CD de extras: "Anos 70" e "Anos 80 e 90", com canções tiradas de diversos projetos.
Os discos têm o áudio remasterizado, e os encartes, que reproduzem fielmente as capas originais, reúnem textos sobre a artista, escritos pelo pesquisador Rodrigo Faour, responsável pelo projeto.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Morre Billy Blanco, parceiro de Tom Jobim e João Gilberto
FÁBIO GRELLET/FOLHA
DO RIO
DO RIO
O cantor e compositor Billy Blanco morreu às 8h10 de hoje, aos 87 anos, vítima de uma parada cardíaca. Ele estava internado no Hospital Pan-Americano, na Tijuca (zona norte do Rio), desde 2 de outubro de 2010, quando sofreu um AVC (acidente vascular cerebral).
Nascido em Belém (PA), o compositor decidiu estudar arquitetura em São Paulo, em 1946. Lá, iniciou sua carreira de compositor. Depois se mudou para o Rio, onde a carreira ganhou novo impulso. Blanco foi precursor da bossa nova e parceiro de Tom Jobim, Baden Powell e João Gilberto.
Blanco compôs músicas como "Estatutos de Gafieira", "Viva meu Samba" e "Sinfonia do Rio de Janeiro", esta uma parceria com Tom Jobim.
| Alexandre Campbell-14.fev.2000/Folhapress | ||
| O compositor paranaense Billy Blanco durante entrevista em seu apartamento em fevereiro de 2000 |
Relembre em vídeo a carreira do músico Billy Blanco
Do G1 RJ
Falecido na manhã desta sexta-feira (8), aos 87 anos, o cantor e compositor Billy Blanco foi pioneiro na transição entre o samba-canção e a bossa nova.
Nascido no Pará e radicado no Rio de Janeiro, Blanco protagonizou ao lado de João Gilberto, Tom Jobim e outros o nascimento e a ascensão da bossa nova, a partir de 1958.
A formação em arquitetura acabou ficando para trás quando a carreira musical começou a deslanchar nos anos 1950. Sua primeira canção foi "Pra variar", de 1951, e seu primeiro sucesso foi "Estatutos da gafieira", na voz de Inesita Barroso, gravado em 1954.As composições de Billy Blanco logo chamaram atenção por seu estilo próprio, com samba sincopado e letras que combinavam humor, desilusões amorosas e descrições do cotidiano.
Nos anos 50 e 60 seus sucessos foram gravados por Dick Farney, Lúcio Alves, João Gilberto, Dolores Duran, Sílvio Caldas, Nora Ney , Jamelão, Elizeth Cardoso, Dóris Monteiro, Os Cariocas, Pery Ribeiro, Miltinho, Elis Regina e Hebe Camargo.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Roberta Sá e Zeca Pagodinho brilham no Prêmio da Música Brasileira
Foto: AgNews
Muitos famosos compareceram à 22ª edição do Prêmio da Música Brasileira nessa quarta-feira (6), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O evento, apresentado por Regina Cazé e Déborah Bloch, homenageou o sambista Noel Rosa, morto em 1937, aos 26 anos de idade. Zeca Pagodinho recebeu o prêmio de melhor cantor de samba, enquanto Roberta Sá brilhou com o prêmios de artista revelação e melhor cantora de MPB.
Entre os convidados da festa estavam a cantora Alcione, o cantor Lulu Santos, o baterista dos Titãs, Charles Gavin, e a atriz Letícia Sabatela. A premiação inclui sete categorias - MPB, Instrumental, Canção Popular, Pop/Rock/Reggae/Hip hop/Funk, Samba, Especial e Regional - subdivididas em subcategorias, como Melhor Álbum, Melhor Cantor e Melhor Grupo, num total de 29.
