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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Prostitutas aplicam 'boa noite, Cinderela' no interior de São Paulo

UOL/DE SÃO PAULO

Imagens registradas por câmeras de segurança da Prefeitura de São José dos Campos (91km de SP) revelam o momento em que um homem é dopado e tem seus bens roubados por prostitutas no banco de um praça.
Alguns minutos após levarem dinheiro, relógio e tênis da vítima, as prostitutas foram presas em flagrante.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Golpes na internet provocam prejuízo de R$ 700 milhões só este ano

Todo mundo usa a internet no dia a dia, mas é preciso cuidado. No celular, no computador da rua ou de casa, existem riscos.

 


O brasileiro nunca comprou tanto pela internet. Trata-se de uma facilidade que já virou prejuízo para muitos consumidores. Só este ano, já são R$ 700 milhões com a ação de quadrilhas especializadas em clonar cartões – todo esse prejuízo em seis meses.
Para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o aumento das fraudes eletrônicas acontece por causa do uso dos meios eletrônicos como forma de pagamento, que cresceu, e ao descuido de alguns clientes.
No celular ou no computador é possível acessar a internet a qualquer hora do dia e em quase todo lugar. “Uso bastante para fazer todo tipo de coisa: para trabalho, para lazer ou para conversar com outras pessoas”, contou o engenheiro Heitor Ribeiro.Quem está sempre correndo contra o relógio, como a atendente Janaína Gomes, também usa. “Eu não tenho tempo de ir ao banco. Então, eu entro pela internet mesmo”, disse.Pagar contas ou fazer compras pela internet é prático e cômodo. Mas essa facilidade tem se transformado em dor de cabeça para muita gente. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), no primeiro semestre deste ano os prejuízos com operações bancárias por meio eletrônico aumentaram 36% em relação ao mesmo período do ano passado.
Entre janeiro e julho, as perdas chegaram a R$ 685 milhões. O risco de ter a conta bancária ou o cartão clonado é menor para quem toma alguns cuidados, entre eles: nunca usar computadores públicos para movimentar a conta ou comprar; no computador pessoal, manter sempre um programa antivírus atualizado; não abrir nem responder mensagens que solicitem dados pessoais ou senhas para atualizar um cadastro; e antes de fazer uma compra online, checar se o site é confiável.Há cinco anos, a funcionária pública Francis Noleto levou um susto. “Usaram minha senha, que eles conseguiram não sei como, e tiraram dinheiro. Transferiram da minha conta para outra conta”, lembrou.
A delegada de defraudações Ivone Rosseto diz que, em alguns casos, o estelionatário aplica o golpe em sites que até parecem confiáveis. Oferece carros ou empréstimos em condições especiais. A delegada dá uma dica.“Desconfie sempre. Se o negócio é muito bom, pode ter um golpe embutido nele. Jogue o nome da empresa na internet. As empresas envolvidas em golpes, se você fizer uma checagem pela internet, há centenas de pessoas denunciam golpes envolvendo essas empresas”, recomenda a delegada Ivone Rosseto.
Se alguém cair em algum golpe, não pode esquecer nunca de registrar queixa e cancelar o cartão.

Página falsa da Apple no Facebook promete sorteio de 10 iPads 2

Assessoria da companhia confirma que página não é oficial e que não está fazendo promoção com o tablet; mais de 500 mil pessoas já 'confirmaram presença' no evento.

  • Por Redação Macworld Brasil
  • Que tal ganhar um iPad 2 de 64GB sem fazer nada além de clicar em uma página no Facebook? É essa ideia que atraiu mais de 500 mil pessoas a participarem de um suposto sorteio do tablet da Apple na maior rede social do mundo.
No entanto, um olhar mais atento levanta algumas dúvidas. Para participar da tal promoção, chamada de “Sorteio de 10 iPads de 2ª geração” e agendada para 31 de outubro, é preciso confirmar presença no evento e curtir uma página aparentemente oficial da Apple no Facebook, que já tem cerca de 1,3 milhão de fãs. O problema é que a página é falsa, alerta a assessoria da fabricante – além de não trazer nenhuma informação ou post sobre a empresa.Além disso, a Apple confirmou à Macworld Brasil que não está realizando nenhum tipo de sorteio ou promoção de iPad no Facebook e que informações oficiais sobre a empresa devem ser obtidas pelo site www.apple.com.br. A companhia afirmou que ainda não sabia quais providências seriam tomadas.Até o fechamento desta reportagem, a assessoria do Facebook ainda não havia respondido ao nosso questionamento sobre se seria possível que o suposto sorteio seja, na verdade, um golpe para roubar dados pessoias dos usuários.
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Saiba como os idosos podem evitar ser vítimas de violência financeira

Idosos são induzidos a assumir dívidas sem saber o que estão fazendo.Defensoria Pública pode ajudar nesses casos.

