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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Polícia apura morte de adolescente em quarto de motel em SP

Garota de 14 anos pode ter sofrido overdose; ela foi achada desacordada.
Estudante que a acompanhava foi preso por estupro de vulnerável.

Do G1 SP
 
Delegado do 69º Distrito Policial apura o caso (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)Delegado do 69º Distrito Policial apura o caso
(Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
Uma adolescente de 14 anos morreu na manhã desta segunda-feira (30) no Hospital Estadual de Sapopemba após ser encontrada desacordada em um quarto de motel na Zona Leste de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, frascos de lança-perfume e papelotes de cocaína encontrados no quarto indicam que ela pode ter tido uma overdose. O laudo médico ainda não foi divulgado.
Segundo o delegado Antônio José Pereira, titular do 69º Distrito Policial, em Teotônio Vilela, e responsável pelas investigações, a jovem também foi vítima de estupro. Ela estava acompanhada de um estudante de 19 anos, que foi preso em flagrante por estupro de vulnerável. Segundo Pereira, o jovem admitiu que a garota havia usado drogas quando ele a encontrou.Eles foram para um motel na Rua Manuel Ferreira Pires, perto da Estrada da Barreira Grande, na Zona Leste. Entraram por volta das 2h40 – a adolescente portava um documento de identidade falso indicando que era maior de idade. Pela manhã, o jovem pediu ajuda à recepção informando que a menina passava mal. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado, mas quando a adolescente chegou ao Hospital do Sapopemba, já havia morrido em razão de uma parada cardiorrespiratória.
Os médicos encontraram marcas de mordidas no queixo e na barriga. De acordo com o delegado, o jovem disse que deu as mordidas para reanimar a jovem. Exames vão confirmar se a garota sofreu algum outro tipo de violência.
O jovem só foi localizado pela polícia momentos depois, já fora do motel. No momento da prisão, ele levava uma trouxinha de maconha no bolso. Nesta terça-feira (31), ele deverá ser transferido para um presídio com cela especial. Isso porque, segundo o delegado, por ser suspeito de estupro corre perigo em uma cela convencional.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Jovem é condenada a 15 anos de prisão por morte de amante em motel no Rio

Hanrrikson de Andrade
Do UOL Notícias, no Rio de Janeiro

  • A estudante de 18 anos afirmou ter matado o empresário em legítima defesa A estudante de 18 anos afirmou ter matado o empresário em legítima defesa
A estudante Verônica Verone, 18 anos, foi condenada nesta quinta-feira (24) a 15 anos de prisão pelo assassinato do amante de 32 anos, o empresário Fábio Gabriel Rodrigues, no quarto de um motel em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O crime ocorreu há seis meses.O julgamento no Tribunal do Júri de Niterói durou mais de dez horas. A ré – denunciada por homicídio triplamente qualificado – chegou a ser retirada da sessão após se descontrolar em função de uma pergunta feita pela promotoria. Sete pessoas sorteadas antes da audiência formaram o júri popular que definiu a sentença.A defesa argumentou que a acusada teria sido vítima de abusos sexuais quando criança, o que supostamente seria a motivação do ato criminoso.
Além disso, o advogado da ré manteve a estratégia referente à alegação de que Verônica tem problemas mentais e faz uso de remédios controlados – no entanto, um exame apresentado à Justiça descartou a tese durante a audiência de instrução e julgamento.
Já a promotoria alegou que o empresário foi morto "por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima". Na versão do Ministério Público, Verônica teria induzido o namorado a ingerir um antidepressivo antes de asfixiá-lo.Segundo as investigações da 77ª DP (Icaraí), a jovem chegou a pensar em contratar um matador de aluguel para tirar a vida do amante. Verônica também tentou comprar uma pistola por R$ 2 mil, de acordo com informações fornecidas por testemunhas. A motivação do crime, segundo a delegada do caso, Juliana Rattes, foi a revolta da estudante com o fim do relacionamento, já que Rodrigues era casado e desejava se reconciliar com a esposa.Em depoimento à polícia, Verônica afirmara que o amante teria consumido drogas antes da ida ao motel, mas os exames feitos pelo Instituto Médico Legal (IML) não apontaram o uso de narcóticos, apenas da substância que indica a ingestão de um antidepressivo.Além do indiciamento por homicídio triplamente qualificado, o Ministério Público chegou a denunciar a ré por ocultação de cadáver, mas a acusação foi descartada pela Justiça.A sessão ficou a cargo do juiz Peterson Barroso Simões, da 3ª Vara Criminal de Niterói, o mesmo magistrado responsável pelo processo sobre o assassinato da juíza Patrícia Acioli.

Crime no motel

O corpo de Rodrigues foi encontrado no dia 14 de maio por funcionários do motel Status, em Itaipu, na região oceânica de Niterói, um dia após o assassinato. Em depoimento, a estudante de 18 anos argumentou ter matado o empresário em legítima defesa, enforcando-o com um cinto.
Segundo ela, o amante estava sob efeito de drogas e teria tentado estuprá-la, o que gerou uma reação instintiva. A polícia, porém, desconfiou da versão apresentada pela jovem, e ela foi presa dois dias depois do crime.A defesa alegou posteriormente que Verônica fora vítima de violência sexual quando tinha 7 anos, o que supostamente teria influenciado o ato criminoso. Além disso, o advogado Rodolfo Thompson argumentou que a jovem sofria de síndrome do pânico e faria uso de vários remédios controlados.
Os primeiros resultados periciais não indicaram marcas perceptíveis de estrangulamento. Segundo a polícia, a ausência de "sinais externos" desmentiram a versão da estudante, que disse ter utilizado um cinto para enforcar a vítima. De acordo com as investigações, Verônica também tentou "ocultar o cadáver", já que ela arrastou o corpo do empresário. No entanto, a Justiça não aceitou tal acusação.
Durante a reconstituição do crime, os peritos utilizaram um saco de areia com aproximadamente 90 kg (peso da vítima), além da picape branca usada por Verônica na noite do assassinato. Todas as etapas da simulação foram cronometradas e as conclusões confrontadas com os depoimentos colhidos pela polícia, em especial o da acusada.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Casal é encontrado morto a tiros em motel na serra gaúcha

Um casal foi encontrado morto a tiros dentro do quarto de um motel em Farroupilha, na serra gaúcha, no início da noite de terça-feira. Segundo a Polícia Civil, a principal hipótese levantada é de homicídio seguido de suicídio.
Segundo a delegada Roberta Mariana Bertoldo da Silva, titular da delegacia do município, o crime ocorreu por volta das 18h30, em um motel localizado entre Farroupilha e Bento Gonçalves, município onde o casal morava. Um funcionário do estabelecimento ouviu o som de quatro disparos de arma de fogo e chamou a polícia.Ao chegar no local, um policial verificou que a porta do quarto do casal estava trancada e, através de uma pequena, percebeu que os dois ocupantes - um homem de 50 anos e uma mulher de 40 - estavam mortos. O quarto, então, foi isolado até a chegada da perícia.
De acordo com a delegada, o casal viveu em união estável por pouco mais de um ano e estava separado há alguns meses. A mulher havia registrado queixas contra o ex-companheiro em duas ocasiões - em agosto e em outubro deste ano -, acusando-o de ameaçar mata-la. "Pelos registros de ocorrência, ele não aceitava o fim do relacionamento e estava ameaçando matar ela e se matar", disse a delegada.
"A perícia aponta que houve uma briga, porque tinha vestígios de cabelo e sangue no quarto. Provavelmente ele tenha batido com a cabeça dela na parede, houve uma luta corporal", afirmou a delegada. Com uma arma de fogo, o homem então teria efetuado três disparos. Um atingiu a parede, enquanto os outros dois acertaram a nuca e o peito da vítima, que morreu na hora. Em seguida, o atirador teria se matado com um tiro na cabeça.
Os dois corpos estavam nus e foram encontrados no chão. A polícia ainda não sabe se a mulher foi até o motel por vontade própria ou se foi coagida.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Julgamento de acusada de matar ex-namorado em motel do Rio é marcado para novembro

