quarta-feira, 23 de março de 2011

Hollywood chora Elizabeth Taylor-Veja os principais filmes da atriz

A atriz Elizabeth Taylor, que morreu hoje aos 79 anos, fez mais de 60 filmes. Entre eles, foi a protagonista do longa-metragem "Cleópatra".
A atriz foi casada oito vezes e, em 2000, recebeu o título de Dama do Império Britânico, pela rainha Elizabeth 2ª. Confira os trabalhos da atriz.
Divulgação
Em sentido horário, Elizabeth Taylor em "Quem Tem Medo de Virginia Woolf?" (1966), no seu 1º filme "There's One Born Every Minute" (1942), em uma foto de 1946, e com um colar em "Meu corpo em tuas mãos" (1973)
Em sentido horário, Elizabeth Taylor em "Quem Tem Medo de Virginia Woolf?" (1966), no seu 1º filme "There's One Born Every Minute" (1942), em uma foto de 1946, e com um colar em "Meu corpo em tuas mãos" (1973)
PRINCIPAIS PAPÉIS
"Um Lugar ao Sol" (1951), de George Stevens
Taylor faz Angela Vickers, moça da alta sociedade com a qual se envolve o protagonista George Eastman (Montgomery Clift)
"Assim Caminha a Humanidade" (1956), de George Stevens
Leslie Benedict é a mulher do fazendeiro texano Jordan Benedict (Rocky Hudson), que desperta o ciúme da cunhada e o amor de Jett Rink (James Dean)
"Gata em Teto de Zinco Quente" (1958), de Richard Brooks
A atriz vive Margaret Pollitt, esposa de um ex-jogador de futebol americano alcoólatra e amargo, Brick (Paul Newman)
"Disque Butterfield 8" (1960), de Daniel Mann
A trama narra a tensa relação entre a modelo e acompanhante de luxo Gloria Wandrous e o milionário Weston Liggett (Laurence Harvey). O papel dá a Taylor seu primeiro Oscar
"Cleópatra" (1963), de Joseph L. Mankiewicz
Com Taylor no papel-título, a história se passa durante o declínio da rainha do Egito, que se envolve com os imperadores romanos Julio César (Rex Harrison) e Marco Antonio (Richard Burton)
"Quem Tem Medo de Virginia Woolf?" (1966), de Mike Nichols
Adaptação da peça de Edward Albee, na qual a atriz interpreta Martha, intelectual de meia-idade que passa por crise no casamento com George (Richard Burton). é premiada com outro Oscar

FILMOGRAFIA COMPLETA
"These Old Broads" (2001)
"Os Flintstones - O Filme" (1994).... Pearl Slaghoople
"Il Giovane Toscanini" (1988)
"Winter Kills" (1979)

"Return Engagement" (1978)
"A Little Night Music" (1978)
"The Blue Bird" (1976)
"Identikit" (1974)
"Meu Corpo em Tuas Mãos" (1973)
"Vigília nas Sombras" (1973)
"Divorce His - Divorce Hers" (1973)
"Hammersmith Is Out" (1972)
"Under Milk Wood" (1972)
"X, Y e Z" (1972)
"The Only Game in Town" (1970)
"Anne of the Thousand Days" (1969)
"Secret Ceremony" (1968)
"Boom" (1968)

"The Comedians" (1967)
"O Pecado de Todos Nós" (1967)
"Doctor Faustus" (1967)
"The Taming of the Shrew" (1967)
"Quem Tem Medo de Virgínia Wolf?" (1966)
"The Sandpiper" (1965)"The V.I.P.s" (1963)
"Cleópatra" (1963)
"Disque Butterfield 8" (1960)
"Scent of Mystery" (1960)
"De Repente, no Último Verão" (1959)
"Cat on a Hot Tin Roof" (1958)
"A Árvore da Vida" (1957)
"Assim Caminha a Humanidade" (1956)
"A Última Vez que Vi Paris" (1954)
"Beau Brummell" (1954)
"Elephant Walk" (1954
"Rhapsody" (1954)
"The Girl Who Had Everything" (1953)
Ivanhoe (1952)
Love Is Better Than Ever (1952)
Quo Vadis (1951)
"Um Lugar ao Sol" (1951)
"Father's Little Dividend" (1951)
"O Pai da Noiva" (1950)
"The Big Hangover" (1950)
"Conspirator" (1949)
"Little Women" (1949)
"Julia Misbehaves" (1948)
"A Date with Judy" (1948)
"Cynthia" (1947)
"Life with Father" (1947)
"Courage of Lassie" (1946)
"A Mocidade é Assim Mesmo" (1944)
"The White Cliffs of Dover" (1944)
"Jane Eyre" (1944)
"Lassie Come Home" (1943)
"There's One Born Every Minute" (1942)
Vida pessoal de Elizabeth Taylor ficou marcada por seus casamentos
DE SÃO PAULO

