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quinta-feira, 8 de março de 2012

PROFISSÃO DE RISCO-Professora sofre acidente ao ter bicicleta sabotada; aluno é suspeito

DARIO DE NEGREIROS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE RIBEIRÃO PRETO

Depois de ter sua bicicleta sabotada, uma professora de 47 anos sofreu um acidente e foi internada no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) do Hospital Regional de Patos de Minas (417 km de Belo Horizonte). A polícia suspeita que um aluno de 10 anos tenha feito a sabotagem.
Terezinha Aparecida Nogueira, 47, voltava da escola Padre Almir Neves de Medeiros, onde leciona, para sua casa, de bicicleta, por volta das 11h40 desta terça-feira (6). Segundo a Polícia Civil, os cabos de aço de ambos os freios --dianteiro e traseiro-- da bicicleta haviam sido retirados.
Ao cair da bicicleta, a professora bateu a cabeça na guia da calçada e sofreu traumatismo craniano. Ela foi atendida e levada ao hospital pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
Ainda segundo a polícia, a professora havia tido um desentendimento com um aluno, no mesmo dia. Tanto a criança como seus pais devem ser ouvidos pela polícia nesta quinta-feira (8).

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Americana é presa após apertar por dois minutos o saco do marido

Caso ocorreu em Vero Beach, no estado da Flórida.
Homem mostrou foto do testículo com hematoma para polícia.

Do G1, em São Paulo
 
Maryann Scott foi presa por apertar o testículo do marido. (Foto: Divulgação)Maryann Scott foi presa por apertar
o testículo esquerdo do marido. (Foto: Divulgação)
A norte-americana Maryann Scott, de 49 anos, foi presa em Vero Beach, no estado da Flórida (EUA), acusada de apertar por dois minutos o testículo esquerdo de seu marido, segundo reportagem do jornal "TC Palm".Maryann foi detida depois que o homem mostrou uma fotografia de seu testículo com um hematoma para um policial.Ao ser questionada, ela alegou que seu marido estava bêbado e havia escondido um anel que tinha lhe dado de presente.Após o incidente bizarro, o homem disse que pretende pedir o divórcio.
A mulher acabou detida acusada de violência doméstica.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

EDUCAÇÃO FALIDA-Estudante é condenado por tentar matar professora após nota baixa

Rafael Soares Ferreira foi condenado a dez anos e seis meses de prisão.
O caso aconteceu em novembro de 2010, no Rio Grande do Sul.

Do G1, em São Paulo
O julgamento do estudante, em Porto Alegre (Foto: Eduardo Osorio/Divulgação)O julgamento do estudante, em Porto Alegre
(Foto: Eduardo Osorio/Divulgação)


O estudante de enfermagem Rafael Soares Ferreira foi condenado nessa segunda-feira (5) a dez anos e seis meses de prisão por tentar matar uma professora porque não gostou da nota que recebeu dela. O caso aconteceu em novembro de 2010, no Rio Grande do Sul.

Ele foi absolvido de uma segunda denúncia por lesões corporais.Ferreira foi condenado pelo Tribunal do Júri de Porto Alegre por tentativa de homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima). Ele terá que cumprir pena em regime inicial fechado e não poderá apelar em liberdade. Ferreira respondeu ao processo recolhido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC),
Segundo o Ministério Público, Ferreira teria agredido a vítima a cadeiradas e socos, por estar insatisfeito com uma nota baixa. Segundo a Promotoria, ele só não conseguiu matar a vítima porque ela se protegeu com os braços e por ter sido impedido por terceiros.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Jogadores do Palmeiras brigam com corintianos no Pacaembu; veja

DANIEL BRITO/FOLHA
DE SÃO PAULO

Após o empate sem gols entre Palmeiras e Corinthians, jogadores do Palmeiras revidam às provocações de torcedores corintianos, no túnel que dá acesso ao gramado do Pacaembu. Os corintianos tentavam entrar no campo para celebrar o quinto título Nacional do clube.
Houve muita gritaria e xingamentos. Corintianos e palmeirenses ficaram separados por uma parede de pouco mais de 1,80 m de altura. Os jogadores do Palmeiras ficaram revoltados com as provocações e atiraram objetos no lado rival.
No vídeo, é possível ver o atacante Luan tentando atingir os torcedores. Os palmeirenses também acertaram a câmera da Folha duas vezes e gritaram que não queriam ser filmados durante a confusão.
Uma pessoa com uniforme do Corinthians disse que foi atingido no rosto por um objeto atirado pelos palmeirenses. Ninguém sofreu ferimentos graves. A confusão durou pouco mais de dois minutos.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Polícia investiga morte de adolescente em saída de colégio no Paraná

Estudante de 15 anos foi morta a facadas em Guarapuava na terça-feira (29).
Três alunas do colégio e um rapaz são suspeitos de participação no crime.

