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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Mantega classifica crise de "preocupante" em reunião com Dilma

Em reunião com a presidente Dilma Rousseff nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou "preocupante" o cenário econômico internacional, mas reiterou que o Brasil está preparado para enfrentar a crise, informou a Presidência da República.
A exposição de Mantega ocorreu durante reunião de coordenação política, liderada por Dilma, e que reuniu ministros e líderes do governo no Palácio do Planalto.No encontro, no qual Mantega habitualmente apresenta um balanço da economia mundial, o ministro teria expressado que o cenário é "preocupante", mas reafirmou que o "Brasil está sólido e preparado para enfrentar as adversidades da crise".Mantega teria citado ainda fala da diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, sobre a iminência de uma recessão global.
Nas últimas semanas, Mantega e Dilma têm reafirmado a situação sólida do país para enfrentar a crise, com destaque para as reservas internacionais e o depósito compulsório dos bancos no Banco Central.
Na semana passada, diante do cenário externo de crise, o Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu o mercado ao reduzir a Selic em 0,5 ponto percentual, para 12 por cento.
(Reportagem de Hugo Bachega)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Gaddafi aceita deixar o poder em troca de garantias, diz jornal russo

Ditador líbio, no entanto, quer que filho continue na vida política, mas oposição rejeita

O ditador da Líbia, Muammar Gaddafi, está disposto a deixar o poder em troca de garantias de segurança, informa nesta terça-feira (5) o jornal russo Kommersant.

Segundo o periódico, vários membros da Otan (a aliança militar ocidental), em particular a França, podem dar a Kadafi as garantias solicitadas pelo coronel líbio.- Para pôr fim ao conflito, os franceses estão dispostos não só a descongelar as contas da família do coronel [Gaddafi], mas também a salvá-lo do Tribunal de Haia.O diário cita uma fonte russa, que afirma que Gaddafi está enviando sinais de que está disposto a deixar o poder em troca de garantias de segurança.A fonte assinala que a França é o país mais permeável a esse acordo, que poderia incluir até mesmo a permanência de Gaddafi na Líbia após abandonar o poder. De acordo com o Kommersant, o ditador líbio também exige que seu filho Saif al Islam possa participar da vida política do país. Essa possibilidade é rejeitada plenamente pela oposição, que considera que isso permitiria a Gaddafi aferrar-se ao poder através de seu filho.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Gleisi é conhecida por ser 'pitbull' do governo no Senado

Escolhida para assumir a Casa Civil, a nova ministra Gleisi Hoffmann (PT) é chamada pela oposição de "pitbull do Senado" e "dama de ferro" por fazer defesas enfáticas do governo em seus três meses no Senado. Gleisi disse ter sido escolhida para que faça o acompanhamento técnico dos projetos do governo. "Ela [Dilma Rousseff] disse que meu perfil se encaixa ao que ela pretende agora na Casa Civil. A presidenta quer uma gestão mais técnica na Casa Civil", afirmou em sua primeira e breve entrevista após ser confirmada no cargo.
Sobre como será sua articulação política com o Congresso, ela não deu detalhes. O governo Dilma é alvo de críticas nas negociações políticas. Há queixas sobre a falta de diálogo com Antonio Palocci e com Luiz Sérgio (Relações Institucionais), responsáveis por fazer a ponte entre o Planalto e aliados.
Cercada pela bancada do PT no Senado, Gleisi disse em entrevista que era uma "pena perder o ministro Palocci". Mas afirmou não acreditar em "maldição" na Casa Civil, que já foi palco de outros escândalos.
Apesar da delicadeza do tom de voz, foi a firmeza dos gestos que despertou a atenção de Dilma que a apontava como uma aposta do Senado.
O próprio antecessor experimentou a dureza de Gleisi há duas semanas. Anfitriã de um almoço para Lula, ela perguntou ao ex-presidente se era estratégico mobilizar governo em defesa do projeto pessoal de Palocci.
Foi a primeira manifestação aberta pela saída dele. Em público, amenizou: "Era uma reunião fechada, fiz a defesa de que deveria ser feito um esclarecimento".
No auge da crise, Gleisi teria comparado a situação de Palocci ao caso do mensalão.
Segundo integrantes do governo, Dilma começou a avaliar a nomeação de Gleisi na semana seguinte. Só que para Relações Institucionais.
Além de ser considerada uma afronta a Palocci, a hipótese alimentou dúvidas sobre a convivência de Gleisi e do marido, Paulo Bernardo (Comunicações).
No Senado, ela apresentou projetos para "moralizar" a gestão pública e propôs regulamentar o teto constitucional para pagamentos aos servidores públicos, além de limitar o mandato de senador para só uma reeleição.
Sérgio Lima/Folhapress
Gleisi Hoffmann dá entrevista no Senado após o convite de Dilma para chefiar a Casa Civil
Gleisi Hoffmann dá entrevista no Senado após o convite de Dilma para chefiar a Casa Civil

