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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Saiba mais antes de comprar-'TV de LED' não passa de uma TV de LCD mais sofisticada

SAULO FERREIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A tecnologia LED nos aparelhos de TV no Brasil se popularizou ao longo de 2011: 38% das unidades vendidas no país de janeiro a agosto usam LED. Segundo levantamento da consultoria GfK, há mais modelos dessas TVs (55 em 2011 contra 18 em 2010) no mercado, e seus preços caíram, em média, 47%.
Mas, afinal, qual a diferença entre uma TV que usa LED para uma TV de LCD, de tela de cristal líquido? Nenhuma: a TV com LED é uma TV de LCD. Não entendeu? Simples, o LED não é um tipo de televisão, mas um tipo de iluminação traseira usado pelos monitores de LCD.
Nenhuma tela de cristal líquido produz luz própria. Para exibir imagens, o televisor LCD precisa de uma fonte de luz auxiliar: o backlight. Nas LCDs tradicionais, esse painel de luz de fundo é formado por lâmpadas fluorescentes, comuns em muitas casas. Nas TVs com LED, saem as lâmpadas fluorescentes e entra um conjunto de LEDs, aquelas "minilâmpadas", diodos emissores de luz. A popularização das TVs com LED tem motivo: seus modelos podem ser maiores e mais finos, oferecem brilho mais intenso e consomem menos energia. "Os LCD com LED têm mais contraste de imagens e cores mais próximas do real", diz Daniel Augusto Almeida, gerente de produtos da LG do Brasil.

Editoria de Arte/Folhapress

BORDA X COMPLETO
E toda TV com LED é igual? Não. Há dois tipos em uso no país: o LED de borda (edge-lit) e o LED completo (local dimming). O mais usado é o de borda, que, como o próprio nome diz, funciona como um conjunto de LEDs organizados ao longo da borda da tela LCD. A luz desses LEDs é direcionada ao centro da tela por um painel difusor. O LED completo espalha LEDs atrás de toda a tela de LCD, e as minilâmpadas são controladas individualmente pelo aparelho. "Se em um ponto da imagem exigir mais brilho, os LEDs iluminam só aquele local, sem alterar as demais áreas", explica Rafael Cintra, gerente de TVs da Samsung. Na comparação, uma TV com LED de borda é mais barata, fina e leve que uma com LED completo, que ganha em brilho, cor e contraste.

Editoria de Arte/Folhapress

*
LED DE BORDA
Indicado para
ambientes claros; tem bom desempenho em reprodução de filmes e jogos
Consumo de energia
120 watts (média de um modelo de 42")
Espessura
entre 3 e 6 cm
Preço
a partir de R$ 1.400 (32")
LED COMPLETO
Indicado para
aqueles que buscam taxas de contraste, brilho e cores muito mais precisas e dinâmicas
Consumo de energia
150 watts (média de um modelo de 46")
Espessura
entre 8 e 12 cm
Preço
a partir de R$ 6.000 (46")