Do G1 PR, com informações da RPC Guarapuava
 



Uma adolescente de 16 anos foi apreendida pela Polícia Militar na quarta-feira (30), em Guarapuava, a 257 km de Curitiba, por suspeita de participação no assassinato de uma outra adolescente, de 15 anos. Jéssica Borodiali dos Santos foi morta a facadas em frente ao Colégio Leni Marlene Jacob, em Guarapuava, quando saía das aulas na noite de terça-feira (29).
Testemunhas disseram à polícia que três meninas que estudam na escola esfaquearam Jéssica na região na barriga e, em seguida, fugiram. Um rapaz que estava em uma moto teria dado cobertura às adolescentes que teriam cometido o crime.As outras duas menores e o rapaz são procurados pela polícia.Colegas de classe da vítima informaram que ela vinha recebendo ameaças há alguns dias. “Foi inveja porque a Jéssica era uma menina bonita... nunca fez mal a ninguém”, disse um deles.
De acordo com a diretora da escola, Carime Kaminski, Jéssica era uma menina sem histórico de indisciplina. “Eu atribuo que seja rixa, seja confusão, inveja e que gerou um clima de bastante violência e que veio a gerar o que aconteceu aqui na escola”, afirmou.O pai de Jéssica, Marcio Lima dos Santos, disse que o policiamento nas escolas é deficiente. “Espero que um dia o nosso policiamento seja efetivo e que eles possam realmente tomar conta dos nossos colégios. E que os nossos meninos sejam educados para o bem, que não venham dessas famílias desestabilizadas e que fazem o que fizeram com a minha menina”, desabafou.
Moradores do bairro onde fica a escola chegaram a fechar uma das ruas em protesto a falta de policiamento na região. Segundo eles, as brigas na saída das aulas são frequentes. 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Estudante armado causa pânico em faculdade no Centro de Manaus

Universitário fugiu do local ao perceber a presença de policiais militares.
Testemunhas afirmam que ele estava à procura de outro aluno.

Alan Chaves e Marina Souza Do G1 AM
 
Um homem armado causou pânico em alunos do Centro Universitário do Norte (Uninorte), na manhã desta segunda-feira (28). Acadêmicos da Unidade 1 da instituição, localizada na Avenida Joaquim Nabuco, Centro de Manaus, afirmam que o suspeito circulava no quarto andar do prédio à procura de um estudante.
Uma estudante de Enfermagem, que não quis ser identificada, contou ao G1 que caminhava com um grupo de colegas na faculdade quando avistou o jovem com uma arma na mão. "Ficamos em pânico, todo mundo entrou nas salas de aula com medo. Houve muita gritaria, choro e desespero", relatou.
De acordo com a Polícia Militar (PM), homens da 1ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) estiveram se dirigiram até o local, mas foram informados que o homem havia fugido. Ainda segundo a PM, foi solicitado da direção da unidade de ensino as imagens do circuito de segurança interno para identificar o infrator e saber o que de fato aconteceu.
Em nota enviada ao G1, a Uninorte afirmou que o suspeito era um estudante, que fugiu ao perceber a presença dos policiais, e que o incidente não prejudicou as aulas, que prosseguiram normalmente durante todo o dia. A instituição informou ainda que mantém seguranças não armados realizando rondas nas áreas interna e externa de todas as unidades, além de fazer o monitoramento eletrônico do local.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Adolescente de 15 anos é acusado de matar irmão por causa de computador em Minas Gerais

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte


Um adolescente de 15 anos foi apreendido na noite desta quarta-feira (9) suspeito de ter assassinado o irmão, de 18 anos, após discussão por conta do uso de um computador, em Barbacena (173 km de Belo Horizonte).
De acordo com o sargento da Polícia Militar mineira Charles Wagner, policiais que foram à casa do menor, situada no bairro Santo Antônio, relataram que a causa da morte foi em decorrência de uma briga entre os dois por conta de o irmão mais velho ter manuseado o aparelho sem a permissão do acusado.
“Segundo a versão do adolescente, o irmão mais velho teria empurrado a mãe, que tentava apartar a discussão entre eles. Os dois entraram em luta corporal, momento em que o menor afirmou ter desferido um golpe de canivete no irmão”, relatou o policial.
No entanto, de acordo com o sargento, foram encontradas ao menos três perfurações no corpo da vítima, duas na região torácica e uma nas costas. Ele foi socorrido por uma guarnição do Corpo de Bombeiros, mas morreu a caminho do hospital. “Ele perdeu muito sangue e não resistiu aos ferimentos”, disse.
Ainda conforme o policial, o suposto agressor jogou o canivete em um matagal e fugiu em seguida. No entanto, o rapaz foi localizado e conduzido a uma delegacia.
“Depois, ele foi encaminhado ao centro de triagem. Esse é um local transitório onde o menor aguarda até um pronunciamento do juiz da Vara da Infância e da Juventude sobre o delito”, informou Wagner.
Ainda conforme o sargento, a mãe ficou em estado de choque e não teve o depoimento colhido na noite de ontem.

Aluno de 13 anos leva revólver para a escola onde estuda, em Vitória

Segundo a guarda, o aluno levou a arma para “tirar onda” com os colegas.
O aluno prestou depoimento no DPJ de Vitória e depois foi liberado.

