quinta-feira, 10 de março de 2011

Game-Nada de Kinect: 'Counter Strike' faz alegria em feira geek e rende US$ 65 mil em prêmio

ANA IKEDA || Do UOL Tecnologia
De Hanover, Alemanha
Deve ter sido a maior concentração de adolescentes por metro quadrado da Alemanha. Na Cebit 2011, feira de tecnologia realizada em Hanover, eles chegaram em bandos e lotaram o pavilhão onde foram realizadas as competições de videogames. Nessa área onde a organização estimava a visita de 20 mil pessoas, no entanto, não havia o moderno Kinect, que identifica movimentos dos jogadores. O portátil Nintendo 3DS também ficou de fora. Os gamers estavam lá, mesmo, para jogar (e ver jogarem) no computador os tradicionais “Counter-Strike”, “StarCraft II”, “Quake Live” e “League of Legends”.

Divertido e rentável


O time ucraniano Natus Vincere, formado por seis jovens, ficou em primeiro lugar no ''Counter Strike'' e levou sozinho US$ 35 mil Esses títulos estavam entre os premiados pelo campeonato “Extreme Master”. O “Counter-Strike” é o jogo mais “rentável”, distribuindo US$ 65 mil entre as equipes profissionais: o time ucraniano Natus Vincere, formado por seis jovens, ficou em primeiro lugar e levou sozinho US$ 35 mil. A equipe vencedora de “StarCraft II” ganhou US$ 13 mil, a de “Quake Live” embolsou US$ 8,5 mil e a de “League of Legends”, US$ 4,75 mil. Segundo a Cebit, a patrocinadora Intel distribui US$ 400 mil, no total, aos vencedores.Era tanta gente querendo entrar no local que a organização, excepcionalmente, teve de controlar o fluxo de pessoas: isso não aconteceu em nenhum outro dos quase 30 pavilhões da feira. Quando o visitante finalmente conseguia se arrastar para dentro do pavilhão, entendia a fascinação dos jovens: além do campeonato, os populares jogos estavam disponíveis para o público nas fileiras e mais fileiras de computadores poderosos.

Veja o que rolou na Cebit 2010

  • EFE “Vim porque sou fã de World of Warcraft”, comentou Isabelle Fricke, 18, uma das poucas representantes femininas no pavilhão lotado de garotos. Esse é o segundo ano que Isabelle participa da Cebit. Questionada se não seria mais interessante jogar o Kinect da Microsoft, ausente naquele pavilhão, Isabelle confessou que gostaria de conhecer o console. Mas ao ver a massa de adolescentes a sua volta, amenizou o comentário. “Não acho que seria uma boa ideia. Se já está cheio desse jeito, imagine se trouxesse o Kinect aqui.”
E onde estavam as novidades?O Kinect, que já passa de 10 milhões de unidades vendidas no mundo, estava na Cebit nesta edição, mas de forma um tanto tímida. Eram apenas três aparelhos para o público conhecer e jogar, no estande gigante da Microsoft (e que ficava bem longe do pavilhão dos games).O interesse maior no console, que é controlado exclusivamente com movimentos do corpo do jogador, era das crianças. Ao menos, enquanto a reportagem do UOL Tecnologia estava lá, nenhum adulto mais desinibido tentou jogar. E apesar do grande número de pessoas assistindo ao desempenho dos pequenos, nada se compara à multidão adolescente encontrada no pavilhão dos videogames mais tradicionais.
Outra grande novidade para gamers, o Nintendo 3DS, deu as caras no estande da companhia na feira -- no meio de um pavilhão com produtos dos mais variados. O console portátil da fabricante dispensa o uso de óculos para que o jogador veja as imagens em três dimensões. Nem mesmo o gadget mais "fresco" foi páreo para as centenas de computadores com jogos há muito tempo mais populares.

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