As atrizes de "Sucker Punch" conversam com o diretor Zack Snyder
Interpretada por Emily Browning, Baby Doll introduz o espectador na trama de "Sucker Punch". Logo no início do filme, quando sua mãe morre, ela é levada pelo padrasto para uma instituição judiciária onde conhece outras internas: Sweet Pea (Abbie Cornish), Rocket (Jena Malone), Blondie (Vanessa Hudgens) e Amber (Jamie Chung). Inspiradas pela dança hipnótica da novata, elas mergulham em um mundo de sonhos em busca de elementos que, uma vez reunidos, lhes permitirão fugir de lá.
A evolução de "Sucker Punch", no entanto, contou com outros problemas. A primeira versão do filme exibida para a comissão de classificação da Motion Pictures Association of America (MPAA) continha 18 minutos a mais e nenhuma menção à idade das meninas - originalmente, segundo Snyder, elas tinham apenas 14 anos. Numa revisão, algumas cenas mais fortes foram cortadas e um plano em que o pai de Baby Doll menciona que ela tem 20 anos foi inserido.Snyder se apressa em explicar que os 18 minutos cortados estarão no DVD e dá sua versão do que se passou. "Eu queria muito fazer um filme PG-13 (classificação americana que permite aos espectadores de 13 anos e maiores assistirem acompanhados de seus pais ou responsáveis)", explicou ele. "Sei fazer um filme classificado como R (equivalente a maiores de 18 anos no Brasil), e não tenho problemas com isso. Na verdade, é mais fácil e natural para mim fazê-lo dessa maneira. Mas seria difícil visualizá-lo, nossas ideias ficariam perdidas no meio disso tudo. Além disso, não sabíamos quão duros a comissão de classificação seria."Acontece que a comissão foi dura e para evitar que uma grande parcela de potenciais espectadores ficasse fora das salas, Snyder e sua mulher, a produtora Deborah Snyder, optaram por amenizar o conteúdo. Ainda assim, o diretor e sua parceira no filme não deixaram de criticar as justificativas apontadas pela MPAA. "O filme é desenhado para ter muita sugestão", comentou Deborah. "Uma das coisas que eu mais gosto é que você nunca vê Baby Doll dançando, nunca vê essas coisas. O filme brinca muito com a imaginação, para onde você vai, o escapismo. Mas por alguma razão essas coisas são ameaçadoras, acho. Talvez porque sejam muito poderosas ou porque aquilo que imagina é mais poderoso do que aquilo que vê."
* (O jornalista viajou para os EUA a convite da Warner Bros.)
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