domingo, 19 de junho de 2011

DICAS-Como escolher (bem) um TV de led

por Orlando Barrozo/Revista HT

Mesmo que você não faça questão de um TV ultrafino (há quem diga que isso é bobagem), o fato é que a tecnologia de leds (diodos emissores de luz, na sigla em inglês) é uma revolução. Esses TVs estão cada vez mais presentes nas lojas e, portanto, tendem a ocupar mais e mais casas pelo mundo afora. Oferecem uma série de vantagens sobre seus antecessores, os LCDs que utilizam lâmpadas. E estão sendo aprimorados a cada nova linha que sai das fábricas.Existem dois tipos de TVs LCD - os convencionais usam backlight de lâmpadas fluorescentes (CCFL), semelhantes às que a maioria das pessoas tem em casa; os chamados "TVs de LED" são também LCDs, só que seu backlight utiliza leds. São pequenos dispositivos elétricos que emitem luz muito mais intensa e duram bem mais que as lâmpadas.Além de seu custo ser mais baixo (um único led fornece luz equivalente à de várias lâmpadas), esses televisores duram mais e são menos agressivos à natureza. Com isso, os preços estão caindo no mundo inteiro - inclusive no Brasil. Os primeiros TVs desse tipo saíram em maio de 2009 custando em torno de R$ 7.000 (modelos de 40"); hoje, um aparelho equivalente pode ser adquirido até um terço desse valor.
E a performance dos modelos lançados nos últimos meses está entre as melhores do mundo! Não é exagero: devido à situação da economia mundial, os produtos estão chegando ao Brasil quase que simultaneamente ao lançamento nos EUA e na Europa. Ou seja, os TVs que você encontra hoje nas principais lojas brasileiras são - com raras exceções - os mesmos que um americano ou alemão irá encontrar por lá.
FIQUE DE OLHO
Taxa de contraste – Os TVs com taxa mais alta são os que reproduzem melhor as cenas escuras dos filmes, permitindo enxergar até pequenos detalhes (observe, por exemplo, os cabelos dos atores). Os leds propiciaram grande avanço nesse item, que sempre foi o ponto fraco dos LCDs. Os modelos atuais têm ótimos níveis de branco e preto, além de reproduzir todas as gradações de cinza. Esqueça as taxas de contraste mencionadas pelos fabricantes, pois não há uma padronização. Mais importante é você mesmo observar o TV de perto. Pegue um filme como Batman - O Cavaleiro das Trevas, que é muito escuro, e veja se consegue identificar bem os detalhes. Essa é uma boa prova.Cores – Imagens naturais, nem lavadas nem excessivamente brilhantes: é isso que se espera de um bom TV. Os LED-LCDs top de linha conseguem a medida certa. Cores fortes - vermelho, amarelo, azul - parecem reais e não cansam os olhos. Além disso, seus processadores conseguem captar uma gama bem maior de tonalidades, o que é fundamental na transição das cenas.
Taxa de renovação (refresh rate) – Medida em hertz, é o número que indica quantas vezes o TV é capaz de ler cada quadro da imagem. Essa leitura é feita em altíssima velocidade e, portanto, depende de circuitos internos extremamente precisos. A maioria dos TVs LCD convencionais trabalha com taxa de 60Hz (leitura de 60 vezes por segundo). Mas os LED-LCDs são bem mais avançados: a freqüência pode ser de 120, 240 ou até 480Hz. E acredite: faz enorme diferença, principalmente na comparação entre um TV de 120Hz e outro de 240Hz.
Tempo de resposta (response time) - Uma das deficiências dos TVs LCD convencionais está na reprodução de imagens rápidas, como esportes, corridas, objetos em movimento ou cenas de perseguição dos filmes. Em muitos casos, pode-se ver rastros ou borrões que acompanham esses movimentos (tecnicamente, essa falha é conhecida como blur). Para corrigir o problema, os fabricantes vêm desenvolvendo processadores que conseguem responder mais rapidamente às mudanças nas cenas. Os melhores TVs atingem tempo de resposta de até 1 milisegundo, mas modelos na faixa de 3 a 5ms já apresentam um desempenho excelente nesse item.
