A matéria afirma que, para observadores da política brasileira, o caso é analisado como uma repetição de fatos --em alusão à violação dos dados bancários do caseiro Francenildo dos Santos Costa, que derrubou em 2006 o então ministro da Fazenda.Reportagem da Folha do último dia 15 mostrou que o ministro multiplicou por 20 seu patrimônio entre 2006 e 2010. Somente no ano passado, o faturamento de sua empresa de consultoria, a Projeto, chegou a R$ 20 milhões.O "FT" cita as iniciativas da oposição de tentar convocar Palocci a dar explicações no Congresso Nacional, e afirma que o caso poderá enfraquecer as habilidades da presidente de controlar os partidos da base aliada.De acordo com o texto, as notícias sobre o patrimônio de Palocci vieram num momento "inoportuno", em que a presidente ainda se recupera de uma pneumonia. "Ela está lidando com o aumento da inflação, atraso nos projetos de infraestrutura para a Copa de 2014 e uma batalha em relação a uma controversa lei ambiental", enumera o texto.
"O que talvez seja o mais surpreendente, entretanto, é que a lua de mel desde que ela [a presidente Dilma] assumiu a Presidência tenha durado tanto, em um país onde escândalos fazem parte do cenário político", afirma trecho da reportagem.
Brasileiro está perdendo poder de compra, alerta Dieese/Seade
SÃO PAULO - Há cinco meses a renda média real do brasileiro vem caindo, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Fundação Seade em sete regiões do país. Entre fevereiro e março, a diminuição do rendimento médio dos assalariados foi de 1,9%, para R$ 1.422, enquanto para os ocupados a queda foi de 1,2%, para R$ 1.371.
O encolhimento da renda real nos últimos meses, de acordo com as entidades, reflete uma combinação de fatores, que inclui o avanço da inflação e as novas contratações com salários menores.
'A inflação está corroendo o poder de compra da população em todas as regiões do país. Isso é preocupante porque já vimos como é importante termos um mercado interno forte. Foi isso que nos sustentou durante a crise global', ressalta Patrícia Lino Costa, economista do Dieese.
Embora chamem a atenção para a necessidade de controle inflacionário, as instituições mostram-se contrárias à aplicação de medidas radicais no combate à alta generalizada de preços. O coordenador de Análise da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), Alexandre Loloian, avalia que é preciso ponderar as ações para que elas não atrapalhem a geração de emprego e renda. 'Ninguém quer inflação alta, mas se não tivermos cuidado com as medidas, poderemos prejudicar o mercado de trabalho e desencadear um processo recessivo. É fácil provocar recessão, o difícil é sair dela', afirma. Em abril, a taxa de desemprego do grupo formado pelas sete regiões estudadas pelo Dieese e pela Seade (regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal) ficou em 11,1%, abaixo dos 11,2% de março e dos 13,3% contabilizados um ano antes. Em São Paulo, o indicador se situou em 11,2%, o menor patamar para o quarto mês do ano desde 1990, quando a taxa de desemprego foi de 10,6%. Ainda assim, o percentual é considerado alto pelos responsáveis pela pesquisa. 'Em alguns setores, há falta de mão de obra qualificada para o preenchimento de vagas, mas no geral o que vemos é muita gente desempregada e baixos salários', ressalta Loloian.
No mês passado, 2,450 milhões de trabalhadores encontravam-se sem emprego nas sete regiões pesquisadas pelo Dieese e pela Seade. Apenas em São Paulo, o número de desempregados era de 1,197 milhão.
(Francine De Lorenzo | Valor)
O encolhimento da renda real nos últimos meses, de acordo com as entidades, reflete uma combinação de fatores, que inclui o avanço da inflação e as novas contratações com salários menores.
'A inflação está corroendo o poder de compra da população em todas as regiões do país. Isso é preocupante porque já vimos como é importante termos um mercado interno forte. Foi isso que nos sustentou durante a crise global', ressalta Patrícia Lino Costa, economista do Dieese.
Embora chamem a atenção para a necessidade de controle inflacionário, as instituições mostram-se contrárias à aplicação de medidas radicais no combate à alta generalizada de preços. O coordenador de Análise da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), Alexandre Loloian, avalia que é preciso ponderar as ações para que elas não atrapalhem a geração de emprego e renda. 'Ninguém quer inflação alta, mas se não tivermos cuidado com as medidas, poderemos prejudicar o mercado de trabalho e desencadear um processo recessivo. É fácil provocar recessão, o difícil é sair dela', afirma. Em abril, a taxa de desemprego do grupo formado pelas sete regiões estudadas pelo Dieese e pela Seade (regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal) ficou em 11,1%, abaixo dos 11,2% de março e dos 13,3% contabilizados um ano antes. Em São Paulo, o indicador se situou em 11,2%, o menor patamar para o quarto mês do ano desde 1990, quando a taxa de desemprego foi de 10,6%. Ainda assim, o percentual é considerado alto pelos responsáveis pela pesquisa. 'Em alguns setores, há falta de mão de obra qualificada para o preenchimento de vagas, mas no geral o que vemos é muita gente desempregada e baixos salários', ressalta Loloian.
No mês passado, 2,450 milhões de trabalhadores encontravam-se sem emprego nas sete regiões pesquisadas pelo Dieese e pela Seade. Apenas em São Paulo, o número de desempregados era de 1,197 milhão.
(Francine De Lorenzo | Valor)
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