O aumento de 22,22% do piso nacional do magistério foi anunciado na última segunda-feira pelo Ministério da Educação (MEC) e, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), terá um impacto de R$ 1,6 bilhão nas contas das prefeituras. A estimativa, que leva em conta informações referentes a 2.039 cidades, foi feita a partir da diferença entre as médias salariais pagas hoje a professores das redes municipais e o piso de R$ 1.451 para 2012 fixado pelo MEC.
Para João Cardoso Palma, especialista em Educação e professor da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), a medida do governo é positiva, mas deve continuar por mais alguns anos para evitar a falta de professores na rede pública de ensino. "Se durante 10 anos ocorrer reajuste do salário sempre acima da inflação, a longo prazo você começa a reverter o atual quadro de desvalorização da carreira de professor", explica Palma. Este aumento seria uma maneira de combater o desinteresse pela carreira docente. "É um processo lento. Hoje, por exemplo, dado os baixos salários e as más condições de trabalho nas escolas, há falta de professores", afirma. A medida, contudo, não significa que o aumento salarial vai gerar melhorias proporcionais em sala de aula. "Não quer dizer que se você vai dobrar o salário hoje, a qualidade em sala de aula também vai dobrar", aponta.

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