Glacieri Carraretto Do G1 ES
Aluno de 13 anos leva revólver para a escola onde estuda, em Vitória (Foto: Reprodução/TV Gazeta)Aluno de 13 anos leva revólver para a escola onde
estuda, em Vitória (Foto: Reprodução/TV Gazeta)
Um estudante de apenas 13 anos foi detido pela Guarda Municipal de Vitória portando uma arma dentro da escola em que estuda, na tarde desta quarta-feira (9) no bairro Resistência na capital capixaba. Segundo a guarda, o menino levou o revólver para “tirar onda” com os colegas. O pai do adolescente foi chamado para comparecer à escola e acompanhou o estudante na viatura da Guarda Municipal para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória. O aluno prestou depoimento e depois foi liberado. O revólver calibre 22 ficou apreendido no DPJ.De acordo com a Guarda Municipal de Vitória, o garoto estudante do 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Rita de Cássia Oliveira estava circulando pela escola com a arma na cintura. A informação foi repassada pelo Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes 190) e em instantes guardas municipais chegaram até a escola e apreenderam o adolescente.
Duas viaturas da guarda compareceram ao local o que assustou alguns pais de alunos que aguardavam a saída das crianças. “Eu quero meus filhos, preciso saber o que está acontecendo”, afirmou uma senhora aflita na porta do colégio.Segundo o inspetor Pratti, da Guarda Municipal de Vitória, o estudante portava um revólver calibre 32, sem munição, e a carregava na cintura, escondida pelo uniforme.
“O aluno informou que trouxe a arma para chamar a atenção dos colegas, se engrandecer perante os demais estudantes. Ao ser questionado onde conseguiu a arma, ele não disse”, informou Pratti.
Em nota à imprensa, a Secretaria Municipal de Educação (Seme) de Vitória informou que foi responsável por acionar imediatamente a Guarda Civil Municipal logo que recebeu a informação sobre o aluno armado.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Coisas de ser "humano"-Cão arrastado por quarteirões em SP teve a pata amputada

MARÍLIA ROCHA/FOLHA/DE CAMPINAS

O rottweiler Lobo, arrastado pelo carro do dono por vários quarteirões na última quarta-feira (2), teve uma das patas dianteiras amputadas nesta segunda-feira. Ele perdeu muito sangue e teve rompimento no tendão depois do acidente, em Piracicaba (160 km de São Paulo).
O cão permanece em observação na clínica e sob os cuidados da ONG Vira-Lata Vira-Vida. A presidente da ONG, Miriam Miranda, contou que aplicaram células tronco no cão para acelerar a recuperação do membro, mas o sangue já não estava circulando no local. Segundo ela, Lobo está calmo e, assim que se recuperar dos ferimentos, passará por um programa de inclusão que a ONG oferece a animais amputados.
"A prioridade é a recuperação dele. Queremos que o caso seja esclarecido, mas sem linchamento de ninguém", disse Miranda. Segundo o depoimento de dois jovens à Polícia Civil, depois que avisaram o motorista do carro que o animal estava no chão, ele afirmou ser o dono do animal, mas disse que não o queria mais. Após desamarrar a corda que prendia Lobo ao carro, o proprietário foi embora. O mecânico Claudio César Messias, dono do rottweiler, disse à polícia que o cão pulou do carro sem que ele notasse. Messias afirmou ainda que, quando parou o carro, achou que o animal estava morto e ficou nervoso, por isso saiu do local.
Miriam Miranda-03nov2011/Divulgação
Cachorro ferido após ser arrastado por carro em Piracicaba
Cachorro ferido após ser arrastado por carro em Piracicaba

ACIDENTE
Um dia depois de o rottweiler ser socorrido, o dono dele, Cláudio César Messias, disse à polícia que tudo foi um acidente. Segundo Messias, o cão caiu do carro e, quando os dois jovens avisaram sobre o que estava acontecendo, ele achou que o animal havia morrido, por isso ficou nervoso e deixou o local.
A delegacia ainda apura as circunstâncias do acidente.
O presidente da Sociedade Piracicabana de Proteção aos Animais, Luis Américo Chittolina, afirmou que o proprietário do animal pode ser responsabilizado pelos danos e lembrou que a legislação prevê multa e até prisão de agressores.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Avril Lavigne conta no twitter que foi atacada por cinco pessoas e está com o rosto machucado

Avril Lavigne e o namorado postam foto no twitter momentos antes de se envolverem em uma briga (06/11/11)
Avril Lavigne e o namorado postam foto no twitter momentos antes de se envolverem em uma briga (06/11/11)
A cantora Avril Lavigne e o namorado, Brody Jenner, se envolveram em uma briga na noite do último domingo (6) em Los Angeles. Depois de Avril brigar com uma mulher, Brody tentou separá-las e foi atingido na cabeça com uma garrafa. Segundo o site do jornal "Daily Mail", ele foi parar no hospital e ficou com uma cicatriz no rosto.Enquanto ele falava com a polícia em frente ao hotel onde estavam hospedados, Avril e a outra garota não foram encontradas para dar depoimento. Mais tarde, a cantora desabafou no twitter.
"Eu não brigo, e não acredito em brigas. Para esclarecer as coisas, eu fui atacada do nada por cinco pessoas ontem à noite. Nada legal. Meu rosto está f***", publicou.
Ela acrescentou ainda que estava com o olho roxo, arranhões e contusões e agradeceu ao cantor Evan Taubenfeld por tê-la visitado. "Obrigado @EvanT por ter me visitado hoje e trazido uma bolsa de gelo da Hello Kitty. Tenho muita sorte de ter um amigo como você", finalizou.
Alguns momentos antes, Avril tinha retuitado uma publicação do namorado que dizia que os dois estavam tendo um ótima noite em Los Angeles.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

PROFISSÃO EM EXTINÇÃO!-Agressões de alunos geram medo e revolta em professores de MG

Professor de uma escola particular de Belo Horizonte (MG) recebeu ameaça de morte de um aluno após uma nota baixa. Foto: Ney Rubens/Especial para Terra Professor de uma escola particular de Belo Horizonte (MG) recebeu ameaça de morte de um aluno após uma nota baixa
Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