Julio Reis
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

  • Verônica Verone de Paiva, 18, é acusada de matar empresário em motel no Rio de Janeiro Verônica Verone de Paiva, 18, é acusada de matar empresário em motel no Rio de Janeiro
A estudante acusada de matar o ex-namorado na suíte de um motel no dia 14 de maio deste ano em Niterói, no Rio de Janeiro, deve ser julgada pelo Tribunal do Júri no próximo dia 24 de novembro, na 3ª Vara Criminal da cidade.
Verônica Verone de Paiva, 18, confessou ter assassinado o empresário Fábio Gabriel Rodrigues Barbosa, 33, porque ele teria tentado estuprá-la. Segundo os exames toxicológicos, o homem teria ingerido bebidas com tranquilizantes e, inconsciente, foi enforcado com um cinto.Verônica vai responder por homicídio triplamente qualificado, por motivo futil, emprego de método cruel (asfixia) e quando não há chance de defesa da vítima.O inquérito policial apontou que Verônica premeditava o crime. Segundo a polícia, ela havia tentando comprar uma arma e mais tarde tentou também encontrar alguém disposto a cometer o crime por dinheiro. A polícia acredita que a estudante cometeu o crime porque o ex-namorado havia terminado o relacionamento de 16 meses uma semana antes.O advogado da acusada, Rodolfo Thompson, declarou anteriormente que ela tem problemas mentais, tomava remédios e teria sofrido abuso sexual quando criança. Ele alegou ainda que a jovem não teria tentado matar o ex-namorado, mas causar lesão corporal grave.
A reportagem tentou contato com o advogado, mas não conseguiu encontrá-lo. Se condenada, Verônica pode pegar até 30 anos de prisão.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Mulher que matou empresário em motel vai a júri popular no Rio

Do UOL Notícias
Em São Paulo

  • Verônica Verone de Paiva confessou ter matado o amante, Fábio Gabriel Rodrigues, em motel de Niterói Verônica Verone de Paiva confessou ter matado o amante, Fábio Gabriel Rodrigues, em motel de Niterói
A mulher acusada de matar um homem dentro de um motel em Itaipu, Niterói (RJ), no dia 14 de maio deste ano, irá a júri popular pelo crime de homicídio triplamente qualificado consumado. A decisão do juiz Peterson Barroso Simão, da 3ª Vara Criminal de Niterói, foi divulgada nesta sexta-feira (30).
Verônica Verone é acusada de matar o empresário Fabio Gabriel Rodrigues Barbosa. Segundo o Ministério Público, Verônica teria agido com o propósito de matar, após ministrar à vítima tranquilizantes e antidepressivos que, associados à grande quantidade de bebida alcoólica já ingerida, deixou-o em estado de inconsciência.Ainda segundo o MP, a ré teria “comprimido o pescoço de Fabio até causar-lhe a morte por asfixia, conforme auto de exame cadavérico”. O crime teria sido praticado por motivo torpe, meio cruel e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima.A defesa de Verônica requereu a absolvição, mas o pedido foi indeferido pelo juiz. "O enfraquecimento da tese defensiva se dá em virtude de o exame de sanidade mental, ao qual foi submetida a acusada, ter apontado que a mesma era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato", afirmou o juiz.
Para o magistrado, a autoria ficou comprovada pelas provas colhidas na fase policial e nos depoimentos prestados em juízo, inclusive no próprio interrogatório da acusada.
O juiz, no entanto, impronunciou Verônica pelo crime de ocultação de cadáver, pois, segundo ele, “a ré poderia ter carregado o corpo para outro local, mas não o fez”. "Ela resolveu deixá-lo na garagem do motel, local de circulação de funcionários, onde poderia ser facilmente encontrado, como de fato ocorreu", disse o magistrado.Verônica continua em prisão cautelar.

sábado, 20 de agosto de 2011

Jovem acusada de crime em motel diz que 'ficou cega' e atacou empresário

Verônica afirmou que era apenas amiga do empresário morto em maio no RJ.Em interrogatório, ela falou que foi violentada pelo pai na infância.

Lilian Quaino Do G1 RJ

Verônica Verone de Paiva é interrogada no 3° Tribunal do Júri de Niterói (Foto: Lilian Quaino)Verônica Verone é interrogada no 3° Tribunal do
Júri de Niterói (Foto: Lilian Quaino)
Verônica Verone, de 18 anos, acusada de matar por enforcamento o amante Fábio Gabriel Rodrigues, de 33 anos, num motel de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, negou na tarde desta sexta-feira (19) ao juiz Peterson Barroso Simões que tivesse tentado matar o empresário. O crime ocorreu no dia 14 de maio.
Ela, porém, confessou que o atacou com um cinto porque, segundo disse, "ficou cega" quando ele tentou tirar sua roupa e quis agredi-lo. "Agora caiu a ficha, eu não matei Fábio, matei meu pai", disse ela, que alega ter sido violentada na infância pelo pai, já falecido.A jovem contou em interrogatório no 3º Tribunal do Júri de Niterói que nunca foi namorada de Fábio, e que era apenas amiga dele, embora, segundo disse ao juiz, "ele, às vezes, confundia as coisas" e tinha ciúmes dela com namorados. Ela disse que nunca tiveram relações sexuais e o interesse dela por ele era apenas para sair um pouco de casa, já que a mãe a vigiava muito.Verônica explicou que eles foram ao motel porque ele queria usar drogas mas, dentro do motel, quando ele a tocou, segundo disse, viu na cara de Fábio o rosto do pai."Ele estava muito bêbado e me puxou dizendo 'Vem cá", e começou a tirar meu short. Fiquei cega, vi o rosto do meu pai e quis agredir. Senti até o cheiro do meu pai", relatou ela.A jovem disse que quando viu sair sangue da boca de Fábio parou assustada e tentou socorrê-lo, porque ele ainda estava respirando. Ela tentou arrastá-lo até o carro, mas percebeu que ele já não respirava mais, contou ao juiz.
Drogas
Ela explicou que na noite do crime se encontrou com ele num bar em Itaipu, em Niterói, e como ele estaria muito bêbado, levou-o até a casa dela onde ele tomou um banho e pediu para beber mais. Ela, então, disse à mãe que iria levar Fábio para a casa onde ele morava com a mãe dele, mas, no meio do caminho, Fábio pediu para parar numa favela para comprar drogas.Verônica disse ao juiz que o empresário quis ir ao motel para usar a droga e porque achava que estava sendo seguido por policiais depois que saiu da favela. Ela explicou que nunca usou drogas e como usa remédios controlados para combater a síndrome do pânico estava autorizadar a tomar um ou dois chopes uma vez por semana apenas, o que obedecia porque, segundo disse, tinha receio de misturar álcool com remédios.
Crise de choro
Verônica Verone chora em audiência (Foto: Lilian Quaino/G1)Verônica Verone chora durante audiência
(Foto: Lilian Quaino/G1)
Por volta das 18h, quando explicava ao juiz como tinha saído do motel, quando viu que Fábio estava morto, levando o cinto para se desfazer dele depois, ela, que até então, aparentava calma, teve uma crise de choro e o juiz precisou interromper o interrogatório por três minutos, permitindo a seu advogado Rodolfo Thompson, que se aproximasse dela no banco dos réus para acalmá-la.
Problemas mentaisMais cedo, como testemunha de defesa, Elizabeth Verone de Paiva, mãe de Verônica disse que na noite da morte do empresário, ele foi com Verônica à casa delas e ele estava muito bêbado. A mãe de Verônica disse que se dava muito bem com Fábio. Ela disse que a filha e Fábio sempre foram muito amigos, que ele tinha muito carinho por ela e a chamava de "meu bebê". Segundo Elizabeth, ele frequentava a casa dela e a chamava de tia.A mãe contou ao juiz que o pai da jovem, já falecido sempre teve problemas mentais, passou por diversos períodos de internação por causa da esquizofrenia, era usuário de drogas e foi contaminado com o vírus HIV.A defesa de Verônica sustenta que a jovem tem problemas mentais herdados do pai e pode ter cometido o crime durante uma crise mental. Seus advogados dizem ainda que ela sofreu abusos sexuais na infância.
PressãoNo dia 29 de julho passado, o juiz Peterson Barroso Simões, da 3ª Vara Criminal de Niterói, ouviu o depoimento de 14 testemunhas de acusação. Um dos principais depoimentos foi de um amigo de Fábio, que esteve com ele até poucas horas antes de sua morte, e que confirmou que Verônica exercia muita pressão para continuar o relacionamento que ele queria terminar. Segundo a testemunha, ela telefonava insistentemente e aparecia de surpresa nos locais onde ele estava.
Crime
O assassinato aconteceu dia 14 de maio em um motel da Região Oceânica de Niterói. Segundo o inquérito, Fábio foi morto por asfixia mecânica, enforcado possivelmente por um cinto.
A polícia também concluiu que Verônica tentou esconder o corpo do empresário. Ela teria arrastado o cadáver, que pesava 90 kg, do quarto do motel até a garagem. Os investigadores excluíram a possibilidade de participação de uma outra pessoa depois da reconstituição do crime, quando Verônica conseguiu arrastar um policial e um saco de areia, ambos com o mesmo peso de Fábio.
Presa desde maio, ela pode pegar até 30 anos de prisão, segundo a delegada.

