O Google adotou uma nova política de privacidade no início de março. A nova política muda apenas a forma que o Google pode relacionar seus dados: antes, cada serviço do Google era separado; agora, se uma mesma conta for usada em mais de um serviço, os dados podem ser relacionados. Embora o Google não esteja coletando nada além do que já coletava, muitas informações suas provavelmente já estão com eles, mesmo que você não seja cadastrado em nenhum serviço. A boa notícia é que você pode ter uma ideia do quanto o Google sabe sobre você, e até controlar algumas coisas.
Histórico da web e do YouTubeO Google é capaz de registrar todas as suas e associá-las à sua conta do Google, se você tiver feito o login antes de usar o site, ou mesmo anonimamente – mesmo que você não tenha feito o login. O site que você visitou também fica registrado.
Essa configuração pode ser controlada no endereço google.com/history e deve ser sua principal preocupação em relação à sua privacidade no uso dos serviços do Google.
O Google argumenta que o histórico da web permite refinar as buscas e dar resultados mais relevantes, porque permite que a empresa saiba melhor o que você procura. Independentemente, é o recurso mais invasivo quanto à privacidade e seu uso deve ser considerado.O YouTube tem o mesmo recurso e o ajuste é separado. As configurações estão acessíveis em youtube.com/my_history
Preferências de anúncios
A página localizada em google.com/ads/preferences informa o que o Google “acha” que sabe sobre você. Essas informações foram determinadas de forma anônima a partir dos sites que você visitou e que usavam o AdSense, a plataforma de publicidade do Google. Elas existem mesmo que você não tenha uma Conta Google.É possível ver quais “categorias de interesse” o Google associou ao seu comportamento e também em qual perfil de navegação você se encaixou. Este colunista, por exemplo, foi colocado na faixa etária de 65 anos – o que não é muito correto, mas outros interesses foram identificados corretamente pelo Google.
Essas informações ajudam a empresa a exibir anúncios publicitários mais próximos do seu interesse. Essas informações não são associadas ao seu nome ou outros dados que você cadastrou nos serviços do Google.
Dica: se você frequentemente vê um anúncio do Google que não lhe interessa, é possível bloquear aquele anúncio. Basta clicar no link “Anúncios Google” ou “Ads by Google” (que deve estar no canto do quadro publicitário) e essa opção irá aparecer em uma tela em seguida.
Confira o ‘Dashboard’
O painel de controle dos serviços do Google, chamado de “dashboard”, resume várias coisas que o Google sabe sobre você, que podem incluir até mesmo seu modelo de celular e os aplicativos que você instalou no Android Market, se você usa um celular com o sistema Android. Pode ser o caso de até o IMEI (identificador único do seu celular) estar registrado na sua conta.Note que, apesar de algumas dessas informações estarem armazenadas pelo Google, várias delas são protegidas pela legislação. Nenhum funcionário do Google pode ler suas mensagens de e-mail armazenadas no Gmail, por exemplo. O mesmo vale para qualquer outro serviço do tipo, como o Hotmail, Yahoo ou até seu provedor de internet, que não pode monitorar sua conexão com a internet sem uma autorização da justiça.Se você quer impedir que o Google associe todos os seus dados a uma única identidade, o que você precisa fazer é usar “Contas Google” diferentes para cada serviço: e-mail, YouTube, Google+, Picasa, etc. Com isso, o Google não irá realizar o cruzamento dos dados.
Isso só não vale para os dados de publicidade, que você pode controlar de forma independente e mesmo sem estar logado, como já explicado.
Divulgação pela ótica de interesse de vídeos e notícias do mundo! **MELHOR VIZUALIZADO COM O GOOGLE CHROME e FIREFOX *ESTE BLOG PODE TER CONTEÚDO IMPRÓPRIO PARA MENORES DE 18 ANOS*
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segunda-feira, 12 de março de 2012
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Facebook desrespeita opções de privacidade no feed Novidades
Foto: Divulgação
O feed de atualizações em tempo real Novidades, que o Facebook anunciou há uns meses e agora começa a chegar à maioria dos perfis, não respeita as configurações de privacidade do usuário. Ao menos é o que argumenta o especialista em segurança Nelson Novaes Neto, em entrevista à Folha de S. Paulo. Ele fez um teste em que um usuário configura o mural para não avisar sobre novas amizades e mesmo assim outro perfil ainda vê as atualizações.
No teste, o perfil de uma "esposa infiel" bloqueia anúncios para se esquivar do "marido traído". Apesar disso, um "amigo em comum" consegue ver atividades da mulher, como adicionar "o ex-namorado" e deixar mensagens para ele (veja no atalho http://bit.ly/ty3xSN). À Folha de S. Paulo, Neto observa que em casos sensíveis como este, o Facebook deveria deixar claro ao usuário em que implicam as alterações implementadas, embora os termos de serviço deixem claro que mudanças podem ocorrer sem aviso prévio. A rede social afirmou ao jornal que não se pronunciaria sobre o assunto.