Ney Rubens /TERRA/Direto de Belo Horizonte
"Só não larguei a sala de aula porque é o que eu sei fazer. Eu preciso do dinheiro". Essa foi a reação descrita por um professor da rede particular de Educação em Belo Horizonte (MG) ao comentar sobre o seu estado psicológico após receber uma ameça de morte feita por um aluno da escola em que trabalha. Ameaças, intimidações e agressões viraram rotina em algumas escolas mineiras, impulsionando a sensação de medo entre os educadores.
O professor, que não quis ser identificado, contou que a agressão que sofreu aconteceu em um colégio particular da região centro-sul da capital mineira, no final do ano passado. Segundo ele, um estudante do segundo ano do ensino médio não atingiu a média para ser aprovado e precisou fazer uma prova de recuperação. Indignado, o aluno, que já teria histórico de indisciplina na escola, "falou alto para os colegas que iria dar facadas no professor da matéria que pegou recuperação", recordou. "Ele falou alto porque havia outros professores perto. Foi quando eu fiquei sabendo", disse.O caso aconteceu pouco tempo após um professor universitário ser morto a facadas em uma faculdade particular de Belo Horizonte. O responsável foi um aluno que havia ficado descontente com uma nota aplicada pela vítima. "Os dois casos foram muito próximos, por isso fiquei com medo. Nesse dia eu dei aula sem virar as costas para a turma enquanto escrevia no quadro", contou o professor.O homem disse que a situação na escola ficou muito ruim depois das ameaças. "Os professores ficaram sabendo do caso e foram até a sala de aula repreender o aluno", relatou. O caso foi levado para a direção do colégio e eles começaram a discutir várias medidas punitivas que poderiam ser tomadas.
Suspender o aluno e impedir que ele realizasse a matrícula no ano seguinte foram só algumas das medidas pensadas. "Mas no final o colégio não fez nada. Eu encontrei com o aluno esse ano e ele me olhou com um sorriso sarcástico. Não lembro nem se eu o cumprimentei", afirmou.O professor lamentou a falta de punição, já que segundo ele, uma das piores consequências disso "é que os alunos agora sabem que podem fazer qualquer coisa que não serão punidos. Se ele ameaçou um professor e não foi punido, uma punição por algo menor pode gerar indignação neles", disse.Esse caso não é único dentro das escolas de Minas Gerais. Em agosto deste ano, um aluno do sexto ano chutou e ameaçou de morte a diretora de uma escola pública em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a diretora, ela havia repreendido o aluno por mau comportamento no corredor e ele não gostou da atitude e foi tirar satisfações. A ação foi gravada por outro aluno e postada na internet.
Outro caso aconteceu no começo de outubro, quando outra diretora foi ameaçada e teve a cabeça arremessada contra a parede por também chamar à atenção de um estudante. Uma professora da escola, que fica no bairro São Lucas, na região leste de Belo Horizonte, informou que a diretora reclamou do adolescente de 15 anos que estaria tentando tomar à força o algodão doce de alunos mais novos. O menino não gostou e agrediu a diretora.
Após chamar a atenção de aluna, professora foi agredida pela mãe da menina  Foto: Ney Rubens/Especial para Terra
Rotina
Entre fevereiro e setembro de 2011, o disque-denúncia do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (SinproMinas) registrou 83 ligações de educadores denunciando algum tipo de agressão, o que corresponde a uma média de uma denúncia a cada três dias. São casos de ameaças, intimidações, agressões verbais e físicas, assédio moral e até mesmo tráfico de drogas.Das 83 ligações, 43 são provenientes de escolas públicas, a maioria localizada na periferia da capital mineira e cidades da região metropolitana, nas quais a realidade é muitas vezes pior do que a apresentada pelo levantamento do Sinpro. Em alguns casos, até as famílias dos estudantes se envolvem nas agressões.
Foi o que aconteceu com uma professora de uma escola estadual da região oeste de Belo Horizonte. Ela contou que foi agredida pela mãe de uma aluna que apresentava mau comportamento em sala de aula. A menina tinha 10 anos e "a situação ficou problemática quando ela passou a gritar com os professores, agredir verbalmente os colegas e a fazer caretas em sala de aula", contou a educadora.Segundo a professora, a mãe da criança precisou ser chamada à escola porque chegou ao ponto da menina agredir fisicamente outra professora. "A mãe chegou alterada, gritando comigo. Ela dizia o tempo todo que a filha não tinha feito nada errado e apontava o dedo na minha cara", contou a professora.
Ela convidou a mãe a entrar na diretoria para as duas conversarem. Foi quando começaram as agressões físicas. A professora contou que foi prensada na grade e recebeu puxões de cabelo e tapas na cara. "E eu nem podia reagir, porque era o meu emprego que estava em jogo".Depois da agressão, ela pensou seriamente em abandonar a escola. "Fiz dois dias de curso para tentar voltar, mas eu não via sentido no que eles falavam. Voltei porque acredito que não é um caso de uma aluna que vai me tirar de sala de aula. Quando você é professor você quer resolver a situação dos alunos, fazer a diferença para eles", disse.A escola em que ela leciona funciona no período integral e os alunos passam oito horas no dia em sala. "A família deixa a parte da educação toda para a escola e não faz a sua parte. Por mais que você faça e trabalhe pelo aluno, a família não entende aquilo. Uma hora as crianças vão para casa e lá também é preciso de disciplina", afirmou.
A educadora mineira pensou em desistir da profissão após a agressão  Foto: Ney Rubens/Especial para Terra
"Os alunos repetem os padrões dos pais. Eles gritam em sala de aula, falam muitos palavrões e mandam bilhetes ameaçando os professores. A gente não pode punir os alunos em sala e a família não ajuda. Eles sabem que não vai acontecer nada com eles", lamentou.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

