sexta-feira, 8 de abril de 2011

Profissão de risco e em extinção-Professora é agredida durante briga de alunos no interior de SP

Vítima registrou boletim de ocorrência e fez exame de corpo de delito.Agressão teria acontecido dentro da sala de aula.

Do G1 SP, com informações da EPTV
Uma professora da Escola Estadual Padre José Narciso Vieira Ehrenberg em Paulínia, a 117 km de São Paulo, deixou de dar aula nesta quinta-feira (7) após ter sido agredida a socos por um aluno de 14 anos nesta quarta-feira (6). A agressão ocorreu depois que a professora pediu que dois alunos parassem de brigar.Nesta quinta, a professora se submeteu a exame de corpo de delito, após registrar o caso na polícia. Segundo a Polícia Civil, no boletim de ocorrência ficou registrado que, em uma discussão entre dois alunos, a professora pediu que eles parassem. Um deles quis sair da sala, mas a professora tentou impedir. O adolescente, então, empurrou as carteiras e deu dois socos no rosto dela.
Alunos da sala do quinto ano afirmam que ocorreu uma discussão entre dois adolescentes. A professora pediu que eles parassem e teria dado um tapa na carteira do agressor.
O pai do estudante acusado de agressão assinou termo de compromisso para apresentar o filho na Vara na Infância e Juventude. O aluno pode ser transferido para outra escola, o que será decidido em uma reunião com a Secretaria de Educação.
Procurada pela equipe de reportagem da EPTV, a professora preferiu não falar sobre o assunto e preservar a identidade.

Ataque a alunos no Rio ganha destaque na imprensa estrangeira

Os sites americanos CNN, The New York Times e Washington Post deram detalhes sobre o massacre. O francês Le Figaro; o espanhol El País; o português Publico; a TV Al Jazeera, do Catar; e o jornal argentino La Nación também noticiaram o tiroteio.

O ataque no Rio de Janeiro ganhou um destaque amplo na imprensa estrangeira. Os sites dos americanos CNN, The New York Times e Washington Post deram detalhes sobre o massacre. Relatos de testemunhas também ganharam espaço nos britânicos BBC e The Guardian.O francês Le Figaro e o espanhol El País lembraram que esse tipo de tiroteio é comum nos Estados Unidos. A manchete do português Publico é sobre a falta de antecedentes criminais do atirador. O massacre também teve ampla cobertura na TV Al Jazeera, do Catar, e no site do jornal argentino La Nación.

Famílias decidem doar órgãos de crianças mortas no massacre no RJ

Foram retirados ossos, córneas e medulas. A avó de uma das vítimas disse que a doação pode ajudar muitas pessoas e isso vai ser uma benção.

Mesmo para quem está acostumado a lidar com a morte, hoje foi um dia terrível. O IML do Rio recebeu os corpos de 12 adolescentes. A maioria delas mortas com tiros na cabeça, a queima roupa.
Muito mais difícil até de se imaginar foi a dor das famílias. Pessoas que viram suas crianças saírem pra ir pra escola, e tiveram que buscá-las no IML.Durante toda a tarde, parentes cumpriram o difícil processo de identificar os mortos e perceberam quantos sonhos terminaram. Karine Lorraine Chagas tinha 14 anos, e queria ser atleta.Mariana Rocha de Souza, 15 anos, era o xodó da casa. “Nós perdemos o nosso tesouro”, diz um familiar.A brutalidade das mortes tornou complicada a identificação de algumas vítimas. Á tarde, o pai de Ana Carolina Pacheco da Silva, de 13 anos, esteve no IML. Mas saiu ainda procurando a filha. O pai de Samira Pires Ribeiro, de 13 anos, também não reconheceu a menina entre os mortos.
Mas já a noite os dois retornaram. Com mais calma e com a ajuda dos peritos descobriram que suas filhas já estavam no local.
Na tragédia também morreram:
Bianca Rocha Tavares, de 13 anos;
Géssica Guedes Pereira, que não teve a idade divulgada;
Larissa dos Santos Atanázio, de 13 anos;
Laryssa Silva Martins, também de 13;
Luiza Paula da Silveira Machado, de 14 anos;
Milena dos Santos Nascimento, de 14;
Rafael Pereira da Silva, de 14 anos;
Um outro menino que não teve o nome divulgado.