No teste, o perfil de uma "esposa infiel" bloqueia anúncios para se esquivar do "marido traído". Apesar disso, um "amigo em comum" consegue ver atividades da mulher, como adicionar "o ex-namorado" e deixar mensagens para ele (veja no atalho http://bit.ly/ty3xSN). À Folha de S. Paulo, Neto observa que em casos sensíveis como este, o Facebook deveria deixar claro ao usuário em que implicam as alterações implementadas, embora os termos de serviço deixem claro que mudanças podem ocorrer sem aviso prévio. A rede social afirmou ao jornal que não se pronunciaria sobre o assunto.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Mulher exposta em banho na web vai entrar na Justiça
A balconista Viviane Oliveira estava tomando banho no banheiro da lanchonete onde trabalhava quando percebeu que uma câmera de celular estava registrando tudo.
Você sai na rua e, de repente, alguém te filma. E quando você menos espera, sua imagem está circulando na internet. Isso tem acontecido com muita frequência. Como se defender dessa invasão de privacidade?
Mogi das Cruzes, São Paulo. Uma cidade monitorada por câmeras. Como por ironia, foi lá que um celular registrou os cinco segundos, que mudaram a vida da balconista Viviane Oliveira.
“Eu não vi quem era. Eu só vi um aparelho. Eu não vi a pessoa”, diz.
Segundo ela, o vídeo foi feito no ano passado enquanto usava o banheiro exclusivo para funcionários da lanchonete em que trabalhava.“Foi muito rápido, sabe? Fui esquivar a cabeça, e vi. E eu gritei e a pessoa já correu, porque eu escutei a pessoa correndo e o aparelho saiu assim de imediato”, lembra.
No começo deste ano, outro susto. “’Mãe, vem cá que eu tenho uma coisa para te mostrar. Vem ver o que eu achei na internet’”, conta. A filha de Viviane tem 11 anos. “Ela clicou e começou a mostrar o vídeo. Era eu mesmo tomando banho. As pessoas que viram não sabem que fizeram de maldade comigo, que agiram de má fé. Elas levam para o outro lado, elas acham que eu estava me exibindo e não é verdade isso”, afirma. “Eu nunca fui atrás de ser famosa, nunca”, garante Viviane. Imagina que você está andando na rua e de repente você é imortalizado, sem querer, na internet. Isso já aconteceu com muita gente flagrada pelo serviço - que tira fotos de ruas de todo o mundo e joga na rede. E fez flagrantes curiosos até aqui no Brasil.
Para o responsável pelo serviço, como as imagens são captadas em locais públicos e as pessoas aparecem com o rosto borrado, não há invasão de privacidade. Agora, imagina se um celular anônimo rouba uma imagem que você não queria. E depois esse vídeo é postado. E pior, sem nem se preocupar em esconder a identidade da pessoa. No Brasil, cada vez mais pessoas procuram na ONG Safernet, especializada em direito virtual. “Uma média de 50 relatos mensais de pessoas pedindo diretamente ajuda: ‘eu não sei o que fazer, eu estou desesperado, tem um vídeo meu circulando na internet’”, revela Rodrigo Nejm.
Quanto tempo dura um vexame na internet? Você deve ter visto um vídeo que bombou no ano passado. A gente chegou inclusive a mostrá-lo no Fantástico. Vivian chamou a Juliana até a casa dela dizendo que estava tendo um relacionamento com o marido dela, ou seja, um caso de traição. O vídeo terminou em agressão, foi tudo filmado com uma câmera escondida e foi parar na internet. “Jamais falei em nenhuma hipótese desse assunto com ninguém. Minha vida mudou totalmente. Onde eu apareça, eu sou alvo de boatos, de comentários. Então, eu para não passar certas chateações, eu evito aparecer em certos lugares”, conta Juliana. Viviane, flagrada no banho, vai acionar a Justiça. Para isso, seguiu um passo a passo recomendado por especialistas: gravou a cena em que apareceu na internet. Fez um boletim de ocorrência na delegacia. E procurou um advogado. Ele pretende processar também a empresa onde as cenas teriam sido gravadas. Em nota, a lanchonete disse que desconhecia o vídeo e que não há comprovações de que a filmagem foi feita dentro da loja. Uma perícia deverá ser feita no local, segundo a polícia.
“Houve efetivamente uma invasão de privacidade. Porque aquelas imagens divulgadas da maneira que o foram é criminosa”, argumenta o advogado de Viviane José Beraldo. O site que hospeda o vídeo não é responsabilizado se ele retira o material do ar assim que solicitado. Mas e quem continua disseminando o vídeo? “Todo mundo que publicar algo não autorizado está sujeito a responder, civil e criminal”, diz a advogada especialista em direito digital Patrícia Peck. Limpar a reputação digital não é fácil.