sábado, 30 de julho de 2011

Acusada de matar ex-namorado em motel do Rio diz que não recebe remédios na prisão

Rodrigo Teixeira
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

  • Verônica Verone de Paiva, 18, é acusada de matar empresário em motel no Rio de Janeiro Verônica Verone de Paiva, 18, é acusada de matar empresário em motel no Rio de Janeiro
A 3ª Vara Criminal de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, começou a ouvir na tarde desta sexta-feira (29) testemunhas de acusação do processo contra Verônica Verone de Paiva, 18, acusada de assassinar o ex-namorado, o empresário Fábio Gabriel Rodrigues Barbosa, em um motel, no dia 14 de maio deste ano.Na tarde de hoje Verônica pleiteou ainda outro lugar para aguardar seu depoimento. Ela  disse que em Bangu 7, onde está presa, não recebe regularmente seus remédios contra a síndrome do pânico.
O depoimento da jovem foi transferido para o próximo dia 19, o colhimento dele será feito juntamente com o das 8 testemunhas de defesa. O juiz Peterson Barroso Simão ouviu 14 depoimentos de acusação.
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), segundo parecer do juiz, ficou encarregada de encaminhar a acusada para um hospital prisional ou a outra unidade na qual possa receber seus remédios regularmente. A SeapP aguarda a chegada de tal documentação para se posicionar oficialmente sobre o caso.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Mais um-Homem é encontrado morto em quarto de hotel no Centro de BH

Corpo foi encontrado nesta segunda-feira (18).Polícia disse que havia drogas dentro do local.

Do G1 MG


Um homem foi encontrado morto em um quarto de hotel, no Centro de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (18). Segundo funcionários informaram aos policiais, o homem, de 32 anos, chegou ao local na sexta-feira (15). A reserva dele iria até o início da tarde desta segunda (18).
Como o homem não saiu do quarto, os funcionários bateram na porta, mas não foram atendidos. Eles disseram à Polícia Militar (PM) que decidiram forçar a entrada e encontram o corpo caído no chão.
Os militares foram chamados e acharam, ao lado dele, sete barras de dois quilos de uma substância parecida com crack.
Ninguém foi preso e uma das suspeitas dos policiais que atenderam a ocorrência é que o homem pode ter morrido de overdose, já que havia sinais de que ele passou mal.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Polícia do Pará procura suspeita de esquartejar namorado em motel

Vítima teve a cabeça e dedos das mãos cortados, segundo a investigação.Crime aconteceu no domingo (10) em Ananindeua (PA).

Do G1, em São Paulo
 
Mulher é suspeita de esquartejar corpo de namorado em quarto de motel (Foto: Reprodução/TV Liberal)Mulher é suspeita de esquartejar corpo de namorado
em quarto de motel (Foto: Reprodução/TV Liberal)
A Polícia Civil do Pará procura uma mulher considerada a principal suspeita de ter esquartejado o namorado em um quarto de motel em Ananindeua (PA), no domingo (10). A vítima é o vigilante Joelson Ramos de Souza, de 32 anos, que teve a cabeça e os dedos das mãos cortados para dificultar a identificação.
Dois taxistas, que teriam transportado a suspeita e um outro homem, prestaram depoimento à polícia e ajudaram a fazer um retrato falado da mulher. Nas declarações, os motoristas teriam dito que viram a mulher carregando uma bolsa, mas sem saber o que tinha dentro.
Vigilante teve o corpo esquertejado pela namorada em quarto de motel (Foto: Reprodução/TV Liberal)Vigilante teve o corpo esquartejado pela namorada
em quarto de motel (Foto: Reprodução/TV Liberal)
Uma equipe do Centro de Perícias Técnicas Renato Chaves esteve em um quarto onde morava a suspeita, mas o imóvel estava desocupado. Segundo vizinhos, a mulher não foi vista no local nesta semana. Ela morou no quarto durante cerca de quatro meses.Segundo os peritos, o corpo da vítima foi encontrado com várias perfurações nas costas e no peito. A perna direita e o braço direito foram colocados em um saco plástico. Os membros do outro lado foram colocados em um outro saco.Os investigadores encontraram uma camisa suja de sangue. As impressões digitais encontradas no local do crime serão comparadas com as impressões encontradas no quarto onde morou a mulher suspeita do esquartejamento do vigilante.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Promotoria denuncia estudante por morte de amante em motel

FÁBIO GRELLET/FOLHA
DO RIO

O Ministério Público Estadual do Rio ofereceu ontem à Justiça denúncia (acusação formal) contra Verônica Verone de Paiva, 18, que confessou ter matado o amante em um motel, em Niterói (região metropolitana do Rio), no dia 14 de maio. Caso a Justiça aceite a denúncia, a jovem se tornará ré e será submetida ao júri popular. A vítima foi o empresário Fábio Gabriel Rodrigues, 33, pai de dois filhos. Segundo a estudante, ele tentou estuprá-la e ela reagiu, derrubando-o. Ele ficou desacordado e ela aproveitou para enforcá-lo com uma cinta. A polícia, entretanto, concluiu que o crime foi premeditado. Segundo o inquérito, dias antes de estrangular o empresário, Verônica tentou comprar uma arma por R$ 2.000. Depois, ofereceu esse valor para que uma pessoa matasse o amante. Para a polícia, Verônica cometeu o crime porque o amante havia terminado o relacionamento com ela uma semana antes. A estudante foi indiciada por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, por um meio cruel (asfixia), sem dar chance de a vítima se defender.
Paulo Alvadia-16.mai.11/Ag. O Dia
Verônica Veroni, suspeita de matar o namorado enforcado em um motel de Niterói, na região metropolitana do Rio
Verônica Veroni, suspeita de matar o namorado enforcado em um motel de Niterói (região metropolitana do Rio)

Casal de namorados é encontrado morto dentro de motel no Recife

Segundo a polícia, jovem estaria grávida de três meses.Camareira desconfiou da demora do casal no quarto.