Confira a lista completa dos vencedores da premiação:
ARRANJADOR: Cristóvão Bastos
MELHOR CANÇÃO (Canção/Compositor/Intérprete/Álbum): Dolores e Suas Desilusões / Monarco e Mauro Diniz / Zeca Pagodinho / Vida da Minha Vida
PROJETO VISUAL(Artista/Álbum/Projeto): Paulo César Pinheiro/Capoeira de Besouro/Gringo Cardia
REVELAÇÃO (Artista): Luísa Maita
CANÇÃO POPULAR
MELHOR ÁLBUM (Álbum/Artista/Produtores): Cine Tropical/Criolina/Evaldo Luna e Criolina
MELHOR DUPLA (Artista/Álbum): Zezé Di Camargo e Luciano/Double Face(02)
MELHOR GRUPO (Artista/Álbum): Roupa Nova/Roupa Nova 30 Anos Ao Vivo
MELHOR CANTOR (Artista/Álbum): Reginaldo Rossi/Cabaret Do Rossi
MELHOR CANTORA (Artista/Álbum): Sandra de Sá/África Natividade
INSTRUMENTAL
MELHOR ÁLBUM (Álbum/Artista/Produtores): Gismonti Pascoal/Hamilton de Holanda e André Mehmari/Hamilton de Holanda, André Mehmari e Marcos Portinari
MELHOR SOLISTA (Artista/Álbum): Hamilton de Holanda/Esperança Ao Vivo na Europa
MELHOR GRUPO (Artista/Álbum): Trio de Câmara Brasileiro/Saudades de Princesa
MPB
MELHOR ÁLBUM (Álbum/Artista/Produtores): Quando o Canto é Reza/Roberta Sá & Trio Madeira Brasil/Pedro Luis, Marcello Gonçalves e Renato Alscher ganhou
MELHOR GRUPO (Artista/Álbum): Os Cariocas/Nossa Alma Canta
MELHOR CANTOR (Artista/Álbum): Emílio Santiago / Só Danço Samba
MELHOR CANTORA (Artista/Álbum): Roberta Sá/Quando o Canto é Reza
POP/ROCK/REGGAE/HIPHOP/FUNK
MELHOR ÁLBUM (Álbum/Artista/Produtores): Música de Brinquedo/Pato Fu/John Ulhoa
MELHOR GRUPO (Artista/Álbum): Pedro Luís e a Parede/Navilouca Ao Vivo
MELHOR CANTOR (Artista/Álbum): Lulu Santos/Lulu Acústico II
MELHOR CANTORA (Artista/Álbum): Vanessa da Mata/Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias
REGIONAL
MELHOR ÁLBUM (Álbum/Artista/Produtores): Capoeira de Besouro/Paulo César Pinheiro/Luciana Rabello
MELHOR DUPLA (Artista/Álbum): Renato Teixeira & Sérgio Reis/Amizade Sincera
MELHOR GRUPO (Artista/Álbum): Quinteto Violado/Quinteto Violado canta Adoniran Barbosa & Jackson do Pandeiro
MELHOR CANTOR (Artista / Álbum): Vitor Ramil/Délibáb
MELHOR CANTORA (Artista/Álbum): Elba Ramalho/Marco Zero - Ao Vivo
SAMBA
MELHOR ÁLBUM (Álbum/Artista/Produtores): Pra gente fazer mais um samba / Wilson das Neves /Wilson das Neves, Zé Luiz Maia, João Rebouças e André Tandeta
MELHOR GRUPO (Artista/Álbum): Gafieira São Paulo/Gafieira São Paulo
MELHOR CANTOR (Artista / Álbum): Zeca Pagodinho/Vida da minha vida
MELHOR CANTORA (Artista/Álbum): Alcione/Acesa - Ao vivo em São Luís do Maranhão
ESPECIAIS
DVD (Artista/DVD/Diretor): Arnaldo Antunes/Ao Vivo Lá Em Casa/Andrucha Waddington
ÁLBUM LINGUA ESTRANGEIRA (Álbum/Artista): Alma Mía/Leny Andrade
ÁLBUM ERUDITO (Álbum/Artista): Chopin The Nocturnes/Nelson Freire
ÁLBUM INFANTIL (Álbum/Artista): Quando Eu Crescer/Éramos Três
ÁLBUM PROJETO ESPECIAL (Álbum/Artista/Produtor): Adoniran 100 anos/Vários Artistas/Thiago Marques Luiz
ÁLBUM ELETRÔNICO (Álbum/Artista/Produtor): Calavera/Guizado/Guilherme "Guizado" Menezes
Entre os convidados da festa estavam a cantora Alcione, o cantor Lulu Santos, o baterista dos Titãs, Charles Gavin, e a atriz Letícia Sabatela. A premiação inclui sete categorias - MPB, Instrumental, Canção Popular, Pop/Rock/Reggae/Hip hop/Funk, Samba, Especial e Regional - subdivididas em subcategorias, como Melhor Álbum, Melhor Cantor e Melhor Grupo, num total de 29.
