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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Após acidente, 'Xanadu' reestreia hoje sem Thiago Fragoso

GUSTAVO FIORATTI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O espetáculo musical "Xanadu" volta a ser apresentando hoje no teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro, 19 dias após ter sua temporada interrompida por conta da queda de Danielle Winits e Thiago Fragoso de uma altura de quase cinco metros.
Na ocasião, os atores simulavam um voo sobre a plateia, suspensos por cabos que se romperam.
No acidente, outras duas pessoas do público também foram feridas. A perícia que investiga o caso ainda não chegou a uma conclusão sobre a causa da queda.
Danielle Winits, que não se machucou gravemente, volta à cena. Fragoso, no entanto, ainda se recupera de uma cirurgia de reconstrução dos arcos costais fraturados. O ator também sofreu uma perfuração do diafragma. Na retomada do espetáculo, quem substitui Fragoso é Danilo Timm, que participou da versão do musical "Hair" assinada pela dupla Cláudio Botelho e Charles Möeller.
Segundo a assessoria de imprensa de "Xanadu", a cena com a simulação do voo foi retirada do espetáculo até que o resultado da perícia revele a causa do rompimento dos cabos que suspendiam os protagonistas do espetáculo. Dirigida por Miguel Falabella, a peça é uma adaptação do musical que fez sucesso na Broadway nos anos 1980. A personagem central da história é uma semideusa (Winits) que, na peça original, desce à Terra acreditando estar em Veneza, embora esteja em Venice Beach, na Califórnia (EUA).
Na versão brasileira, a personagem acha que está na Paris de 1880 mas, na verdade, está na praça Paris, no Rio de Janeiro, em 1980.
O elenco do espetáculo inclui ainda o cantor Sidney Magal, que interpreta Zeus.
Mariana Quintão/Folhapress
Danielle Winits e Thiago Fragoso no musical "Xanadu"
Danielle Winits e Thiago Fragoso no musical "Xanadu", que reestreia nesta quinta

XANADU
QUANDO qui. e sex., às 21h; sáb., às 19h e às 21h30; dom., às 19h
ONDE Teatro Oi Casa Grande (r. Afrânio de Melo Franco, 290; tel. 0/xx/21/ 2511-0800)
QUANTO de R$ 40 a R$ 150
CLASSIFICAÇÃO 12 anos

Musical "Thriller Live" ganha montagem no Brasil

MARCOS GRINSPUM FERRAZ
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

As cenas poderiam ser de um reality show de TV como "American Idol", "Ídolos" ou "Astros". De um lado os candidatos, um tanto tensos, tentando provar seu talento; de outro, um júri atento, de não muitos sorrisos.
Só que, diferentemente do que ocorre nos programas, ninguém podia dançar e cantar a música que escolhesse, a que caísse melhor para seus movimentos e tons de voz: todos tinham que interpretar Michael Jackson (1958-2009). Foi assim que, na semana passada, foram escolhidos em São Paulo cantores e dançarinos para compor o elenco de "Thriller Live", musical britânico que retrata a trajetória artística do ídolo pop. Após circular por mais de 20 países, a montagem chega ao Rio e a São Paulo no segundo semestre, com data e locais ainda a confirmar. Entre cantores e dançarinos, a produção brasileira recebeu cerca de 2.800 inscrições, das quais 700 foram selecionadas para a etapa final.
O diretor Adrian Grant --amigo de Jackson que teve o aval do cantor para montar o espetáculo-- era um dos rostos sérios que acompanhavam a seleção. O resultado, afirma, foi surpreendente.
Divulgação
Cenas do musical "Thriller Live" na montagem original britânica
Cenas do musical "Thriller Live" na montagem original britânica