Do G1, em São Paulo, com informações da TV Globo Nordeste
 
Motel onde o casal foi encontrado morto (Foto: Reprodução/ TV Globo Nordeste)Motel onde o casal foi encontrado morto
(Foto: Reprodução/ TV Globo Nordeste)
Um crime passional marcou o Dia dos Namorados, no centro do Recife. Um homem matou a namorada – que estaria grávida de três meses – e depois se suicidou. O crime aconteceu dentro de um motel, no bairro de São José.
A camareira teria desconfiado da demora do casal. A polícia foi chamada e, quando chegou, encontrou os corpos da mulher, de 22 anos, e do homem, de 29 anos, em cima da cama.
Os policiais acharam veneno no banheiro. O homem também teria usado a toalha para enforcar a namorada. Depois, se matou cortando o pescoço com um pedaço de vidro.“Ele escolheu especificamente uma data em que os casais estão em felicidade, trocando presentes. Inclusive, dentro do motel, nós encontramos indícios que houve troca de presentes para, a partir daí, assassinar a companheira ou namorada e, em seguida, praticar o suicídio”, disse o delegado Alfredo Jorge.Na manhã desta segunda-feira (13), os parentes da jovem ligaram para o celular de homem. O delegado atendeu e deu a notícia do crime. "Eles pensavam que estavam falando com o namorado da jovem. Perguntaram se ela estava com ele. Aí eu disse que eles estavam mortos e que quem estava falando era o delegado".Segundo o delegado, o homem planejou toda a ação. Ele escreveu uma carta explicando os motivos de ter praticado o homicídio. No verso da carta, o rapaz colou a foto da namorada. “As informações que, por enquanto, nós temos é o que está escrito na carta. Ele pedindo desculpas à família e dizendo o motivo do crime”, afirmou o delegado.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Suspeito de matar ex-namorada em motel, no Rio, se entrega à polícia

Homem se apresentou à Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca.Crime foi em Campo Grande; mulher morreu com sinais de asfixia.

Do G1 RJ
 
 
O suspeito de matar a ex-namorada em um motel em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, se entregou no domingo (29) a policiais da Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, também Zona Oeste. A informação foi divulgada na manhã desta segunda-feira (30) pela própria DH.A vítima foi encontrada morta com sinais de asfixia no quarto do motel no último dia 25. O suspeito deixou um recado para a polícia nos espelhos do quarto dizendo que estava sendo traído. As câmeras do circuito interno de segurança no motel, que fica na Estrada do Mendanha, a principal de Campo Grande, mostram que, às 18h30 do dia 25, o casal chega ao motel de moto. Quase duas horas depois, o suspeito sai do quarto sozinho e vai embora a pé, olhando para os lados. Mais tarde, funcionários do motel encontraram o corpo da mulher no quarto. Segundo a polícia, o suspeito teria agido por vingança por não se conformar com o fim do relacionamento que teria durado 3 anos.
Outros casos

Na quarta-feira (25), policiais da 28ª DP (Campinho) prenderam em flagrante um homem de 37 anos suspeito de matar a mulher, de 31, a facadas em um motel em Cascadura, no subúrbio do Rio.
A polícia prendeu ainda a jovem Verônica Verone, de 18 anos, que confessou ter matado o empresário Fábio Gabriel Rodrigues enforcado em um motel de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, na madrugada do dia 14. Ela alegou que agiu em legítima defesa, após uma tentativa de estupro. No dia 21, Verônica participou da reconstituição crime. Ela teve a prisão temporária renovada e segue presa em Bangu 7.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Amante vai parar no hospital após noite de sexo com Schwarzenegger

Pelo jeito, o ex-governador Arnold Schwarzenegger (O Exterminador do Futuro: A Rebelião das Máquinas) não vai parar de se envolver em polêmicas tão cedo. Após sua recente separação, as fotos de seu filho ilegítimo serem divulgadas e o anúncio de que sua volta às telonas será adiada, agora surge outro problema de infidelidade. A atriz Gigi Goyette, outra suposta amante, não só revelou que teve um caso com o ator, mas também que, após uma intensa noite de sexo, foi parar no hospital por conta da intensidade de Schwarzenegger. As informações são do jornal The Sun.
O incidente aconteceu em 1989 na Cidade do México, quando Schwarzenegger estava no local para as gravações de O Vingador do Futuro. De acordo com o site, o casal encerrou as relações após o término da viagem, já que Goyette desconfiava de outras possíveis amantes do ator. Na realidade, ele já estava casado com Maria Shriver, que recentemente entrou com um pedido de divórcio após descobrir filhos fora de seu casamento.“Gigi contou que o Arnold estava inacreditavelmente arisco e que ela teve que ir ao hospital porque ele foi tão bruto”, conta um amigo próximo da atriz. “Ela estava envergonhada de aparecer com um machucado daqueles”, revela.
Ex-amante de Schwarzenegger quer processar emissora

Mildred Patty Baena, que supostamente teve um filho com Arnold Schwarzenegger, está ameaçando processar o "Entertainment Tonight".
Segundo ela, o programa de celebridades pagou ao ex-marido dela, Rogelio, para contar "mentiras".
Na terça-feira, ele afirmou na atração que Mildred o fez acreditar que o filho de Schwarzenegger era dele até a informação vir a público.Os advogados de Mildred mandaram uma carta aos produtores executivos do programa dizendo que podem provar que Rogelio sempre soube que o filho não era dele, já que estava fora do país quando o filho foi concebido.Como acreditam que a cliente foi "difamada", os advogados pedem uma retratação ou dizem que ela entrará com uma ação contra o programa.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Justiça do Rio autoriza quebra de sigilo telefônico de jovem que matou amante em motel

Hanrrikson de Andrade /Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

  • Verônica Verone de Paiva confessou ter matado o amante, Fábio Gabriel Rodrigues, em motel de NiteróiVerônica Verone de Paiva confessou ter matado o amante, Fábio Gabriel Rodrigues, em motel de Niterói
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizou nesta segunda-feira (23) a quebra de sigilo telefônico da estudante Verônica Verone, 18, assassina confessa do amante Fábio Rodrigues Gabriel, 33, no quarto de um motel em Niterói, na região metropolitana do Rio.
Os investigadores esperam encontrar novas pistas a partir das conversas que a jovem teve pelo celular. O pedido foi encaminhado pela delegada do caso, Juliana Rattes, da 77ª DP (Icaraí).
Além de verificar se a morte do empresário fora ou não premeditada, a polícia estuda a suposta participação de uma terceira pessoa na cena do crime. O primeiro indício que fortalecia tal tese já foi verificado.Peritos que participaram da reconstituição simulada confirmaram que Verônica seria capaz de carregar sozinha o corpo da vítima. Porém, a hipótese ainda não foi totalmente abandonada. Os laudos conclusivos ficarão prontos somente daqui a 30 dias.

sábado, 21 de maio de 2011

Irmã de empresário morto em motel diz que acusada o viu com outra

Segundo Rosemary Barroso, fato aconteceu sete dias antes do crime.Ela compareceu à reconstituição do crime, realizada neste sábado (21).

