Jaú - Após ouvir ontem o depoimento do advogado João Batista de Miranda Prado Neto, irmão das três pessoas mortas no último domingo em Jaú (287 km de SP), a Polícia Civil descartou a hipótese de briga pela divisão dos bens da família Almeida Prado, tradicional na cidade.
Segundo Euclides Salviato, delegado responsável pelo caso, o advogado disse que os irmãos não vinham discutindo a partilha da herança.
"Os bens já haviam sido divididos quando o pai morreu e, agora, restava a casa onde a mãe e os três irmãos mortos moravam. Mas é um imóvel comum, sem nada de luxuoso", disse o delegado.
A tragédia ocorreu na tarde de domingo, quando o bancário aposentado Francisco Miranda de Almeida Prado, 59 anos, chegou à casa e, com um revolver 38, matou as irmãs Ana Cecília, 60 anos, e Ana Carolina, 66. Em seguida, ele se matou. Ainda segundo o depoimento, a mãe das vítimas, a aposentada Anna Pacheco de Almeida Prado, 89 anos, não presenciou toda a tragédia. Ela estava em casa, mas num cômodo diferente. Com problemas de audição, ela ouviu um barulho e, ainda sem saber que eram tiros, encontrou os filhos caídos e a arma próxima a Francisco.
Assustada, Anna Pacheco tirou o revolver de perto do filho e "escondeu" na cozinha. Para o delegado, a motivação para Francisco matar as irmãs é um mistério que o aposentado "levou com ele".
À polícia João Batista disse não ver motivos para o crime, já que a família vivia bem e sem histórico de brigas. O irmão disse que Francisco tinha o hábito de beber, mas não era alcoólatra.
A polícia aguarda laudos de exames nos corpos e na arma. Confirmado o que já foi levantado, o caso deve ser encerrado.

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