Espessura - Os LCDs com backlight de led têm como grande apelo visual a espessura do gabinete: menos de 3cm, contra até 12cm dos demais modelos. Todos vêm com suporte de mesa, em fino acabamento, mas você pode, se quiser, pendurá-los na parede usando o próprio suporte que alguns fabricantes fornecem junto com o TV; ou adquirindo à parte suportes vendidos por empresas especializadas. Um detalhe que nem todo mundo observa é que as telas ultrafinas são muito mais delicadas. Todo manuseio deve ser feito com o máximo cuidado, incluindo a limpeza de pó e/ou gordura que podem se acumular com o tempo.
Brilho - Para tornar seus TVs ainda mais atraentes, alguns fabricantes utilizam vidros brilhantes na fabricação. Isso tem uma vantagem e uma desvantagem. O brilho do display é útil quando se assiste televisão durante o dia, ou quando as luzes ficam acesas. Mas pode ser um incômodo dependendo da posição do TV na sala. Se você optar por um desses modelos, verifique antes que não haverá luz (natural ou artificial) incidindo diretamente sobre a tela, pois os reflexos serão inevitáveis.
Conexões - Os novos TVs LED-LCD estão saindo com uma variedade de conectores que não se encontravam até alguns anos atrás. Isso permite ligar ao mesmo tempo diversas fontes de sinal: player Blu-ray, receptor de TV paga, conversor de TV digital aberta, videogame, computador etc. Mesmo que você não tenha todos esses aparelhos, convém escolher um TV que ofereça essa comodidade para o futuro. O conector mais importante é o HDMI, disponível nas versões 1.3 e 1.4 - esta última é a mais avançada, geralmente encontrada nos TVs 3D. É interessante também que seu TV possua pelo menos uma entrada USB, onde podem ser ligados aparelhos como câmeras, notebooks, pen-drives e HDs externos.
Gravador - Nos últimos meses, os fabricantes começaram a incluir nos TVs top de linha o recurso de gravação, que permite ao usuário fazer seus próprios horários para ver programas de televisão. O TV pode ser programado para gravar com a mesma qualidade da transmissão, inclusive em alta definição. Só que para isso é necessário conectar um dispositivo de armazenamento, geralmente um pen-drive ou um HD externo que tenha memória suficiente para caber tudo que for gravado. Detalhe: para proteger o conteúdo das emissoras contra cópias indevidas, o material é codificado: você só vai poder assisti-lo no mesmo TV em que foi gravado.
Consumo - Esta é uma das principais vantagens da tecnologia de leds: como esses dispositivos luminosos são mais eficientes dos que as lâmpadas comuns, consegue-se maior luminosidade com menos energia. Os novos TVs estão vindo com recursos que ajudam a reduzir mais ainda o consumo. Exemplo: sensores analisam a luz ambiente e regulam o brilho da tela de acordo. Quando a sala está escura, esse brilho diminui automaticamente, e a energia dispendida é menor. Com certeza, essa diferença irá aparecer nas próximas contas de luz.
É quanto consome, em média, um TV LED-LCD de 40".
Esse valor é 55% mais alto num TV LCD comum do mesmo tamanho;
e 111% mais alto num plasma de 42".
OS DOIS TIPOS DE PAINEL LED
Edge-lit - Os leds são montados nas bordas do backlight, e a luz é espalhada sobre os pixels de forma indireta.
Local Dimming - Os leds são montados em blocos distribuídos pela superfície do painel, iluminando diretamente os pixels. Também chamado "Full-LED", ou "Direct LED", é considerado mais eficaz. Os blocos de luz atuam diretamente sobre blocos de pixels, controlados por sensores de alta precisão. Quanto maior o número de blocos (ou segmentos de luz), mais eficiente a iluminação dos pixels. Os TVs atuais desse tipo trabalham com 128 blocos, mas já existem modelos com até 400 segmentos.