Confira a lista completa dos vencedores da premiação:
ARRANJADOR: Cristóvão Bastos
MELHOR CANÇÃO (Canção/Compositor/Intérprete/Álbum): Dolores e Suas Desilusões / Monarco e Mauro Diniz / Zeca Pagodinho / Vida da Minha Vida
PROJETO VISUAL(Artista/Álbum/Projeto): Paulo César Pinheiro/Capoeira de Besouro/Gringo Cardia
REVELAÇÃO (Artista): Luísa Maita
CANÇÃO POPULAR
MELHOR ÁLBUM (Álbum/Artista/Produtores): Cine Tropical/Criolina/Evaldo Luna e Criolina
MELHOR DUPLA (Artista/Álbum): Zezé Di Camargo e Luciano/Double Face(02)
MELHOR GRUPO (Artista/Álbum): Roupa Nova/Roupa Nova 30 Anos Ao Vivo
MELHOR CANTOR (Artista/Álbum): Reginaldo Rossi/Cabaret Do Rossi
MELHOR CANTORA (Artista/Álbum): Sandra de Sá/África Natividade
INSTRUMENTAL
MELHOR ÁLBUM (Álbum/Artista/Produtores): Gismonti Pascoal/Hamilton de Holanda e André Mehmari/Hamilton de Holanda, André Mehmari e Marcos Portinari
MELHOR SOLISTA (Artista/Álbum): Hamilton de Holanda/Esperança Ao Vivo na Europa
MELHOR GRUPO (Artista/Álbum): Trio de Câmara Brasileiro/Saudades de Princesa
MPB
MELHOR ÁLBUM (Álbum/Artista/Produtores): Quando o Canto é Reza/Roberta Sá & Trio Madeira Brasil/Pedro Luis, Marcello Gonçalves e Renato Alscher ganhou
MELHOR GRUPO (Artista/Álbum): Os Cariocas/Nossa Alma Canta
MELHOR CANTOR (Artista/Álbum): Emílio Santiago / Só Danço Samba
MELHOR CANTORA (Artista/Álbum): Roberta Sá/Quando o Canto é Reza
POP/ROCK/REGGAE/HIPHOP/FUNK
MELHOR ÁLBUM (Álbum/Artista/Produtores): Música de Brinquedo/Pato Fu/John Ulhoa
MELHOR GRUPO (Artista/Álbum): Pedro Luís e a Parede/Navilouca Ao Vivo
MELHOR CANTOR (Artista/Álbum): Lulu Santos/Lulu Acústico II
MELHOR CANTORA (Artista/Álbum): Vanessa da Mata/Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias
REGIONAL
MELHOR ÁLBUM (Álbum/Artista/Produtores): Capoeira de Besouro/Paulo César Pinheiro/Luciana Rabello
MELHOR DUPLA (Artista/Álbum): Renato Teixeira & Sérgio Reis/Amizade Sincera
MELHOR GRUPO (Artista/Álbum): Quinteto Violado/Quinteto Violado canta Adoniran Barbosa & Jackson do Pandeiro
MELHOR CANTOR (Artista / Álbum): Vitor Ramil/Délibáb
MELHOR CANTORA (Artista/Álbum): Elba Ramalho/Marco Zero - Ao Vivo
SAMBA
MELHOR ÁLBUM (Álbum/Artista/Produtores): Pra gente fazer mais um samba / Wilson das Neves /Wilson das Neves, Zé Luiz Maia, João Rebouças e André Tandeta
MELHOR GRUPO (Artista/Álbum): Gafieira São Paulo/Gafieira São Paulo
MELHOR CANTOR (Artista / Álbum): Zeca Pagodinho/Vida da minha vida
MELHOR CANTORA (Artista/Álbum): Alcione/Acesa - Ao vivo em São Luís do Maranhão
ESPECIAIS
DVD (Artista/DVD/Diretor): Arnaldo Antunes/Ao Vivo Lá Em Casa/Andrucha Waddington
ÁLBUM LINGUA ESTRANGEIRA (Álbum/Artista): Alma Mía/Leny Andrade
ÁLBUM ERUDITO (Álbum/Artista): Chopin The Nocturnes/Nelson Freire
ÁLBUM INFANTIL (Álbum/Artista): Quando Eu Crescer/Éramos Três
ÁLBUM PROJETO ESPECIAL (Álbum/Artista/Produtor): Adoniran 100 anos/Vários Artistas/Thiago Marques Luiz
ÁLBUM ELETRÔNICO (Álbum/Artista/Produtor): Calavera/Guizado/Guilherme "Guizado" Menezes
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Rede Globo exibe o Prêmio da Música Brasileira neste domingo, 10
A 22ª edição do Prêmio da Música Brasileira, que neste ano homenageia Noel Rosa, será transmitida pela Rede Globo neste domingo, dia 10, logo após o 'Domingo Maior'. A apresentação do evento, que mostrará um extenso repertório do Poeta da Vila, ficará por conta de Regina Casé e Deborah Bloch. Além do tributo a Noel, serão premiados os melhores músicos do ano. São 104 indicados, em categorias que vão da MPB à música erudita, passando por pop, rock, samba, canção popular, eletrônico, regional, língua estrangeira e projeto especial. Destes, 35 serão premiados. O evento será realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro nesta quarta-feira, dia 6.O regulamento, o homenageado e os 26 jurados do prêmio são definidos por um conselho formado por Gilberto Gil, João Bosco, Yamandú Costa, Wanderlea, Zuza Homem de Mello, Antonio Carlos Miguel e pelo idealizador do prêmio, José Maurício Machline. Já a banca que define os selecionados e os três finalistas é formada por críticos, jornalistas e músicos.