Do G1 SP



A violência financeira tem afetado muitos idosos brasileiros. Só no primeiro semestre deste ano já foram registrados 125 ocorrências de violência contra o patrimônio dos idosos em delegacias especializadas na capital paulista. Um idoso é vítima da irregularidade quando é induzido a assumir compromissos ou transferir bens sem saber, de fato, o que está fazendo.Segundo o Procon, há regras claras para evitar ser vítima desse tipo de irregularidade. O empréstimo consignado para o idoso, que tem o desconto feito diretamente na folha de pagamento, não pode ser feito por telefone e o valor deve ser igual ou menor do que três vezes a renda mensal. Cada parcela só pode comprometer até 30% do valor recebido. Por exemplo: um idoso com renda de R$ 1 mil só pode pegar um empréstimo de até R$ 3 mil. Cada parcela não pode passar de R$ 300. O prazo máximo para a quitação da dívida é de 60 meses e os juros não podem passar dos 2,5% ao mês.A Defensoria Pública de São Paulo pode ajudar em casos de violência financeira. De acordo com a instituição, antes de um empréstimo, é importante ficar atento às taxas e condições de juros, verificar o impacto no orçamento – ou seja, ter certeza que vai conseguir pagar o valor das parcelas -, evitar passar informações por telefone e nunca entregar o cartão do banco para desconhecidos ou terceiros.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Banco Central alerta para nova tentativa de golpe na internet

O  Banco Central (BC) divulgou neta terça-feira nota para alertar sobre nova tentativa de golpe pela internet. Mensagem enviada para e-mails com a logomarca do BC convida os clientes de várias instituições financeiras a se cadastrarem no fictício programa Mais Segurança do Banco Central. "Diante de mais essa tentativa de fraude, o BC orienta os usuários da internet para, em hipótese alguma, preencherem cadastro, copiarem arquivos ou executarem tarefas sugeridas por mensagens dessa natureza".
No comunicado, o banco reitera que não envia e-mails diretamente a correntistas e outros usuários do sistema financeiro, "exceto quando responde a demandas específicas solicitadas por clientes de instituições financeiras".
Para tirar dúvidas, o BC tem disponível a central de atendimento pelo telefone 0800 979 2345 ou pelo site www.bcb.gov.br, seção de atendimento ao cidadão (Fale Conosco).

quinta-feira, 16 de junho de 2011

'Meu chão acabou', diz mulher sobre advogada suspeita de golpes em MS

Segundo casal, Roberta Maciel disse que reduziria valor de parcelas de carro.Defesa diz que advogada teria transtorno bipolar e caso deve ser analisado.