domingo, 5 de junho de 2011

Saiba calibrar sua nova tv HD

Saiba quais itens devem ser ajustados e quais parâmetros levar em consideração na hora de arrumar a imagem da sua televisão.


Não importa o tipo de tela do seu televisor. Muito provavelmente quando você foi até a loja para comprá-lo um dos itens que você deve ter levado em consideração na hora da comprar foi a qualidade de imagem exibida pelo produto.Porém, ao chegar em casa, você se vê diante de configurações-padrão, longe das exibidas na loja. Os manuais de instrução, embora tragam muitas informações sobre como proceder para alterar cada um dos itens, raramente explicam o que cada um significa.Sem saber qual caminho seguir, muitos usuários optam por manter as configurações propostas pelo fabricante, sem levar em conta as condições de luminosidade do seu ambiente nem tampouco o tipo de imagem que está sendo exibido na tela.
Para você que não se contenta com pouco e quer extrair o máximo de qualidade do seu televisor, preparamos um guia explicativo com o significado dos principais itens que podem ser configurados, bem como quais as principais diferenças entre eles para que você tenha a melhor imagem possível com qualquer aparelho.
Prepare um ambiente especial para sua televisão.
Calibragem: o que é?
Não se assuste com o termo. Por mais estranho que pareça, calibrar o seu aparelho de TV nada mais é do que fazer uma série de ajustes de forma a exibir a melhor imagem possível, independente da fonte de origem dela.Dessa forma, vale a pena proceder à calibragem tanto para quem assiste a imagens em alta definição, como as oriundas de um Blu-ray, quanto para quem assiste à programação da TV aberta, uma fonte cuja resolução é menor.A calibragem do aparelho deve levar em consideração não apenas opções e funções disponíveis no televisor. É preciso analisar a luminosidade do ambiente em que o aparelho está localizado bem como as fontes de luz e reflexo que incidem sobre ele, como janelas abertas ou luminárias.
Calibrar é tornar as cores o mais fiel possível às suas fontes de origem.
Os itens mais comuns a serem analisados em uma calibragem são os ajustes de brilho, contraste e nitidez. Porém, você pode ir muito além deles. Os aparelhos mais modernos hoje em dia trazem uma série de opções customizáveis para que as cores que você vê na tela sejam as mais fiéis possíveis à fonte de origem.
Por que preciso fazer isso em minha TV?
Imagine um personagem conhecido do cinema, como o Homem de Ferro. Quais são as cores de sua armadura? Vermelho e amarelo, certo? Vá a uma loja de eletrônicos e compare duas ou mais imagens iguais em TVs diferentes. Repare que cada uma delas apresenta um tom de vermelho e de amarelo diferentes.
Isso acontece porque a maioria dos produtos expostos nas lojas estão preparados para exibir as configurações-padrão de fábrica. Some a isso o fato que nesses locais, em geral, a quantidade de luz que incide sobre os aparelhos é bem maior do que em sua casa.Algumas lojas possuem espaços personalizados para exibir um determinado produto. Isso não está lá por acaso. Nesses locais a luminosidade é controlada e as configurações de cor da tela também são modificadas, de modo a proporcionar ao visitante a maior fidelidade possível.E é justamente esse o propósito da calibragem. Apresentar ao espectador uma paleta de cores fiel à concepção de sua imagem de origem. Embora muitos acreditem que arrumar a imagem de uma TV signifique deixá-la o mais fiel possível ao seu gosto, não é esse o propósito da calibragem.
Calibrar a TV é mesmo necessário? Sim, com certeza!
Além de você mesmo configurar manualmente o seu aparelho, vale lembrar que existem equipamentos e softwares específicos com essa função. Todos em geral têm um bom custo-benefício, uma vez que são caros para serem utilizados apenas uma vez a cada três meses.A importância da calibragem é tanta que algumas empresas de TV por assinatura chegam a oferecer esse serviço para os seus clientes. A Sky, por exemplo, disponibiliza para os assinantes paulistas um serviço de calibragem de vídeo.
Pagando uma pequena taxa, o assinante recebe em sua casa a visita de um técnico especializado que ajusta, com instrumentos específicos, a imagem do aparelho de TV de acordo com as características do ambiente. Os padrões seguidos pelos técnicos são os mesmos adotados pela Society of Motion Pictures and Television Engineers, responsável pela regulamentação de um padrão de qualidade internacional.
