O ministro Fernando Haddad (Educação) defendeu ontem o livro "Por uma Vida Melhor", que foi distribuído pelo MEC a alunos e causou polêmica ao afirmar que, em alguns contextos, é possível falar cometendo erros de concordância. Haddad disse que criticar uma obra sem ler é uma postura "fascista".
Segundo a obra, é possível falar "os livro", dependendo do contexto. Já os críticos da obra defendem que a escola ensine o aluno sem admitir erros de concordância.
Ao ser questionado numa audiência no Senado, ontem, Haddad respondeu que os críticos da obra, em sua maioria, não a haviam lido. "Há uma diferença entre Hitler e Stálin. Ambos fuzilavam seus inimigos, mas Stálin lia os livros antes de fuzilá-los. Estamos adotando uma postura mais de viés fascista, que é criticar um livro sem ler", disse Haddad.
Na semana passada, a Defensoria Pública da União ajuizou uma ação pedindo o recolhimento da obra.
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