Ricardo Campos Jr. e Silvia Frias Do G1 MS
 
Advogada é suspeita de aplicar golpe em casal de Campo Grande (Foto: Ricardo Campos Jr.)Casal pediu empréstimo para não perder carro
(Foto: Ricardo Campos Jr.)
Um casal residente em Campo Grande procurou a Polícia Civil para denunciar golpe em que foram lesados em R$ 2,8 mil. Eles teriam contratado uma advogada que reduziria o valor das prestações do automóvel financiado de R$ 650 para R$ 320 e descobriram que estavam em débito com o banco, correndo o risco de perder o veículo. O prejuízo total é de R$ 8,6 mil, já que tiveram que pedir ajuda a familiares e pedir empréstimo para poder quitar a conta.Segundo o casal, a advogada contratada é Roberta Almeida Morel, 31 anos, que está sendo investigada na 2ª DP em outros quatro casos semelhantes, que envolvem estelionato e falsidade ideológica. Os cinco inquéritos abertos na delegacia apontam que ela pode ter se apropriado de R$ 50 mil. Roberta teria até falsificado assinatura de juízes e boletos bancários.
Transtorno
Roberta já responde a processo que tramita na 2ª Vara Criminal de Campo Grande, acusada de estelionato e falsificação de documentos. O advogado Joseph Georges Sleiman, que faz a defesa dela nesta ação, lembra que já foram expedidos dois mandados de prisão contra a advogada, um em fevereiro e outro em abril, mas ela ainda não se apresentou. “Sei que ela é considerada foragida, eu recomendo sempre que a pessoa se apresenta, mas vai dela se entregar ou não”.Sleiman disse que o processo em tramitação na 2ª Vara está em fase inicial e, por isso, não poderia elaborar uma tese de defesa. Além disso, já que o processo está em segredo de justiça, não poderia comentar a acusação. O advogado acrescentou que a cliente teria transtorno bipolar e isso pode tê-la afetado.O advogado explica ainda que as acusações não deveriam tramitar em processo criminal, já que ela pode não ter agido de má-fé, apenas recolheu o dinheiro para custear a ação e não há indícios de que não tinha intenção de protocolar.
Golpe
“Quando a gente descobriu que tinha caído nessa, meu chão acabou. Essa brincadeira de sete meses me custou R$ 5,8 mil que eu tive que caçar da noite para o dia”, disse Cláudia Arce Nazar, de 30 anos. A quantia é referente ao que ela e o marido, o radialista William Cesar Silveira Nazar, 31 anos, tiveram de levantar para pagar as prestações em atraso do carro e não ter o bem confiscado.O prejuízo total, segundo o casal, é de R$ 8,6 mil, já que eles repassaram para Roberta a quantia de R$ 2,8 mil que seria usada para quitação do veículo, com base na alegada redução de prestação.
Roberta foi contratada por meio de recomendação de um tio. Cláudia conta que o parente já havia entrado com processo semelhante de redução de parcelas. Mais tarde, o casal descobriu que ele também foi vítima da suspeita de estelionato. “Eu até achei estranho porque (o processo) foi muito rápido. Pagamos em dinheiro com uma reserva que havíamos deixado para pagar o carro”, conta Cláudia.
Sem suspeita
Cláudia lembra que o escritório da advogada fica em um bairro em área nobre de Campo Grande. Era impossível, segundo o casal, desconfiar dela. “Ela falava o necessário e se vestia muito bem. Acreditei no jeito dela”, diz Cláudia.
Advogada é suspeita de aplicar golpe em casal de Campo Grande (Foto: Ricardo Campos Jr.)"Acreditei no jeito dela", diz Claúdia
(Foto: Ricardo Campos Jr.)
Os documentos fraudados tinham o timbre da Justiça e até mesmo de agências bancárias. “Até boleto ela fez”, diz Cláudia. De acordo com as vítimas, quando a advogada foi confrontada a respeito da fraude, a guia de pagamento foi apresentada. “Ela disse que pagou o boleto e o dinheiro ia cair direto na nossa conta. Ela imprimiu na hora e até anotou o número do código de barra”, lembra.O casal disse ao G1 que só se deu conta de que teria sido vítima de suspeita de estelionato quando o tio, que havia recomendado a advogada, perdeu o carro e teve outros bens tomados pelo banco.Para cobrir o rombo e cancelar as restrições no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), o casal teve que fazer empréstimos com a família e agências bancárias para estabilizar novamente a situação financeira.
Investigação
O delegado Fábio Sampaio, da 2ª DP, conta que pelo menos oito vítimas da advogada registraram ocorrências na cidade entre dezembro de 2010 e março de 2011, alegando crimes de estelionato e falsidade ideológica. Os cinco inquéritos abertos na delegacia apontam que ela teria se apropriado de R$ 50 mil.
A advogada também enfrenta processo no Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS). De acordo com a entidade, ela recebeu suspensão preventiva em novembro do ano passado, mas ainda corre risco de expulsão.

domingo, 17 de abril de 2011

'Estou horrorizada', diz paciente de falso ginecologista preso no RJ

Homem de 60 anos atuava como médico em clínica de Belford Roxo.Antes de ser preso, ele chegou a fazer até uma cirurgia neste sábado (16).

