Jovem já havia confrontado assaltantes em outras ocasiões, segundo pai.Rapaz foi baleado no estacionamento da FEA na noite desta quarta.

“Ele falou que as coisas dele ele não entregaria, então, ele deve ter tentado ir embora com o carro. Ele era forte, fazia esportes. Se ele vê um cara mais fraco que ele, ia tentar”, contou o pai, para quem o filho pode ter reagido. “Eu acredito que sim, ele não ia entregar as coisas dele assim de graça. Ele dizia ‘trabalho tanto para algum vagabundo pegar minhas coisas?’. Ele não era explosivo, era muito calmo, mas dava valor para suas coisas.”O jovem comprou um carro blindado após ser abordado por criminosos dentro de ônibus por duas vezes. Nas duas ocasiões, ele reagiu e conseguiu espantar os assaltantes. “Eu falei ‘mas você não é blindado, só o carro’. Infelizmente ele deve ter tentado fugir”, disse o pai do jovem.Felipe trabalhava durante o dia e cursava a universidade no período noturno. Segundo a família, ele fez um ano e meio de cursinho para entrar na USP e estava a um ano e meio de se formar em ciências atuárias. Felipe namorava e pretendia se casar ao terminar o curso.A mãe de Felipe, Zélia Ramos, também não duvida que o filho possa ter reagido. “Não tem explicações, o delegado disse que foi uma tentativa de assalto e que teve luta corporal, ele deve ter reagido. Acho que ele deve ter tentando entrar dentro do carro naquela hora para tentar ter segurança. Ele achava que ia ter mais segurança com um carro blindado”, afirmou.

blindado', diz mãe (Foto: Juliana Cardilli/G1)
Crime
Os pais perceberam que algo errado havia ocorrido quando o jovem não chegou em casa no horário previsto, por volta das 22h. “Ele não chegou, a sogra dele ligou falando que tinha acontecido algo na USP e fomos para lá. Quando chegamos lá, falaram que um rapaz tinha sido assassinado. Percebemos que era o pior. Foi um golpe duro”, afirmou o pai. “Ele não tinha vícios, ele só trabalhava e estudava. É uma perda irreparável, não sei como vou chegar em casa e encarar as coisas dele, o quarto.”
Alunos fazem protesto por segurança depois de morte de estudante na USP
Felipe Ramos de Paiva foi assassinado no estacionamento da faculdade. A USP é a maior instituição de ensino da América Latina.
A manhã desta quinta-feira (19) foi de protestos no campus da maior universidade da América Latina. As aulas foram suspensas. Os alunos fizeram manifestações de protesto contra o assassinato de Felipe Ramos de Paiva.O rapaz foi morto com um tiro na cabeça no estacionamento da Faculdade de Economia e Administração da USP, uma das mais respeitadas do país.Felipe tinha 24 anos e estava no quinto ano do curso de ciências atuariais. Ele foi atingido ao lado de seu carro, um veículo blindado que estacionava sempre no mesmo lugar. O celular e a bolsa do rapaz não foram levados.Avisada, a mãe do estudante chegou logo depois. “Ele foi assaltado duas vezes num ônibus. Ele falava que com o carro se sentia mais seguro”, diz Zélia Ramos, mãe do estudante.
, vinha pro trabalho e aí ele falou que estava cansado disso, que para não correr mais nenhum risco porque as duas vezes ele reagiu no assalto e ele falava assim que com o carro ele se sentia mais seguro e tal.Os alunos da FEA, Faculdade de Economia e Administração da USP, fizeram uma assembleia em frente ao prédio da Universidade e reclamaram da falta de segurança.A Universidade de São Paulo é a maior instituição de ensino da América Latina. O campus da Cidade Universitária é o maior deles, com 76 milhões de metros quadrados. É uma área arborizada no meio da metrópole muito difícil de ser vigiada.“A Cidade Universitária é como um aquário onde alguém quer pescar. Tem uma segurança limitada. A nossa guarda não tem armas”, explica Reinaldo Guerreiro, diretor da FEA – USP.Os registros mostram que o número de furtos saltou de quatro em janeiro para 23 em abril. O índice de roubos foi de um para 13. Os casos de roubo de carro passaram de dois no começo do ano para 12. E o total de casos de violência aumentou mais de três vezes, de 25 ocorrências em janeiro para 77.
A Polícia Militar foi para o campus para reforçar a segurança. Na quarta-feira (18), na hora do crime havia PMs no local.“Eu acredito que foi a falta de comunicação dos vigilantes. A Polícia Militar se encontrava fazendo o bloqueio e a informação não chegou”, esclarece Mauro Maia, capitão da PM.
Parentes e amigos estavam inconformados. “É uma perda muito forte. É um sentimento de impotência”, diz Ocimar de Paiva, pai do estudante.
Governador diz que polícia está disposta a reforçar segurança na USP
Pedido de presença policial em campus depende da universidade.Jovem de 24 anos foi assassinado em estacionamento de faculdade.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou na tarde desta quinta-feira (19) que a Secretaria da Segurança Pública (SSP) está disposta a fazer um trabalho em conjunto com a Universidade de São Paulo (USP) para diminuir os crimes no campus situado na Zona Oeste da capital paulista.Na noite de quarta, o estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, foi morto a tiros quando se aproximava de seu carro em um estacionamento da Faculdade de Economia e Administração (FEA). Sua família diz acreditar que ele reagiu a uma tentativa de assalto. O jovem era velado em Caieiras, na Grande São Paulo, na tarde desta quinta.Alckmin afirmou após evento de premiação da Nota Fiscal Paulista, no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, Zona Sul, que já conversou com o secretário da Segurança, Antônio Ferreira Pinto. “Agora, independente de estar ou não dentro do campus, a polícia pode ter o trabalho integrado com a segurança da USP, com ações conjuntas.”O governador acrescentou, porém, que o pedido de auxílio da segurança deve partir da própria universidade. “Universidades como USP, Unesp e Unicamp têm autonomia universitária. (...) Se a SSP for solicitada, ela fará uma base comunitária no campus.”
Crime
Os pais perceberam que algo errado havia ocorrido quando o jovem não chegou em casa no horário previsto, por volta das 22h. “Ele não chegou, a sogra dele ligou falando que tinha acontecido algo na USP, e fomos para lá. Quando chegamos lá, falaram que um rapaz tinha sido assassinado. Percebemos que era o pior. Foi um golpe duro”, afirmou o pai. “Ele não tinha vícios, ele só trabalhava e estudava. É uma perda irreparável, não sei como vou chegar em casa e encarar as coisas dele, o quarto.”
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