A atriz Elizabeth Taylor marcou um período da história do cinema, mas também se tornou uma presença na mídia devido à sua vida pessoal.
Taylor nasceu em Hampstead, subúrbio londrino, no dia 27 de fevereiro de 1932, filha de um casal de norte-americanos. Seus pais resolveram voltar aos Estados Unidos quando ela tinha sete anos, temerosos da situação de guerra na qual a Europa entrava em 1939. Instalam-se em Los Angeles. Ela começou a carreira ainda criança, quando um amigo de seus pais sugeriu que a pequena e bela Elizabeth fizesse um teste para cinema. Seu primeiro filme é "There's One Born Every Minute", de 1942.
Após algumas participações no cinema, ela ficou conhecida com "A Mocidade É Assim Mesmo" (1944), contracenando com Mickey Rooney, dos estúdios MGM. Após o trabalho, ela se tornou a principal estrela infantil do estúdio.
A produção britânica "Traidor" (1949) traz sua primeira performance em um papel adulto.

Divulgação
Elizabeth Taylor no papel de Cleópatra em versão para o cinema em 1963
Elizabeth Taylor no papel de Cleópatra em versão para o cinema em 1963

Em 1950, a atriz casa-se com o primeiro de seus sete maridos, Conrad Hilton, de quem se divorcia após menos de um ano. Seu primeiro filho, Michael Howard Wilding, nasce três anos depois, com seu segundo marido, Michael Wilding. A atriz seria mãe de outros três. Em 1954, Taylor, já uma estrela, trabalhou nos filmes "Rhapsody" (1954), "Beau Brummell" (1954), "A Última Vez que Vi Paris" (1954) e "Elephant Walk" (1954).
Em seguida, ela contracenou com James Dean no filme "Assim Caminha a Humanidade" (1956). Dean morreu em um acidente de carro em 1955, antes da estreia do filme. Seu terceiro marido, Michael Todd, morreu em um acidente aéreo em 1958, no qual Taylor não embarcou devido a uma gripe.

Em 1960, Taylor se torna a atriz mais bem paga da época ao assinar o contrato com a 20th Century Fox para protagonizar Cleópatra no filme que seria lançado três anos mais tarde.
O sucesso "Cleópatra" veio em 1963. Ela foi a primeira atriz a receber o cachê de US$ 1 milhão por um filme. Na produção, ela encontrou Richard Burton, que se tornaria seu quinto marido, pois Taylor já havia então casado com Hilton, Wilding, Todd e Eddie Fisher. Ela e Burton se divorciaram em 1974, mas casaram outra vez em 1975 para se separarem definitivamente em 1976. Enquanto ainda era casada com Burton, Taylor Inicia um caso com o embaixador iraniano nos EUA, Ardeshir Zahedi. Após o divórcio, ela se casou ainda com John Warner e Larry Fortensky, seu último marido, de quem se divorciou em 1996.

Taylor também ficou conhecida por sua amizade com o polêmico Michael Jackson e por seus trabalhos para ajudar infectados pelo vírus HIV. Em 2009, ela esteve no funeral do cantor.
Em 1980, a atriz foi internada para tratar dependência de álcool. Dois anos depois, estreia nos palcos da Broadway, no espetáculo "The Little Foxes". A saúde da atriz era motivo de preocupação há algum tempo. Em 1997, ela retirou um tumor do cérebro. Em 2002, passou por um tratamento contra câncer de pele.
Ela foi diagnosticada em 2004 com Insuficiência Cardíaca Congestiva, uma patologia que impede o coração de bombear sangue oxigenado suficiente para suprir as necessidades dos demais órgãos do corpo, o que gera uma sensação de fadiga, dificuldade de respirar, aumento de peso, entre outros problemas.