Do RJTV


"Estou horrorizada, a gente pensa que está sendo bem atendida, e é um falso médico, que já tinha sido preso, estava na rua de novo, se passando por médico", desabafou uma paciente do falso ginecologista preso neste sábado (16) enquanto prestava atendimento em uma clínica em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Ela já havia se consultado cinco vezes com o falso médico.O homem de 60 anos foi surpreendido nesta manhã por uma equipe da Delegacia de Repressão a Crimes contra a Saúde Pública (DRCCSP). Antes de ser preso, o falso médico chegou a atender pacientes, fez exames preventivos e até uma pequena cirurgia ginecológica.
O titular da DRCCSP, Fábio Cardoso, afirmou que o homem já havia sido preso pelo mesmo crime em 2008, em Duque de Caxias, também na Baixada Fluminense, mas respondia o processo em liberdade. Ele também atuava em outras duas especialidades: oftalmologia e clínica geral.“Foi preso hoje novamente e estamos encaminhando esse fato para a Justiça para ver se mantém esse indivíduo preso, que essa pessoa em liberdade é perigosa para a sociedade”, disse o delegado.Foram apreendidos no consultório material de exame ginecológico, receituários em branco e preenchidos, óculos e fichas de pacientes.
As pacientes prestaram depoimento. "Eu subi na cama, ele me examinou, e pediu pra voltar no médico que fez minha cirurgia", contou outra paciente enganada.De acordo com o delegado, os agentes chegaram ao falso médico depois de receberem uma denúncia anônima. Ele atendia em uma clínica na Rua Coellho Branco, no bairro Jardim Redentor.

terça-feira, 22 de março de 2011

Veja 7 dicas para proteger-se dos golpes de clonagem de cartão de crédito

Cintia Baio/Do UOL Notícias
Em São Paulo

É uma isca fácil para golpistas?

As promessas de prêmios por e-mail, ligações falsas pedindo confirmação de dados e até mesmo um descuido na hora de entregar o cartão de crédito em uma loja ou restaurante, são situações comuns utilizadas pelos golpistas para roubar dados pessoais e financeiros. Confira algumas dicas para não ter o seu cartão de crédito clonado ou roubado:
1. Compras pela internet
Tome cuidado com transações feitas pela internet, mantendo o antivírus sempre atualizado. Uma dica é solicitar ao banco o serviço de "alertas de transação" por email ou SMS para acompanhar o andamento das suas compras.
2. Não abra e-mails suspeitos
Conhecido como “phishing”, os golpistas enviam e-mails enganosos, prometendo fotos ou prêmios, com o intuito de instalar programas para roubo de dados e senhas em seu computador.
3. Antes de viajar, avise o banco
Informe ao banco (antecipadamente) para onde pretende viajar e por quanto tempo. Não se esqueça de anotar o número do cartão e o telefone do banco, em caso de roubo ou perda.
4. Não perca o cartão de vista na hora de pagar
As lojas e restaurantes são orientados a efetuar o débito com cartão na frente do cliente. Não esqueça de checar o valor do recibo antes de assiná-lo.
5. Cuidado no caixa eletrônico
Fique sempre atento às pessoas à volta. Muitos golpes começam em caixas eletrônicos, com pedidos de ajuda e golpistas de olho em pessoas distraídas na hora de digitar a senha, por exemplo.
6. Nunca passe informações por telefone
Nunca diga seus dados para atendentes ao receber ligações do banco. Apenas confirme informações dadas pelo atendente.
7. Cuidado com correspondências bancárias
Guarde seus extratos bancários em locais seguros e mantenha o endereço de entrega de correspondência atualizado para evitar que seus dados parem nas mãos de outras pessoas.
Fonte: Edson Ortega, diretor de Risco da Visa do Brasil

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Golpe da lista telefônica assusta brasileiros em vários estados

Vítima no Rio chegou a pagar mais de R$ 10 mil para quadrilha.TeleListas identificou 30 empresas suspeitas de aplicar a fraude no país.