A homenagem ao Poeta da Vila, com direção musical de João Carlos Coutinho, contará com participações ilustres, como Marisa Monte ("Feitio de Oração"), Ivete Sangalo ("Palpite Infeliz"), Zizi Possi ("Pela Décima Vez"), Nana Caymmi e Dori Caymmi ("Último Desejo" e "Três apitos"), Paulinho da Viola e Beatriz Faria ("De Babado" e "Feitiço da Vila"), Zélia Duncan e Tulipa Ruiz ("O X do Problema" e "Quando o samba acabou"), Lenine e Luísa Maita ("As Pastorinhas", "Pierrot Apaixonado" e "O Orvalho vem caindo"), Yamandu Costa e Hamilton de Holanda ("Coisas Nossas") e Wilson das Neves e Tantinho da Mangueira ("Com que roupa?" e "Conversa de Botequim"). Além disso, Jô Soares, Aracy Balabanian e Nathalia Timberg lerão um texto em homenagem a Noel Rosa.O evento, que premia artistas consagrados e novos, foi lançado em 1987. Já homenageou nomes como: Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi, Maysa, Elizeth Cardoso, Luiz Gonzaga, Ângela Maria & Cauby Peixoto, Gilberto Gil, Elis Regina, Milton Nascimento, Rita Lee, Jackson do Pandeiro, Maria Bethânia, Gal Costa, Ary Barroso, Lulu Santos, Baden Powell, Jair Rodrigues, Zé Kéti e Dominguinhos, Clara Nunes e D. Ivone Lara.
A transmissão do Prêmio da Música Brasileira será dirigida por J.B de Oliveira, o Boninho. Para mais informações sobre o prêmio acesse:http://www.premiodemusica.com.br/.
A homenagem ao Poeta da Vila, com direção musical de João Carlos Coutinho, contará com participações ilustres, como Marisa Monte ("Feitio de Oração"), Ivete Sangalo ("Palpite Infeliz"), Zizi Possi ("Pela Décima Vez"), Nana Caymmi e Dori Caymmi ("Último Desejo" e "Três apitos"), Paulinho da Viola e Beatriz Faria ("De Babado" e "Feitiço da Vila"), Zélia Duncan e Tulipa Ruiz ("O X do Problema" e "Quando o samba acabou"), Lenine e Luísa Maita ("As Pastorinhas", "Pierrot Apaixonado" e "O Orvalho vem caindo"), Yamandu Costa e Hamilton de Holanda ("Coisas Nossas") e Wilson das Neves e Tantinho da Mangueira ("Com que roupa?" e "Conversa de Botequim"). Além disso, Jô Soares, Aracy Balabanian e Nathalia Timberg lerão um texto em homenagem a Noel Rosa.O evento, que premia artistas consagrados e novos, foi lançado em 1987. Já homenageou nomes como: Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi, Maysa, Elizeth Cardoso, Luiz Gonzaga, Ângela Maria & Cauby Peixoto, Gilberto Gil, Elis Regina, Milton Nascimento, Rita Lee, Jackson do Pandeiro, Maria Bethânia, Gal Costa, Ary Barroso, Lulu Santos, Baden Powell, Jair Rodrigues, Zé Kéti e Dominguinhos, Clara Nunes e D. Ivone Lara.
A transmissão do Prêmio da Música Brasileira será dirigida por J.B de Oliveira, o Boninho. Para mais informações sobre o prêmio acesse:http://www.premiodemusica.com.br/.
sábado, 2 de julho de 2011
Nelson Motta fala sobre primeiro encontro com Maria Bethânia
Nelson Motta
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Dupla traduz a bossa nova para o mandarim e faz sucesso na China
Músico Sérgio Filó e a cantora Jasmine Chen têm feito shows em Xangai.Dupla mostra canções como 'Garota de Ipanema' convertidas para o idioma.
Da EFE
Jasmine Chen. (Foto: Divulgação)
O show, chamado "Gang Kou" (que poderia ser traduzido como "a entrada do porto"), é apresentado na histórica Sala de Concertos de Xangai e inclui também canções chinesas populares e temas de jazz da capital do país dos anos 1930 a 1950, adaptadas para que tenham um gostinho brasileiro."Aqui na China se escuta muita música brasileira em locais públicos, em restaurantes, em bares, mas as pessoas não identificam a origem, este é o desafio que temos", explicou Joel Sampaio, cônsul-geral adjunto do Brasil em Xangai. É a Embaixada brasileira que promove o show de Jasmine e Filó.De fato, nas grandes cidades chinesas se escuta cada vez mais músicas desse estilo, cantadas por famosas artistas como a sino-japonesa Lisa Ono, que apresenta bossa e samba em português.No entanto, na mente do público do gigante asiático, "falta colocar a marca Brasil" no ritmo, afirmou Sampaio, que pretende organizar iniciativas similares para dar continuidade a este projeto.