Henrique PortoDo G1 RJ
 
 
A irmã do empresário Fábio Gabriel Rodrigues , assassinado em um motel em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, compareceu à reconstituição do crime, realizada pela polícia neste sábado (21), e afirmou acreditar que o motivo do crime tenha sido ciúmes. Segundo ela, Verônica Verone, que confessou ter matado o empresário, viu Fábio com outra mulher sete dias antes do crime.
“Uma semana antes do assassinato ela viu ele passar de carro com outra menina e ela percebeu que ele não seria dela. Na verdade, eles nunca tiveram um relacionamento. Inclusive ela tinhas outros homens em Itaipuaçu”, disse Rosemary Barroso.Para a família e os amigos da vítima, o relacionamento teve início em dezembro de 2010, quando Verônica teria feito uma ligação para mulher de Fábio. Nas ameaças, de acordo com Rosematy, ela costumava dizer “não vai ser meu, não vai ser de mais ninguém”. “Ela conseguiu destruir o casamento dele. Ela pensou que ele fosse ficar com ela”, resumiu ela.A reconstituição da morte do empresário começou por volta das 12h deste sábado, no motel. Verônica Verone participa da simulação. Ela teve a prisão temporária renovada por mais 25 dias na quinta-feira (19) e segue presa em Bangu 7.A polícia isolou o motel com uma fita. O laudo pericial do motel, onde o empresário de 33 anos foi encontrado morto, não revela sinais visíveis de estrangulamento. O laudo contraria a versão da jovem de 18 anos em depoimento à polícia, que confessou ter enforcado o empresário com um cinto.
Carro de empresário é levado para reconstituição (Foto: Henrique Porto/G1)Carro de empresário é levado para reconstituição
(Foto: Henrique Porto/G1)
Verônica alegou que agiu em legítima defesa, após uma tentativa de estupro. Para a delegada Juliana Rattes, da 77ª DP (Icaraí), responsável pelo caso, o laudo aponta para novas linhas de investigação. No entanto, a polícia aguarda a conclusão do laudo cadavérico para identificar a causa da morte. De acordo com a Polícia Civil, ainda não foi descartada a hipótese de envenenamento.
O advogado da jovem afirmou que o empresário teria tomado desinfetante horas antes de sair com sua cliente. Os policiais recolheram, nesta quarta, na casa da acusada, um vidro de um produto de limpeza. O material foi levado para o IML para que seja feito um exame que indique se realmente houve uso da substância.
Carro de polícia em frente a motel em Niterói (Foto: Henrique Porto/G1)Carro de polícia em frente a motel em Niterói
(Foto: Henrique Porto/G1)
A delegada também pediu um exame toxicológico da vítima, já que a jovem disse que o empresário seria usuário de drogas. Em depoimento, amigos e parentes do empresário negaram as acusações da estudante.A Polícia Civil informou também que alguns dos exames pedidos poderão ficar prontos até o final da semana. Outras pessoas que conviviam com a estudante e o empresário serão chamadas para prestar depoimentos.
Mãe foi ouvida
Nesta quarta, a mãe da acusada foi ouvida na 77ª DP (Icaraí). Ela chegou à delegacia com uma máscara hospitalar verde, cobrindo parte do rosto. A polícia não informou o teor do depoimento dela.
"A intenção é preservar a imagem dela. Ela veio prestar depoimento sobre alguns fatos, entre eles sobre a vítima ter tomado desinfetante quando estava na casa dela", disse o advogado de defesa da jovem, Rodolfo Tompson, na manhã de quarta.
Imagens mostram jovem no carro do empresário
Na terça-feira (17), a polícia divulgou as imagens do circuito interno de segurança do motel. O vídeo mostra o carro da vítima entrando no motel, às 2h14 de sábado (14). Segundo a polícia, é um homem quem dirige.
A saída do veículo é registrada quase as 6h30 de domingo (15). De acordo com a delegada Juliana Rattes, dessa vez, quem conduz o carro é a jovem.Um funcionário do motel disse à polícia que o empresário dirigia o carro na chegada ao local, mas os investigadores ainda não descartaram a participação de uma terceira pessoa no crime. Em seus depoimentos, a jovem afirmou que mantinha um relacionamento com o empresário desde janeiro do ano passado, porém sem relações sexuais.No entanto, parentes e amigos da vítima contaram à polícia que a jovem disse uma vez que estava grávida e o que o filho seria dele: “Só que o fato foi que posteriormente ela não apareceu grávida, então não se sabe, não há comprovação dessa gravidez. Ela nega que tenha feito aborto em qualquer momento da vida dela”, disse a delegada Juliana Rattes.A polícia vai fazer no próximo sábado (21) a reconstituição do crime.“Vai chegar um laudo cadavérico e realmente a gente vai avaliar qual foi a causa da morte. Ela (a jovem) pode ter praticado o homicídio de outra forma ou pode ter sido uma outra causa da morte, o que não impede que ela não responda pelos atos já praticados, quais sejam, a tentativa de homicídio que, então, ela já praticou”, explicou a delegada.
Polícia investiga terceiro envolvido no crime
Uma das hipóteses investigadas é que uma terceira pessoa tenha participado do crime. Durante o segundo depoimento na segunda-feira (16), a jovem revelou que estava namorando um homem do Rio de Janeiro há três meses. A polícia busca mais informações sobre ele.Para tentar esclarecer alguns pontos, os amigos do empresário foram chamados a depor. Um deles contou como foram os últimos momentos com a vítima. “Ele não tinha tempo de completar o assunto porque ela ligava toda hora para ele, constantemente, perturbando ele e ele não estava satisfeito, não estava à vontade. Isso preocupava a gente, na sexta-feira”, relatou. O depoimento da jovem durou sete horas. Segundo a polícia, ao falar novamente sobre o assassinato do empresário, ela caiu em várias contradições. “Quando ele empurra ela num primeiro momento, ele teria empurrado ela sobre a mesa. No segundo depoimento, ela narra que foi contra a porta de saída do quarto. São pequenos detalhes que mostram que ela não está muito certa do que ela está falando”, disse a delegada.Segundo informações da investigação, a jovem, após enforcar o empresário, teria tentado arrastar o corpo dele até a garagem do motel, mas não conseguiu.“Não descartamos essa possibilidade (de uma terceira pessoa) já que pelo laudo ele pesava 90 kg, e pela estatura dela, seria muito difícil conseguir arrastá-lo até a garagem”, explicou.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Loira, empresário, motel: versões de um crime popular

Acusada de matar o amante, Verônica chega à delegacia no Rio. Foto: Paulo Alvadia/O Dia
Acusada de matar o amante, Verônica chega à delegacia no Rio
Foto: Paulo Alvadia/O Dia