DANÇARINOS DO BRASIL
Pela primeira vez desde a estreia oficial em 2007, em Londres, nenhum dos dançarinos do elenco original de West End (a Broadway britânica) precisará sair de casa.
"O nível dos brasileiros é fantástico, e eles trarão uma grande energia para a produção", disse Grant, que escolheu 16 dançarinos entre os concorrentes. Um deles foi Eric Santos, 26, que começou sua formação em um projeto de dança de rua em Santos. "Eu fui tranquilo para a seleção porque não acreditava que ia passar. Queria apenas poder conhecer o Grant e o [coreógrafo] Gary Lloyd", diz.
Quando saiu o resultado, "foi como a sensação de ganhar o Oscar, ou levar R$ 1 milhão no 'BBB'".
No caso dos cantores, a situação foi um pouco mais difícil, dada a pronúncia e o sotaque dos brasileiros.
Ainda assim, dois dos cinco cantores que interpretam o ídolo no musical foram escolhidos aqui, e a produção busca no país a criança que representará o pequeno astro do período dos Jackson Five.
"Nós não procuramos pessoas que o imitem com perfeição, mas gente que tenha um 'feeling' pela suas canções. Queremos apenas honrar a sua música."
Neste ponto, Grant reafirma o que diz ter sido sua grande motivação para criar o espetáculo: tirar a atenção das polêmicas que marcaram a vida de Jackson e focar no que realmente importa, "sua genialidade artística".
"Começamos a produção em 2006, com ele ainda vivo, querendo que as pessoas se voltassem para sua música, não para as manchetes escandalosas e exageradas que o envolviam. E é isso que o show faz", ressalta. "Infelizmente, parece que só depois da triste morte de Michael a mídia voltou a falar de sua música e passou a respeitá-lo novamente."
Com cerca de duas horas e meia de duração, "Thriller Live" percorre cronologicamente a vida de Jackson, usando música e dança, sem se ocupar do aspecto pessoal. Parceria da Broadway Brasil com o Future Group, o espetáculo terá investimento de cerca de R$ 7 milhões, para, segundo os produtores, manter a mesma infraestrutura com que o musical foi apresentado nos palcos ingleses.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ingressos para a peça "Priscilla, Rainha do Deserto" estão à venda

Começa nesta segunda-feira (6) a venda de ingressos para o musical "Priscilla, Rainha do Deserto", que entra em cartaz em 17 de março no Teatro Bradesco (zona sul de São Paulo). Os preços variam de R$ 80 a R$ 250.
O espetáculo conta as aventuras de Bernadette, Mitzi e Adam, duas drag queens e um transexual, que viajam a bordo de um ônibus pelo deserto australiano.
O enredo foi transformado em filme dirigido por Stephan Eliot em 1994, sucesso de crítica e bilheteria.
Já o musical conta com 27 integrantes, entre os quais dois atores mirins. Os ingressos ficam à venda pelo site www.ingressorapido.com.br e na bilheteria do local.
Priscilla, Rainha do Deserto - Teatro Bradesco - r. Turiaçu, 2.100, 3º piso, Perdizes, zona oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/3670-4100. Estreia: 17/3. Ingr.: R$ 80 a R$ 250.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Nova adaptação de 'Os miseráveis' vai reunir elenco original do musical

Frances Ruffelle e Colm Wilkinson participarão do longa de Tom Hooper.
Filme terá ainda Hugh Jackman, Russell Crowe e Anne Hathaway.

Do G1, em São Paulo
 
Membros originais do elenco do musical "Os miseráveis" vão participar da nova adaptação para o cinema feita pelo diretor Tom Hooper, de acordo com o Guardian.
Os britânicos Frances Ruffelle e Colm Wilkinson, que na versão original do musical - que estreou em 1985 em Londres, na Inglaterra - interpretaram Éponine e Valjean, respectivamente, vão atuar no longa. Entretanto, eles não terão os mesmos papeis no filme, que serão representados por Hugh Jackman e Taylor Swift.A nova adaptação de "Os miseráveis", que ainda não tem data para estreiar, também terá em seu elenco os atores Russell Crowe, Sacha Baron Cohen, Helena Bonham Carter e Anne Hathaway.
Em 2010, o musical "Os miseráveis", baseado na obra do escritor francês Victor Hugo, celebrou seu aniversário de 25 anos com uma apresentação na O2 Arena, na Inglaterra. Uma nova produção do musical também voltou para o Barbican.