Ajustes no ambiente
Antes de iniciar as modificações nas configurações de cores do seu aparelho de TV, o primeiro passo é conhecer o ambiente onde o produto está instalado. Repare, em primeiro lugar, nas condições de iluminação de sua sala enquanto você está assistindo à TV.Você costuma assistir a TV com as luzes apagadas ou acesas? Se sim, saiba que esta é mesmo a melhor condição para desfrutar da qualidade máxima de imagem possível. A luz do ambiente atenua o contraste de cores que você percebe.Da mesma forma, a escuridão total, diferente do cinema, pode ser prejudicial à sua visão, pois você força mais a sua vista. A melhor saída é manter uma luz difusa acesa no ambiente, localizada em algum ponto não conflitante com a tela – atrás e distante.
A iluminação correta é uma elementos importante no ambiente.
Outro item a ser levado em consideração é a distância mínima em relação ao aparelho. Ela varia de acordo com o tamanho de sua tela. Não há uma regra específica, mas vale fazer o seguinte cálculo: pegue a medida da diagonal de sua tela, em centímetros, e multiplique por três.O resultado é uma distância aproximada. Um exemplo: uma TV de 42 polegadas tem diagonal de tela de 105,6 cm. Multiplicando por três chegamos ao número de 3,16 metros.
Entendendo os itens de configuração
Vamos conhecer agora um pouco do significado de cada um dos itens que você vai configurar e entender como a variação de cada um deles afeta a imagem visualizada no aparelho de TV. Essas configurações podem ser aplicadas em telas de qualquer tipo, desde as antigas CRT até as modernas LCD com tecnologia LED.
Brilho
As configurações de brilho determinam a intensidade da cor preta na tela do televisor. O ideal nesse quesito é buscar o equilíbrio. Quanto maior o for o brilho, menor a percepção dos tons de preto pelo usuário. A tela ganhará um aspecto cinza caso ele esteja muito alto.Se o brilho estiver baixo a tela ficará mais escura e, a partir de certo ponto, você passará a não diferenciar contrastes de cores entre tons claros e escuros. Vale ressaltar que as configurações de cores variam de um aparelho para outro.
Brilho nos níveis mínimo, normal e máximo.
Assim, um ajuste de 50% em uma TV LED não é igual àquele de 50% em uma TV LCD. As variações são pequenas, mas são significativas a ponto de fazer com que a melhor opção seja mesmo ajustar “no olho” o melhor nível de contraste.
Contraste
A função do contraste é similar à do brilho, mas com a diferença que é responsável pelos tons de branco. Da mesma forma, nesse quesito você deve procurar o equilíbrio na configuração. Ao deixar o contraste muito alto a sensação que você terá é a de uma imagem borrada.A configuração do contraste é tão importante que, mal configurado, ele pode causar desalinhamentos na geometria dos objetos e, em casos raros, problemas permanentes na configuração de cores do aparelho.A mesma regra de variação entre os tipos de tela também se aplica nesse quesito. Se um contraste alto deixa as imagens borradas, um contraste baixo as mostra com quase nenhuma definição. O ponto ideal ficará entre 40% e 60%.
Imagem com aplicação de contraste mínimo, normal e máximo.
Cores
Brilho e contraste são as duas configurações mais importantes. A partir das variações delas todos os outros elementos sofrem alterações. Por isso certifique-se de ter encontrado o ponto ideal em ambos os quesitos antes de alterar outros itens.O ajuste de cor refere-se à saturação. Quanto maior a intensidade, mais carregadas serão as nuances exibidas. Imagens com pouca saturação se assemelham a tons de cinza, dando a impressão de estarem lavadas.Nesse quesito, mais uma vez, procure um meio termo em que as imagens não fiquem sobrecarregadas nem apagadas. Vale lembrar que este item não deve ser confundido com a temperatura de cor, algo que abordaremos logo adiante.
Matiz
O matiz é um controle adicional para televisores que utilizam o padrão NTSC. No Brasil, utilizamos o sistema de cores PAL, lançado posteriormente ao NTSC. Os sistemas PAL e SECAM dispensam a existência desse controle, uma vez que essa correção é feita de forma automática.Um matiz desconfigurada tende a apresentar imagens em tons verdes ou violetas. Caso você perceba algum problema dessa ordem é nessa configuração que você deve mexer. No entanto, por padrão ela não deve sofrer alterações na configuração.