SP: professora foragida é presa ao brigar com aluno


Wagner Carvalho/Direto de Bauru
Uma professora foi presa na noite de segunda-feira em Bauru (a 345 km de São Paulo) após brigar com aluno de 14 anos na sala de aula. A mulher, que não teve o nome divulgado pela Polícia Civil, era procurada pela Justiça por estelionato. A briga aconteceu por volta das 19h30, logo após o retorno do intervalo. Ela teria acionado o telefone 190 depois de entrar em luta corporal com o aluno.
Ao verificar os antecedentes criminais dos dois, os policiais descobriram que a professora havia sido condenada por estelionato ao emitir cheques sem fundos. Ela cumpria pena pelo crime e deveria comparecer periodicamente ao Fórum da cidade para comprovar o cumprimento das restrições impostas pela Justiça.
Como ela não cumpriu a determinação de se apresentar ao juiz, havia um mandado de prisão expedido contra ela. A Justiça vai decidir se ela perde o direito ao regime semiaberto para terminar de cumprir a pena.

sábado, 29 de outubro de 2011

Discussões em sala de aula viram casos de polícia no RS

O que era para ser uma discussão comum no ambiente escolar tem evoluído para casos de polícia no País. Só em Porto Alegre (RS), pelo menos seis situações envolvendo professores e alunos foram registradas em delegacia nos últimos três meses, de acordo com a Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul. E a falta de tolerância em sala de aula não se restringe a docentes e estudantes. Segundo a psicóloga Luiza Elena do Valle, autora do livro Violência e Educação, pais e instituições de ensino estão se tornando verdadeiros inimigos. De acordo com Luiza, que também é mestre em psicologia da educação, um componente que ajuda a entender as dificuldades nas relações entre alunos e professores é que os educadores estão sofrendo de uma "irritação aguda", reflexo dos tempos atuais, e que pode levá-los a ultrapassar a linha do respeito com a turma. "Há excesso de pressão no trabalho, em diversos aspectos, que provocam imensa ansiedade e tensão", diz.
Professor chama a atenção de aluna e vai para a delegacia
Professor há mais de 10 anos, Maurício Girardi teve de se explicar na 8ª delegacia de Polícia da capital gaúcha. O servidor público, que leciona física na Escola Estadual Piratini, se diz "humilhado" por ter de responder formalmente por constrangimento ilegal, crime que teria provocado dentro da sala de aula.
A acusação partiu de uma aluna de 17 anos, matriculada no período na noite. A preocupação com o comportamento da garota já havia começado no início do ano letivo, segundo ele. "Ela evadia muito, o tempo inteiro. É o que chamo de turista, vinha só de vez em quando para a escola", conta o professor.
No dia 21 de junho deste ano, a adolescente apareceu na aula de física depois de meses ausente. "Por três vezes tive de pedir licença para poder explicar o conteúdo que abordávamos. Ela estava fazendo 'social' em plena aula", conta o professor. Mesmo depois de três pedidos, Girardi afirma que a estudante continuou com a conversa. "O estopim foi quando o telefone celular dela tocou. Então disse que ela deveria ficar em casa se não quisesse estudar". O professor conta que a aluna se sentiu ofendida e saiu da sala chorando. No dia seguinte, segundo Girardi, os pais da estudante ligaram para a escola afirmando que "conheciam gente influente na cidade e que aquilo não iria ficar assim". A ameaça da família se transformou em uma acusação formal na Polícia Civil. Um mês depois do ocorrido, Girardi foi convocado a prestar esclarecimentos na delegacia.
Na ocorrência policial, a estudante alegou que o educando a destratou na frente dos colegas e a expulsou da instituição do ensino. Ela ainda afirmou que se sentiu constrangida e humilhada na frente dos outros alunos. Por meio da escola, a família da adolescente afirmou que prefere não falar sobre o assunto.
Para o professor, o caso é um retrato da realidade no sistema de ensino: "Alunos sem limite e pais que alimentam esse desrespeito. Em nenhum momento a mãe dessa aluna foi à escola para escutar a minha versão da história", diz. "Resolvi ser professor porque sempre gostei de ensinar e de ver alguém se apropriar do conhecimento e crescer. Mas está cada vez mais difícil. Sinceramente, acho que é mais um professor que o Estado perde", desabafa Girardi.
Escola apoia o professor
A Direção da Escola Estadual Piratini se posiciona a favor do professor e afirma que "ele não possui nenhum antecedente de problemas em ambiente escolar". Segundo o vice-diretor do turno da noite, Antônio Carlos Niemezewski, Girardi "é muito querido pelos alunos e nunca tinha recebido nenhuma reclamação por parte dos estudantes quanto ao seu comportamento". "Quando o fato aconteceu, chamei a mãe da aluna para conversar e pedi para resolvermos a situação internamente. Ela não quis escutar a versão do professor e nem mesmo resolver o ocorrido na direção da escola", conta Niemezewski, que diz ainda ter aconselhado a mãe da adolescente e procurar a Secretaria de Educação. "Falei para ela resolver isso com uma instituição de ensino, com a Secretaria, mas ela preferiu levar para a polícia", lamenta.
"A escola chama os pais para reclamações, e os pais criticam diretores e professores. Se o professor perde os próprios limites, ele deixa de prestar a função educativa que é esperada dele. Escola e família deveriam atuar em conjunto e em benefício do aluno. Em vez de procurar culpados, deveriam cooperar entre si", pondera a psicóloga Luiza Elena do Valle. Aguardando a tramitação do caso no Fórum Regional, Girardi responde por constrangimento ilegal, que é definido pelo Direito Penal brasileiro como um crime contra a liberdade individual que está no ato de constranger mediante violência ou ameaça. Segundo Andrei Zenkner Schmidt, advogado especialista em direito penal, a pena pode ser detenção de três meses a um ano ou multa, fixada pelo juiz de acordo com circunstâncias. O valor pode chegar a cinco salários mínimos. Schmidt afirma que o professor ainda pode ser expulso da instituição de ensino em que atua. "Mas não há obrigação legal de expulsá-lo", completa. Girardi segue lecionando na Escola Piratini, onde a menina ainda está matriculada, mas não comparece mais às aulas de física ministradas por ele.
Discussões são constantes em sala de aula
Através de um estudo de caso, os acadêmicos de Direito do Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná (Ulbrajp) Evaldo Inácio Delgado e Jenaldo Araujo Alvez detectaram que situações de violência verbal têm presença constante na sala de aula. A partir da observação das relações aluno-professor, a dupla concluiu que educadores e educandos apresentam mais incompatibilidades do que convergências, e que o ato do constrangimento ilegal ocorreria de ambos os lados. Entretanto, o estudo comprovou que, diferentemente do caso gaúcho, são poucas as situações que acabam nos tribunais. A maioria dos desentendimentos é resolvida na direção da escola. Mas, segundo os mestrandos, se os envolvidos tivessem conhecimento de que tais situações configuram crime, provavelmente o número de casos na Justiça seria maior.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