“Vão se passar dez, 15, 30 anos. Daqui todos esses anos eu sei que o vídeo vai estar lá”, lamenta Juliana.
“Eu vou descobrir quem é. A pessoa de alguma forma vai pagar pelo que fez porque isso não se faz com ninguém”, promete.
Você sai na rua e, de repente, alguém te filma. E quando você menos espera, sua imagem está circulando na internet. Isso tem acontecido com muita frequência. Como se defender dessa invasão de privacidade?
Mogi das Cruzes, São Paulo. Uma cidade monitorada por câmeras. Como por ironia, foi lá que um celular registrou os cinco segundos, que mudaram a vida da balconista Viviane Oliveira.
“Eu não vi quem era. Eu só vi um aparelho. Eu não vi a pessoa”, diz.
Segundo ela, o vídeo foi feito no ano passado enquanto usava o banheiro exclusivo para funcionários da lanchonete em que trabalhava.“Foi muito rápido, sabe? Fui esquivar a cabeça, e vi. E eu gritei e a pessoa já correu, porque eu escutei a pessoa correndo e o aparelho saiu assim de imediato”, lembra.
No começo deste ano, outro susto. “’Mãe, vem cá que eu tenho uma coisa para te mostrar. Vem ver o que eu achei na internet’”, conta. A filha de Viviane tem 11 anos. “Ela clicou e começou a mostrar o vídeo. Era eu mesmo tomando banho. As pessoas que viram não sabem que fizeram de maldade comigo, que agiram de má fé. Elas levam para o outro lado, elas acham que eu estava me exibindo e não é verdade isso”, afirma. “Eu nunca fui atrás de ser famosa, nunca”, garante Viviane. Imagina que você está andando na rua e de repente você é imortalizado, sem querer, na internet. Isso já aconteceu com muita gente flagrada pelo serviço - que tira fotos de ruas de todo o mundo e joga na rede. E fez flagrantes curiosos até aqui no Brasil.
Para o responsável pelo serviço, como as imagens são captadas em locais públicos e as pessoas aparecem com o rosto borrado, não há invasão de privacidade. Agora, imagina se um celular anônimo rouba uma imagem que você não queria. E depois esse vídeo é postado. E pior, sem nem se preocupar em esconder a identidade da pessoa. No Brasil, cada vez mais pessoas procuram na ONG Safernet, especializada em direito virtual. “Uma média de 50 relatos mensais de pessoas pedindo diretamente ajuda: ‘eu não sei o que fazer, eu estou desesperado, tem um vídeo meu circulando na internet’”, revela Rodrigo Nejm.
Quanto tempo dura um vexame na internet? Você deve ter visto um vídeo que bombou no ano passado. A gente chegou inclusive a mostrá-lo no Fantástico. Vivian chamou a Juliana até a casa dela dizendo que estava tendo um relacionamento com o marido dela, ou seja, um caso de traição. O vídeo terminou em agressão, foi tudo filmado com uma câmera escondida e foi parar na internet. “Jamais falei em nenhuma hipótese desse assunto com ninguém. Minha vida mudou totalmente. Onde eu apareça, eu sou alvo de boatos, de comentários. Então, eu para não passar certas chateações, eu evito aparecer em certos lugares”, conta Juliana. Viviane, flagrada no banho, vai acionar a Justiça. Para isso, seguiu um passo a passo recomendado por especialistas: gravou a cena em que apareceu na internet. Fez um boletim de ocorrência na delegacia. E procurou um advogado. Ele pretende processar também a empresa onde as cenas teriam sido gravadas. Em nota, a lanchonete disse que desconhecia o vídeo e que não há comprovações de que a filmagem foi feita dentro da loja. Uma perícia deverá ser feita no local, segundo a polícia.
“Houve efetivamente uma invasão de privacidade. Porque aquelas imagens divulgadas da maneira que o foram é criminosa”, argumenta o advogado de Viviane José Beraldo. O site que hospeda o vídeo não é responsabilizado se ele retira o material do ar assim que solicitado. Mas e quem continua disseminando o vídeo? “Todo mundo que publicar algo não autorizado está sujeito a responder, civil e criminal”, diz a advogada especialista em direito digital Patrícia Peck. Limpar a reputação digital não é fácil.
“Vão se passar dez, 15, 30 anos. Daqui todos esses anos eu sei que o vídeo vai estar lá”, lamenta Juliana.
“Eu vou descobrir quem é. A pessoa de alguma forma vai pagar pelo que fez porque isso não se faz com ninguém”, promete.
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