Bibiana Dionísio, Carolina Lauriano e Roberta Steganha Do G1 em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo
"Célebre" há alguns anos, o golpe da lista telefônica perdeu um pouco da "mídia" que tinha, mas continua a fazer vítimas no país. O G1 reuniu casos de vítimas do golpe no Rio de Janeiro,  em São Paulo e no Paraná, onde, inclusive, haverá na próxima sexta-feira (25) uma audiência na sede do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon) para decidir sobre o caso de Elaine Costa, que recorreu após receber em sua conta telefônica a cobrança de 12 parcelas de R$ 290 pelo serviço de divulgação de sua empresa na lista telefônica que não havia solicitado.
golpe da lista telefônica (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)Analista de sistemas recebeu por fax o acordo de
anúncio que não havia autorizado
(Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)
Elaine conta que uma funcionária de sua empresa recebeu uma ligação em outubro de 2010 supostamente da NetLista oferecendo gratuitamente a divulgação no site da empresa. Os golpistas argumentaram que por se tratar de um serviço sem custo, a funcionária poderia autorizar.
Foi mandado via fax um suposto contrato que “não mencionava nenhum valor a pagar”, diz a empresária. Os golpistas disseram para a funcionária carimbar o documento com a assinatura da empresa e dar um visto. Em janeiro deste ano veio na conta de telefone a primeira dentre 12 parcelas de R$ 290 pelo serviço da NetLista.Elaine recorreu ao Procon. “Eu não devo nada, porque não assinei”, relatou. Dias depois, a empresa enviou por email um contrato com o valor a ser pago. “Um contrato diferente do que mandaram via fax e que constava novos valores", denuncia.Só no Paraná, o Procon recebeu mais de 300 denúncias de fraudes relacionadas a lista telefônica no ano passado.
No Rio, gerente de loja paga R$ 10 mil a quadrilha
No Rio de Janeiro, a gerente de uma loja está há mais de dois meses em pânico. Segundo a advogada Maria Carmem Mello, que cuida do caso, a vítima já depositou R$ 10.375 para a quadrilha com medo de contar à empresa que trabalha que foi vítima da fraude e perder o emprego. Ele também atendeu a um telefonema supostamente da TeleListas pedindo confirmação de dados para divulgação gratuita de um anúncio da emrpesa.“Ela estava pagando tudo do bolso dela, 13º salário, férias, gratificação, tudo com medo de envolverem o nome da empresa na Justiça. Fizeram um terror psicológico, ela não come, não dorme, está trêmula”, afirmou a advogada.Maria Carmem diz que o fato da cliente ter assinado um documento sem ler permite que os suspeitos - de posse da assinatura e do CPF da vítima em nome da empresa onde trabalha - entrem na Justiça contra a loja. Não há como provar que eles se identificaram, na primeira ligação, como funcionários da TeleListas.
Atualização cadastral é armadilha
O empresário de telecomunicações Júlio Bernadinetti Júnior caiu em um golpe semelhante. A Ativa Publicações Ltda entrou em contato com sua empresa, em Curitiba, solicitando uma atualização cadastral e uma funcionária passou os dados solicitados. Dois meses depois, chegou um boleto para pagamento do serviço. “Do jeito que fizeram comigo, devem fazer com 10 a 20 pessoas por dia”, acusa Júlio.
Jonas Ernesto Poli (Foto: Arquivo Pessoal)Jonas Ernesto Poli ligou para empresa e postou
reclamação na internet (Foto: Arquivo Pessoal)
Júlio diz ter sido ameaçado ao entrar em contato com a Ativa para reclamar que não havia solicitado o serviço. “Eles falaram que iam protestar na Justiça”, relatou. A fraude para ele está no suposto formulário que seria para confirmar dados. “O que dá para entender é que a atualização é um contrato”, disse.
Outra vítima do mesmo golpe é o analista de sistemas Jonas Ernesto Poli, de 31 anos, de Araraquara, no interior de São Paulo. Ele também recebeu uma ligação para confirmar informações pedidas por outra empresa, a BrasilListas.  “Eu confirmei os dados. Depois, ofereceram um anúncio na lista telefônica, num total de R$ 180 já com todas as parcelas. Eu fiquei interessado, mas não aceitei”, relatou.
Dois dias depois, os golpistas voltaram a ligar. Desta vez, Poli aceitou o anúncio. “Eles eram bem convincentes. Aí, me mandaram um fax para assinar e colocar carimbo da minha empresa e devolver”, explica.“Meses depois, apareceu na minha conta de telefone um valor de R$ 180. Eu não entendi. Achei que tivesse vindo errado e que já tivesse descontado o valor total (do anúncio)”, afirma. Após receber diversas as cobranças, Poli ligou para a anunciante. “Disseram que eu tinha aceito um contrato de 12 parcelas de R$ 180, o que daria quase R$ 2 mil pelo anúncio”, afirma.Poli pediu à empresa de telefonia fixa o cancelamento da fatura, mas afirmaram que a cobrança era de terceiros. Ele reclamou também na internet, em um site de serviços. "Eles queriam que eu retirasse a reclamação, pois entenderam como ameaça, mas eu não retirei”.