Em 2009, foi submetida a uma cirurgia para substituir uma válvula defeituosa no coração. Ela usava uma cadeira de rodas há mais de cinco anos para lidar com sua dor crônica. Em entrevista, quando tinha 72 anos, a atriz afirmou não temer a morte.
Os amores e escândalos de Elizabeth Taylor
DA FRANCE PRESSE, EM LOS ANGELES
Elizabeth Taylor encarnou uma verdadeira rainha de Hollywood, de uma beleza tão estonteante quanto seus incríveis olhos violetas, e ficou tão famosa pelo relacionamento tempestuoso com o ator galês Richard Burton e seus oito casamentos como pelo ótimo desempenho de atriz, que lhe rendeu dois Oscar.

A vida da atriz teve tanto drama quanto seus quase 50 papéis no cinema e despertou muito interesse do público, que sempre acompanhou os detalhes de sua vida amorosa e de sua batalha contra o álcool e os remédios. A carreira de Taylor deu duas estatuetas de melhor atriz à estrela, por "Disque Butterfield 8" (1960) e "Quem Tem Medo de Virginia Woolf" (1966), considerada sua melhor atuação. Os últimos anos da atriz de "Quem Tem Medo de Virginia Wolf?" foram marcados por graves problemas de saúde, mesmo assim ela era ativa na organização, junto com o amigo Elton John, de eventos pomposos para arrecadar milhões de dólares para pesquisas sobre a Aids. A saúde da atriz era objeto de intensa especulação. A protagonista de "Cleópatra" (1962) foi operada de um tumor no cérebro em 1997 e em 2006 negou na televisão sofrer do mal de Alzheimer. Apesar das poucas aparições públicas nos últimos anos, ela foi uma das poucas estrelas a comparecer ao funeral do amigo e cantor Michael Jackson em julho de 2009, período no qual começou a usar uma conta no Twitter para expressar reflexões sobre o ídolo pop e manter informados os fãs sobre os problemas médicos.

Em outubro do mesmo ano, Taylor foi operada do coração após problemas médicos que dificultavam até mesmo suas caminhadas. "Meu corpo é um desastre", declarou à revista W em 2004. Em abril de 2010 o boato de que Taylor havia se casado pela nova vez, com Jason Winters, empresário de Janet Jackson, se espalhou por Hollywood. Mais uma vez, a veterana de olhos violeta usou a rede social para negar o suposto matrimônio. Nas últimas entrevistas concedidas, ela se referiu a Richard Burton, com quem se casou duas vezes, como sua alma gêmea. Em 2004 ao ser questionada se temia a morte, ela foi enfática: "Não, realmente não". "As pessoas devem pensar 'meu Deus!, ela continua viva?'", brincou na ocasião. "Mas há uma certa resistência em mim que faz com que continue lutando." Elizabeth Taylor, acostumada a ser motivo de fofocas pelos tórridos romances, vivia praticamente sozinha em sua mansão do exclusivo bairro de Bel Air, em Los Angeles.

"Aprendi a estar sozinha. Estar sem alguém não significa estar sozinha. Tenho grandes amigos, filhos e netos. E muitas recordações maravilhosas", comentou. Ao ser questionada sobre os períodos mais felizes, a atriz apontou dois: os anos que passou ao lado do segundo marido, o produtor Michael Todd ("Volta ao Mundo em 80 Dias"), de quem ficou viúva em 1958, e depois com Burton, com quem se casou duas vezes, a primeira em 1964 -- com duração de 10 anos--, e a segunda em 1975, com duração de um ano. "Pensei que nunca iria me recuperar, nas duas vezes", disse. Elizabeth Taylor e Richard Burton protagonizaram 10 filmes juntos, entre eles "Cleópatra" (1963), "Gente Muito Importante" (1963), "Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?" (1966) e "O Homem que Veio de Longe" (1968). A atriz se casou pela primeira vez em 1950, aos 18 anos, com o playboy Nicky Hilton. O matrimônio durou 203 dias e terminou com agressões físicas e verbais, depois uma lua de mel de três meses na Europa. Dois anos depois, Taylor casou com o ídolo britânico Michael Wilding, 19 anos mais velho. Eles tiveram dois filhos, Michael Jr. e Christopher.
Apesar da atriz ter afirmado que Wilding representou estabilidade para sua vida, em 1956 pediu o divórcio. Poucos dias depois da separação, o produtor Michael Todd, 49, a propôs em casamento.

