quarta-feira, 9 de março de 2011

Mogi Mirim,SP-Funcionária diz que drogas e prostituição são comuns na Fundação Casa

Corregedoria e Ministério Público investigam denúncias


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Mais denúncias de irregularidades nas unidades da Fundação Casa, em Mogi Mirim. O Ministério Público já investiga o comportamento de servidores da instituição.
Agora, uma funcionária de uma das unidades procurou à EPTV para dizer que a entrada de drogas é frequente. “O vigilante ou o agente, ele entra e não é revistado. Ele entra com a droga lá dentro facilmente”, disse a denunciante. Ela citou ainda a possibilidade de prostituição dentro da instituição.“Teve uma cozinheira que fez programa dentro da instituição”, disse se referindo a unidade Laranjeira.
Desde 30 de novembro de 2010, Mogi Mirim registrou a fuga de um adolescente que conseguiu uma arma. Também uma tentativa de homicídio dentro da unidade Laranjeiras, e a fuga de 21 internos no dia 18 de fevereiro deste ano depois de renderem um pequeno grupo de funcionários que estava de plantão na unidade Casa Mogi. "No dia da fuga tinha apenas quatro vigilantes lá de madrugada ”, disse.

Outro LadoA EPTV levou as denúncias ao conhecimento do coordenador técnico da Fundação Casa na região de Campinas, Hugo Lima Guimarães. De acordo com ele, a corregedoria já faz investigações nas unidades da cidade. As investigações já resultaram no afastamento de servidores e prestadores de serviço.Sobre a arma com um interno, Guimarães disse que o caso foi resolvido. “Esse servidor que facilitou a entrada da arma responde criminalmente. Ele não faz mais parte do quadro funcional desta fundação. Hoje ele se encontra preso”, relatou. O coordenador explicou também que foi reduzida a entrada de drogas nas unidades. “Os funcionários, vigilantes e familiares passam por um processo rigoroso de revista”, disse.Sobre a falta de funcionários na fuga em massa, o coordenador confirmou o problema, mas disse que a situação já foi resolvida. E disse ainda que se as investigações indicarem responsabilidade dos diretores, eles podem ser afastados.Sobre a possibilidade de prostituição, ele afirmou que pode ter ocorrido um flerte, mas que é impossível contato físico. Duas prestadoras de serviço foram demitidas.
Outros Casos
O Ministério Público (MP) investiga irregularidades nas duas unidades da Fundação Casa em Mogi Mirim, que envolve fugas, uso de drogas e outros crimes dentro das unidades.Segundo o promotor Rogério José Filocomo Júnior, um pedido para uma audiência com a juíza, corregedor da Fundação Casa e diretores das unidades para discutir mudanças no local, está na Vara da Infância e da Juventude. Caso não ocorra nenhuma providência, o promotor estuda pedir a interdição das unidades.“O fechamento temporário da unidade com transferência dos menores até que a Fundação Casa contrate mais seguranças e demonstre que modificou o seu sistema de segurança”, afirma o promotor.

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