TraduçãoA ideia começou no ano passado na Exposição Universal de Xangai 2010, na qual vários músicos brasileiros interpretaram suas músicas com letras em mandarim, e agora um deles, Filó, voltou à China para colaborar com Jasmine, que há três anos vem traduzindo canções de artistas como Milton Nascimento.
"Em princípio é difícil a adaptação, porque o ritmo da música brasileira é mais complicado que o da chinesa, e em cada canção tenho que averiguar quantos caracteres chineses posso colocar em cada frase para que encaixe com a melodia original", explicou a artista, cujo nome real é Chen Yinxi.
Quando tocamos pela primeira vez 'Segredos do mar' em chinês, chorei durante toda a música"
Sérgio Filó Machado."Demorei um tempo para encontrar a maneira", disse, mas no final a cantora aprendeu a manter o significado das canções nas novas letras que acabava compondo para suas melodias em mandarim.
Em sua opinião, é mais fácil que este tipo de música seja "entendido e aceito" entre o público chinês do que outros gêneros de jazz e pop ocidental, já que na música brasileira "a linha melódica é sempre muito bonita, e o ritmo é fácil de acompanhar".Para Filó, músico de Ribeirão Preto (SP) que já tinha colaborado com artistas japoneses, esta vem sendo uma experiência inesquecível. "O que atualmente está mais vivo na minha cabeça e no meu coração é dar continuidade a este trabalho, e espero fazê-lo em Pequim, em Hong Kong, em Macau".
De seus shows em Xangai, o músico destaca a "boa energia" de um "público adorável", que canta as canções e se deixa levar pela música, apesar de assistir às apresentações sentado, segundo o costume chinês."Encontros e despedidas", de Milton Nascimento, "Segredos do mar", de Filó Machado e Judith de Souza, e clássicos como "Garota de Ipanema", de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, surpreenderam o público em seu próprio idioma, e também em português.
"Ainda estou muito comovido, é muito emocionante", relata Filó. "Quando tocamos pela primeira vez 'Segredos do mar' em chinês, chorei durante toda a música", confessa.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Simone fará show em Cuba no próximo domingo
A cantora brasileira Simone chegará na sexta-feira a Havana, onde fará um show no próximo domingo no teatro Karl Marx, informou a imprensa oficial.
A artista se reencontrará assim com o público cubano, onde esteve em várias ocasiões desde os anos 1980, quando participou do Festival Internacional da Canção, no balneário de Varadero, onde dividiu o palco com o cantor cubano Pablo Milanés, com quem gravou sua emblemática canção "Yolanda" para o disco "Pablo querido".Simone também cantou e gravou com Omara Portuondo, a diva do projeto Buena Vista Social Clube, que reuniu lendas da música tradicional da ilha na década de 1990.
Segundo a emissora "Rádio Havana Cuba", Simone voltará a unir sua voz com Omara neste concerto único e é provável que também se apresente ao lado de Pablo Milanés.
A artista se reencontrará assim com o público cubano, onde esteve em várias ocasiões desde os anos 1980, quando participou do Festival Internacional da Canção, no balneário de Varadero, onde dividiu o palco com o cantor cubano Pablo Milanés, com quem gravou sua emblemática canção "Yolanda" para o disco "Pablo querido".Simone também cantou e gravou com Omara Portuondo, a diva do projeto Buena Vista Social Clube, que reuniu lendas da música tradicional da ilha na década de 1990.
Segundo a emissora "Rádio Havana Cuba", Simone voltará a unir sua voz com Omara neste concerto único e é provável que também se apresente ao lado de Pablo Milanés.
Marcos Valle lança caixa com 11 discos
MARCUS PRETO/FOLHA
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
A caixa "Marcos Valle Tudo", que chega às lojas no próximo mês, é o documento de uma metamorfose.
Em 11 álbuns, gravados na Odeon entre 1963 e 1974, é possível acompanhar a caminhada do músico carioca: de discípulo de João Gilberto a, simplesmente, Marcos Valle. Ele se tornou um gênero na música brasileira --como também são Jorge Ben Jor, João Donato e outros artistas-inventores, que não se parecem com nada, a não ser com eles mesmos. A transformação se deu em 1969, quando gravou o LP "Mustang Cor de Sangue". Ali, o músico se libertou da estética banquinho e violão e se entregou a um arsenal referências rock, black e pop.
Valle tinha 15 anos em 1958, quando ouviu a tal batida pela primeira vez. O impacto do momento fez com que jogasse no baú da memória o resto, tudo o que ouvira até então nos discos de casa.
| Rafael Andrade/Folhapress | ||
| O cantor e compositor Marcos Valle, que terá parte de sua discografia relançada ainda neste ano |
Eram coletâneas compradas pelo pai. Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Maysa. E as coisas que a mãe pianista ouvia. Música clássica. Na caixa, há tudo isso. Há também o inédito "The Lost Sessions", descoberto nos porões da EMI (ex-Odeon) por Charles Gavin, ex-Titãs e idealizador do projeto.
