DO "NEW YORK TIMES"
Cientistas encontraram a fonte da juventude pelo menos para o minúsculo verme chamado Caenorhabditis elegans. Prolongar a vida de vermes não é nenhuma grande descoberta, porém, o intrigante é que um dos compostos químicos usados pelos cientistas para obter esse resultado, o corante tioflavina T, já foi testado em humanos.
O tioflavina T é usado para detectar massas de proteínas amiloides danificadas, encontradas no cérebro de pessoas que sofrem do mal de Alzheimer. Além dele, outro composto bem-sucedido nos testes foi a curcumina, componente amarelo-vivo encontrado no tempero açafrão-da-índia. Como o tioflavina T se liga às proteínas amiloides, como a curcumina, os pesquisadores acreditam que ele surtiu um efeito benéfico nos vermes --desacelerando o acúmulo de proteínas avariadas. Geralmente, o verme C. elegans vive de 18 a 20 dias. Tratados com os compostos, esse tempo aumentou entre 30% e 70%. E, ao entrar na meia-idade, com cerca de dez dias, os vermes tratados se mantinham mais ativos --e pareciam mais saudáveis-- do que aqueles sem tratamento. Os compostos, porém, provocaram um efeito colateral e reduziram a fertilidade dos vermes e, como muitos outros químicos, se tornaram tóxicos em dosagens mais altas. "É difícil afirmar que esses compostos seriam eficazes em mamíferos", diz o principal autor do artigo publicado na revista "Nature", Gordon J. Lithgow, professor do Instituto Buck de Pesquisa em Envelhecimento, na Califórnia, EUA. Mas o pesquisador conclui que esses compostos poderiam levar à descoberta de outros que poderiam agir sobre o envelhecimento dos organismos e também resultar em novos tratamentos de doenças relacionadas à idade, que estão associadas ao acúmulo de proteínas danificadas.
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