Vigilância Sanitária constatou grande quantidade de insetos na loja.Advogado afirma que havia 'pouquíssimas baratinhas' no local.
Marcia fotografou pacote de bala com ovos de baratas. 'Minha filha comeu metade', contou.(Foto: Arquivo pessoal)A interdição aconteceu depois que uma cliente da loja procurou a Polícia Militar e a Vigilância Sanitária afirmando ter comprado na quarta-feira (16) pacotes de balas abertos contendo baratas vivas e mortas, além de ovos de insetos. De acordo com a Vigilância Sanitária, a loja Casa do Biscoito localizada na Avenida Nossa Senhora de Copacabana permanecerá fechada por tempo indeterminado até que apresente documentos que comprovem a desinsetização e desratização do local.
A comerciante Marcia Barboza Barroso, 41 anos, relatou ao G1 que percebeu que os pacotes comprados na loja continham baratas depois que a filha de cinco anos abriu uma das embalagens na noite de quinta-feira (17). “Minha filha comeu metade de um pacote de balas com baratas. Só vi quando ela já estava com os doces na boca. Percebi uns pontos pretos e perguntei ‘Filha, o que é isso?’. Eram ovos das baratas”, disse a internauta, que procurou o G1 pelo Fale Conosco. De acordo com ela, a filha, Manoela, teve uma reação alérgica após comer as balas e está tomando remédio.
Marcia Barboza Barroso com a filha Manoela, decinco anos (Foto: Arquivo pessoal)
Ao voltar à loja, a internauta fotografou pequenos insetos nas prateleiras, entre as caixas de doces (Foto: Arquivo pessoal)O advogado da Casa do Biscoito confirmou a ida da equipe da Vigilância Sanitária à loja e afirmou que havia algumas baratas no local. "Havia pouquíssimas baratinhas lá, mas daquelas pequenininhas. E essa baratinha pequenininha não põe um ovo daquele tamanho que está naquelas fotos", disse Ely José Machado, referindo-se às fotos feitas pela consumidora.De acordo com o advogado, o estabelecimento apresentou documentos que comprovavam outras visitas do órgão, tendo sido a última no dia 10 de janeiro. Ele afirmou também que a última dedetização estava em dia e que todas as embalagens de doces são vendidas fechadas.
“O que nos causa estranheza é que ela levou o produto para casa e depois voltou, alegando que tinha isso no produto. Quem pode dizer que esse produto não tenha, na casa dela, entrado barata? Ela teria que, na hora que saiu da loja, olhado se o produto estava aberto e trocado. Aquela embalagem é transparente. Como é que uma pessoa não iria detectar aquela quantidade de ovo de barata para dar para uma criança? ”, questionou o advogado.
Machado afirmou que a loja já retirou todos os produtos das prateleiras e que deve fazer em breve a dedetização da casa para reabri-la o quanto antes.

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