Grife Galliano é controlada em 91% pela maison Christian Dior.Estilista foi denunciado à polícia por declarações antissemitas.

A saída de Galliano de sua própria empresa ocorreu um mês e meio depois de ser demitido como diretor artístico da Dior um dia após o jornal londrino The Sun ter divulgado um vídeo no qual, aparentemente embriagado, dizia "adorar Hitler" e elogiava suas práticas nazistas.Em fevereiro um casal já tinha denunciado o estilista por insultos antissemitas e racistas no terraço do bar "La Perle", no bairro parisiense de Marais.A esta primeira denúncia se uniu em breve outra de uma mulher que disse ter sido agredida de maneira similar em outubro do ano passado.A direção do grupo de luxo LVMH, que controla a Dior, decidiu romper suas relações trabalhistas com ele, mas deposi que Galliano se comprometeu a buscar ajuda e pediu desculpas, a empresa tinha mantido seu contrato pela sua própria marca.
Problemas com a justiçaAgora Galliano, de 50 anos e que ainda tem pendente uma causa com a Justiça por injúrias racistas que poderia render seis meses de prisão e uma multa de mais de US$ 30 mil, foi retirado definitivamente da empresa que leva seu nome.A WWD assegura que os proprietários receberam diversas ofertas de potenciais interessados em comprar a marca, procedentes da Itália, China e o Oriente Médio, apesar da venda não ser uma prioridade imediata.

última coleção da grife Galliano criada pelo estilista.
(Foto: AFP)
No dia 2 de março, a procuradoria de Paris lhe acusou de "injúrias públicas contra particulares por sua origem, pertinência ou não pertinência a uma religião, raça ou etnia, proferidas contra três vítimas identificadas".No mesmo dia Galliano apresentou suas desculpas "sem reserva" de Londres, através de seus advogados, ao mesmo tempo que a imprensa americana informava que estava a caminho do Arizona (EUA) para iniciar uma tratamento de desintoxicação.
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