Segundo casal, Roberta Maciel disse que reduziria valor de parcelas de carro.Defesa diz que advogada teria transtorno bipolar e caso deve ser analisado.
Casal pediu empréstimo para não perder carro(Foto: Ricardo Campos Jr.)
Transtorno
Roberta já responde a processo que tramita na 2ª Vara Criminal de Campo Grande, acusada de estelionato e falsificação de documentos. O advogado Joseph Georges Sleiman, que faz a defesa dela nesta ação, lembra que já foram expedidos dois mandados de prisão contra a advogada, um em fevereiro e outro em abril, mas ela ainda não se apresentou. “Sei que ela é considerada foragida, eu recomendo sempre que a pessoa se apresenta, mas vai dela se entregar ou não”.Sleiman disse que o processo em tramitação na 2ª Vara está em fase inicial e, por isso, não poderia elaborar uma tese de defesa. Além disso, já que o processo está em segredo de justiça, não poderia comentar a acusação. O advogado acrescentou que a cliente teria transtorno bipolar e isso pode tê-la afetado.O advogado explica ainda que as acusações não deveriam tramitar em processo criminal, já que ela pode não ter agido de má-fé, apenas recolheu o dinheiro para custear a ação e não há indícios de que não tinha intenção de protocolar.
Golpe
“Quando a gente descobriu que tinha caído nessa, meu chão acabou. Essa brincadeira de sete meses me custou R$ 5,8 mil que eu tive que caçar da noite para o dia”, disse Cláudia Arce Nazar, de 30 anos. A quantia é referente ao que ela e o marido, o radialista William Cesar Silveira Nazar, 31 anos, tiveram de levantar para pagar as prestações em atraso do carro e não ter o bem confiscado.O prejuízo total, segundo o casal, é de R$ 8,6 mil, já que eles repassaram para Roberta a quantia de R$ 2,8 mil que seria usada para quitação do veículo, com base na alegada redução de prestação.
Roberta foi contratada por meio de recomendação de um tio. Cláudia conta que o parente já havia entrado com processo semelhante de redução de parcelas. Mais tarde, o casal descobriu que ele também foi vítima da suspeita de estelionato. “Eu até achei estranho porque (o processo) foi muito rápido. Pagamos em dinheiro com uma reserva que havíamos deixado para pagar o carro”, conta Cláudia.
Sem suspeita
Cláudia lembra que o escritório da advogada fica em um bairro em área nobre de Campo Grande. Era impossível, segundo o casal, desconfiar dela. “Ela falava o necessário e se vestia muito bem. Acreditei no jeito dela”, diz Cláudia.
"Acreditei no jeito dela", diz Claúdia(Foto: Ricardo Campos Jr.)
Investigação
O delegado Fábio Sampaio, da 2ª DP, conta que pelo menos oito vítimas da advogada registraram ocorrências na cidade entre dezembro de 2010 e março de 2011, alegando crimes de estelionato e falsidade ideológica. Os cinco inquéritos abertos na delegacia apontam que ela teria se apropriado de R$ 50 mil.
A advogada também enfrenta processo no Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS). De acordo com a entidade, ela recebeu suspensão preventiva em novembro do ano passado, mas ainda corre risco de expulsão.
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