As gravações são de 1966 e formariam o terceiro LP do cantor na Odeon, caso ele não tivesse partido para uma temporada nos EUA.
"Quando voltou, já estava interessado em outro som", diz Gavin.
GRILOS
Valle atravessou os anos 1990 sem lançar discos. Só recebia convites para regravar os próprios sucessos dos anos 1960. Naquele período, o Brasil se dedicou a revisitar a bossa nova.
"Gosto de coisas novas. Foi um momento de parada mesmo. Fiquei até preocupado", diz. "Mas, de repente, veio essa recompensa lá de fora. Valeu a pena." Naquela década, uma gravação sua da canção "Os Grilos" foi descoberta por DJs na Inglaterra. "Eu fui saber disso em 1994, quando a [cantora] Joyce me contou que estava acontecendo", lembra. Joyce tinha passado pelo mesmo processo. "Os Grilos" virou música de pista. Primeiro nos clubes ingleses. Depois, seguiu para a Itália e se espalhou pela Europa inteira, chegando ao Japão. O mercado internacional se abriu para o compositor. E, consequência natural, também o mercado do Brasil. "Na volta, os meninos brasileiros começaram a se dizer influenciados por mim." Ele se refere aos cariocas Kassin e Domenico, do coletivo +2. E Marcelo Camelo, da banda Los Hermanos, que se tornaria parceiro no novo "Estática", que também sai agora no Brasil (leia abaixo). Valle está disponível de novo.
MARCOS VALLE TUDO
ARTISTA Marcos Valle
LANÇAMENTO EMI
QUANTO R$ 160 (11 CDs)
domingo, 19 de junho de 2011
Chico Buarque completa 67 anos e comemora lançando novo álbum
O álbum de estreia de CHICO BUARQUE DE HOLLANDA, homônimo, foi lançado em 1966 pela extinta gravadora RGE. O disco traz os clássicos como A Banda, Rita e Olé, Olá.
Francisco Buarque de Hollanda, mais conhecido como Chico Buarque, completa 67 anos nesse domingo (19). Com uma obra inegavelmente notável – até para aqueles que torcem o nariz para a música popular brasileira – o cantor comemora mais um ano de vida fazendo aquilo que sabe como ninguém: cantando!
O novo álbum, intitulado Chico, só chega às lojas no dia 20 de julho. Porém, algumas cotas do trabalho estarão à venda já nessa segunda-feira (20) para os fãs que quiserem ter acesso antecipado ao material.
O esquema será o seguinte: o usuário entra no site oficial do projeto e paga antecipadamente uma quantia de R$29,90 por seu exemplar físico do álbum. Enquanto ele não chega, o usuário poderá ouvir o primeiro single do disco em streaming (sem baixar) e nos dias seguintes, terá acesso a vídeos, atualizados periodicamente, que registram todo o processo de produção do álbum.
O novo álbum, intitulado Chico, só chega às lojas no dia 20 de julho. Porém, algumas cotas do trabalho estarão à venda já nessa segunda-feira (20) para os fãs que quiserem ter acesso antecipado ao material.
O esquema será o seguinte: o usuário entra no site oficial do projeto e paga antecipadamente uma quantia de R$29,90 por seu exemplar físico do álbum. Enquanto ele não chega, o usuário poderá ouvir o primeiro single do disco em streaming (sem baixar) e nos dias seguintes, terá acesso a vídeos, atualizados periodicamente, que registram todo o processo de produção do álbum.
Para comemorar o aniversário de Chico e o lançamento de seu novo trabalho, o Virgula Música elegeu os dez álbuns do compositor que você precisa conhecer.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
No aniversário de 80 anos de João Gilberto, crítico comenta disco a disco a carreira do artista baiano
RONALDO EVANGELISTA
Colaboração para o UOL
João Gilberto se apresenta no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (24/08/2008)
Depois de participar do disco “Canção do Amor Demais” (de Elizeth Cardoso) e lançar dois 78 rotações em 1958, João Gilberto chegou à modernidade dos LPs ajudando a inventá-la. A voz íntima do ouvido, o som de violão absolutamente claro, a abordagem ao mesmo tempo casual e lapidada: eram muitos elementos novos que somavam àquele núcleo de criação exemplar. Além da remodernização de antigos sambas da década de 40 - um Dorival Caymmi, um Marino Pinto, dois Ary Barrosos -, contribui muito com o sabor de novidade a presença do produtor Tom Jobim, com três canções, seus pianos discretos e seus arranjos cheios de pequenos detalhes nas cordas e sopros, como contracantos de João.Grande momento: “Morena boca de ouro”, releitura de um sucesso de 1941 de Ary Barroso, na voz de Silvio Caldas, aqui com o piano de Tom Jobim e a economia do arranjo impressionantes até hoje.