Ingressos para o musical "Tim Maia" em SP estão à venda

Os ingressos para o musical "Tim Maia - Vale Tudo", que estreia em 9 de março no teatro Procópio Ferreira (zona oeste de São Paulo, já estão à venda. O preço varia de R$ 50 e R$ 150.
A compra pode ser feita pelo site ingressorapido.com.br --as entradas para a primeira apresentação já estão esgotadas.
Paula Giolito/Folhapress
Ator Tiago Abravanel protagoniza "Tim Maia - Vale Tudo", que estreia em 9 março no teatro Procópio Ferreira
Ator Tiago Abravanel protagoniza "Tim Maia - Vale Tudo", que estreia em 9 março no teatro Procópio Ferreira

Sucesso no Rio de Janeiro, o musical apresenta a vida de um dos maiores ídolos da música brasileira. É Tiago Abravanel --neto de Silvio Santos-- que interpreta o artista, conhecido pela irreverência, bom humor e também pelos problemas com álcool e drogas --apontados como os principais motivos para sua morte prematura, em 1998, aos 55 anos.
A adaptação do livro "Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia", de Nelson Motta, é dirigida por João Fonseca.
Tim Maia - Vale Tudo - teatro Procópio Ferreira - r. Augusta, 2.823, Cerqueira César, zona oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3083-4475. Estreia: 9/3. Até 24/6. Ingr.: R$ 50 a R$ 150.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Produtores de Homem-Aranha na Broadway processam ex-diretora

Por Alex Dobuzinskis

18 Jan (Reuters) - Os produtores do musical do Homem-Aranha na Broadway iniciaram um processo contra a ex-diretora Julie Taymor, que foi demitida do espetáculo, acusando-a de prejudicar a produção ao não se importar com a venda de bilheteria.O arquivo de 66 páginas enviado a uma corte federal em Nova York pelos produtores Michael Cohl e Jeremiah J. Harris acusa Julie de "desenvolver um musical obscuro, alucinógeno e desconexo", e vem como resposta ao processo que a diretora moveu contra eles, em novembro.
Após um desastroso início, com atores machucados nos ensaios e atrasos seguidos para a estreia, "Spider-Man: Turn Off the Dark" tem conseguido audiências lotadas na Broadway. Atingiu um recorde de faturamento de 2,9 milhões de dólares entre o Natal e o dia de Ano-Novo, de acordo com dados do site oficial The Broadway League.O musical cheio de ação baseado no personagem mais famoso das histórias em quadrinhos da Marvel, que custou em torno de 70 milhões de dólares para ser montado com música de Bono e The Edge, foi revisado após a demissão de Julie da produção, em março de 2011.Em seu processo por infração de direitos autorais registrado contra os produtores de "Spider-Man", a diretora argumenta que, após o show ter sido remodelado, eles continuaram a fazer "uso ilegal e não autorizado" do trabalho feito por ela.Os advogados dos produtores, porém, disseram em seu contra-processa, registrado na terça-deira, que a diretora faltou com suas obrigações de co-escrever e colaborar no musical."Taymor se negou a desenvolver um musical que seguisse o original, a história conhecida do Homem-Aranha, que foi retratada nas histórias em quadrinhos da Marvel e no sucesso da trilogia do cinema que foi baseada nelas", afirmou o documento."Ao invés disse, Taymor, que admitiu que não era fã do Homem-Aranha antes de seu envolvimento com o musical, insistiu em desenvolver um musical obscuro, desconexo e alucinógeno que envolvia suicídio, sexo e morte."Um advogado de Julie não foi encontrado para comentar.O processo da diretora afirma que ela sofreu uma perda de mais de um milhão de dólares.
O musical faturou em torno de 81 milhões até o momento, segundo o site oficial The Broadway League.

sábado, 10 de dezembro de 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Musical do Homem-Aranha quebra recorde de bilheteria em NY

Cena do espetáculo 'Spider-Man: Turn off the Dark', em exibição no Teatro Foxwood, em NY. Foto: Reprodução Cena do espetáculo 'Spider-Man: Turn off the Dark', em exibição no Teatro Foxwood, em NY
Foto: Reprodução