Ele foi o primeiro grande amor da estrela. O casal teve uma filha, Elizabeth Frances, em agosto de 1957, mas sete meses depois Todd morreu em um acidente de avião. Devastada, Taylor foi acompanhada no funeral de Todd pelo melhor amigo do produtor, o cantor Eddie Fisher, cuja esposa Debbie Reynolds permaneceu na Califórnia para cuidar dos filhos da colega. De viúva de luto a destruidora de lares, Taylor roubou Fisher de Reynolds em um relacionamento que escandalizou a América puritana. Eles casaram em 1959, mas a revolta do público quase matou a ascendente carreira de Elizabeth Taylor.
Ela havia acabado de filmar o clássico "Gata em Teto de Zinco Quente" (1958) com Paul Newman e já recebera elogios da crítica por "Assim Caminha a Humanidade", com Rock Hudson e James Dean.
Ela conseguiu superar os problemas e participou de "De Repente no Último Verão" em 1959 com Katharine Hepburn e Montgomery Clift. No ano seguinte, ela recebeu o primeiro Oscar de melhor atriz pelo papel de garota de programa em "Disque Butterfield 8." A lenda diz que Taylor odiou o resultado do filme.
Depois veio "Cleópatra" (1962) - "com certeza o mais bizarra peça de entretenimenyo já feita", segundo as palavras da atriz. O filme foi o mais caro da história de Hollywood até então e Elizabeth Taylor foi a primeira mulher a receber um milhão de dólares por um papel. O filme foi um fracasso retumbante, mas o épico foi responsável por um romance que foi manchete em todo o mundo: Taylor e seu companheiro de cena, Burton, que era casado. "Elizabeth olha para você com aqueles olhos, e seu sangue se agita", declarou Burton, um ator shakespeariano que chegou a ser apontado como o próximo Lawrence Olivier. Eles casaram em março de 1964 em Montreal. Na época filmavam "Quem Tem Medo de Virginia Woolf?", o retrato de um casamento abalado pela bebida e amargura. Os dois se divorciaram em junho de 1974 e voltaram a casar em outubro de 1975, apenas para uma nova separação em agosto de 1976. Antes de morrer, Burton comentou: "Nós nunca nos separamos realmente, e nunca iremos". O casamento deixou Taylor alcoólatra e com a carreira em declínio. Ela voltou a se casar com o senador John Warner, de 1976 a 1982. Enquanto tentava abandonar o vício em bebidas e analgésicos nos anos 80, se tornou uma líder na causa das vítimas da Aids. Em 1991, assombrou o mundo com o oitavo marido: Larry Fortensky, de 40 anos, um operário da construção civil que conheceu na clínica de desintoxicação. O casamento durou três anos.
Elton John diz que Elizabeth Taylor era um "ser humano incrível"
Elton John é o nome artístico de Reginald Dwight. Foto: Getty Images O cantor britânico falou sobre a morte da atriz
Foto: Getty Images
Em entrevista à CNN, Elton John falou sobre a morte da atriz Elizabeth Taylor. "Nós perdemos uma gigante de Hollywood. Mais importante, nós perdemos um ser humano incrível", afirmou o cantor. A ganhadora de dois Oscar morreu nesta quarta-feira (23), aos 79 anos, por insuficiência cardíaca.
O filho da atriz também se pronunciou e elogiou muito a mãe em um comunicado à imprensa. "Ela era uma mulher extraordinária que viveu a vida ao máximo, com muita paixão, humor, e amor", diz um trecho.
"Apesar de sua morte ser devastadora para aqueles que a mantiveram tão próxima e de forma tão querida, sempre seremos inspirados por sua contribuição duradoura ao nosso mundo", completou.