Mesmo com o esquema especial montado no IML, para agilizar o trabalho, a noite chegou sem que as famílias tivessem conseguido levar os corpos para os velórios. Em meio a toda essa dor, em um momento tão difícil, que eles tomaram uma decisão importante para outras vidas: pais, mães, avós de algumas vítimas decidiram doar órgãos dos jovens.
Foram retirados ossos, córneas, medulas. Quase sem forças pra ficar em pé, destruída pela perda da neta, a avó de Karine, resumiu o motivo da decisão. “Isso aí vai ser uma benção para muitas pessoas e eu agradeço a Deus por isso”, diz a avó de uma das vítimas.

Novas imagens mostram ataque de atirador dentro de escola no Rio

Doze crianças morreram no tiroteio da manhã de quinta-feira.
O atirador se matou após ser alvejado pela polícia na Zona Oeste.

Do G1, com informações do Jornal da Globo

Novas imagens do circuito interno de segurança da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, mostram o ataque do atirador Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, que matou 12 crianças na manhã desta quinta-feira (8). Segundo a Secretaria estadual de Saúde, 11 vítimas continuam internadas.Wellington atirou contra alunos em salas de aula lotadas, foi atingido por um policial e se suicidou. O crime foi por volta das 8h30. De acordo com polícia, Wellington não tinha antecedentes criminais.
O vídeo mostra, também, momentos antes do crime. Nele, é possível ver os alunos chegando para mais um dia de aula e um professor entrando acompanhando por alunas. Em pouco tempo, esse professor se transformaria num dos heróis desse dia de tragédia.De acordo com os registros, alguns garotos ainda estão no corredor quando Wellington chega. Os alunos estranham a presença dele que para em frente à porta e espera que todos entrem para começar o massacre. Depois, as imagens mostram as crianças fugindo desesperadas. Elas rastejam pra tentar escapar do assassinato.Uma das crianças sai com a mão no ombro, aparentemente ferida. O professor fica na porta, ajudando os alunos. Outra câmera registrou o momento em que a maior parte das crianças consegue fugir. O professor corre e o assassino sai armado. Em seguida, ele aparece no canto da outra sala, e atira contra os alunos.
Depois é possível ver o atirador entrando e saindo da sala para recarregar a arma, e volta a fazer o mesmo. Em seguida, ele vai até o início do corredor, perto das escadas, mas volta para a classe. As imagens mostram ainda o momento que Wellington é atingido por um tiro, provavelmente do sargento da Polícia Militar Márcio Alves, do Batalhão de Polícia Rodoviária do Rio.No vídeo, é possível ver que os policiais, ainda sem saber se Wellington tinha comparsas, entram com cautela. Dois PMs dão cobertura para o sargento que chega na sala onde há crianças mortas. Alguns alunos que conseguiram sobreviver saíram com a ajuda dos policiais.
Fotos
Fotografias feitas de dentro de uma das salas em que o assassino esteve revelam o drama que os estudantes viveram. Nelas, é possível ver mochilas, cadeiras espalhadas, muitas cápsulas de bala e marca de sangue por todo lado.Do lado de fora da escola, um cinegrafista amador registrava o que parecem ser tiros. O vídeo do YouTube mostra as crianças que esperam pra receber atendimento. Dentro do prédio, uma mãe grita em desespero.
Gritaria e confusãoOutras imagens feitas no interior da escola mostram muita gritaria e confusão. Elas mostram os pais à procura dos filhos. No caminho, o corpo do assassino no chão. O vídeo mostra, ainda, alunos feridos sendo retirados às pressas. Do lado de fora, crianças esperam em macas.
Wellington Menezes de Oliveira, homem que atirou contra escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo (Foto: Reprodução/TV Globo)Wellington cometeu suicídio após atirar contra
alunos (Foto: Reprodução/TV Globo)
“Teve uma época que soltaram bombinha dentro da escola, por isso pensamos que era brincadeira, fomos ver o que era, a turma do lado começou a sair, um monte de gente baleada”, disse Bruna Vitória, de 14 anos.Enquanto as crianças eram retiradas das salas, pais e amigos chegavam desesperados: “Todo mundo estava em casa, foi um ligando para o outro, mãe ligando para mãe, vizinho chamando vizinho e todo mundo desceu”, disse a mãe de um dos alunos.Muitos alunos em estado de choque foram amparados na porta da escola. Tainá passou mal quando ficou sabendo que as amigas morreram. Até semana passada, ela fazia parte da turma que foi atacada: “Era ela da sala deles, aí essa semana minha cunhada mudou ela de turno, passou ela pra noite. Porque ela estaria aqui, agora de manhã”, disse Stefany Folha, tia de Tainá.
Ainda com imagens feitas pelo celular, o cinegrafista amador registrou a revolta da população, que queria linchar o autor do massacre. Mas neste momento Wellington já havia sido ferido pelo policial militar e logo em seguida se matou com um tiro na cabeça.
Homenagens
Um grupo de três jovens veio foi até a escola na noite desta quinta-feira para prestar uma homenagem às crianças que foram assassinadas. Os três adolescentes eram amigos de três meninas que foram mortas. Eles rezaram, acenderam velas, escreveram uma carta pra elas e choraram muito.
Gráfico atualizado da tragédia na escola em Realengo, 12 mortos (Foto: Arte/G1)