SP: professora desmaia após ser agredida com bola por aluno


Rose Mary de Souza /Direto de Campinas
A professora Maristela Marçal foi agredida por um aluno com uma bola de basquete e desmaiou na quadra na última quinta-feira na Escola Municipal Padre Francisco Silva, em Campinas (SP). Ela foi socorrida e levada ao pronto-socorro do Hospital Ouro Verde, onde permaneceu algumas horas em observação e depois foi liberada.De acordo com alunos e professores que presenciaram a agressão, um estudante de 15 anos, do 8º ano, que não fazia parte da turma que estava em aula, arremessou a bola com violência na direção da professora após ela ter chamado a atenção dele durante a prática de educação física.
Um grupo de professores interrompeu as atividades da escola e procurou o Núcleo de Ação Educativa Descentralizada Noroeste para pedir mais segurança. Professores reclamaram que é cada vez mais comum a presença de alunos agressivos dentro do colégio. A direção da escola não se pronunciou sobre o caso, mas informou que irá convocar uma reunião entre pais e alunos para discutirem a questão.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Estudo vincula a violência juvenil ao abuso no consumo de refrigerantes

(AFP) -Cientistas anunciaram esta terça-feira, nos Estados Unidos, a descoberta de uma associação surpreendente, mesmo em termos estatísticos, entre a violência juvenil e a quantidade de refrigerante que os adolescentes tomam.

Alunos do ensino médio da região metropolitana de Boston que consumiram mais de cinco latas de refrigerante normal por semana demonstraram uma propensão a desenvolver um comportamento agressivo entre 9% e 15% maior em comparação com colegas que ingeriram menor quantidade."O que descobrimos foi a existência de uma forte relação entre quantos refrigerantes estes jovens consumiam e seu comportamento violento, não só com relação aos colegas, mas também em relacionamentos afetivos, com irmãos", afirmou David Hemenway, professor da Escola de Saúde Pública de Harvard."Foi chocante para nós perceber como esta relação era clara", disse em entrevista à AFP.Mas ele ressaltou que apenas trabalhos futuros poderão confirmar ou descartar se um consumo maior de refrigerante não dietético causaria um comportamento violento.O novo estudo se baseou nas respostas a questionários preenchidos por 1.878 estudantes de escolas públicas com idades entre 14 e 18 anos, na região metropolitana de Boston, onde Hemenway afirmou que as taxas de criminalidade eram muito maiores do que nos subúrbios com níveis de renda maiores.A esmagadora maioria dos respondentes era hispânica, afro-americana ou miscigenada. Havia poucos asiáticos ou brancos.Entre as perguntas estava a quantidade de latas de 355 mililitros de refrigerante não dietético que os adolescentes beberam nos sete dias anteriores.
Eles também foram questionados se ingeriram álcool ou fumaram, transportavam alguma arma ou foram violentos com colegas, familiares e parceiros afetivos.
Segundo Hemenway, as respostas evidenciaram uma relação causa-efeito, na qual quanto maior o consumo de refrigerante, maior a tendência de se apresentar um comportamento violento.Entre aqueles que ingeriram uma ou duas latas de refrigerante por semana, 23% transportavam arma de fogo ou faca; 15% praticaram atos violentos contra o parceiro; e 35% agiram de forma violenta com os colegas.Na outra ponta da tabela, entre aqueles que ingeriram 14 latas por semana, 43% transportavam arma de fogo ou faca; 27% agiram com violência com relação ao parceiro; e mais de 58% praticaram atos violentos com os colegas.
De modo geral, os adolescentes que mais consumiram refrigerantes foram de 9% a 15% mais propensos a demonstrar um comportamento agressivo em comparação com aqueles que consumiam menos.Esta é uma magnitude similar ao vínculo encontrado em uma pesquisa anterior com o álcool e o tabaco.Hemenway afirmou que o estudo incluiu duas questões relativas aos registros familiares das crianças, inclusive se o adolescente fez refeições em família nos dias anteriores.Como só tinha a intenção de ser uma pesquisa preliminar, o questionário não consultou o tipo de refrigerante que os adolescentes beberam, afirmou.
"Este é um dos primeiros estudos a examinar" a questão, disse Hemenway."Nós não sabemos porque (existe esta forte associação). Pode haver algum efeito causal, mas também é certamente plausível que seja apenas um marcador para outros problemas - o de que crianças que são violentas independente do motivo tendem a fumar mais, a ingerir mais álcool e talvez a beber mais refrigerantes. Simplesmente, não sabenis", disse.
"Queremos examinar isso com mais cuidado nos estudos subsequentes", acrescentou.
Outros estudos estabeleceram um vínculo entre o consumo elevado de açúcar e falta de socialização ou comportamento irritável e antissocial.Algumas pesquisas chegaram a apontar a falta de micronutrientes como fonte de agressão, mas este trabalho ainda está em estágio inicial.O estudo foi publicado na revista britânica Injury Prevention.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O DIA DA CAÇA-Skinheads acusam casal gay de agressão em Porto Alegre

