domingo, 24 de julho de 2011

Amy Winehouse teria mandado mensagens sensuais para o celular do ex

A atual namorada de Blake Fielder-Civil foi quem fez as acusações
QUEM Online; Foto Getty Images
  Getty Images 
Amy Winehouse parece que se envolveu em mais uma polêmica. Desta vez, a cantora foi acusada de ter enviado mensagens de texto com teor sensual para o ex, Blake Fielder-Civil. De acordo com informações do tablóide britânico “The Sun”, a acusação partiu da atual namorada dele, Sarah Aspin. "Ela precisa manter as mãos longe dele. Ele é meu e somos uma família agora”, disse a Sarah, que tem um filho fruto do relacionamento com o rapaz. Amy, inclusive, já teria feito ligações para Blake enquanto ele estava deitado na cama do lado da atual namorada. Um porta-voz de Amy informou ao jornal que Blake a procurou por telefone antigamente. "Ela teve que mudar seu número. Ele tinha ligado para ela mais de dez vezes por dia Ele usa um celular na cadeia."

Amy Winehouse estaria em depressão após término de namoro

Segundo 'Daily Mail', Reg Traviss negou um pedido de casamento da cantora.
Do EGO, no Rio
  
WENN/. Amy e Reg Traviss
Amy Winehouse estaria devastada e inconsolável após o término do namoro com o diretor Reg Traviss, pouco antes de ela entrar em sua última reabilitação, informa o "Daily Mail".
Traviss, que negou um pedido de casamento da cantora, estaria desesperado para ajudá-la a mudar de vida. Mas quando ele percebeu que ela não conseguiria vencer seus demômios, terminou a relação.
A cantora foi encontrada morta em sua casa em Camden Town, Londres, na manhã deste sábado, 23.
 De acordo com o TMZ, ao contrário do que foi informado pela polícia, Amy ainda estava com vida quando os paramédicos chegaram ao local, mas morreu antes de que pudesse ser removida.

