Feita com fragmentos de DNA, vacina é testada em camundongos de laboratório
Na pesquisa atual, os cientistas resolveram o problema usando diversos pedaços de genes do órgão afetado, para a produção de diferentes antígenos. Assim, a presença desses múltiplos DNA na vacina foi eficiente para fazer com que o organismo atacasse as células cancerígenas. A abordagem não levou o sistema imunológico à fadiga, uma preocupação prévia da equipe de pesquisadores.
Para o tratamento do câncer de próstata de um camundongo, por exemplo, os pesquisadores retiraram diversos pedaços de DNA de um tecido saudável da próstata. “O maior desafio na área de imunologia é desenvolver antígenos que podem atacar o tumor sem causar danos ao resto do corpo. Ao usar DNA da mesma parte do corpo onde está o tumor, poderemos resolver esse problema”, diz Alan Melcher, co-autor do estudo.Embora a vacina não tenha feito o sistema imunológico reagir de forma exagerada, causando sérios efeitos colaterais nos camundongos, ela ainda precisa ser desenvolvida especificamente para humanos e, posteriormente, testada. “Só depois poderemos assegurar que esta técnica poderá ser usada um dia em pacientes com câncer”, diz Peter Johnson, clínico chefe do Instituto do Câncer da Inglaterra.
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