Onze alunos permanecem internados, quatro em estado grave

Logo depois da tragédia, começou uma peregrinação de pais e parentes por hospitais e pelo Instituto Médico-Legal (IML) em busca de notícias.

No Hospital Albert Schweitzer, onde muitas das vítimas são atendidas, quatro adolescentes de 13 e 14 anos permanecem internadas, um deles em estado grave. Ele foi baleado no abdômen e na mão. Ao todo, 11 crianças permanecem internadas em seis diferentes hospitais da Região Metropolitana do Rio.
O estado de saúde de algumas dessas crianças e adolescentes ainda inspira cuidados. No Hospital de Saracuruna, um menino de 13 anos foi baleado no olho direito. Chegou a ser operado e está em coma. Uma menina de 14 anos foi atingida no abdômen e na coluna. Estilhaços de bala atingiram a medula dela, e ela corre o risco de ficar paraplégica.Na manhã desta sexta-feira (8), parentes e amigos chegam ao Hospital Albert Schweitzer. A movimentação é tranquila. Mas na quinta (7), logo depois da tragédia, começou uma peregrinação de pais e parentes por diferentes hospitais e pelo Instituto Médico-Legal (IML) em busca de notícias. Na porta do IML, a difícil espera das famílias dos adolescentes atingidos na tragédia. “Mataram minha sobrinha, mataram a minha sobrinha”, chora uma mulher.
Muitos parentes pareciam não acreditar no que aconteceu. “Quando foi 6h45 ela saiu de casa e foi embora para nunca mais voltar”, lamentou a avó Nilza Ferreira.Os 12 alunos mortos na Escola Tasso da Silveira foram atingidos de forma brutal. “Tiros na cabeça, no tórax e uns inclusive à queima-roupa”, contou um senhor.Por causa da violência dos ataques, pais tiveram dificuldade de reconhecer os corpos dos filhos. À tarde, os pais de Ana Carolina Pacheco da Silva e Samira Pires Ribeiro, de 13 anos, estiveram no IML, mas saíram ainda com esperança de encontrar as filhas vivas. Já à noite eles retornaram e com ajuda dos médicos legistas descobriram que as filhas estavam entre os adolescentes que tiveram sonhos e planos interrompidos.
A lista de mortos foi confirmada. Todos tinham entre 12 e 14 anos: Karine Lorraine Chagas de Oliveira; Rafael Pereira da Silva; Milena dos Santos Nascimento; Mariana Rocha de Souza; Larissa dos Santos Atanázio; Bianca Rocha Tavares; Luiza Paula da Silveira Machado; Laryssa Silva Martins; Géssica Guedes Pereira; Samira Pires Ribeiro; Ana Carolina Pacheco da Silva; e um menino que morreu no hospital, mas não teve o nome divulgado.Muitos pais decidiram doar os órgãos dos filhos mortos. Os feridos foram levados para seis hospitais do Rio. Alguns chegaram em estado grave e precisaram ser operados às pressas. Para os pais dessas crianças e adolescentes, ainda há esperança de que os filhos consigam sair vivos dessa tragédia.Ao longo de todo o dia, pais e parentes desesperados em buscavam notícias. O Hospital Albert Schweitzer, que fica a três quilômetros da Escola Tasso da Silveira, recebeu a maior parte dos adolescentes atingidos. Mas como a unidade não tem setor de neurocirurgia, os alunos que foram atingidos na cabeça tiveram de ser transferidos de helicóptero.Médicos se apresentaram voluntariamente de outros hospitais para ajudar. Outros que estavam de plantão durante a madrugada continuaram trabalhando de dia. Mesmo acostumados com uma rotina difícil, não escondiam a tristeza. “Eles atendiam e choravam ao mesmo tempo”, contou uma enfermeira.“Você vê toda a equipe do Albert, nós estamos aqui com os diretores, as pessoas chorando no corredor, as pessoas muito emocionadas, porque é uma situação que a gente não está acostumada a viver. Uma violência tão grande, uma violência totalmente desnecessária contra crianças”, declarou o secretário estadual de Saúde do Rio, Sérgio Cortês.A mãe de Karine soube da morte da filha no hospital e deu a notícia ao pai da menina pelo telefone. “Nossa Karine está morta. O cara que entrou na escola deu um tiro na cabeça dela”, contou.À noite, a secretária Nacional de Direitos Humanos, a ministra Maria do Rosário, chegou representando a presidente Dilma Rousseff. “Passamos essa mensagem de força às famílias que agora estão cuidando dos seus filhos. Acho que há um sentimento no coração dos brasileiros que diz: basta de violência contra as crianças”, afirmou a ministra.Em um hospital em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o pai do menino Luan vivia a angústia de ver o filho em coma. Uma aluna foi baleada nas costas. “Só após a operação vão passar o quadro dela, se tem chance de ela depois caminhar. Não gosto nem de pensar”, disse a avó.
As famílias estavam unidas pela dor. “É difícil falar, porque não foi só ela. Foram muitas outras coleguinhas que vieram a falecer. Ela era estudiosa, carinhosa e infelizmente Deus levou. Interrompeu a vida cedo”, lamentou uma jovem.

