
Carlos Careqa ao lado de Chico Buarque na gravação de Minha Música
"Eu sou da série B e sou feliz aqui, mas ele é série A". O cantor e compositor Carlos Careqa definiu com este bom humor o seu encontro com Chico Buarque para a gravação de uma das faixas de seu novo álbum Alma boa de lugar nenhum. Torcedor do Coritiba, campeão da segunda divisão do Campeonato Brasileiro de 2010, ele brinca com o ídolo Chico, fã do Fluminense, campeão da primeirona. "Na música também é assim".
Careqa se define como um artista independente, participa da maior parte da produção de seus discos. Quando compôs a canção Minha Música, achou "que tinha a cara do Chico". Entrou em contato e propôs a parceria, aceita sem dificuldades.
Mataste minha música
Quebraste todos os meus discos
Fugiste com todas as canções
E o coração na selva selvagem
A letra, diz, fala um pouco do desconsolo de toda uma geração de vozes da MPB, que hoje se vêem preteridas. Sobre as dificuldades de fazer música de maneira independente, arremata: "Se eu fosse para o Big Brother, eu talvez vendesse mais discos, mas se eu gravo com o Chico Buarque ninguém liga".
O álbum terá 12 canções, todas compostas por Careqa. "O tom é muito intimista", explica. Entre as inspirações, está o disco de O Grande Circo Místico (1983), com músicas de Chico Buarque e Edu Lobo.
Terra
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