quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pais devem ensinar filhos a manter a calma para enfrentar humilhações

Agressões freqüentes, como bullyng, não devem fazer parte das experiências da infância. Os pais devem ficar alerta para saber quando acontecem com a criança.

O presidente dos Estados Unidos Barack Obama, a atriz Kate Winslet e o jogador de futebol David Beckham são famosos, admirados e bem-sucedidos, que no passado já foram vítimas de bullyng. Eles foram alvo de humilhações que superaram o trauma e deram a volta por cima.
Kate Winslet, estrela do filme Titanic, é bonita e talentosa. A atriz foi vítima de abusos na infância, o chamado bullyng. Ela era uma criança gordinha e sofria com chacotas de colegas, que a apelidaram de "pelancuda".
Por dezenas de vezes Michael Phelps subiu ao pódio para receber a medalha de ouro. Mas os longos braços que o ajudaram a bater tantos recordes eram o motivo de gozações na escola.
Phelps, um adolescente desengonçado, chegou a ser atacado fisicamente pelos colegas. Mas ele transformou essas dificuldades em motivação para ganhar e se tornou uma máquina de vencer nas piscinas.
O astro do futebol David Beckham faz parte hoje de uma campanha antibullying. Por causa da paixão pelo futebol, ele foi alvo de ataques de colegas que o achavam estranho.
Na abertura de um encontro sobre o tema na Casa Branca, até o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, admitiu que foi vítima de humilhações na infância. “Com minhas orelhas grandes e este nome que tenho não fiquei imune", diz.
Porque algumas pessoas conseguem superar o trauma causado pelos abusos e outras se tornam agressivas? Segundo a psicóloga Leah Spiro, especialista em crianças e adolescentes, isso depende muito da personalidade de cada um.
“Há pessoas frágeis, com problemas em lidar com situações difíceis. Outras são mais fortes, encontram apoio em casa e conseguem achar uma maneira saudável de processar esses abusos”, explica Leah Spiro.
Apelidos e brigas. Muitas pessoas acham que os abusos emocionais e físicos fazem parte do processo normal de crescimento e que as crianças devem aprender a se defender sozinhas, resolvendo seus próprios problemas. Mas as agressões frequentes não devem fazer parte das experiências da infância e os pais precisam ficar alerta para saber quando elas estão acontecendo.“Se a criança tiver alterações no sono, estiver ansiosa, calada, deprimida, sem apetite e sem amigos, talvez seja hora de agir e falar com os professores. É preciso conversar com a criança e esperar que ela seja capaz de dizer o que está acontecendo”, orienta Leah Spiro.Para enfrentar as agressões, a psicóloga recomenda que os pais ensinem os filhos a se manterem sempre confiantes e calmos.
Tem que dizer "não" e "pare com isso" com voz firme e segura quando as agressões acontecerem. Falar palavrões e insultos para se proteger só piora o problema. Também é preciso saber pedir ajuda ao professor.Segundo Leah, a escola tem obrigação e responsabilidade de evitar esses abusos, mantendo um ambiente de respeito e de proteção para o aluno. 

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