terça-feira, 6 de dezembro de 2011

14 facadas-Advogado de ex-jogador acusado de matar mulher alega legítima defesa


A defesa do ex-jogador de futebol Janken Ferraz Evangelista, acusado de matar a ex-mulher em 2009, quer que ele responda por "legítima defesa com excessos". Ana Claudia Melo da Silva, 18, foi assassinada com 14 facadas em sua casa, em São Paulo.

Reprodução
Janken Evangelista, acusado de matar a ex-mulher em SP
Janken Evangelista, acusado de matar a ex-mulher em SP

O julgamento do ex-jogador acontece nesta segunda-feira no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. De acordo com informações do telejornal "SPTV", da TV Globo, a defesa de Janken afirma que, no dia do crime, o ex-jogador tentava se defender de Ana Cláudia durante uma briga, não conseguiu se controlar e desferiu 14 golpes de faca contra ela. Segundo o advogado de Janken, ela era uma mulher violenta. Se for condenado por legítima defesa com excessos, o ex-jogador pode pegar uma pena de 12 anos de prisão. A acusação quer que ele responda por homicídio triplamente qualificado, sem chance de defesa da vítima e por motivo torpe, o que dá cerca de 30 anos de prisão, ainda segundo o "SPTV". As testemunhas de acusação ouvidas até agora afirmaram que Ana Cláudia reclamava de maus-tratos.
Até as 19h30 desta segunda-feira cinco testemunhas haviam sido ouvidas. No total, nove testemunhas de acusação e outras cinco de defesa deverão ser ouvidas durante o julgamento, que deve continuar amanhã.

CRIME
Ana Claudia foi assassinada a facadas em sua casa, no dia 22 de março de 2009, na zona sul de São Paulo. A jovem foi encontrada morta no chão do banheiro de empregada do apartamento, na avenida do Cursino, com diversos ferimentos de faca no pescoço. Após o crime, o ex-marido dela fugiu com o filho do casal --na ocasião com um ano e nove meses-- e foi preso três dias depois, na Bahia. Janken aguardava o julgamento no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Tremembé (147 km de SP).
JÚRI
O júri, que aconteceria em julho, foi suspenso após um dos jurados sorteados para a formação do conselho de sentença dizer que "não se sentia confortável para participar do julgamento".
Segundo o Tribunal de Justiça, o jurado pediu para falar com o juiz e afirmou que mora perto do local de onde a mulher foi assassinada. Também disse que está se divorciando e pleiteia a guarda compartilhada do filho e que está bastante abalado. "O jurado manifestou estar totalmente desconfortável para participar desta sessão, demonstrando até estar um pouco emocionado enquanto expunha suas razões. Por tal motivo, verificando a impossibilidade de dar sequência à presente sessão, declaro dissolvido o conselho de sentença", afirmou o magistrado em sua decisão.

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