Luís Bulcão Pinheiro/O DIA/Direto de Niterói
 
A região de Niterói, no Rio de Janeiro, está intrigada. Todas as manhãs as bancas de jornal expõem manchetes sobre o caso da loira que teria matado um empresário no quarto de um motel. Sob a mira das câmeras e dos microfones postos diante da 77ª Delegacia de Polícia Civil, em Icaraí, a delegada Juliana Rattes se debruça sobre laudos e depoimentos para tentar descobrir o que ocorreu na madrugada do último sábado e o que teria motivado Verônica Verone, uma garota de 18 anos, a confessar o assassinato daquele que seria seu amante, Fábio Gabriel Rodrigues, 33 anos. Como ela teria conseguido? O que a teria motivado? São perguntas que permanecem diante de versões que se contradizem e, por vezes, soam fantasiosas.
A loira
Os parentes de Verônica Verone estão blindados. Ninguém fala sobre o que ocorreu ou sobre o comportamento da garota. Colegas da turma 831 do 9º ano da Escola Municipal João Monteiro, onde Verônica estudava, afirmam que a jovem gostava de sair, gostava de festa eletrônica e fumava. Descrevem Verônica como uma menina que chamava a atenção de todos por sua beleza.
A jovem morava com a mãe em Itaipuaçu, Maricá, município próximo a Niterói, área metropolitana do Rio de Janeiro. Seu pai morreu em janeiro de 2010. Após a morte, Verônica foi transferida do colégio particular Evolução, de Itaipuaçu, para a escola municipal.
Verônica se apresentou à polícia na segunda-feira, às 12h, após ter tido sua prisão preventiva decretada. Ela havia sido indiciada por homicídio qualificado por motivo fútil e tentativa de ocultação de cadáver. Em depoimento, Verônica confessou ter enforcado o empresário, que estaria desmaiado. Depois, tentou arrastar o corpo da vítima até a garagem do motel, onde estava o carro. Na quarta-feira, o laudo de local solicitado pela polícia não indicava sinais de estrangulamento no corpo de Fábio, demonstrando possível contradição e seu depoimento.A delegada marcou para sábado a reconstituição do crime. O objetivo é saber se a menina seria capaz de arrastar o corpo do empresário, que tinha 1,90 m, escada abaixo até a porta da garagem, onde foi encontrado, ou se haveria uma terceira pessoa envolvida no crime. As imagens das câmeras de segurança do motel mostram o veículo de Fábio entrando no motel às 2h14 da madrugada de sábado. Um homem estava dirigindo, mas, segundo os policiais, não é possível identificar se era Fábio, pois os vidros da caminhonete são escuros. Às 6h27, o veículo deixa o local com Verônica ao volante.
"Não há evidências que comprovem o envolvimento de uma terceira pessoa, mas não descartamos a hipótese", afirma a delegada. Juliana Rattes tenta desde segunda-feira, sem sucesso, entrar em contato com um suposto namorado que Verônica declarou ter no Rio de Janeiro. Mesmo diante da confissão da suspeita, o advogado de Verônica apresentou outra versão. Segundo Rodolfo Thompson, a jovem sofria de síndrome do pânico de alta gravidade e tomava dez medicamentos diariamente. Contrariando a primeira versão, de que a jovem teria reagido a uma tentativa de abuso sexual por parte do empresário, Thompson afirmou que a jovem teve uma alucinação no momento em que Fábio teria tentado tirar a roupa de Verônica. Ela teria contado ao advogado que sofreu uma tentativa de abuso sexual por parte do pai quando tinha entre 7 e 8 anos e que, naquele momento, ela enxergou o empresário como sendo o pai e reagiu violentamente.
O advogado nega que os dois tenham praticado sexo. Segundo Thompson, a relação dos dois era de amizade. Fábio teria ido ao motel com Verônica, pois "se sentiria mais à vontade para beber". Ele afirma ainda que, antes de ir ao motel, o empresário teria ingerido meio copo de um produto de limpeza. "Ele tomou por conta dele, porque quis. Parece que a mãe (de Verônica) esvaziou uma garrafa de vodka e, na falta da bebida, ele tomou o desinfetante", afirmou Thompson.
O empresário
A família de Fábio se diz magoada com a versão apresentada pela defesa de Verônica. "Além de difamarem meu tio, insinuando que ele usava drogas, agora querem dizer que ele era louco", afirma o sobrinho de Fábio. Eduardo Hugo Barroso Costa, 23 anos, se diz próximo ao empresário. "Ele me falava tudo. A gente sempre andava junto. Meu tio saía com ela porque era interessante para ele andar ao lado de uma mulher bonita. Para ela, era interessante sair com ele porque ele tinha dinheiro", afirma o jovem.Fábio, que era proprietário de um lava-jato, era o mais novo de cinco irmãos. Deixou dois filhos, um menino de 4 anos e uma menina de 7 anos. O sobrinho descreve o tio como brincalhão. "Ele era uma criança, vivia brincando com todo mundo. Gostava de bater papo, de contar piadas. Nos dávamos muito bem", afirma.Rosemary Barroso, uma das irmãs de Fábio, conta que desaprovava o relacionamento com a jovem. "Uma vez, ela foi até a minha casa com ele. Não deixei entrar. O Fábio estava separado, mas ainda não era divorciado", conta. Segundo Rosemary, seu irmão não estava mais interessado em manter o relacionamento com Verônica. "Ele viu que tinha feito besteira. Estava sentindo falta da família", afirma. Para Rosemary, a rejeição teria motivado Verônica a cometer o crime: "Ela já havia conseguido provocar a separação dele. Mas quando viu que ele não ia ficar com ela, ela fez o que fez".
A família conta que a ex-mulher de Fábio está afastada para preservar os filhos. "As crianças sentem falta. Estão com saudades. Não sabem muito bem o que aconteceu ainda", conta. Segundo ela, a família inteira está chocada. "Eu nem tive tempo de sofrer. Estou ajudando minha mãe. Está sendo muito difícil para ela", afirma Rosemary. Eduardo espera que a memória do tio seja preservada. "Um dia os filhos dele vão crescer e podem ver tudo isso que o advogado dela está falando do pai deles e isso não é verdade", afirma o sobrinho. De acordo com a família, o empresário não usava drogas, mas gostava de beber.Para Eduardo, o tio aceitou sair com Verônica na sexta-feira porque havia consumido álcool. "Ele já tinha bebido bastante. Ela ligou para ele. Uma mulher bonita daquelas", afirma.Rosemary acredita na condenação de Verônica: "Não acho que justiça possa ser feita. Não há o que pague o crime que essa menina cometeu. Mas que fique presa. Isso é pelo menos um alívio".
A investigação
Para a delegada Juliana Rattes, algumas coisas precisam ser esclarecidas. O laudo de local, que ficou pronto na quarta-feira, indica novas possibilidades, que a delegada prefere não divulgar. Segundo ela, isso atrapalharia a investigação. Juliana ainda aguarda o laudo cadavérico para confirmar a inexistência de estrangulamento, visto que não havia sinais externos no corpo do empresário que indicassem a agressão. Neste caso, há duas hipóteses: Fábio pode ter sido morto por envenenamento ou ter tido uma overdose. "Isso não descarta o envolvimento de Verônica. Se foi uma overdose, por que ela não chamou socorro, por que tentou levar o corpo?", indaga.A delegada duvida também da capacidade da jovem de transportar sozinha o corpo do empresário. Para ela, o envolvimento de uma terceira pessoa é uma possibilidade. Juliana afirma também que o depoimento da mãe e da irmã de Verônica entram em contradição com os depoimentos da suspeita. "Há alguns momentos em que elas se contradizem. Ainda precisamos analisar melhor", afirma. Um dos laudos mais importantes da perícia é o exame toxicológico do corpo de Fábio, que ainda não tem previsão para ficar pronto. Ele vai poder dizer o que a vítima ingeriu antes de morrer. A delegada acredita que concluirá o inquérito em 30 dias, contando a partir do início das investigações. Nesta quinta-feira, a prisão temporário da jovem foi renovada para 25 dias. Verônica aguarda no presídio de Bangu 7.

Prorrogada prisão de jovem que confessou ter matado empresário

Prisão temporária foi prorrogada por mais 25 dias, segundo a polícia. Jovem de 18 anos segue presa em Bangu 7, na Zona Oeste da cidade.


Thamine Leta Do G1 RJ
 
 

Foi prorrogada por mais 25 dias a prisão temporária da jovem que confessou ter matado um empresário num motel em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A informação foi confirmada na manhã desta quinta-feira (19) pela assessoria da Polícia Civil. A jovem segue presa em Bangu 7.
Laudo pericial
O laudo pericial do motel, onde o empresário de 33 anos foi encontrado morto, não revela sinais visíveis de estrangulamento. O laudo contraria a versão da jovem de 18 anos em depoimento à polícia, que confessou ter enforcado o empresário com um cinto.
A jovem alegou que agiu em legítima defesa, após uma tentativa de estupro. Para a delegada Juliana Rattes, da 77ª DP (Icaraí), responsável pelo caso, o laudo aponta para novas linhas de investigação. No entanto, a polícia aguarda a conclusão do laudo cadavérico para identificar a causa da morte. De acordo com a Polícia Civil, ainda não foi descartada a hipótese de envenenamento.O advogado da jovem afirmou que o empresário teria tomado desinfetante horas antes de sair com sua cliente. Os policiais recolheram, nesta quarta, na casa da acusada, um vidro de um produto de limpeza. O material foi levado para o IML para que seja feito um exame que indique se realmente houve uso da substância.A delegada também pediu um exame toxicológico da vítima, já que a jovem disse que o empresário seria usuário de drogas. Em depoimento, amigos e parentes do empresário negaram as acusações da estudante.A Polícia Civil informou também que alguns dos exames pedidos poderão ficar prontos até o final da semana. Outras pessoas que conviviam com a estudante e o empresário serão chamadas para prestar depoimentos.
Mãe foi ouvida
Nesta quarta, a mãe da acusada foi ouvida na 77ª DP (Icaraí). Ela chegou à delegacia com uma máscara hospitalar verde, cobrindo parte do rosto. A polícia não informou o teor do depoimento dela.
"A intenção é preservar a imagem dela. Ela veio prestar depoimento sobre alguns fatos, entre eles sobre a vítima ter tomado desinfetante quando estava na casa dela", disse o advogado de defesa da jovem, Rodolfo Tompson, na manhã de quarta.