Todos por Amy

 Por Vítor Belanciano
Conhece bem os hospitais, não lida bem com a fama, é aditiva e anoréxica, sofre depressões e tem um vozeirão. É, provavelmente, a maior estrela pop de 2007.
Amy Winehouse Amy Winehouse (Kieran Doherty/Reuters)
Nas últimas semanas, Pete Doherty, cantor rock e namorado periódico da manequim Kate Moss, perdeu para Amy Winehouse. E não foi à batota, foram as primeiras páginas dos jornais britânicos.
Histórias de hospitais, curas de desintoxicação, desavenças de namorados e cancelamento de concertos são com ela. Em Inglaterra não foram os incêndios que absorveram o mês de Agosto. Foi ela.O seu problema, como o de muitas figuras trágicas da cultura pop de James Dean a Kurt Cobain é como lidar com a notoriedade. Nunca quis ser estrela. O bordel mediático é-lhe estranho. É natural que não esteja a passar um bom bocado.Há quatro anos, quando lançou o primeiro álbum, "Frank", ninguém poderia prever que seria assim. Em Portugal quase ninguém lhe ligou, tendo sido arrumada, de forma apressada, na prateleira dos cantores adolescentes que por essa altura brotavam (Norah Jones, Joss Stone, Katie Melua, Jamie Cullum) e que apelavam a um público maduro que gosta de canções jazz clássicas ou soul tranquila matizada de pop, enquanto consome caviar entre amigos.Falso jazz. Falsa folk. Falsa soul.
Sem alma. Foi assim que muitos a caracterizaram, baseando-se mais nos estereótipos não é negra, nem americana, não é madura e não teve uma vida sofrida ligados à música soul do que à realidade dada pela música.E, no entanto, alguém que evitasse juízos precipitados, perceberia que Amy Winehouse não era apenas uma voz com uma sonoridade imaculadamente revisionista por trás. Apesar de ter apenas 19 anos era uma cantora de corpo inteiro.
A sua voz soul tão depressa parecia falar claramente para nós, recortando cada palavra com exactidão cirúrgica, como a seguir se transformava em mais um instrumento, sublinhando o aparato sonoro à volta, composto por batidas lânguidas inspiradas no hiphop, atravessadas por motivos resgatados do jazz.
Em Portugal quase ninguém lhe ligou, mas 100 mil almas no resto do mundo adquiriam um exemplar de "Frank". Depois do êxito, o silêncio.Ficou conhecida por, nas entrevistas, ser lacónica. Ou então acumular lugares-comuns. "Não me interessam, a música fala por mim", afirmava então.Desde o começo era evidente que não era uma boa jogadora do jogo da fama. Não é Madonna. É apenas uma jovem londrina, igual a tantas outras, que gosta de beber uns copos e jogar bilhar em pubs de má fama ao princípio da noite, em Camden, onde habita.Foi aí que, em 2005, conheceu Blake Fielder-Civil, o homem da sua ainda curta vida. Diz-se que foi amor à primeira tequila. É ela quem o diz: "Ele mudou-me." Primeiro foi o exterior começou por tatuar o corpo com motivos de marinheiros e aprontou um penteado muito anos 60. Depois o interior, transformando-se numa combinação, muito temperamental e sem papas na língua, de Mae West, com Shane McGowan e Popeye, o marinheiro.
Finalmente, os gostos musicais. Do jazz e hip-hop que havia assimilado na infância e adolescência (Sarah Vaughan, Thelonius Monk, Roy Ayres, Mos Def ) passou para a pop dos grupos femininos na transição dos anos 50 para os 60 Shangri-Las, Ronettes, Five Royales, Shirelles ou Chiffons.Voz é vozeirão
Depois da saída de "Frank", durante dois anos não compôs uma única canção nova. A relação com Blake teve altos e baixos. A partir de determinada altura, só baixos. Ele deixou-a.
Havia que fazer catarse. Contar a história daquela relação. E ela resolveu trabalhar num novo álbum.
Alguém da editora lhe propôs que se encontrasse com um jovem produtor inglês, a habitar em Nova Iorque, Mark Ronson. Ideia inteligente.Hoje em dia não tem que prestar provas a ninguém, já lhe passaram pelas mãos Christina Aguilera, Robbie Williams ou Lily Allen. Transformouse num dos produtores mais afamados do mundo. Na altura, Amy não sabia quem era. Ele também não a conhecia.Mas a coisa funcionou. Ela tocou-lhe uma série de composições, à guitarra, e fez com que ouvisse os grupos femininos que acabara de descobrir.Disse-lhe que gostava que o seu disco soasse assim. Ele, impressionado pelo que ouviu, fez-lhe a vontade.
Deprimida, anorética e enfrentando problemas de alcoolismo, entregou-se à escrita de canções. Em seis meses, o disco fez-se. Rapidamente, os esboços das canções adquiriram uma áurea grandiosa, respirando a exuberância pop dos anos 60, a leveza da soul e até um pouco de ska ("Just friends"), pelo facto de venerar os The Specials. Tudo o que tinha na cabeça havia sido reescrito para as canções.
O americano Salaam Remi, repescado de "Frank", produzia quatro canções e Ronson seis. Os dois fizeram um trabalho excepcional. O som é perfeito, evocativo, mas não passadista.A voz é vozeirão. Imperial.
Como se a jovem dos vintes fosse uma cinquentona assídua de clubes fumarentos de jazz.O sucesso da operação foi acontecendo.Em câmara lenta. Primeiro foi o single confessional "Rehad". Inglaterra rendeu-se. Deu-lhe prémios pela canção, um "brit awards" e um "Ivor Novello". O álbum está nomeado para o "Mercury", o mais importante prémio da indústria britânica, onde é o favorito. Os resultados serão conhecidos na próxima semana.Depois, foi o resto do mundo. No difícil mercado americano, onde era uma ilustre desconhecida, o álbum permanece há meses nas tabelas de vendas e até em Portugal, tão adverso para acolher novidades, mesmo quando são do centro do mercado, como é o caso, se lhe rendeu. Lentamente, mas aconteceu.Pelo meio continuaram as histórias à sua volta. Anulação de concertos.
Vomitou a meio de uma canção num deles. Ida a hospitais, com a versão oficial a referenciar "cansaço extremo". E, depois, a reconciliação com Fielder-Civil, casamento em Miami, duetos com Paul Weller e Rolling Stones, convites para colaborações de Prince, declarações de devoção da fina-flor do hip-hop americano Kanye West, Jay-Z, Snoop Dogg, OutKast e a canção de abertura do próximo James Bond a ser-lhe atribuída.A glória. O mundo a seus pés. E uma clínica à espera. No último mês não mais parou de ser notícia. Curas de desintoxicação, aparentemente mais brigas com o marido e a mãe a acusar a indústria musical de pressão perante a filha. "Esta não é a Amy. É como se toda a sua vida se tivesse tornado numa actuação no palco. Penso que ela não vai aguentar." Perante tal narrativa, o mundo divide-se em dois. Os que recorrem à explicação costumeira. Ou seja, trata-se apenas de mais um episódio da velha história de como fazer incidir os holofotes da fama sobre si próprio a qualquer custo para, em última instância, ganhar mais uns cobres. E os que acham que Amy Winehouse espelha apenas o universo pop dos nossos dias, personificando a dificuldade de encontrar um equilíbrio entre a expressão pessoal e a exposição pública, num contexto muito competitivo.Esses esperam que ela aguente.Torcem por Amy.
Opinião-Pop devora os seus filhos

O talento nunca impediu que a pop devorasse os seus filhos; por isso, a tragédia repete-se até ao fim. Amy Winehouse encarnava esses dois termos (‘talento’ e ‘tragédia’) como bússolas do próprio destino; a sua voz – um prodígio – não foi milagre suficiente para impedir que a morte chegasse, anunciada com certa precisão.
Por:Francisco José Viegas, Secretário de Estado da Cultura 

Dir--se-á, agora, que o álcool e as drogas apenas confirmaram a maldição da sua biografia: amores imperfeitos, família disfuncional, perseguição dos média. Os sociólogos da pop explicarão o que houver por explicar, os biógrafos dirão que o final estava escrito. Amy era já uma penumbra sobre o palco, transportando os sinais da tragédia. Não houve ascensão e queda; nada podia salvá--la de si mesma ou da solidão. Nem a música. Nem o seu talento.

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