Um grupo autodenominado anarcopunks (punks defensores do anarquismo) enfrentou outro de skinheads em uma briga na madrugada de domingo no bairro Cidade Baixa, região central de Porto Alegre. Na confusão, dois skinheads ficaram feridos e apontaram um casal de homossexuais como os autores da agressão. Levado à polícia, o casal prestou depoimento e foi liberado. As informações são do Jornal Zero Hora.
A confusão iniciou por volta das 2h, na rua José do Patrocínio, quando cerca de 40 punks deixavam uma manifestação contra a corrupção. Os anarcopunks teriam identificado o segundo grupo como neonazista pelas tatuagens e cabeças raspadas dos integrantes. Testemunhas afirmaram à polícia que os punks começaram a gritar frases como "fora nazismo" e "fora racismo", até que os skinheads reagiram. Os dois feridos foram levados para Hospital de Pronto Socorro e, liberados na noite de ontem.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

PROFISSÃO DE RISCO E EM EXTINÇÃO-A cada três dias, professor sofre algum tipo de violência nas escolas de MG, segundo sindicato

Rayder Bragon
Especial para o UOL Educação
Em Belo Horizonte


Levantamento divulgado pelo Sinpro (Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais) revela que a cada três dias um caso de violência é registrado contra docentes em escolas públicas ou privadas do Estado.
De acordo com Gilson Reis, presidente da entidade, os dados foram captados entre fevereiro, quando um serviço de disque-denúncia foi criado, e setembro desde ano.
Ainda conforme o dirigente, as denúncias mais comuns são as que versam sobre intimidações sofridas nas unidades de ensino, seguidas por agressão verbal e física.
O serviço foi implantando depois da morte do professor universitário Kassio Vinicius Castro Gomes, 39, ocorrida em dezembro do ano passado no Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, situado na capital mineira.Na ocasião, a vítima foi esfaqueada em um dos corredores da instituição pelo estudante Amilton Loyola Caires, 23, que alegara sofrer "perseguição" do educador. Em julho deste ano, a Justiça determinou que ele deveria ser internado em estabelecimento psiquiátrico adequado ou hospital após ter sido comprovada, por laudo médico, quadro de esquizofrenia. O magistrado autor da sentença havia decidido que o estudante era inimputável, ou seja, não poderia ser responsabilizado pelo crime.“O número de denúncias vindas de escolas particulares é muito próximo dos números das escolas públicas. Isso dá margem a uma reflexão: muitas pessoas imaginavam que a violência está somente nas escolas públicas”, explicou. Segundo ele, das 83 ocorrências recebidas pelo disque-denúncia, 43 vieram de trabalhadores do setor público e 40 de docentes de escolas privadas.De acordo com Reis, o sindicato recebe a denúncia e busca entendimento com a instituição de ensino. No entanto, o dirigente revela frustração pelo resultado.“Das 40 denúncias que tivemos envolvendo as escolas privadas, apenas em um caso observamos o afastamento do aluno da disciplina do professor que fez a denúncia”, frisou.
Reis acusa o que denominou de “relação mercantil” entre as escolas particulares e os estudantes como entrave às punições que poderiam ser efetivadas. “Normalmente a escola não toma uma posição contra o seu “cliente”, que é o aluno, ou os pais dele”, revelou.Outro fator apontado pelo dirigente como inibidor de denúncias de violência contra professores é o fato de, nas escolas particulares, o educador temer a perda do emprego, caso exponha o problema.
No tocante às denúncias feitas pelos professores de escolas públicas, o dirigente afirmou que os casos são levados ao conhecimento da Secretaria Estadual de Educação.“Devemos lembrar que, o caso do professor Kassio, que terminou de forma trágica, iniciou-se com intimidações por parte do agressor”, relembrou.
Presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG), Emiro Barbini rebateu as acusações de Reis e as classificou de “levianas”. Conforme ele, os casos recebidos pelo disque-denúncia nunca foram repassados à entidade.
“Eles criaram o disque-denúncia, mas nunca nos passaram nem protocolaram nada. Não temos nada que comprove algum caso, no qual a gente possa auxiliar e intervir. Nós não temos o poder de fiscalização, mas temos o poder de estar junto às escolas, exigindo atitudes contra qualquer tipo de violência”, disse.
De acordo com Barbini, os diretores são orientados a registrar casos de agressões, ou ameaças contra professores. “Ele não pode se omitir. Tem de constar no seu regimento interno a punição disciplinar relativa a casos de violência”, descreveu.A Secretaria de Educação de Minas Gerais informou que as 47 superintendências regionais de ensino do Estado registram todas as situações de conflito e dispõem de equipes técnicas que auxiliam a direção da escola no encaminhamento dos casos na verificação da medida disciplinar a ser adotada.Em relação à segurança nas escolas, o governo estadual ainda revelou, por meio de nota, que mantêm ações voltadas para a ‘inclusão social e a integração entre a comunidade e o ambiente escolar”, com a participação da Polícia Militar mineira.
Para tanto, o informe citou programas como “Projeto Escola Viva, Comunidade Ativa”, “Programa Educacional de Resistência à Violência e às Drogas”, além do “Jovens Construindo a Cidadania”.  