Contra a antiga máxima de que não há nada pior do que uma má publicidade, o infame musical do Homem-Aranha na Broadway, Spider-Man: Turn Off the Dark, tem quebrado todos recordes de bilheteria do Teatro Foxwood. A notícia chega no mês em que ele completa um ano em cartaz no local, nas proximidades da famosa avenida de espetáculos de Manhattan, em Nova York.
Atormentado por uma série de lesões de atores durante ensaios e apresentações em seus primeiros dias - sem mencionar um longo período de pré-estreia que resultou na saída da diretora Julie Taymor da produção -, o musical de US$ 70 milhões já arrecadou US$ 2,07 mi. Apesar de sua história conturbada, Spider-Man: Turn off the Dark, cuja primeira exibição ocorreu no dia 28 de novembro de 2010, tem tido ingressos esgotados com regularidade. Desde sua estreia oficial, em junho, mais de 600 mil pessoas ocuparam os assentos do teatro. "Nós estávamos firmemente comprometidos com esse show e fizemos o que podíamos para que o Homem-Aranha estivesse em Nova York neste ano, para, assim, ficar por aqui pelos próximos", disseram os produtores Michael Cohl e Jeremiah Harris em comunicado. Eles acrescentaram terem ficado emocionados com "a resposta incrível do público fantástico a cada apresentação."
Novos problemas
Vencedora de um prêmio Tony pelo musical O Rei Leão, a diretora Julie Taymor passou anos trabalhando no espetáculo do aracnídeo antes de abandoná-lo. No entanto, ela parece pretender recuperar o tempo perdido. No início deste mês, Taymor abriu processo contra os produtores do show em um tribunal federal acusando-os de violação de direitos autorais e quebra de contrato. Seus advogados afirmam que houve "uso não-autorizado e ilegal de trabalhos escritos por ela".
Spider-Man: Turn Off the Dark, cujo repertório musical é composto por canções assinadas por Bono e The Edge, do U2, sairá de cartaz por três semanas em abril para uma grande reformulação. O espetáculo volta a ser exibido em julho.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Teatro-CABARET “Cabaret” tem coreografias repaginadas e atuação brilhante de Jarbas Homem de Mello


A montagem brasileira de “CABARET” é de altíssima qualidade. Claudia Raia foi atrás da viabilização do projeto e com muito bom senso e inteligência associou-se a grandes profissionais para trazer ao palco a história da prostituta-dançarina-niilista Sally Bowles, sob a sombra terrível do nazismo em plena Berlim prestes a entrar na Segunda Guerra. Um dos grandes acertos da montagem são as coreografias de ALONSO BARROS, que repaginou e modernizou todo os passos e gingado original do bailado de Bob Fosse e deu um novo fôlego a muitos números. “Mein Herr”, por exemplo, ficou muito mais contagiante na versão de Alonso do que originalmente. As cadeiras de Fosse continuam lá, mas a energia dos bailarinos está mais explosiva, mais atualizada. Destaque para Rodrigo Negrini (de “Hairspray”), como Wolf e Alberto Goya (de “Gaiola das Loucas”), como a Mulher-Gorila.
Outro grande trunfo é a luz de Paulo César Medeiros, criando a ambientação mágica de um cabaret escapista. O teatro Procópio Ferreira foi todo remodelado para a montagem. As laterais foram cobertas por cortinas de veludo pretas, o palco avança um pouco à frente no proscênio. Cadeiras foram adicionadas ao palco lateralmente, onde parte do público assiste ao espetáculo. O figurino  é de FÁBIO NAMATAME. Lingeries, rendas parcialmente rasgadas e ombreiras modernas, misturadas ao vintage clássico. Em “Two Ladies”, por exemplo, evita-se o figurino alemão-camponês dos personagens. O visagismo também está excelente: maquiagem e cortes de cabelo que exalam sensualidade. Apesar do glamour reluzente de alguns figurinos fugirem um pouco do que seria um cabaret decadente na Alemanha pré-nazismo, o trabalho de Namatame é muito competente.