Segundo o TMZ, Elizabeth Taylor deve ser enterrada no cemitério Westwood Village Memorial Park, em Los Angeles. Marilyn Monroe, Natalie Wood, Truman Capote, Farrah Fawcett, e Dean Martin também estão enterrados no local.
Confira 25 curiosidades sobre a vida de Elizabeth Taylor
Elizabeth Taylor deixando o prédio da CNN após participar do programa 'Larry King Live'. Foto: Getty Images Elizabeth Taylor nunca fez aulas de atuação
Foto: Getty Images
Elizabeth Taylor, que morreu na quarta-feira (23), deu uma de suas últimas entrevistas à Us Magazine no final de 2010. De acordo com a publicação, ela revelou 25 coisas que, até então, ninguém sabia.
1. Antes de fazer filmes, Elizabeth tinha uma barraca de limonada no sul da Califórnia;
2. Quando seu cabeleireiro José Eber estava fora da cidade, ela adorava cortar o próprio cabelo e o de quem mais quisesse;
3. Apaixonada pelo seriado Law & Order, assistiu todos os episódios. Seus filhos e a atriz Mariska Hargitay brincavam juntos quando crianças.
4. Se converteu ao judaísmo em 1959;
5. Seu nome judeu era Elisheda Rachel;
6. Seu primeiro cavalo se chamava Betty;
7. Nunca teve um encontro até completar 16 anos;
8. suas pernas eram muito pequenas;
9. O filme que tinha mais orgulho em ter feito era Quem tem medo de Vigínia Wolf?;
10. Nunca viveu um dia sem perfume;
11. Sonhou em ter seu próprio perfume 25 anos antes de fazê-lo;
12. Adorava o suco de blood-orange (uma variedade de laranja que tem sua polpa avermelhada);
13. Sua primeira memória era de dor;
14. Ainda tinha o coração partido por Richard Burton unca ter recebido o Oscar;
15. Não tinha nenhum medo de envelhecer;
16. Nunca havia tentado atuar até Um Lugar ao Sol;
17. Se sentia enojada pelo tanto de mitos sobre ela, que eram aceitados como fatos;
18. Foram as pessoas do Twitter que deram o nome à sua fragrância, Violet Eyes;
19. Nunca fez aulas de atuação, apesar de muitas pessoas acharem que ela precisava;
20. Quando tinha 20 e poucos anos, quase perdeu um olho e uma perna;
21. Os nervos são a Nêmesis de todos os atores;
22. Odiava ser chamada de Liz;
23. Acreditava poder estar perto de Deus em qualquer lugar;
24. Sua cadela Delilah era apaixonada pelo seu gato, Fang;
25. Sua família e as pessoas com HIV/AIDS eram sua vida.
"Minha mãe era extraordinária", diz filho de Elizabeth Taylor
Elizabeth Taylor com o filho Michael Wilding Jr.. Foto: Getty Images Elizabeth Taylor com o filho Michael Wilding
Foto: Getty Images
Elizabeth Taylor, ganhadora de dois Oscar, morreu nesta quarta-feira (23), aos 79 anos. Seu filho, Michael Wilding, enviou um comunicado à imprensa a elogiando. "Minha mãe era uma mulher extraordinária que viveu a vida ao máximo, com muita paixão, humor, e amor", diz um trecho.
"Apesar de sua morte ser devastadora para aqueles que a mantiveram tão próxima e de forma tão querida, sempre seremos inspirados por sua contribuição duradoura ao nosso mundo", completou ele em comunicado. Elizabeth Taylor morreu no hospital Cedars-Sinai, em Los Angeles, rodeada por seus quatro filhos depois de passar seis semanas internada com insuficiência cardíaca, segundo sua agente publicitária, Sally Morrison.

Diretor Franco Zeffirelli diz que Elizabeth Taylor é "uma diva como não existe mais"                    

  • Elizabeth Taylor em cena do filme A Megera Domada, de Franco Zeffirelli (1967)Elizabeth Taylor em cena do filme "A Megera Domada", de Franco Zeffirelli (1967)
ROMA, Itália -"Uma diva como não existe mais": foi assim que o cineasta italiano Franco Zeffirelli reagiu nesta quarta-feira ao anúncio da morte de Elizabeth Taylor, aos 79 anos, em Los Angeles, saudando "uma mulher liberada, muito bela e inteligente".
"Estou muito triste. Perdemos uma figura memorável que tive a chance de conhecer e com quem trabalhei em dois filmes (...)", lembrou o cineasta, de 88 anos, citado pela agência italiana Ansa.
Zefirelli filmou com a estrela os filmes "A Megera Domada" (1967), no qual figurava também Richard Burton, e "Toscanini" (1988).