"O Amor, o Sorriso e a Flor" (1960)
O segundo LP de João Gilberto já começava ousado na capa, em preto-e-branco solarizado, criada por Cesar Vilela, que em breve faria as famosas capas da gravadora Elenco. Gravado pouco mais de seis meses depois do primeiro disco, e novamente com direção musical de Tom Jobim, o álbum trazia no repertório seis novas canções do produtor, mais um Caymmi e um antigo sucesso nunca gravado do tempo de conjuntos vocais: “O Pato”.Grande momento: Abrindo com vocalises que reinventam as harmonias da versão original do conjunto vocal Anjos do Inferno, de 1945, “Doralice”, de Caymmi, ganha versão definitiva com João Gilberto, em nada além de um minuto e 29 segundos. De acompanhamento, além de seu violão e leve percussão, a modernidade do piano delicado e cristalino de Tom Jobim e breves comentários da flauta no contraponto.
"João Gilberto" (1961)
No mesmo fôlego, um ano depois foi gravado o terceiro LP, homônimo, de João Gilberto. Em algumas faixas, acompanhado do conjunto do pianista Walter Wanderley, todo o resto novamente com Tom. Além de três novas do produtor, o repertório continua lembrando antigos sambas dos anos 40, desta vez com dois Caymmis, um Geraldo Pereira e um Bide/Marçal.Grande momento: “A primeira vez”, samba de Bide e Marçal cantado por Orlando Silva em 1939, surge em versão quase invertida: o volume do original é traduzido em arranjo quase solo de voz-e-violão, apenas com o piano ocasional de Tom.
E então, o mundo descobriu. Gravado em Nova York ao lado do saxofonista Stan Getz (e com Tom ao piano), o álbum foi lançado pela gravadora de jazz Verve e se tornou famoso em todo o planeta, ganhando cinco prêmios Grammy. Cantada pela mulher de João, Astrud, “Girl from Ipanema” saiu em single e vendeu mais de um milhão de cópias - a canção se tornou uma das mais regravadas da história.
Grande momento: O máximo de sublime de João em disco se revela em sua interpretação de “Pra machucar meu coração”, do então recém-falecido Ary Barroso, que João muito admirava e havia acabado de conhecer. Perfeição no piano de Tom, sax de Getz, baixo e bateria de Tião Neto e Milton Banana, e João, no seu mais suave e musical.
"Getz/Gilberto II" (1964)
O primeiro disco ao vivo de João, gravado no Carnegie Hall em outubro de 1964, lado B de um LP com Stan Getz do outro. Na versão em CD, cinco faixas bônus trazem João e Getz juntos, com Astrud.
Grande momento: Apesar de não manter a aura de magia do encontro em estúdio, “Você e eu” ao vivo é mais um interessante encontro do violão ritmado do João com o sax jazzístico de Getz e a voz vaporosa de Astrud.
"En Mexico" (1970)
Gravado durante temporada de João Gilberto no México, como já fica claro no título, o álbum só foi gravado seis anos depois do último, e desta vez com arranjos de Oscar Castro Neves. Entre as novidades do repertório, três boleros, dois Jobins, duas autorais sem letra e uma composição de seu amigo João Donato gravada dois anos antes por Sergio Mendes: “The Frog”.
Grande momento: João canta tão próximo do microfone que sua respiração funde-se com sua voz com inigualável efeito de intimidade com o ouvinte em “Astronauta” (também conhecida como “Samba da pergunta”), só com seu violão, piano pontuando e etéreas cordas ao fundo.
"João Gilberto" (1973)
O auge do minimalismo zen de João, gravado novamente em Nova York. Desta vez acompanhado apenas do percussionista Sonny Carr e, em uma faixa, da voz de sua então nova esposa, Miúcha. Além de um Jobim, três faixas sem letra e mais alguns sambas antigos, a grande novidade são canções de Caetano Veloso e Gilberto Gil.Grande momento: É irresistível acompanhar as harmonias vocais que João cria em contracanto com Miúcha em “Isaura”, sua versão do samba de 1945 de Francisco Alves. João, virtuose dos detalhes.
"Best of Two Worlds" (1976)
Com repertório baseado no chamado “álbum branco”, de três anos antes, traz novo encontro com Stan Getz, mais de dez anos depois do “Getz/Gilberto” original. Duas faixas são cantadas solo por Miúcha e uma novidade do repertório é “Retrato em Branco e Preto”, parceria do irmão da noiva, Chico Buarque, com Tom Jobim.Grande momento: Cantada com serenidade e emoção por João, “Ligia” é uma novidade de Tom Jobim até hoje: João canta a primeira versão da letra, diferente da que depois ficou mais conhecida, com retoques de Chico Buarque. Getz aparece com dois solos dobrados, sobrepostos com melodias diferentes.
