FOLHA DE SP
Os professores da rede estadual de ensino do Ceará, em greve há 56 dias, temem novos conflitos com a Polícia Militar. Eles permanecem na Assembleia Legislativa de Fortaleza onde na manhã desta quinta-feira ocorreu um confronto com o Batalhão de Choque. Duas pessoas ficaram feridas e quatro foram detidas.
"A ideia é manter a ocupação na Assembleia. Queremos preservar a nossa segurança, o patrimônio público, mas o comando de greve teme, sim, novas represálias", disse Anízio Melo, presidente do sindicato da categoria.
À Folha, ele contou que o confronto começou quando os professores tentaram entrar no plenário e foram impedidos pelos PMs. "Houve agressões com cacetetes, bombas de gás lacrimogêneo e os três professores que estavam em greve de fome foram retirados à força", relata Anízio, que procurou se proteger junto com nove grevistas em uma das salas da rádio FM da Assembleia. "O Batalhão de Choque queria nos retirar, mas nós resistimos e só saímos, escoltados, a partir das 13h", conta o professor. A Justiça do Ceará declarou a greve é ilegal e abusiva. Cerca de 60% dos professores cruzaram os braços em todo o Estado. A paralização deixou mais de 250 mil alunos sem aulas, segundo o presidente do sindicado.
Melo disse que a nova proposta do governador prejudica e traz perdas para a classe, que quer a aplicação da Lei do Piso Nacional da categoria.
Os professores e Governo do Estado chegaram perto de um acordo, mas retrocederam porque o projeto não atendeu as reivindicações do movimento.
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