Imagens mostram jovem no carro do empresário
Na terça-feira (17), a polícia divulgou as imagens do circuito interno de segurança do motel. O vídeo mostra o carro da vítima entrando no motel, às 2h14 de sábado (14). Segundo a polícia, é um homem quem dirige.A saída do veículo é registrada quase as 6h30 de domingo (15). De acordo com a delegada Juliana Rattes, dessa vez, quem conduz o carro é a jovem.Um funcionário do motel disse à polícia que o empresário dirigia o carro na chegada ao local, mas os investigadores ainda não descartaram a participação de uma terceira pessoa no crime. Em seus depoimentos, a jovem afirmou que mantinha um relacionamento com o empresário desde janeiro do ano passado, porém sem relações sexuais.No entanto, parentes e amigos da vítima contaram à polícia que a jovem disse uma vez que estava grávida e o que o filho seria dele: “Só que o fato foi que posteriormente ela não apareceu grávida, então não se sabe, não há comprovação dessa gravidez. Ela nega que tenha feito aborto em qualquer momento da vida dela”, disse a delegada Juliana Rattes.A polícia vai fazer no próximo sábado (21) a reconstituição do crime.“Vai chegar um laudo cadavérico e realmente a gente vai avaliar qual foi a causa da morte. Ela (a jovem) pode ter praticado o homicídio de outra forma ou pode ter sido uma outra causa da morte, o que não impede que ela não responda pelos atos já praticados, quais sejam, a tentativa de homicídio que, então, ela já praticou”, explicou a delegada.
Polícia investiga terceiro envolvido no crime
Uma das hipóteses investigadas é que uma terceira pessoa tenha participado do crime. Durante o segundo depoimento na segunda-feira (16), a jovem revelou que estava namorando um homem do Rio de Janeiro há três meses. A polícia busca mais informações sobre ele.Para tentar esclarecer alguns pontos, os amigos do empresário foram chamados a depor. Um deles contou como foram os últimos momentos com a vítima. “Ele não tinha tempo de completar o assunto porque ela ligava toda hora para ele, constantemente, perturbando ele e ele não estava satisfeito, não estava à vontade. Isso preocupava a gente, na sexta-feira”, relatou.O depoimento da jovem durou sete horas. Segundo a polícia, ao falar novamente sobre o assassinato do empresário, ela caiu em várias contradições. “Quando ele empurra ela num primeiro momento, ele teria empurrado ela sobre a mesa. No segundo depoimento, ela narra que foi contra a porta de saída do quarto. São pequenos detalhes que mostram que ela não está muito certa do que ela está falando”, disse a delegada.Segundo informações da investigação, a jovem, após enforcar o empresário, teria tentado arrastar o corpo dele até a garagem do motel, mas não conseguiu.“Não descartamos essa possibilidade (de uma terceira pessoa) já que pelo laudo ele pesava 90 kg, e pela estatura dela, seria muito difícil conseguir arrastá-lo até a garagem”, explicou.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Crime no motel: Loura Fatal tinha namorada

Verônica Verone também tinha uma namorada Foto: Pablo Jacob
Os presentes, as viagens, as idas a lugares caros, nenhum dos mimos dados por Fábio Gabriel Rodrigues a Verônica Verone de Paiva, durante os 16 meses de relacionamento dos dois, garantiu ao empresário de 33 anos exclusividade na vida sentimental da estudante de 18. Em depoimento à delegada adjunta 77ª DP (Icaraí) Juliana Rattes, a loura afirmou estar namorando outros dois rapazes e tendo um caso com uma mulher.


A declaração é a ponta de um nó que a polícia tenta desatar: se houve ou não uma terceira pessoa envolvida no homicídio do empresário, enforcado por Verônica num motel em Itaipu, na Região Oceânica de Niterói, na madrugada do último sábado.Ontem, imagens do circuito interno do estabelecimento foram divulgadas e mostram um homem dirigindo a picape de Fábio, mas não é possível identificar se é realmente ele ao volante. Um funcionário do motel contou à polícia que entregou as chaves da suíte ao empresário.Os vários relacionamentos admitidos por Verônica à polícia não chegam a causar espanto em amigos e colegas da loura. Em Itaipuaçu, onde a estudante mora com a família, são assuntos recorrentes a beleza da estudante e a sua fama de namoradeira.
— Ela chamava a atenção por onde passava. Loura, de olhos claros, ninguém resistia! — conta um colega de turma.
Segundo amigos, a estudante teve pelo menos quatro namorados na adolescência e teria chegado a trair alguns deles. Na vizinhança, comenta-se também que o caso com Fábio era do conhecimento de todos, inclusive dos parentes da jovem. Ele a buscava na Escola Municipal João Monteiro, onde Verônica cursa o 9 ano, e a levava para casa. O casal também iria a restaurantes e motéis frequentemente.
— Como os pais permitiram que ela, com 18 anos, saísse com um cara casado? — questiona a publicitária Patrícia Câmara, mãe de uma aluno do Colégio Evolução, onde Verônica estudou.
Na Rua 16, onde mora Verônica, poucos vizinhos conhecem a intimidade da família da jovem. A casa de três andares, antes ocupada por Verônica, a mãe e a irmã, agora está vazia. Uma luz acesa desde domingo denuncia o abandono. A mãe foi vista pela última vez anteontem, quando entrou e saiu da casa rapidamente. Um vizinho antigo conta que não se surpreendeu com o crime:
— Eles são totalmente desestruturados. O pai morreu há um ano e meio. A mãe não fala com ninguém. Era uma tragédia anunciada.Horas antes de Fábio Gabriel ser enforcado no motel por Verônica, a estudante teria matado aula com amigos no Recanto, em Itaipuaçu, distrito de Maricá. De acordo com amigos, ela ficou das 18h30m até pouco antes das 22h num ponto final de ônibus com mais de dez colegas da Escola Municipal João Monteiro e de outros colégios da região.

A barraca onde Verônica se encontrou com amigos
A barraca onde Verônica se encontrou com amigos Foto: Pablo Jacob / Extra

Próximo à praia, o local é conhecido como o principal “point” de adolescentes que escapam da aula em horário escolar. Lá, eles conversam e brincam. Alguns aproveitariam a falta de vigilância para fumar cigarros de maconha.O estudante Thiago Gomes, de 17 anos, que estava com Verônica na última sexta-feira, conta que não era a primeira vez que a jovem trocava a escola pelo local.
— Ela tinha o costume de fazer isso direto. Ficou a noite inteira com a gente, tranquila, de bobeira. Ninguém imaginaria que ia sair de lá e ia fazer uma coisa dessas — conta, referindo-se ao homicídio do empresário, confessado por Verônica.As faltas constantes às aulas fizeram com que Verônica Verone repetisse algumas séries. Ela estudou no colégio particular Evolução de 2006 a 2009, onde cursou o 7, 8 e, por duas vezes, o 9ºano do ensino fundamental — série que ainda cursa, desde 2010, na João Monteiro.A professora de Português Cristina Neto, que deu aulas para a estudante em todas essas séries, recorda-se das dificuldades e da falta de interesse de Verônica pelos estudos.
— Ela não gostava de estudar. Apesar de uma letra linda e ser supercaprichosa, ela faltava muito às aulas. Era uma aluna de regular a fraca — avalia ela.
A direção, funcionários e outros alunos do colégio estão chocados com o crime. A estudante Hana de Oliveira, de 15 anos, diz ainda não acreditar no que aconteceu:
— Quando soube, chorei muito. Foi um choque.

Polícia do RJ ouve mãe de jovem que confessou ter matado empresário

Mãe da acusada chegou à delegacia de Niterói usando máscara hospitalar. Segundo a polícia, laudo com causas da morte ainda não ficou pronto.

