Por Zorianna Kit
LOS ANGELES (Reuters) - Zachary Quinto, que fez manchetes esta semana quando declarou ser gay, é conhecido pelo papel de Spock em "Star Trek" de 2009 e pelo do vilão Sylar no seriado de TV "Heroes".
O ator de 34 anos aproveitou a fama para lançar sua própria produtora, a Before the Door Pictures, cujo primeiro filme, "Margin Call - O Dia Antes do Fim", estreia na sexta-feira nos Estados Unidos.
O filme, em que Quinto também atua, tem elenco estelar que inclui Kevin Spacey, Jeremy Irons, Stanley Tucci e Demi Moore. A história acontece em um banco de investimentos ao longo de 24 horas no início da crise financeira de 2008.
Quinto falou à Reuters sobre o filme, sobre representar Spock na sequência de "Star Trek" e sobre interpretar personagens gays.
P: Você faz o papel de um jovem analista que descobre informações graves que provocam pânico na empresa. Como decidiu que papel representar?
R: Eu me senti atraído pelo papel. É claro que a relevância social do filme me atraiu, mas há também algo sobre a perspectiva. O filme gera diálogo, ele convida o público a ter sua própria opinião.
P: O que o levou a decidir que era hora de virar produtor, além de ator?
R: Isso teve relação direta com a alta de minha carreira, com "Heroes" e "Star Trek". Decidi fundar a produtora depois de ser escolhido para atuar no filme. Ainda faltavam oito meses para começarmos a rodar o filme e mais dois anos antes de ele chegar aos cinemas. Eu vi uma janela aberta e sabia que ela não ficaria aberta para sempre.
P: Falando em "Star Trek", a quantas anda a sequência? Você deve ter lido o roteiro, deve saber sobre o filme.
R: Não sei de nada. O roteiro está nas etapas finais, mas só sei o que me disseram porque até agora só estão revelando pontos específicos sobre a trama. Começo a me preparar em novembro, e vamos começar a filmar em meados de janeiro.
P: Você também vai voltar à TV em um episódio em duas partes do seriado "American Horror Story" da FX.
R: Sim, e depois disso acho que vou fazer mais dois episódios antes do final da temporada. Eu faço um fantasma gay. É basicamente algo como um cruzamento de meu personagem (gay) em "So NoTORIous" (seriado da VH!) e meu personagem em "Heroes".
P: Você acha que representar papéis de gays pode fazer com que você seja estereotipado como ator gay?
R: Acho que não. Já fiz personagens gays antes. Já fiz personagens heterossexuais. Isso não moldou minha relação com meu trabalho, e todos foram personagens interessantes.
P: Qual foi sua grande oportunidade profissional?
R: "Heroes" realmente mudou as coisas para mim. Esse trabalho chegou numa época de vacas magras. Ele realmente mudou minha jornada, criativa e profissionalmente.
P: E depois, seu primeiro longa foi "Star Trek!"
R: Isso foi uma experiência inesperada, que mudou as coisas para mim ainda mais do que eu imaginava. Estar em um seriado de TV, com trabalho regular por quatro anos e ganhando bem, foi o máximo que eu imaginava para mim. Ser lançado em aquele novo nível com o filme foi incrível. E venho trabalhando para aproveitar essa oportunidade ao máximo.
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