quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Ney Matogrosso fala sobre homenagem no Grammy Latino: "Fiquei emocionado, mas o prêmio não vai mudar a minha vida"

Ney Matogrosso é um dos artistas em atividade mais cultuados do Brasil. São 71 anos de vida, mais de quatro décadas de carreira e 21 álbuns solo de estúdio. Do início revolucionário, quando foi membro do grupo Secos & Molhados, ao lançamento do DVD Atento aos Sinais - Ao Vivo, que chega às lojas em novembro, Ney sempre foi um artista inigualável. Por isso, ele receberá na noite desta quarta-feira, 18, durante uma cerimônia na 15° Edição do Grammy Latino, o prêmio especial pelo conjunto da obra. "Logo vi que ali dentro a homossexualidade não era um tabu", diz Ney Matogrosso sobre período na Aeronáutica. "Na falar a verdade, eu fiquei surpreso ao saber que receberia essa estatueta", conta Ney Matogrosso em entrevista à revista Rolling Stone Brasil. "Eu não fazia ideia de que eles estavam de olho no meu trabalho por lá. Talvez eu tenha pensado isso pelo fato de o Brasil parecer um país à margem da América Latina e eu não achei que a organização do Grammy estivesse de olho nas coisas que estou fazendo por aqui." Apesar de estar extremamente contente com o prêmio, Ney acredita que a honraria não repercutirá no Brasil. "Eu fiquei muito feliz. Mas eu acho que no Brasil um prêmio como esse não muda nada na vida do artista.

Nos Estados Unidos ou na Europa, se uma pessoa ganha um Grammy, a carreira dela melhora em alguns sentidos. Mas por aqui não". "Há algum tempo eu tenho observado isso", explica o músico, antes de completar: "O prêmio não mudou a vida da maioria dos artistas nacionais que o ganhou e também não vai mudar a minha. Mas, mesmo assim, eu estou feliz". Ney Matogrosso, um homem sexual. Ney Matogrosso acredita que o lançamento do disco Atento aos Sinais (2013) o colocou novamente sob os holofotes. "Eu acho que esse disco me trouxe um grande reconhecimento. Eu não sou um artistas que ganha muitos prêmios, mas recebi muitas indicações por esse trabalho. Ela foi lançado no ano em que completei 40 anos de carreira e esse reconhecimento todo encerra um ciclo de forma gloriosa. Sou um artista muito feliz e realizado." Sobre o CD e DVD Atento aos Sinais - Ao Vivo. Dirigido por Felipe Nepomuceno, o trabalho registra o show que estreou em fevereiro de 2013 e rodou o país. O registro em vídeo é uma reprodução fiel do que os milhares de fãs que foram às apresentações da turnê tiveram oportunidade de vivenciar. No palco, Ney Matogrosso é um artista completo: com uma voz incomparável, uma dança freneticamente sensual e, sobretudo, o amor pela profissão. "Eu tenho muito tesão pelo o que eu faço. Sou casado com o meu trabalho e acho que quando estou lá em cima, de frente para o público, isso fica muito claro. Eu só tive noção de como eu sou no palco ao ver essas imagens. Quando eu assisti o DVD pela primeira vez em eu fiquei um pouco assustado e pensei 'nossa, quanta sexualidade'. Mas depois eu refleti e conclui 'eu sou assim mesmo, não tenho motivos para esconder esse meu lado'." Após turnê, Ney Matogrosso lança disco e aposta em repertório de novos compositores. Atento aos Sinais também mostra um Ney que está de olho nas novas gerações. O registro conta com compositores como Rafael Rocha (“Samba do Blackberry”, em parceria com Alberto Continentino), Dani Black (“Oração”) e Criolo (“Freguês da meia-noite”). O rapper paulista, contudo, parecer ser o preferido do cantor. "Eu gosto muito do Criolo. Ele é um grande artista e um grande compositor. Acho que temos muitas semelhanças e talvez isso tenha nos aproximado", explica. "Eu comprei o primeiro disco dele, o Nó na Orelha, e fiquei encantado. Eu o ouvi diversas vezes e, então, decidi gravar uma versão de “Freguês da meia-noite”. Durante os shows, essa é uma das músicas mais aplaudidas. A reação da público ao conteúdo é sempre impressionante", finaliza.
 

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