'Maldição' da Casa Civil já derrubou três petistas

BERNARDO MELLO FRANCO/FOLHA
DE SÃO PAULO

Novata em Brasília, a nova ministra Gleisi Hoffmann vai trocar o conforto do Senado pelo cargo mais instável da República na era petista. Desde a posse de Lula, três ministros deixaram a Casa Civil sob denúncias de corrupção ou de tráfico de influência. A única sobrevivente foi Dilma, premiada com a candidatura vitoriosa à Presidência ano passado. A "maldição" começou a assombrar o posto no reinado de José Dirceu. Enfraquecido pelo caso Waldomiro Diniz, em 2004, ele resistiu até o ano seguinte. Caiu ao ser acusado de chefiar o mensalão, esquema de compra de apoio de congressistas. Escolhida para sucedê-lo, Dilma quase perdeu o cargo em 2008, sob acusação de coordenar um dossiê sobre gastos sigilosos da gestão Fernando Henrique Cardoso. Foi salva pelo empenho de Lula, determinado a lançá-la à própria sucessão. A cadeira ejetora voltaria a funcionar em 2010, na reta final da campanha. O alvo da vez foi Erenice Guerra, com o filho acusado de fazer lobby nos corredores do Planalto.
Escaldado, Lula não chegou a nomear outro ministro: manteve o discreto Carlos Eduardo Esteves Lima como interino até o fim do governo. Com Antonio Palocci, o fantasma voltou a rondar o quarto andar do palácio presidencial. Ele seguiu o script dos antecessores: sem condições de permanecer, entregou uma carta de renúncia para não sair como demitido.
Em 1993, suspeitas de fraude no Orçamento levaram o então presidente Itamar Franco a afastar Henrique Hargreaves da Casa Civil. Inocentado, ele voltaria ao cargo três meses depois.
Editoria de Arte/Folhapress

terça-feira, 12 de abril de 2011

Governos canalhas são responsáveis:-Desinteresse de estudantes em seguir carreira de professor pode ser problema no futuro

O Jornal da Record acompanha o trabalho de pessoas que enfrentam todo tipo de dificuldade para ensinar o que sabem: os professores. Foi-se o tempo em que o professor era valorizado e respeitado no Brasil. Uma recente pesquisa da Fundação Carlos Chagas, feita em várias cidades do país, revelou que apenas 2% dos estudantes querem ser professores. Dado preocupante que no futuro pode ser um apagão na educação do país. O salário e a desvalorização são os principais fatores responsáveis pelo desânimo com a profissão.

terça-feira, 29 de março de 2011

Filho de Kadhafi reaparece após boatos sobre sua morte na Líbia

Com uniforme militar, Khamis apareceu cercado por multidão de partidários.Forças leais a Kadhafi voltaram a atacar rebeldes nesta terça-feira (29).