Trazendo composições em inglês, italiano e espanhol e arranjos de orquestra do alemão Claus Ogerman - que havia cuidado da orquestra nos discos solo de Tom Jobim -, “Amoroso” foi desde seu lançamento recebido como momento de gala para João e é até hoje um dos álbuns mais conceituados entre jazzistas.
Grande momento: Não é nem preciso entender a letra em italiano de “Estate” para ficar tocado com sua sensibilidade. Lendo-se, então, o “verão que criou nosso amor” e agora é um “legado de dor”, emocionante.
"João Gilberto Prado Pereira de Oliveira" (1980)
Segundo disco ao vivo de João, de um especial de TV da Rede Globo com plateia, orquestra e participações de sua filha Bebel Gilberto (então com 14 anos) e Rita Lee. Johnny Alf e Lamartine Babo são surpresas do repertório.
Grande momento: Antiga marchinha de 1939 de Lamartine Babo, cantada por Mário Reis em dueto com Mariah, vira pura bossa com a voz da tropicalista Rita Lee, interpretações em pura doçura.
"Brasil" (1981)
Gravado com Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia: o violão de João, comentários dramáticos nas cordas e percussões e as quatro vozes se fundindo - Bethânia canta suave como nunca antes ou depois. Quase um disco conceitual sobre a Bahia, com versões de Caymmi, Ary Barroso e, novidade, Os Tincoãs.
Grande momento: Versão do standard americano “All of me” pelo letrista Haroldo Barbosa, “Disse alguém” é uma pérola, com João fazendo uma adaptação jazzística da sua batida ao violão, pequenas alterações na melodia e toda uma nova cor nas imagens em português.
"Ao Vivo em Montreux" (1986)
Terceiro disco ao vivo e um dos melhores momentos de João no palco, foi gravado - todo de voz e violão - no famoso festival de jazz suíço em 1985 e lançado em LP duplo, depois CD simples com duas músicas a menos.Grande momento: O antigo sucesso de 1948 de Haroldo Barbosa na voz d’Os Cariocas, “Adeus América”, ganha todo um novo contexto na voz mântrica de João Gilberto, que tanto tempo morou nos Estados Unidos e havia retornado ao Brasil há pouco.
"João" (1991)
Com arranjos de cordas do americano Clare Fischer sobre a base de violão e voz de João, o disco não atinge os mesmos níveis de Amoroso, mas tem ótimo repertório, com Noel Rosa, Cole Porter, bolero, chanson.Grande momento: João parece ter total controle sobre como fazer o tempo parar, andar para frente ou para trás em seus ritmos de violão e andamentos vocais. Em “Eu sambo mesmo”, de Janet de Almeida, cantada pelos Anjos do Inferno em 1946, o sublime é atingido já nos primeiros segundos.
O quarto disco ao vivo de João e o mais sem graça, com mixagem imperfeita, edição brusca e repertório sem surpresas. “Você não sabe amar” é boa surpresa.
Grande momento: “Lá vem a baiana”, de Caymmi, sempre perfeito na voz de João.
"Live at Umbria Jazz Fest" (1996/2002)
Quinto disco ao vivo de João, gravado na Itália em 1996 e lançado em CD em 2002. Mais atualizações de canções de todas as fases da carreira de João.
Grande momento: “Isto aqui o que é?”, de Ary Barroso, tão conhecida e sempre tão nova com João.
"Voz e Violão" (1999)
Produzido por Caetano Veloso, foi o último de estúdio gravado por João e o único inteiramente só de voz e violão. O repertório recupera sambas antigos de Bororó, Herivelto Martins, uma raridade de Tom Jobim, dois Caetanos e novas lapidações de “Chega de saudade” e “Desafinado”, cada vez mais sintéticas.
Grande momento: Dessa vez João Gilberto não foi tão longe, apenas 1980, para encontrar uma maravilha. “Você vai ver” foi lançada no álbum Terra Brasilis, de Tom Jobim, como uma elegante canção de fim de amor, aqui transformada em pura candura.
"In Tokyo" (2004)
País que cultua João Gilberto talvez até mais que o Brasil e recebe visitas frequentes para turnês, o Japão rendeu o mais recente disco ao vivo de João, sexto de sua carreira. Gravado em 2004, João tinha então 73 anos e faz ótima performance, tranquila e depurada.Grande momento: Aracy de Almeida cantava “Louco” de Wilson Batista em 1946, e desde os anos 50 João a traz em seu repertório, apesar de nunca tê-la gravada em estúdio. Canta ao vivo a história do louco que chora e anda pelas ruas, virando até um vagabundo.
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