Andrei Netto estaria preso na região de Zawiyah, palco de confrontos.Jornalistas da BBC disseram ter sido agredidos por forças de segurança.
O 'Estado de S.Paulo' informou nesta quarta-feira (9) que perdeu, há uma semana, o contato com seu repórter que cobre a crise política na Líbia.
Andrei Netto, de 34 anos, é correspondente do jornal em Paris.Ele deixou de dar notícias quando estava no oeste líbio, segundo o jornal.De acordo com o jornal, ele teria sido preso por forças leais ao governo, junto com outro jornalista e um guia líbio.O jornal relata que, até domingo, tinha informações indiretas de que o jornalista estava bem, na região de Zawiyah, próximo à capital, Trípoli, e palco de violentos confrontos entre rebeldes oposicionistas e forças leais ao ditador Muammar Kadhafi, que tentam retomar a cidade.O vice-chanceler líbio, Khaled Qaim, teria confirmado ao jornal que a notícia da prisão é "provavelmente correta" e se comprometido a ajudar a localizar o brasileiro.
Três jornalistas da BBC afirmaram ter sido agredidos por forças de segurança leias a Kadhafi ao tentar entrar na cidade de Zawiyah.
Andrei Netto, de 34 anos, é correspondente do jornal em Paris.Ele deixou de dar notícias quando estava no oeste líbio, segundo o jornal.De acordo com o jornal, ele teria sido preso por forças leais ao governo, junto com outro jornalista e um guia líbio.O jornal relata que, até domingo, tinha informações indiretas de que o jornalista estava bem, na região de Zawiyah, próximo à capital, Trípoli, e palco de violentos confrontos entre rebeldes oposicionistas e forças leais ao ditador Muammar Kadhafi, que tentam retomar a cidade.O vice-chanceler líbio, Khaled Qaim, teria confirmado ao jornal que a notícia da prisão é "provavelmente correta" e se comprometido a ajudar a localizar o brasileiro.
Três jornalistas da BBC afirmaram ter sido agredidos por forças de segurança leias a Kadhafi ao tentar entrar na cidade de Zawiyah.
Equipe da BBC é presa e torturada por forças de Khadafi
Três jornalistas foram detidos por 21 horas ao tentar entrar em Zawiya, no oeste do país, para cobrir os confrontos na cidade.
Killani e Koraltan contaram que achavam que seriam executados
Três jornalistas da BBC foram presos e torturados por forças do líder líbio, Muamar Khadafi, quando tentavam entrar em Zawiya, no oeste do país, para cobrir os confrontos na cidade.
Eles foram encapuzados, algemados e agredidos por membros do Exército líbio e da polícia secreta. Também foram ameaçados de morte e submetidos a torturas que os faziam crer que seriam executados.
Chris Cobb-Smith, Goktay Koraltan e Feras Killani foram presos na segunda-feira e, após 21 horas detidos, foram soltos e já deixaram o país. Eles contaram que durante todo o tempo ouviam os gritos de outros prisioneiros sendo torturados ou agonizando.Localizada a 50 quilômetros de Trípoli, Zawiya vem sendo palco de violentos confrontos entre forças pró-Khadafi e redeldes.'Eles nos colocaram em uma fila, olhando para a parede. Havia um homem sem farda, com uma submetralhadora. Ele apontava a arma para todo o mundo', disse Cobb-Smith.'Depois de gritar comigo, ele colocou a arma no meu pescoço e puxou o gatilho, duas vezes. As balas passaram perto do meu ouvido e os soldados riram. Foi muito assustador.'
Torturas
Killani, que tem origem palestina, foi agredido com socos, chutes e com as armas dos soldados.
'Logo que cheguei nesse centro de detenção, um homem me agrediu nas costas, usando sua Kalashinikov. Eu caí e ele me disse para colocar as mãos atrás da cabeça. E então, disparou a metralhadora. Achei que em poucos minutos eles iam me matar', disse o jornalista. 'Eu só fechei os olhos e pedi a meu Deus que me ajudasse.'Ele conta ter sido acusado de ser um espião trabalhando para o serviço secreto britânico. Queriam saber por que eu estava carregando dólares e libras', disse o jornalista, que foi espancado com socos, chutes e coronhadas.'Simplesmente não consigo descrever o quanto foi horrível. A maior parte dos homens estava encapuzada e algemada. Eles tinham as mãos inchadas, costelas quebradas e gritavam, agonizando. Foi a pior coisa que já vi na minha vida e eu já vi muitas coisas horríveis.'O terceiro membro da equipe, o câmera Goktay Koraltan, disse que ele tinha certeza que seria morto.
'Um cara negro me algemou e me encapuzou. Eu ouvia muitos tiros. Achava que eles estavam se preparando para nos matar, achava que seria executado a qualquer momento.'
Três jornalistas da BBC foram presos e torturados por forças do líder líbio, Muamar Khadafi, quando tentavam entrar em Zawiya, no oeste do país, para cobrir os confrontos na cidade.
Eles foram encapuzados, algemados e agredidos por membros do Exército líbio e da polícia secreta. Também foram ameaçados de morte e submetidos a torturas que os faziam crer que seriam executados.
Chris Cobb-Smith, Goktay Koraltan e Feras Killani foram presos na segunda-feira e, após 21 horas detidos, foram soltos e já deixaram o país. Eles contaram que durante todo o tempo ouviam os gritos de outros prisioneiros sendo torturados ou agonizando.Localizada a 50 quilômetros de Trípoli, Zawiya vem sendo palco de violentos confrontos entre forças pró-Khadafi e redeldes.'Eles nos colocaram em uma fila, olhando para a parede. Havia um homem sem farda, com uma submetralhadora. Ele apontava a arma para todo o mundo', disse Cobb-Smith.'Depois de gritar comigo, ele colocou a arma no meu pescoço e puxou o gatilho, duas vezes. As balas passaram perto do meu ouvido e os soldados riram. Foi muito assustador.'
Torturas
Killani, que tem origem palestina, foi agredido com socos, chutes e com as armas dos soldados.
'Logo que cheguei nesse centro de detenção, um homem me agrediu nas costas, usando sua Kalashinikov. Eu caí e ele me disse para colocar as mãos atrás da cabeça. E então, disparou a metralhadora. Achei que em poucos minutos eles iam me matar', disse o jornalista. 'Eu só fechei os olhos e pedi a meu Deus que me ajudasse.'Ele conta ter sido acusado de ser um espião trabalhando para o serviço secreto britânico. Queriam saber por que eu estava carregando dólares e libras', disse o jornalista, que foi espancado com socos, chutes e coronhadas.'Simplesmente não consigo descrever o quanto foi horrível. A maior parte dos homens estava encapuzada e algemada. Eles tinham as mãos inchadas, costelas quebradas e gritavam, agonizando. Foi a pior coisa que já vi na minha vida e eu já vi muitas coisas horríveis.'O terceiro membro da equipe, o câmera Goktay Koraltan, disse que ele tinha certeza que seria morto.
'Um cara negro me algemou e me encapuzou. Eu ouvia muitos tiros. Achava que eles estavam se preparando para nos matar, achava que seria executado a qualquer momento.'

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