A direção de José Possi Neto é ótima. Ele consegue superar por exemplo a falta de ritmo de alguns momentos do bom “New York, New York”, seu musical anterior. Os melhores musicais montados no Brasil ainda pertecem aos magos Charles Moeller & Claudio Botelho, mas Possi tem feito um bom trabalho, assim como Jorge Takla (“Evita”).  As letras das canções foram versionadas por Miguel Falabella, que fez um trabalho superior ao dos fracos “Os Produtores” e “Gaiola das Loucas”.
O surpreendente JARBAS HOMEM DE MELLO tem alguns musicais no currículo, mas nunca esteve tão brilhante como agora. Na pele de MC, o mestre de cerimônias que abre, fecha e permeia todo o musical narrando passagens, ele soube desenhar e dosar seu personagem com o lado clownesco misturado ao cruel, envolvendo uma sexualização que não existia originalmente na criação de Joel Grey (da primeira montagem e do filme). O MC de Grey, nos anos 60, era mais chapliniano, sem quase nenhuma dosagem sexual. A montagem da Broadway de Sam Mendes, dos anos 90, no estúdio 54, trouxe o esplêndido Alan Cumming no papel, com uma volúpia e uma ferocidade adicionadas que lhe deram prêmios. A excelente composição de Jarbas para MC segue a linha de Cumming. Não me recordo de ter visto Jarbas tão bem em nenhum outro espetáculo. Por merecimento deveria ser indicado e ganhar vários prêmios.Marcos Tumura e Liane Maya estão corretos, não chegam a arrebatar, até porque seus personagens são mais contidos e doloridos que o restante do elenco.
O novato GUILHERME MAGON (que estava em “Mamma Mia”), como o escritor que se apaixona por Sally, está muito bem e seguro. Com apenas 25 anos, demonstra certa maturidade no palco, em meio a tanta gente escolada e com anos e anos de musicais no currículo. No final, quando ele canta um trechinho de “Wilkommen” ao lado de Jarbas, percebe-se que além da boa atuação, Guilherme também tem uma boa voz e afinação.Claudia Raia soube criar uma Sally Bowles com ironia e competência. O timing cômico da atriz rende bons momentos. Sally Bowles já foi interpretada por atrizes cujas vozes são soberbas como Judi Dench, Liza Minelli, Jane Horrocks. Vocalmente, Raia não chega a fazer feio, mas derrapa em algumas notas de “Mein Herr” e “Life is a Cabaret”, o que não compromete nem um pouco um musical vistoso e deslumbrante como este. O público sai maravilhado do teatro. Imperdível.

Claudia Raia arrasa em Cabaret e faz o musical mais gay de 2011

Com Cabaret, Claudia Raia reafirma seus vários talentos e seu título de mulher viado 

Ninguém mais duvida que Claudia Raia é a mulher mais viado do Brasil, e só ela mesma para fazer o musical mais gay do ano em terras brasileiras. Se “Cabaret” já é um ícone gay há anos, Claudia (capa da Junior #27) traz ao Brasil uma leitura ousada com direito a beijo gay em uma versão do texto original de 1966 de Joe Masteroff, feita por ninguém menos do que Miguel Falabella. No palco, a diva canta, dança e atua – tudo muito bem, com um corpaço e casa lotada em São Paulo, no Teatro Procópio Ferreira.
Em cartaz de quinta a domingo, no 10º musical de sua carreira ela vive sob a direção de José Possi Neto (“New York, New York”) a dançarina e cantora de cabaré Sally Bowles, estrela máxima do Kit Kat Club de Berlim em 1931. No Ano Novo, ela conhece o recém-chegado aspirante a escritor Cliff Bradshaw (Guilherme Magon), homossexual meio enrustido que também se envolve com Sally. O segredo dele é revelado pelo dançarino Wolf, que já conhecia o rapaz do bar Rouxinóis de Londres, um lugar onde quem vai já diz o que gosta.É entre os dois que rola o beijo cheio de desejo em um dos cantos menos movimentado do Kit Kat Club, um lugar onde as meninas são bem safadinhas e têm habilidades inusitadas (e gostosas) e os meninos usam salto alto, jogam cabelão, arrasam na coreô e não dispensam uma boa meia-arrastão. O grande destaque entre eles é o Mestre-de-Cerimônias (MC), em uma interpretação enérgica (confira vídeos abaixo) de Jarbas Homem de Mello em trajes deliciosamente sumários cobrindo um corpo musculoso esculpido.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mais um ator de musical "Homem-Aranha" se fere durante espetáculo