terça-feira, 4 de outubro de 2011

DE NOVO!-Aluno leva arma do pai à escola em Rio Grande da Serra

Um revólver calibre 22 foi encontrado, por volta das 18 de ontem com um menino de 10 anos na Escola Estadual Padre Giuseppe Pisoni, na Vila Lopes, em Rio Grande da Serra, no Grande ABC. A Polícia Militar informou que o motorista da van escolar que transportava as crianças foi quem informou à direção da escola que o garoto estaria armado.

Ao chegar à escola, o menino foi revistado e, na mochila dele, encontrada a arma, sem munição e com numeração raspada. O pai do estudante prestou depoimento na delegacia e disse que o revólver estava quebrado, sem poder de fogo. Já o menino não quis comentar por que estava com a arma na mochila. Ela foi apreendida e passará por perícia.

O caso foi registrado como omissão de cautela. Pai e filho acabaram liberados.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Adolescente é suspeito da morte de menino de 12 anos em Palmeira (PR)

Menino foi encontrado morto na terça-feira (27) em um matagal. Segundo polícia, menor teria matado a vítima com golpes na cabeça.

Do G1 PR, com informações da RPC TV Ponta Grossa





A Polícia Civil de Palmeira, a 80 km de Curitiba, investiga um crime que assustou os moradores da cidade de 32 mil habitantes. Um menino de 12 anos que estava desaparecido desde o último domingo (25), foi encontrado morto em um matagal na noite de terça-feira (27).
Segundo a polícia, um adolescente de 16 anos seria o autor do crime. As investigações apontaram que a vítima teria roubado R$ 3,6 mil do adolescente. O dinheiro era resultado de furtos, roubos e tráfico de drogas. O adolescente já havia sido apreendido por esses crimes.
De acordo com o delegado Rodrigo da Silva Cruz, o menor confessou o crime durante o depoimento. “Não demonstrou emoção, não demonstrou arrependimento conforme consta em sua declaração. Agiu com extrema crueldade, brutalidade, porque ele desferiu inúmeros golpes de bastão na cabeça da vítima”, relatou. Após ser ouvido pela polícia, o adolescente foi liberado.Cruz ainda informou ao G1 que a polícia pode pedir à Justiça o internamento provisório, de até 45 dias, do menor suspeito ou então ele pode receber uma condenação socioeducativa de um a três anos. 

Profissão de risco e em extinção-Professores e policiais entram em confronto na Assembleia do Ceará

Segundo sindicato, professores saíram feridos do confronto com a polícia. Assembleia informou que manifestantes tentaram ocupar o plenário da Casa.

Do G1 CE
imprimir polícia barra professores na AL em Fortaleza (Foto: TV Verdes Mares/ Reprodução)Polícia barra professores na AL em Fortaleza.
(Foto: TV Verdes Mares/ Reprodução)
Professores da rede estadual e policiais entraram em confronto na Assembleia Legislativa do Ceará, em Fortaleza, na manhã desta quinta-feira (29). Houve registros de agressões e depredações no prédio.
Segundo o vice-presidente do Sindicato da categoria (Apeoc), Reginaldo Pinheiro, os professores tentaram entrar na Casa e foram impedidos pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar. "Vários professores ficaram feridos e sangrando", afirma.A Assembleia Legislativa informou que, por conta do confronto, a sessão começou atrasada. Segundo a assessoria da Casa, os manifestantes tentaram ocupar o Plenário para evitar a votação da mensagem do Governo do Estado sobre o piso da categora e foram contidos pelos guardas que fazem a segurança do prédio e por policiais pelo Batalhão de Choque.
Regime de urgência
A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou na quarta-feira (28) regime de urgência para a matéria que define o reajuste salarial dos professores da rede estadual. O reajuste prevê um salário abaixo do que requer a Lei Nacional do Piso, R$ 1.180 para professores do ensino médio.
A mensagem continua na pauta e deve ser votada ainda nesta quinta-feira (29), segundo a Assembleia. Os professores continuam no hall da Assembleia e estão impedidos de entrar no plenário.
confronto entre professor e batalhão de choque em fortaleza (Foto: TV Verdes Mares/ Reprodução)
Professor fica ferido durante confronto com polícia na Assembleia Legislativa. (Foto: TV Verdes Mares/ Reprodução)

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