Meses depois, um advogado da empresa procurou Poli, dizendo que ele seria ressarcido. O empresário levou quatro meses até conseguir cancelar o contrato totalmente.
Renovação de assinatura
Na Associação dos Amigos da Criança com Câncer de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, os estelionatários ofereceram espaço na lista telefônica em troca da renovação da assinatura. “Eu disse ‘se você quiser colocar nossa instituição no seu produto pode colocar desde que seja cortesia, pois somos uma casa de apoio a crianças com câncer e não temos condições de pagar nada”, diz o consultor financeiro da entidade, Manuel Soares Acuña.Um mês depois chegou um boleto de cobrança de R$ 200. “Quando chegou o boleto eu rasguei, pois sabia que aquilo não tinha fundamento, não tinha nota nem contrato de prestação de serviço. Tem gente que pensa ‘vou pagar logo para me livrar do problema’, tem gente que tem medo de processo e por isso acaba sendo vítima”, afirma.
Ao menos 30 empresas identificadas
golpe da lista telefônica 3 (Foto: Divulgação)TeleListas divulga modelo de contrato falso usado
por empresas fraudulentas para enganar consumidores (Foto: Divulgação)
Com base em material recebido de clientes dizendo que foram abordados por empresas de listas telefônicas que tentaram enganá-los, a TeleListas identificou pelo menos 30 empresas com práticas suspeitas no país. Algumas das fraudadoras possuem o mesmo CNPJ da TeleListas, mas se apresentam com nomes e endereços diferentes. A maioria delas é de Campinas, em São Paulo, segundo a assessoria de imprensa da TeleListas.O maior número de casos do golpe, segundo ranking de reclamações do Ministério da Justiça, concentra-se nas regiões Sudeste e Norte do país. A TeleListas recebe, em média, 20 notificações mensais de fraudes aplicados com o nome da empresa.A delegada Catarina Decena, da delegacia que investiga fraudes e estelionatos do Departamento de Investigações contra o Crime Organizado (Deic), de São Paulo, diz que “as pessoas devem checar a procedência do serviço solicitado antes de assinar qualquer contrato”. "Os anunciantes sempre devem verificar se a empresa existe mesmo, entrar em contato novamente, confirmar os dados e os valores e a veracidade das informações”, diz.“Empresas idôneas oferecem serviços se identificando, e não pedem dados bancários dos clientes. Também é possível procurar o Procon e a polícia para saber se não existem reclamações anteriores”, afirma a delegada.
Veja três modalidades de fraudes
1.As empresas procura os anunciantes da TeleLista se fazendo passar por um representante da empresa. Eles enviam por fax cópias dos anúncios de edições passadas de nossas listas e oferecem a renovação. Assinando ou não algum tipo de contrato, quatro ou cinco dias depois esses comerciantes recebem uma série de boletos de cobrança da empresa golpista. Eles são então pressionados a efetuarem os pagamentos, sob a ameaça de serem protestados junto às instituições de proteção ao crédito.
2.Algumas dessas empresas possuem fichas financeiras de clientes inadimplentes da TeleListas. Elas ligam para os clientes com o pretexto de renegociar as dívidas.
3.Outras empresas vendem para comerciantes anúncios que só serão publicados em "listas telefônicas nacionais" ou sites na internet, através de ligações ou por email.
 Outras empresas citadas
A Brasillistas informou que“seu contrato estabelece de maneira clara que seriam cobrados valores mensais em contraprestação ao serviço de publicidade e que cancelou o contrato da cliente assim que solicitado. A empresa diz que tem tido o seu nome usado inadequadamente por golpistas.Procurada pela reportagem do G1 no Paraná, a Editora Veneza, que publica a NetLista, informou que oferece seus serviços a possíveis anunciantes e que, através de contrato formal, repassa os valores a serem pagos. A advogada da empresa, Erica de Souza Moraes, disse que a NetLista já foi vítima do "golpe do cartório", em que clientes foram procurados por falsistas que se passavam por agentes que reclamavam o pagamento de débitos e que a polícia foi avisada.Já a Ativa Publicações Virtuais diz não ter conhecimento de eventuais reclamações. Seus contratos são feitos, diz, após contato telefônicos com os interessados.
A Associação Brasileira de Listas Telefôncias recomenda que anuciantes não confirmem dados por telefone ou paguem pelo que não foi contratado.

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