A atriz foi a amiga morena de Marilyn Monroe no filme “Os homens preferem as louras”. Ela tinha 89 anos e sofria de problemas respiratórios.
Morreu, aos 89 anos, a atriz que foi um dos maiores símbolos sexuais de Hollywood em meados do século passado. Jane Russell estreou nas telas em 1943, no western "O proscrito". Contracenou com Bob Hope em "O valente treme-treme" e foi a amiga morena de Marilyn Monroe em "Os homens preferem as louras".
Ela também criou uma fundação que ajudou 38 mil crianças a encontrar os pais adotivos. Jane Russell sofria de problemas respiratórios.
Ela também criou uma fundação que ajudou 38 mil crianças a encontrar os pais adotivos. Jane Russell sofria de problemas respiratórios.
Jane Russell. Os homens preferiam esta morena
Reza a lenda que Howard Hughes, nome grande da história da aviação e do cinema, encomendou um soutien especial para o orgulhoso 38D de Jane Russell, número (nas medidas americanas) que, nestas coisas do entretenimento, faz milagres. Hughes já a tinha transformado em estrela quando a recrutou para "A Terra dos Homens Perdidos", de 1943. E com um truque de roupa interior fez de Russell uma sex symbol sem prazo de validade - a estrela morreu na segunda-feira com 89 anos (vítima de doença respiratória) mas corre o risco de ser, em permanência, a morena de "Os Homens Preferem as Louras" (1953).
A mãe de Jane Russell, Geraldine, sonhava ser actriz e modelo. A filha, nascida em 1921, teve um pouco dos dois mundos, começando pela mão de Max Reinhardt, na escola de representação do alemão nascido na Áustria e fugido para os EUA. Howard Hughes viu nela lucro óbvio e, depois de assinado um contrato de exclusividade de sete anos, deu-lhe um primeiro papel em "A Terra dos Homens Perdidos" ("The Outlaw", no original) - ou o paradigma do western pin-up. Do cartaz publicitário às melhores cenas de Jane Russell, o que realmente conquistou tudo e todos foi o decote da protagonista, culpado por uma censura dos tempos modernos - o filme só chegou a algumas (poucas) salas dois anos depois de estar completo, não conseguindo lugar em Nova Iorque antes de 1947. Nascia o fenómeno Jane Russell, no meio da Hollywood que fabricava os maiores sonhos de uma América pronta para a explosão da cultura popular como indústria de milhões. A atriz foi um dos seus primeiros negócios, com um obrigatório pico de fama e consequente anonimato público.
Se aqui elencadas, todas as produções que contaram com Jane Russell ocupariam linhas preciosas. Saltamos no tempo e chegamos a "Os Homens Preferem as Louras" (1953), o tal que vive de Marilyn Monroe e da sua Lorelei Lee (que cantou "Diamonds are a Girl''s Best Friend", momento musical que se tornou exemplo insuperável nas história da pop no feminino) mas que tem na Dorothy de Jane Russell o melhor dos papéis paralelos (proibido usar o termo "secundário" neste texto). A crítica multiplicou-se em elogios e o público rendeu-se, pelas razões mais ou menos óbvias.Nunca mais Jane Russell atingiu tal nível de popularidade mas só deixou a vida mediática no final dos anos 80, depois de dizer adeus à televisão. Nos entretantos teve tempo para se dedicar aos musicais, viajando entre os estúdios de Hollywood e os palcos de Las Vegas (uma única vez na Broadway, em "Company", de 1971); para agradecer, sempre que possível, às maravilhas que a sua fé lhe concedeu, esta cristã empenhada em fazer catequese sempre que pudesse, onde quer que estivesse; e para protagonizar uma vida amorosa complexa, com três maridos, outros tantos filhos adoptados, oito netos, dez bisnetos e muito álcool à mistura - a actriz deu entrada numa clínica de reabilitação aos 79 anos.Para a história fica o sex appeal, as imagens dos anos 40 e 50 e a controvérsia vestida de decote ainda que, na sua biografia ("My Path and Detours", 1988), Jane Russell tenha escrito que, na verdade, não vestiu o soutien encomendado por Howard Hughes.
A mãe de Jane Russell, Geraldine, sonhava ser actriz e modelo. A filha, nascida em 1921, teve um pouco dos dois mundos, começando pela mão de Max Reinhardt, na escola de representação do alemão nascido na Áustria e fugido para os EUA. Howard Hughes viu nela lucro óbvio e, depois de assinado um contrato de exclusividade de sete anos, deu-lhe um primeiro papel em "A Terra dos Homens Perdidos" ("The Outlaw", no original) - ou o paradigma do western pin-up. Do cartaz publicitário às melhores cenas de Jane Russell, o que realmente conquistou tudo e todos foi o decote da protagonista, culpado por uma censura dos tempos modernos - o filme só chegou a algumas (poucas) salas dois anos depois de estar completo, não conseguindo lugar em Nova Iorque antes de 1947. Nascia o fenómeno Jane Russell, no meio da Hollywood que fabricava os maiores sonhos de uma América pronta para a explosão da cultura popular como indústria de milhões. A atriz foi um dos seus primeiros negócios, com um obrigatório pico de fama e consequente anonimato público.
Se aqui elencadas, todas as produções que contaram com Jane Russell ocupariam linhas preciosas. Saltamos no tempo e chegamos a "Os Homens Preferem as Louras" (1953), o tal que vive de Marilyn Monroe e da sua Lorelei Lee (que cantou "Diamonds are a Girl''s Best Friend", momento musical que se tornou exemplo insuperável nas história da pop no feminino) mas que tem na Dorothy de Jane Russell o melhor dos papéis paralelos (proibido usar o termo "secundário" neste texto). A crítica multiplicou-se em elogios e o público rendeu-se, pelas razões mais ou menos óbvias.Nunca mais Jane Russell atingiu tal nível de popularidade mas só deixou a vida mediática no final dos anos 80, depois de dizer adeus à televisão. Nos entretantos teve tempo para se dedicar aos musicais, viajando entre os estúdios de Hollywood e os palcos de Las Vegas (uma única vez na Broadway, em "Company", de 1971); para agradecer, sempre que possível, às maravilhas que a sua fé lhe concedeu, esta cristã empenhada em fazer catequese sempre que pudesse, onde quer que estivesse; e para protagonizar uma vida amorosa complexa, com três maridos, outros tantos filhos adoptados, oito netos, dez bisnetos e muito álcool à mistura - a actriz deu entrada numa clínica de reabilitação aos 79 anos.Para a história fica o sex appeal, as imagens dos anos 40 e 50 e a controvérsia vestida de decote ainda que, na sua biografia ("My Path and Detours", 1988), Jane Russell tenha escrito que, na verdade, não vestiu o soutien encomendado por Howard Hughes.


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