sábado, 18 de junho de 2011

Vício do crack produz história dramática no Rio Grande do Sul

Uma mãe foi comprar a droga acompanhada do filho de 2 anos. Em depoimento à polícia, ela disse que foi feita refém com a criança ao tentar comprar mais droga. Os dois só foram encontrados quando o irmão da mulher informou o desaparecimento à imprensa.

 

Um menino de 2 anos e 8 meses ficou três dias em cativeiro, no Rio Grande do Sul, em companhia da mãe, viciada em crack. Traficantes fizeram os dois reféns quando ela tentou comprar a droga pela segunda vez no mesmo dia e sempre levando o filho.O menino estava faminto quando a polícia chegou e deixou emocionado o delegado que fez o resgate: “Como pai, todo mundo fica comovido, encontrando uma criança no meio de uma favela, em um dos lugares mais perigosos de Porto Alegre, de pés descalços, mal vestido no frio do Rio Grande do Sul”, declarou o delegado Ricardo Zucco.
Na noite de segunda-feira (13), a mãe da criança, uma socióloga de 34 anos, saiu de casa no carro da família para comprar drogas e levou o filho. No depoimento a policia, ela disse que fumou o crack e, quando tentou comprar mais, os dois foram feitos reféns.A família ficou desesperada: “O mais difícil de tudo é não ter notícias, não ter pistas de onde estava a mãe e o menino. A gente acaba sofrendo muito, a família sofre demais quando um fato desses acontece”, contou a mãe da mulher.Os traficantes tomaram as jóias e a roupa dela e também do filho. “Eu acredito que eles iriam pedir algum resgate para a família”, disse o delegado.Mãe e filho permaneceram em uma das mais violentas vilas de Porto Alegre por três dias. Os dois só foram encontrados depois que o irmão da socióloga informou o desaparecimento à imprensa e a polícia fez buscas no lugar onde ela costumava comprar drogas.No cativeiro, ao lado da cama, os restos do crack consumido. “Uma mãe entregue ao domínio da droga com o filho pequeno de 2 anos, que sequer ela sabia com quem estava”, relatou o delegado Heliomar Franco.Um homem foi preso por tráfico e cárcere privado. A socióloga também vai ser investigada por ter posto a vida do filho em risco. Ela foi internada pela mãe em uma clínica de reabilitação.“Eu não vou abandonar a minha filha de maneira nenhuma, hoje eu sou uma pessoa que sei o que é a dependência química, eu compreendo essa doença e vou continuar ajudando a minha filha até o último minuto de vida que eu tiver. Nós vamos retomar juntas”, afirmou a mãe.
A socióloga teria tido uma recaída. Segundo a família, ela é viciada desde 2008, mas não usava a droga há mais de um ano.

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