quarta-feira, 23 de março de 2011

Atividade sexual ocasional eleva risco de ataques cardíacos, diz estudo

Risco absoluto, porém, ainda é muito pequeno, segundo autores; atividade regular também reduz risco.

Da BBC
A atividade sexual ocasional pode provocar uma elevação no risco de ataques cardíacos no curto prazo em pessoas que fazem poucas atividades físicas, segundo indica um estudo de pesquisadores americanos recém-publicado.O estudo, que analisou resultados de 14 estudos prévios sobre o tema, concluiu que há um aumento de 2,7 vezes nas chances de um ataque cardíaco durante ou logo após uma relação sexual em comparação àqueles que não fazem sexo.
Apesar disso, os autores do estudo observam que o risco absoluto de um ataque cardíaco durante ou logo após uma relação sexual ainda é muito baixo - de 2,7 para 1 milhão, comparado com 1 em 1 milhão em situações normais.Relação semelhante foi verificada para as pessoas durante outros tipos de atividades físicas, segundo a pesquisa publicada na revista de divulgação científica "Journal of American Medical Association" (Jama).
Segundo os autores, pessoas com atividades físicas mais frequentes são menos suscetíveis aos riscos relacionados à atividade física episódica.A análise indicou que a cada período semanal de atividade física que a pessoa tem por semana, há uma redução de 45% no risco de um ataque cardíaco e de 30% no risco de uma morte cardíaca súbita."Apesar dos amplamente estabelecidos benefícios da atividade física regular, as evidências relatadas sugerem que a atividade física, assim como outras exposições agudas, como atividade sexual ou estresse psicológico, podem agir como catalisadores de eventos cardíacos agudos", observam os autores da pesquisa.Os pesquisadores envolvidos na pesquisa são da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston, do Centro Médico Tufts, também de Boston, e da Tufts University, de Medford, em Masachusetts.

Estudo norte-americano sugere que sexo pode levar à morte

Sexo, como qualquer atividade física, pode causar infarto em sedentários.Pesquisadores lembram que o mais indicado é fazer exercícios regularmente.

Da Reuters
Explosões repentinas de atividade física, de moderada a intensa - como correr ou fazer sexo - aumentam significativamente o risco de um ataque cardíaco, especialmente em pessoas que não se exercitam regularmente, disseram pesquisadores dos Estados Unidos nesta terça-feira.
Há muito tempo os médicos reconhecem que a atividade física pode causar sérios problemas ao coração, mas o novo estudo ajuda a quantificar esse risco, disse o dr. Issa Dahabreh, do Tufts Medical Center, em Boston, cuja pesquisa foi divulgada na publicação da Associação Médica Americana.A equipe analisou dados de 14 estudos que examinavam a ligação entre sexo e o risco de ataques cardíacos ou morte cardíaca súbita - um ritmo letal do coração que faz com que o órgão pare de bombear o sangue.Eles descobriram que as pessoas são três vezes e meia mais propensas a ter um ataque cardíaco ou uma morte súbita cardíaca quando fazem exercício do que se não fizessem.
Essas pessoas são 2,7 vezes mais propensas a ter um ataque cardíaco quando fazem sexo ou imediatamente depois, em comparação com os que não fazem. (Estas descobertas não se aplicam à morte súbita cardíaca porque não há estudos relacionando sexo e morte cardíaca.)Jessica Paulus, outra pesquisadora do Tufts que participou do estudo, disse que o risco é moderadamente alto como mostram as pesquisas. Mas o período de risco aumentado é breve."Esses riscos aumentam somente por um curto período de tempo (uma ou duas horas) durante e depois da atividade física ou sexual", disse Paulus em entrevista por telefone.Por causa disso, o risco para as pessoas ao longo do período de um ano é ainda bem pequeno, disse ela.

"Se você pegar 10 mil pessoas, cada sessão individual de atividade física ou sexual por semana pode ser associada a um aumento de um ou dois casos de ataque cardíaco ou morte cardíaca súbita por ano", afirmou Paulus.Ela declarou ser importante equilibrar as descobertas com outros estudos que mostram que atividade física regular reduz em 30% os riscos de ataques cardíacos e morte súbita cardíaca.
"O que de fato não queremos é que as pessoas deixem isso de lado e pensem que o exercício é ruim", afirmou ela.O que isso realmente significa é que quando pessoas que não fazem exercícios regularmente começam qualquer programa de atividade devem seguir lentamente, aumentando gradualmente a intensidade dos esforços ao longo do tempo.

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