Roger Roger Vangheluwe, 74, renunciou a chefia de diocese em 2010.Ele admitiu abusos, mas disse que não se considera um pedófilo.
O ex-bispo Roger Vangheluwe (Foto: Reuters)Vangheluwe disse que os abusos deixaram de ocorrer há cerca de 25 anos, antes de ele se tornar bispo, e que ele conseguiu conviver com seu passado desde então.
"Como isso começou? Como com todas as famílias. Quando vinham me visitar, os sobrinhos dormiam comigo. Começou como um jogo com os meninos. Nunca foi uma questão de estupro, nunca foi usada violência física. Ele nunca me viu nu e não houve penetração."
Vangheluwe disse que pensava nos seus atos como uma coisa mais "superficial". "É claro que eu sabia que isso não era bom. Eu confessei muitas vezes", afirmou.
O ex-bispo contou também que pagou a uma das vítimas 1 ilhão de francos belgas (25 mil euros) em várias ocasiões, mas que isso não havia sido para comprar o seu silêncio.Vangheluwe está escondido desde sua confissão pública. O Vaticano disse que ele deixou a Bélgica e está recebendo "tratamento espiritual e psicológico".O religioso disse ter recebido centenas de cartas de apoio, e prometeu aceitar o veredicto do Vaticano.Promotores belgas dizem que os casos de abuso já prescreveram perante a lei. Depois da revelação do escândalo, o arcebispo de Bruxelas, André-Joseph Leonard, causou polêmica ao dizer que seria vingativo processar padres aposentados, e que a Igreja não tem obrigação de indenizar vítimas de abusos.Uma CPI no país pediu no mês passado à Igreja que pague indenizações. A Igreja disse que também está cogitando isso.
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