Thamine LetaDo G1 RJ
 
 
A mãe da jovem de 18 anos, que confessou ter matado um empresário em um motel em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, é ouvida por policiais da 77ª DP (Ícarai), nesta quarta-feira (18). A jovem foi transferida para Bangu 7 na terça-feira (17).A mãe da acusada chegou à delegacia com uma máscara hospitalar verde, cobrindo parte do rosto.
"A intenção é preservar a imagem dela. Ela veio prestar depoimento sobre alguns fatos, entre eles sobre a vítima ter tomado desinfetante quando estava na casa dela", disse o advogado de defesa da jovem, Rodolfo Tompson. Segundo ele, o empresário teria tomado desinfetante horas antes de sair com a jovem e seguir para o motel onde aconteceu o crime.Segundo a polícia, o laudo cadavérico que apontará as causas da morte do empresário ainda não ficou pronto. O empresário, de 33 anos, foi encontrado enforcada dentro do quarto. Em depoimento à polícia, a jovem confessou o crime, mas alegou que agiu em legítima defesa após uma tentativa de estupro. O corpo do empresário foi enterrado no domingo (15) no Cemitério Parque da Paz, em São Gonçalo.
Imagens mostram jovem no carro do empresário
Na terça-feira (17), a polícia divulgou as imagens do circuito interno de segurança do motel. O vídeo mostra o carro da vítima entrando no motel, às 2h14 de sábado (14). Segundo a polícia, é um homem quem dirige.
A saída do veículo é registrada quase as 6h30 de domingo (15). De acordo com a delegada Juliana Rattes, responsável pelo caso, dessa vez, quem conduz o carro é a jovem que confessou ter enforcado o empresário com um cinto.
Um funcionário do motel disse à polícia que o empresário dirigia o carro na chegada ao local, mas os investigadores ainda não descartaram a participação de uma terceira pessoa no crime. Em seus depoimentos, a jovem afirmou que mantinha um relacionamento com o empresário desde janeiro do ano passado, porém sem relações sexuais.
No entanto, parentes e amigos da vítima contaram à polícia que a jovem disse uma vez que estava grávida e o que o filho seria dele: “Só que o fato foi que posteriormente ela não apareceu grávida, então não se sabe, não há comprovação dessa gravidez. Ela nega que tenha feito aborto em qualquer momento da vida dela”, disse a delegada Juliana Rattes.A polícia vai fazer no próximo sábado (21) a reconstituição do crime.“Vai chegar um laudo cadavérico e realmente a gente vai avaliar qual foi a causa da morte. Ela (a jovem) pode ter praticado o homicídio de outra forma ou pode ter sido uma outra causa da morte, o que não impede que ela não responda pelos atos já praticados, quais sejam, a tentativa de homicídio que, então, ela já praticou”, explicou a delegada.
Polícia investiga terceiro envolvido no crime
Uma das hipóteses investigadas é que uma terceira pessoa tenha participado do crime. Durante o segundo depoimento na segunda-feira (16), a jovem revelou que estava namorando um homem do Rio de Janeiro há três meses. A polícia busca mais informações sobre ele.Para tentar esclarecer alguns pontos, os amigos do empresário foram chamados a depor. Um deles contou como foram os últimos momentos com a vítima. “Ele não tinha tempo de completar o assunto porque ela ligava toda hora para ele, constantemente, perturbando ele e ele não estava satisfeito, não estava à vontade. Isso preocupava a gente, na sexta-feira”, relatou. O depoimento da jovem durou sete horas. Segundo a policia, ao falar novamente sobre o assassinato do ex-amante, ela caiu em várias contradições. “Quando ele empurra ela num primeiro momento, ele teria empurrado ela sobre a mesa. No segundo depoimento, ela narra que foi contra a porta de saída do quarto. São pequenos detalhes que mostram que ela não está muito certa do que ela está falando”, disse a delegada.Segundo informações da investigação, a jovem, após enforcar o empresário, teria tentado arrastar o corpo dele até a garagem do motel, mas não conseguiu.“Não descartamos essa possibilidade (de uma terceira pessoa) já que pelo laudo ele pesava 90 kg, e pela estatura dela, seria muito difícil conseguir arrastá-lo até a garagem”, explicou.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Jovem acusada de matar o amante em motel é transferida para Bangu 7, no Rio

Hanrrikson de Andrade /Especial para o UOL NotíciasNo Rio de Janeiro

  • Verônica Verone confessou ter matado o empresário Fábio Gabriel Rodrigues em um motel de NiteróiVerônica Verone confessou ter matado o empresário Fábio Gabriel Rodrigues em um motel de Niterói
A estudante Verônica Verone de Paiva, de 18 anos, que confessou ter assassinado o amante no último fim de semana em um motel de Itaipu, em Niterói, foi transferida na tarde desta terça-feira (17) para o presídio Bangu 7, no complexo penitenciário de Gericinó, zona oeste do Rio de Janeiro. Ela estava detida na 77ª DP (Icaraí).A jovem deixou a delegacia na companhia de seu advogado, Rodolfo Thompson, que já adiantou que não entrará com pedido de habeas corpus - ele não discorda dos métodos com os quais a Polícia Civil está conduzindo as investigações. A delegada Juliana Rattes ainda aguarda o laudo do Instituto Médico Legal para identificar a causa da morte.A Justiça expediu pedido de prisão preventiva contra a acusada, que argumenta ter matado o empresário Fábio Gabriel Rodrigues, 33, em legítima defesa. Segundo ela, o amante estava sob efeito de drogas e teria tentado estuprá-la no quarto de um motel da estrada Francisco da Cruz Nunes, em Niterói, o que gerou uma reação instintiva. O corpo da vítima foi encontrado por funcionários do motel no último sábado (14).Thompson afirmou que a acusada sofre de problemas psiquiátricos e usa remédios controlados, informação esta ainda não confirmada pela Polícia Civil. Os investigadores acreditam que a jovem teria enforcado o empresário em razão de um acesso de raiva. Há ainda uma outra hipótese sobre morte por envenenamento. Por enquanto, os resultados periciais indicam apenas que Rodrigues sofreu lesões no pescoço e na cabeça, sendo esta última provocada por um empurrão.A Polícia Civil também está checando se uma terceira pessoa participara da cena do crime, já que a acusada disse ter arrastado o namorado morto até a garagem. Como o empresário pesava cerca de 90 quilos, existe a suspeita de que a adolescente tenha contado com ajuda de alguém para carregar o corpo da vitima. Ainda não há conclusões periciais sobre tal hipótese.Para ajudar a elucidar o caso, a polícia está analisando as imagens do circuito interno do motel. De acordo com a delegada Juliana Rattes, as gravações mostram Verônica e um homem entrando pela garagem em uma picape branca. No entanto, ainda não é possível identificar se este homem era o empresário ou um hipotético cúmplice.O corpo de Fábio Gabriel Rodrigues foi enterrado no último domingo (15) no Cemitério Parque da Paz, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio.
Incertezas
Um amigo e a ex-esposa de Rodrigues disseram em depoimento que a vítima chegou a comentar sobre uma suposta gravidez de Verônica. No entanto, não há testemunhas do fato, e a jovem negou em depoimento ter feito um aborto, de acordo com a delegada Juliana Rattes.Já relatos de parentes do empresário dão conta de que Verônica estava fazendo ameaças ao amante no período anterior à morte. Com ciúme de que ele pudesse se aproximar de outra mulher, ela teria dito que se ele não ficasse com ela "não ficaria com mais ninguém".Para fugir do motel após o crime, Verônica usou a picape branca do amante. Os investigadores encontraram no carro o resto de um cigarro de maconha e um pó branco ainda não identificado. Na versão da acusada, apenas Rodrigues usou drogas na noite do último sábado.Segundo a polícia, a adolescente foi indiciada por homicídio qualificado por motivo fútil e tentativa de ocultação de cadáver. Se condenada, ela pode pegar até 30 anos de prisão.

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