Veja lista de vítimas do tiroteiro em escola de Realengo, no Rio

12 crianças morreram em ataque na manhã desta quinta-feira (7).Atirador se matou após ser alvejado por policial em escola da Zona Oeste.

Do G1 RJ
A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil do Rio informou, na noite desta quinta-feira (7), que o número de crianças mortas no ataque à escola  em Realengo, na Zona Oeste do Rio, subiu para 12, sendo 10 meninas e dois meninos. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, atirou contra alunos em salas de aula lotadas, foi atingido por um policial e se suicidou. O crime foi por volta das 8h30.
Veja lista das vítimas
Karine tragédia Realengo (Foto: G1)
1- Karine Chagas de Oliveira, 14 anos
2- Rafael Pereira da Silva, 14 anos
3- Milena dos Santos Nascimento, 14 anos
Mariana tragédia realengo (Foto: Reprodução)
4- Mariana Rocha de Souza, 12 anos
Larissa dos Santos Atanázio Tragédia Realengo (Foto: G1)
5- Larissa dos Santos Atanázio, (aguardando documento)
6- Bianca Rocha Tavares, 13 anos
7- Luiza Paula da Silveira, 14 anos
8- Laryssa Silva Martins, 13 anos
9- Géssica Guedes Pereira (aguardando documento)
10- Samira Pires Ribeiro, 13 anos
11- menina não identificada - aguardando identificação de familiares
12 - menino não identificado - aguardando identificação de familiares
Wellington é ex-aluno da escola onde foi o ataque. Seu corpo foi retirado por volta das 12h20, segundo os bombeiros. De acordo com polícia, Wellington não tinha antecedentes criminais.
A polícia diz que ele portava dois revólveres calibre 38 e equipamento para recarregar rapidamente a arma. Esse tipo de revólver tem capacidade para 6 balas.Segundo testemunhas, Wellington baleou duas pessoas ainda do lado de fora da escola e entrou no colégio dizendo que faria uma palestra.De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ele falou com uma professora e seguiu para uma sala de aula. O barulho dos tiros atraiu muitas pessoas para perto da escola .O sargento Márcio Alves, da Polícia Militar, fazia uma blitz perto da escola e diz foi chamado por um aluno baleado. "Seguimos para a escola. Eu cheguei, já estavam ocorrendo os tiros, e, no segundo andar, eu encontrei o meliante saindo de uma sala. Ele apontou a arma em minha direção, foi baleado, caiu na escada e, em seguida, cometeu suicídio", disse o policial.

Um comentário:

  1. A respeito da tragédia ocorrida no RJ, Cabral declara luto de 7 dias e presta solidariedade a todos envolvidos, vitimas familiares e ainda... O governador afirmou em coletiva que professores, funcionários e os 400 alunos da instituição estão recebendo assistência psicológica.

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