Fique tranquilo com as cores de sua TV.
Nitidez
Os valores de nitidez também são um elemento presente no sistema de cores NTSC. Quando ela está muito intensa o efeito percebido será uma espécie de halo em torno das imagens. Quando regulado em baixa intensidade o efeito é a impressão de elementos “recortados”, deslocados do cenário de fundo.Em geral esse controle não necessita de regulagem e o modo pré-definido de fábrica é cabível para os mais diversos perfis de cor. Porém, caso queira alterá-lo, mais uma vez vale o bom senso e a busca pelo equilíbrio na configuração.
Temperatura de cor
Este item é mais recente e está presente em alguns aparelhos de TV mais novos. Sua influência é significativa, uma vez que afeta toda a paleta de cores. Seu funcionamento se dá a partir dos tons de branco que podem ser mais ou menos intensos.A utilização dela varia de acordo com o seu ambiente. Um local muito iluminado, por exemplo, requer uma temperatura de cor diferente (quente). Já num ambiente com pouca iluminação as cores frias são percebidas com melhor intensidade.
Presets e configurações-padrão
Os aparelhos de televisão mais recentes, cada vez mais, buscam facilitar a vida do usuário em termos de configuração de cores. Assim, é comum encontrarmos modelos que trazem diversos modos de cores, específicos para cada finalidade ou origem de imagem.Modos como cinema, esporte, game, TV ou normal são apenas alguns dos presets disponíveis. Todos visam adaptar o estilo da imagem exibida a um espectro visual mais fiel e realista se comparado à fonte de origem.
Exemplo de menu de configuração.
Embora o senso comum diga que a melhor imagem é aquela que se adapta perfeitamente à visão do usuário ou, em outras palavras, mais agrada à visão do espectador, nem sempre ela se constitui na versão correta ou fiel à proposta de quem criou a imagem em questão.Os presets automáticos disponibilizados pelos fabricantes são apenas um referencial de combinações possíveis, que ressaltam em determinados momentos as principais características de uma imagem em questão.Um exemplo: num modo cinema, o mais importante na imagem é o seu contraste. Repare que ele é bastante acentuado ao selecionar esse modo em qualquer aparelho. Já num jogo de video game, as cores assumem um papel fundamental, por isso a nitidez nesse modo é ressaltada.
Calibrando a TV com Star Wars e Indiana Jones
É isso mesmo que você leu. Os filmes da saga Star Wars, de George Lucas, podem ajudá-lo a calibrar a sua TV. O segredo não está nos poderes jedi ou na força do mestre Yoda. O diferencial fica por conta do THX Optimizer, uma opção de ajuste de cores disponível nos DVDs da série Star Wars.A THX é uma das empresas mais conceituadas no segmento e além de disponibilizar tecnologias para o ajuste de cores é uma das referências em termos de certificação de qualidade. Além disso, existe um par de óculos disponível que auxilia em todo o processo de calibragem.
Você não precisa ser um jedi para calibrar a sua tela. Foto: divulgação.
Se você está disposto a investir na qualidade de imagem de sua televisão, vale a pena conhecer o site da empresa. Nele estão disponíveis mais informações sobre o produto, além das certificações de qualidade para imagem e som.
Por que não existe uma fórmula perfeita?
Embora existam referências e sugestões a seguir para configurar o seu aparelho, infelizmente não há uma maneira perfeita de se fazer isso apenas a olho nu. Empresas especializadas e estúdios de gravação profissional utilizam ferramentas complementares para garantir a exatidão de cores, como os colorímetros.
A maior razão para não existir uma configuração perfeita fica por conta da variação de luminosidade do seu ambiente. A menos que ele tenha luminosidade 100% controlada, não há como manter um valor constante de intensidade de luz ao longo do dia.Por isso, uma configuração que aparentemente pode estar boa em um determinado pode lhe parecer desagradável horas depois, graças à mudança da luminosidade externa e suas consequentes alterações no reflexo interno ao longo do dia.A melhor maneira de minimizar essas distorções é instalar o seu aparelho de televisão no mais adaptado ambiente possível. Sabe aquelas empresas que montam projetos para você ter um home theater em casa, com a disposição perfeita de som? O processo e os cuidados com a imagem devem ser exatamente os mesmos.
Análise o seu perfil de usuário antes de investir em calibragem.
Vale a pena investir em calibragem?
A resposta para essa pergunta depende da maneira como você encara o entretenimento ou seu ambiente para assistir televisão. Se você conta com um aparelho de televisão Full HD de, pelo menos 32 polegadas, localizado em um ambiente planejado e com poucas variações de luminosidade, vale a pena conhecer um pouco mais sobre essas tecnologias.Ter um aparelho calibrado em um ambiente propício para o entretenimento resultará em uma diferença considerável em termos de qualidade de imagem - caso você possa contar com um aparelho de calibragem ou mesmo esteja disposto a receber uma visita de um técnico no assunto.Entretanto, se você é do tipo que tem a televisão como uma companhia, deixando-a ligada enquanto faz as suas tarefas habituais do dia a dia e tendo pouco tempo para se sentar diante dela, na distância correta e com as luzes apagadas, a aquisição de um aparelho será de pouca serventia.O que vale a pena, independente da qualidade do seu aparelho, é sim, manusear os controles de imagem e perceber o quanto eles podem modificar o visual de uma mesma tela, apenas com a correção de cores. O resultado será uma imagem muito mais agradável e em que será possível distinguir com maior clareza as principais nuances de cores e o contraste entre elas.
TOM DE PRETO e NÍVEL DE PRETO
 Ambos reforçam a profundidade de imagens escuras
CONTRASTE DINÂMICO
Aumenta as nuances de cinza claro
DETALHES DE SOMBRAS e GAMMA
Atenuam o brilho das cenas.
Para os mais exigentes com as cores, o modo ESPAÇO DE CORES controla a curva das cores primárias – amarelo, ciano e magenta – para maior fidelidade de tons; xvYCC aumenta a profundidade de cores com filmes em Blu-ray
ESTABILIDADE DE BRANCO
Oferece compensação e ganho na temperatura das cores RGB; há ainda um ajuste para TOM DE PELE.
Analisamos os efeitos dos ajustes de contraste, cor e nitidez (que inclui APRIMORAMENTO DE MARGEM e REDUÇÃO DE RUÍDO). Embora seus significados no menu e no manual de instruções informem o contrário, vimos que eles podem alterar negativamente a qualidade da imagem, caso sejam manipulados de maneira exagerada. Se houver alguma insegurança na definição de tais ajustes, é melhor desabilitá-los e confiar apenas nas configurações tradicionais (brilho, contraste, cor, matiz, nitidez, temperatura de cor e luz de fundo).
LUZ DE CÉLULA
Tem quase o mesmo efeito do CONTROLE DE LUZ TRASEIRA dos LCDs e serve para atenuar o brilho da imagem.
Por Wikerson Landim /TECMUNDO

