Segundo Rosemary Barroso, fato aconteceu sete dias antes do crime.Ela compareceu à reconstituição do crime, realizada neste sábado (21).
“Uma semana antes do assassinato ela viu ele passar de carro com outra menina e ela percebeu que ele não seria dela. Na verdade, eles nunca tiveram um relacionamento. Inclusive ela tinhas outros homens em Itaipuaçu”, disse Rosemary Barroso.Para a família e os amigos da vítima, o relacionamento teve início em dezembro de 2010, quando Verônica teria feito uma ligação para mulher de Fábio. Nas ameaças, de acordo com Rosematy, ela costumava dizer “não vai ser meu, não vai ser de mais ninguém”. “Ela conseguiu destruir o casamento dele. Ela pensou que ele fosse ficar com ela”, resumiu ela.A reconstituição da morte do empresário começou por volta das 12h deste sábado, no motel. Verônica Verone participa da simulação. Ela teve a prisão temporária renovada por mais 25 dias na quinta-feira (19) e segue presa em Bangu 7.A polícia isolou o motel com uma fita. O laudo pericial do motel, onde o empresário de 33 anos foi encontrado morto, não revela sinais visíveis de estrangulamento. O laudo contraria a versão da jovem de 18 anos em depoimento à polícia, que confessou ter enforcado o empresário com um cinto.
Carro de empresário é levado para reconstituição(Foto: Henrique Porto/G1)
O advogado da jovem afirmou que o empresário teria tomado desinfetante horas antes de sair com sua cliente. Os policiais recolheram, nesta quarta, na casa da acusada, um vidro de um produto de limpeza. O material foi levado para o IML para que seja feito um exame que indique se realmente houve uso da substância.
Carro de polícia em frente a motel em Niterói(Foto: Henrique Porto/G1)
Mãe foi ouvida
Nesta quarta, a mãe da acusada foi ouvida na 77ª DP (Icaraí). Ela chegou à delegacia com uma máscara hospitalar verde, cobrindo parte do rosto. A polícia não informou o teor do depoimento dela.
"A intenção é preservar a imagem dela. Ela veio prestar depoimento sobre alguns fatos, entre eles sobre a vítima ter tomado desinfetante quando estava na casa dela", disse o advogado de defesa da jovem, Rodolfo Tompson, na manhã de quarta.
Imagens mostram jovem no carro do empresário
Na terça-feira (17), a polícia divulgou as imagens do circuito interno de segurança do motel. O vídeo mostra o carro da vítima entrando no motel, às 2h14 de sábado (14). Segundo a polícia, é um homem quem dirige.
A saída do veículo é registrada quase as 6h30 de domingo (15). De acordo com a delegada Juliana Rattes, dessa vez, quem conduz o carro é a jovem.Um funcionário do motel disse à polícia que o empresário dirigia o carro na chegada ao local, mas os investigadores ainda não descartaram a participação de uma terceira pessoa no crime. Em seus depoimentos, a jovem afirmou que mantinha um relacionamento com o empresário desde janeiro do ano passado, porém sem relações sexuais.No entanto, parentes e amigos da vítima contaram à polícia que a jovem disse uma vez que estava grávida e o que o filho seria dele: “Só que o fato foi que posteriormente ela não apareceu grávida, então não se sabe, não há comprovação dessa gravidez. Ela nega que tenha feito aborto em qualquer momento da vida dela”, disse a delegada Juliana Rattes.A polícia vai fazer no próximo sábado (21) a reconstituição do crime.“Vai chegar um laudo cadavérico e realmente a gente vai avaliar qual foi a causa da morte. Ela (a jovem) pode ter praticado o homicídio de outra forma ou pode ter sido uma outra causa da morte, o que não impede que ela não responda pelos atos já praticados, quais sejam, a tentativa de homicídio que, então, ela já praticou”, explicou a delegada.
Polícia investiga terceiro envolvido no crime
Uma das hipóteses investigadas é que uma terceira pessoa tenha participado do crime. Durante o segundo depoimento na segunda-feira (16), a jovem revelou que estava namorando um homem do Rio de Janeiro há três meses. A polícia busca mais informações sobre ele.Para tentar esclarecer alguns pontos, os amigos do empresário foram chamados a depor. Um deles contou como foram os últimos momentos com a vítima. “Ele não tinha tempo de completar o assunto porque ela ligava toda hora para ele, constantemente, perturbando ele e ele não estava satisfeito, não estava à vontade. Isso preocupava a gente, na sexta-feira”, relatou. O depoimento da jovem durou sete horas. Segundo a polícia, ao falar novamente sobre o assassinato do empresário, ela caiu em várias contradições. “Quando ele empurra ela num primeiro momento, ele teria empurrado ela sobre a mesa. No segundo depoimento, ela narra que foi contra a porta de saída do quarto. São pequenos detalhes que mostram que ela não está muito certa do que ela está falando”, disse a delegada.Segundo informações da investigação, a jovem, após enforcar o empresário, teria tentado arrastar o corpo dele até a garagem do motel, mas não conseguiu.“Não descartamos essa possibilidade (de uma terceira pessoa) já que pelo laudo ele pesava 90 kg, e pela estatura dela, seria muito difícil conseguir arrastá-lo até a garagem”, explicou.
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