"Pessoas como eu deveriam poder viver suas vidas sem medo de sofrer abusos", diz Sanika
A cirurgia aumentou em 9 cm sua altura, que chegou a 1,43 m. O procedimento exigiu que ossos da perna fossem quebrados e mantidos separados com o uso de pinos.Sanika ainda sente muitas dores e o período de recuperação até que ela possa voltar a andar chegará a dois anos. Mesmo assim, ela garante que isso é melhor do que a tortura diária do bullying.“Me lembro dos garotos me dando socos, chutando e me chamando de vários nomes. O que mais me machucava era quando em chamavam de ‘Mini Me’. Eu chegava a fingir que estava doente para não ter de enfrentar isso”, disse Sanika, em entrevista ao jornal “The Sun”.Ela acredita que a cirurgia valerá a pena, porque agora ela “será aceita e não será mais chamada por nomes indecentes”.O diagnóstico de distúrbio de crescimento veio quando a garota tinha sete anos. Ela conta que os médicos disseram que ela precisaria tomar hormônio do crescimento, mas a mãe dela não quis fazer o tratamento porque ele trazia muitos efeitos colaterais graves, como o risco de desenvolver diabetes.
Além das agressões sofridas no colégio, Sanika diz que invejava as garotas que vestiam roupas da moda e tinham uma fila de admiradores. “Eu nunca tive um namorado ou mesmo beijei um garoto”.
Ela faz questão de ressaltar que foi o bullying que a levou a optar por uma cirurgia tão extrema e espera que sua história evite que outros jovens sofram o mesmo tipo de preconceito. “Pessoas como eu deveriam poder viver suas vidas sem medo de sofrer abusos. Eles acabaram com a minha confiança e com a maior parte da minha infância”.

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