Mais um ator do musical "Spider-Man: Turn Off the Dark", em cartaz em Nova York, se feriu durante uma apresentação.
Segundo o site Hollywood Reporter, o ator Matthew James Thomas, que interpreta o Homem-Aranha em duas sessões por semana, foi levado ao hospital após um acidente nos bastidores da apresentação e levou alguns pontos. A produção não revela o que aconteceu com o ator, mas garante que ele está bem.
"Spider-Man: Turn Off the Dark" é o musical mais caro já produzido. Ele tem trilha sonora assinada por Bono e The Edge, do U2. Desde sua estreia, em 2010, diversos acidentes feriram membros do elenco, eles outro ator que interpretava Homem-Aranha, Christopher Tierney, que caiu de uma altura de nove metros, e duas atrizes que interpretavam o mesmo papel.
O musical chegou a ser autuado pelo Departamento do Trabalho dos EUA por três infrações graves das regras de segurança no local.
Jacob Cohl/Divulgação
Dublê em cena do musical "Spider-Man: Turn Off the Dark"
Dublê em cena do musical "Spider-Man: Turn Off the Dark"

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

"Amor, Sublime Amor", musical mais bem-sucedido da história, completa 50 anos

Fernando Mexía /UOL
De Los Angeles

  • Reprodução Cartaz do filme "West Side Story" ("Amor, Sublime Amor"), dirigido por Robert Wise (1961)
De todos os musicais de Hollywood, nenhum causou mais sensação como "Amor, Sublime Amor", adaptação de uma peça de teatro que conseguiu no cinema o sucesso que lhe faltou na Broadway e que completa 50 anos nesta semana.O filme distribuído pela United Artist teve sua pré-estreia em Nova York no dia 18 de outubro de 1961 e deslumbrou a crítica e o público no que a imprensa considerou uma versão fiel da produção teatral que estreou em 1957, a mesma que, curiosamente, foi recebida com apatia.

Sua passagem pelas salas de cinema fez com que "Amor, Sublime Amor" fosse elevado à categoria de clássico, ganhando dez estatuetas do Oscar (mais que todos os musicais até o momento) e popularizando as canções do letrista Stephen Sondheim e do compositor Leonard Bernstein, tais como "America", "Maria" e "I Feel Pretty".Protagonizado por Natalie Wood, Richard Beymer, Russ Tamblyn, Rita Moreno e George Chakiris, o filme foi dirigido por Robert Wise, que quatro anos mais tarde faria "A Noviça Rebelde", ao lado de Jerome Robbins, coreógrafo responsável pela obra teatral.Apesar do sucesso com a audiência, os criadores não ficaram tão satisfeitos com o resultado. Robbins abandonou as filmagens em poucas semanas e o dramaturgo Arthur Laurents, encarregado do livreto musical, considerou o longa irreal e o acusou de caricaturar a comunidade porto-riquenha de Nova York.
Em "Amor, Sublime Amor", Laurents adaptou o amor impossível de Romeu e Julieta para os bairros nova-iorquinos, onde as famílias Capuleto e Montecchio da obra de William Shakespeare são substituídas por duas gangues juvenis irreconciliáveis, os Jet, de classe operária, e os porto-riquenhos Shark.

Os grupos se enfrentam a partir da relação amorosa de Maria, irmã do líder Shark, e Tony, melhor amigo do líder dos Jet, em uma trama que transcorre entre ritmos latinos, jazz e pop.

A vencedora do prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme, Rita Moreno, também se mostrou insatisfeita por ter sido obrigada a usar um sotaque que não tinha e pela maquiagem utilizada, que lhe conferia um tom de pele mais escuro do que possuía.Outra da polêmica decisão dos produtores foi dublar os atores desnecessariamente, como foi o caso de Natalie Wood teve suas canções interpretadas por Marni Nixon, a contragosto."Amor, Sublime Amor" foi reproduzido nos últimos 50 anos em mais de 40 mil ocasiões tanto por companhias profissionais como amadoras e suas músicas foram traduzidas para diversos idiomas e interpretadas por artistas como Barbra Streisand e José Carreras.

West Side Story - "Tonight, tonight" por RioBravo
Por causa da comemoração de meio século do filme, a Turner Classic Movies fará uma mostra especial no dia 9 de novembro em mais de 300 salas americanas da versão restaurada de "Amor, Sublime Amor", a mesma que a Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) porá à venda em 15 de novembro pela primeira vez em Blu-Ray junto com numerosos conteúdos extras.

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