sexta-feira, 18 de março de 2011

TV ultrafina com tecnologia nano full LED chega ao Brasil

A LEX8 tem apenas 0,88 cm de espessura e 1,25 cm de moldura. Foto: Divulgação A LEX8 tem apenas 0,88 cm de espessura e 1,25 cm de moldura
Foto: Divulgação

A LG Electronics anunciou o lançamento no Brasil de um novo modelo ultrafino de televisão 3D, a Infinita LEX8. O aparelho usa a tecnologia nano full LED, uma novidade para televisores, que proporciona imagens de grande qualidade. "A película ultrafina posicionada em frente ao painel full LED possui pontos que dispersam a luz de maneira mais uniforme e eficaz por toda a tela, criando imagens ainda mais brilhantes, claras, suaves e refinadas", explicou a fabricante.
Com 0,88 cm de espessura e 1,25 cm de moldura, a LEX8 possui local dimming que, por meio da tecnologia "Micro Pixel Control", controla individualmente a luminosidade das lâmpadas LED. O novo modelo é ainda reforçado pelo TruMotion 480Hz, taxa de frequencia que proporciona o processamento super-rápido de 480 quadros por segundo, o que elimina rastros em cenas de movimento. Segundo a LG, esse recurso melhora o efeito 3D.A LEX8 também conta com a função NetCast, que abre as portas para conteúdos online contemplando, atualmente, 15 parceiros nacionais e globais. Utilizando os serviços da Saraiva Digital, NetMovies e Terra TV Video Store, é possível alugar, comprar ou se tornar assinante de pacotes de filmes online. Com os portais Terra, UOL e iG, é possível ter acesso a notícias, esportes, entretenimento e variedades. Há também redes sociais como Facebook e Twitter, bem como outras opções como YouTube, Google Maps, Picasa e AccuWeather.Acompanha a TV o controle remoto "Magic Motion", que possui sensor de movimento que controla o cursor diretamente na tela do televisor, tornando a navegação nos conteúdos da internet mais simples e intuitiva. O preço sugerido é de R$ 8.999, para o modelo de 47 polegadas, e R$ 10.999, para o de 55 polegadas.

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