Família, amigos e celebridades choram a morte de Elizabeth Taylor

Antonio Martín Guirado         

  • AFP
    Durante o evento Cinema contra a Aids, Elizabeth Taylor acena para o público (20/05/1993)Durante o evento "Cinema contra a Aids", Elizabeth Taylor acena para o público (20/05/1993)
Los Angeles (EUA), 23 mar.- Família, amigos e celebridades choram a morte da atriz Elizabeth Taylor, que morreu nesta quarta-feira, aos 79 anos, em Los Angeles, nos Estados Unidos, depois de seis semanas internada com insuficiência cardíaca. Para o mundo, Elizabeth foi um mito. Para seu filho Michael H. Wilding, foi também a melhor mãe do mundo. "Minha mãe foi uma mulher extraordinária que viveu a vida intensamente, com grande paixão, humor e amor", disse o filho, de 58 anos, em comunicado. "Apesar de sua perda ser devastadora para aqueles que gostavam tanto dela, minha mãe sempre nos inspirará por suas contribuições para o mundo", acrescentou. Para o filho Michael H. Wilding, fruto de seu casamento com Michael Wilding, o segundo da atriz após ter se casado com Conrad Hilton, o trabalho de Liz no cinema foi apenas uma parte do legado que deixou.
 "Sua impressionante filmografia, seu sucesso como mulher empreendedora e seu ativismo incansável e valente na luta contra a aids, tudo isso faz a gente se sentir incrivelmente orgulhoso. Sabemos, simplesmente, que o mundo é um lugar melhor desde que minha mãe viveu nele. Seu legado nunca desaparecerá, seu espírito seguirá conosco e seu amor viverá para sempre em nossos corações", concluiu.

O então casal Richard Burton e Elizabeth Taylor em Mônaco (15/11/1969)  AP 
A notícia da morte de Liz Taylor causou um grande impacto em Hollywood e as reações das celebridades foram muitas.
"Elizabeth foi uma pessoa íntegra em todos os níveis. Bondosa, generosa, valente", disse Jane Fonda em comunicado, que atuou com Liz em "O Pássaro Azul" (1976).
Michael Caine, via Twitter, escreveu: "Muito triste escutar isso da minha preciosa amiga Elizabeth Taylor. Era um ser humano genial". O britânico e a atriz trabalharam no filme "X, Y e Z" (1972).
A apresentadora de televisão Barbara Walters disse que tinha estado em contato com Liz nos dias que antecederam a sua morte. "Estávamos em contato", disse Walters no programa "Good Morning America", do canal "ABC". Além disso, explicou que sua amiga tinha comentado que, de todos os longas que filmou ao longo de sua carreira, ela gostaria que o público a lembrasse por "Quem Tem Medo de Virginia Woolf?" (1966), filme pelo qual ganhou um de seus dois Oscar.
O apresentador Larry King disse através de sua conta do Twitter que a morte de Elizabeth Taylor, "uma grande amiga", supõe o adeus a "uma grande estrela".
"Era tão especial... Não verei alguém igual de novo", escreveu o jornalista.
A família da atriz pediu que, em vez do envio de flores, sejam realizadas doações econômicas para sua fundação contra a aids.
Elizabeth Taylor morreu 53 anos e um dia após quase morrer