Da France Presse

Khamis, um dos filhos do ditador líbio, Muammar Kadhafi, apareceu na noite desta segunda-feira (28) na residência de Bab el Aziziya, em Trípoli, em imagens "ao vivo" da TV estatal, afastando os rumores sobre sua morte.Nos últimos dias circularam rumores sobre a morte de Khamis - comandante do batalhão mais temido pelos líbios - em um ataque aéreo da coalizão internacional. Forças de vários países estão há mais de uma semana atacando a Líbia em cumprimento a uma resolução da ONU que autoriza quaisquer medidas para impedir o massacre de civis. Kadhafi estava desde fevereiro reprimindo manifestações de oposição ao seu regime.
Com uniforme militar, o filho Khamis apareceu cercado por uma multidão de partidários de Kadhafi reunidos na residência de Bab el Aziziya para formar um "escudo humano" em torno de seu líder.
Imagem da TV estatal líbia mostra Khamis (esquerda) cumprimentando apoiadores em local próximo à sua residência em Trípoli (Foto: AFP)
Imagem da TV estatal líbia mostra Khamis (esquerda) cumprimentando apoiadores em local próximo à sua residência em Trípoli (Foto: AFP)
As forças leais a Kadhafi atacaram combatentes rebeldes com metralhadoras e foguetes nesta terça-feira (29), provocando um recuo caótico e em pânico para a cidade de Bin Jawad, disse uma testemunha à agência de notícias Reuters.Em meio ao ataque, rebeldes pulavam para se abrigar atrás de sacos de areia para devolver os disparos, mas eles desistiram após alguns minutos. Eles então entraram em suas picapes e tomaram a estrada em direção a Bin Jawad, a cerca de 150 quilômetros a leste da cidade natal de Kadhafi, Sirte.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Jerusalém está em situação de alerta máxima

O Conflito entre israelenses e palestinos se intensificam. A violência entre os dois povos aumenta a cada dia. A população está vivendo em estado de terror e a solução para o fim do impasse já dura mais de 60 anos.

Carlos de Lannoy Jerusalém, Israel
 
Enquanto a Líbia, o Egito, a Síria, o Lêmen e quase todos os vizinhos do mundo árabe são varridos por ondas de protestos e sentimentos de mudança, aumenta a escalada da violência entre israelenses e palestinos.
Correria, gritos, desespero. A população de Jerusalém voltou a sentir medo do terror, depois de sete anos sem um atentado a bomba na cidade. A segurança foi reforçada e Jerusalém voltou a viver uma situação de alerta máxima.Durante a madrugada, jatos da forca aérea israelense bombardearam centros de treinamento do Hamas, na Faixa de Gaza. Os alvos eram militantes radicais da jihad islâmica. O ataque foi uma resposta a novos lançamentos de foguetes contra o sul de Israel, e que chegaram a apenas 25 quilômetros de Tel Aviv. Não há noticias de feridos.A polícia israelense acredita que o atentado em frente a um terminal de ônibus, que matou uma turista britânica e deixou 50 feridos, tenha sido uma retaliação. Na terça-feira, oito palestinos morreram na Faixa de Gaza, vítimas de mísseis lançados por Israel. Entre os mortos, três crianças.A liderança palestina que comanda a Cisjordânia é ligada ao partido político Fatah, mais moderado. Eles condenaram o atentado e anunciaram a prisão de suspeitos do ataque.
A Faixa de Gaza é quase uma prisão a céu aberto. Ninguém entra ou sai sem a autorização do governo israelense. Na Cisjordânia, há aproximadamente 500 barreiras, ou check-points, que controlam a entrada e saída de palestinos. De Eres, da Faixa de Gaza, até a cidade de Belém, na Cisjordânia, são apenas 60 quilômetros. A ocupação israelense da Cisjordânia e Faixa de Gaza dura mais de 40 anos e é a mais longa ocupação militar da história moderna.Analistas temem que a crescente tensão entre palestinos na Faixa de Gaza e o governo de Israel possa levar a uma nova operação de guerra, como a que ocorreu no final de 2008, quando 1.400 palestinos morreram, a maioria civis. Do lado israelense, 13 pessoas foram mortas. 

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