A morte da atriz Elizabeth Taylor nesta quarta-feira aconteceu 53 anos e um dia após o fatídico acidente de avião que vitimou seu então marido, Michael Todd.
No dia 22 de março de 1958, quando a atriz tinha apenas 26 anos, ela deveria entrar em um avião que levaria ela e Todd da Califórnia a Nova York, nos Estados Unidos, mas ele a convenceu a não ir, já que ela estava gripada.O avião de Todd caiu, matando ele e outras três pessoas que estavam a bordo.
Taylor morreu na madrugada desta quarta-feira, apenas algumas horas após o 53º aniversário da queda do avião.Em entrevista ao apresentador Larry King em 2006, Taylor disse que Todd e Richard Burton foram suas duas almas gêmeas. "Eu amei ambos apaixonadamente".
Mario Anzuoni - 28.set.2006/Reuters
Elizabeth Taylor em um evento beneficente em Santa Monica, na Califórnia
Elizabeth Taylor em um evento beneficente em Santa Monica, na CalifórniaElizabeth Taylor, a última estrela inalcançável de Hollywood
Heitor Augusto/UOL
Se hoje existe Angelina Jolie vendendo aura de estrela é porque o cinema americano teve, no auge da Era dos Estúdios, Elizabeth Taylor. Pena que fazia tanto tempo que não nos lembrávamos de Liz como atriz, mas como uma bizarra celebridade.Nos anos 90, Liz Taylor deixou de ser a atriz que ganhou dois Oscar para ter maior presença pública na defesa pela expansão das pesquisas contra a AIDS e como melhor amiga de Michael Jackson. Por sinal, o Rei do Pop esmerou-se com diversas plásticas a se parecer cada vez mais com Liz.Liz reinou, mas caiu vítima de uma indústria de magia que dá, mas tira sem dó. “Bem-vinda a Hollywood, foi o que eles disseram/ Uma jovem estrela em Hollywood, foi isso que te venderam”, cantou Jackson em Elizabeth I Love You. Mas tentemos deixar de lado o que se tornou sua imagem para nos lembrarmos do que ela foi.
Mito
O star system de Hollywood, grupo de atores e atrizes que justificavam a existência dos filmes e levava o espectador ao cinema, foi a base de sustentação da indústria na chamada Era de Ouro dos estúdios. Entre meados dos anos 1920 e dos 50, oito majors mantiveram um esquema que consolidou o fazer cinematográfico nos Estados Unidos, na produção e muitas vezes na estética.Daí surgiram Greta Garbo, Ingrid Bergman, Montgomery Clift, Cary Grant, Rock Hudson, Katharine Hepburn e… Elizabeth Taylor. Ela chegou de mansinho, aos dez anos, na ruim comédia There’s One Born Every Minute (1942). Quando Liz explodiu, aos 19 anos, em Um Lugar ao Sol (1951), fazendo o par romântico com o galã (e gay enrustido) Montgomery Clift, a menina já havia ido embora. O mito se solidificava. A última grande estrela do star system.

Liz Taylor aos 10 anos na comédia There's One Born Every Minute (1942), sua estreia no cinema
Era de Ouro
Nos anos 50, os estúdios tentavam manter um esquema de produção que aos poucos se destruiria – principalmente porque, em 1948, foi imposta a Lei Antitruste. Os conglomerados que antes controlavam produção, distribuição e exibição tiveram de dividir fatias. Neste momento, Liz Taylor era uma linda estrela – e uma atriz mediana.Nesse período, foram três indicações ao Oscar e uma estatueta conquistada. A diva de olhos violetas teve a sorte de contracenar com grandes atores: Paul Newman (Gata em Teto de Zinco), Montgomery Clift (seu parceiro mais constante) e Katharine Hepburn (De Repente, no Último Verão).Como estrela, seu filme marcante é certamente Cleópatra. Em 1962, a Fox acreditou no projeto, colocou inacreditáveis US$ 35 milhões (estamos falando dos anos 60!) e deu, sem pestanejar, o exorbitante salário de US$ 1 milhão para Liz Taylor protagonizar o filme com Richard Burton.
Como atriz, considero o principal momento de Liz Quem Tem Medo de Virgina Wolf?, primeiro filme de Mike Nichols. Novamente com Burton, a estrela mostrou-se atriz capaz de compor uma personagem em franca degradação. Foi agraciada com o segundo Oscar.

A atriz no faraônico projeto da Fox: Cleópatra custou, em 1962, inacreditáveis US$ 35 milhões, mas foi fracasso de bilheteria
Vieram os anos 70, Hollywood abriu uma brecha para realizadores dispostos a acabar com um antigo fazer cinematográfico. Coppola, Ashby, Polanski, Rafelson, Friedkin e outros coadjuvantes dirigiram filmes influenciados pelos movimentos europeus e com uma cara que os Estados Unidos não estava acostumado. Já não havia mais espaço para uma estrela dos anos 50 – ou você consegue imaginar o corrosivo Martin Scorsese enquadrando Liz Taylor?Com a maior cobertura da mídia futriqueira, os problemas pessoais de Elizabeth Taylor tornaram-se moeda corrente. O obituário diz que ela morreu em 23 de março de 2011, aos 79 anos. Para o cinema, na verdade, a atriz minguara há muito.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...